Sunday, September 11, 2011

Não, eu não gosto de Roberto Carlos, e daí?

Fatima Dannemann

       Você sabe qual o titulo do último CD de Roberto Carlos? Você sabe cantar alguma música recente (não, não vale Emoções, e Como é grande meu amor por você é mais velha do que a Sé de Braga)? Aliás, em algum dos últimos shows que a Globo transmitiu o rei (?) cantou alguma música nova? Qual? Ah, não lembra. Então, não me venha com xurumelas. Você diz que gosta, diz que morre de amores por Roberto Carlos mas apenas segue uma tendência, a de que pra ser “sensível”, “bom”, “romântico” tem que gostar do cantor. Pois se for assim eu sou insensível, má e interesseira pois assumo: não, eu não gosto de Roberto Carlos. Acho o estilo de suas musicas cafona, e o que o separa de “astros” mais do que populares como Reginaldo Rossi é apenas o preço do ingresso dos shows, o público que se enfeita para ver e ser visto e o respaldo da Globo. Fora isso, merci beaucoup, mas entre ver um filme que eu já vi zilhares de vezes como um da série Batman SBT exibiu no ultimo sábado e o “inédito” e “superproduzido” show de Roberto Carlos em Jerusalem, eu preferi o Batman.

     Até dei uma olhada no show para ver aquele terninho que lembra farda de motorista (com todo respeito aos motoristas), aquele cabelinho de franja rala, o microfone virado de lado e toda a parafernália que cercam seus shows. Nada contra Roberto Carlos pessoa, que eu aliás nunca conheci, tudo contra o que ele se tornou. Onde anda o parceiro de Erasmo Carlos (aliás, o cabeça da dupla segundo tudo o que a historia revelou) em clássicos dos anos 1960 como Negro Gato, Sua Estupidez ou As curvas da Estrada de Santos? Dessas eu gosto, especialmente da última. Mas, me parece que chegando às décadas de 1970, 1980, 1990, Roberto Carlos resolveu seguir a trilha das músicas “românticas” (eu chamo de brega, mesmo, mas deixe o romântica entre aspas, porque é o rótulo nas lojas de disco). E então, formula pronta, RC começou a produzir discos e shows anuais e mais recentemente um cruzeiro marítimo que arrasta milhares de pessoas pelo litoral brasileiro e até gerou outros produtos semelhantes com duplas sertanejas e outros artistas.
Criou-se a imagem do ídolo “certinho”, tão politicamente correto que ninguém nunca soube sua opinião ou seu voto em nenhum momento da historia do pais, tão religioso que criou uma música que é tocada em todas as igrejas católicas no lugar da Ave Maria. Nunca vi entrevistas do Rei, nem coletivas nem exclusivas. Mas, também nunca vi Roberto Carlos em fotos de baladas de revista de fofoca. Até ai, tudo bem, o povo precisa de bons exemplos. Mas essa imagem dá também impressão de alguém inatingível, alguém que só pode ser visto ou no palco ou nas telas da TV, de longe, falando com aquela voz anasalada “são tantas as emoções”.
               Santas diferenças, Batman. O Roberto de hoje está longe do cantor da jovem guarda que junto com Erasmo Carlos, Vanderleia e outros que ninguém mais lembra o nome, eram os rebeldes dos anos 60. Rebeldes, sim. Mas até certo ponto. Eram os que andavam pelas estradas de santos a 320 km por hora, os que esnobavam carrões enormes, calças boca de sino mas pareciam ignorar que o Brasil vivia uma ditadura militar repressiva e das mais severas. Ou então, era a válvula de escape para isso, um modo de seguir a vida e apenas ser jovem, sabe-se lá. Ainda assim, era mais interessante e até mais rico musicalmente do que a baboseira em que a carreira de Roberto Carlos se tornou.
          Sim, baboseira. Talvez muitos pensem como eu, mas falte a coragem de assumir: Não, eu não gosto de Roberto Carlos. Tem gente que gosta, sim, que se descabela e até chora quando ver algumas cenas patéticas como Gloria Maria dançando valsa com o cantor. Bata-me um abacate e meio. Eu prefiro uma reprise do Batman. Pelo menos, Batman tem um conteúdo mais real como os conflitos humanos, a briga eterna entre bem e mal, a segurança e a violência em eterna guerra nas grandes cidades e em cada um de nós. No show de Roberto é tudo lindamente fake. Como quase tudo na Globo, aliás.

Thursday, September 01, 2011

Bicho da vez – Sariguê, o parente feio do canguru




- Você é homem ou sariguê? Algumas pessoas costumam perguntar isso aos meninos quando eles se defrontam com uma situação de medo tal como tomar injeção, fazer endoscopia ou ir ao dentista. Sariguê, para quem não sabe, é o nome “baianês” do animal conhecido em São Paulo, Rio e outros estados como Gambá, como Timbu, em Pernambuco ou ainda o opossum dos americanos. É praticamente o único marsupial das Américas e tem a fama de sujo por causa da glândula que secreta um liquido de tremendo mau cheiro. Pois este cheiro é a arma de sedução que as fêmeas usam para atrair os machos na época do cio.
Mamífero marsupial, as sarigueias guardam os filhotinhos na barriga tais como os cangurus, e a origem do nome gambá é justamente por causa disso (significa barriga aberta na linguagem indígena). Para escapar ao perigo, os gambás fingem-se de mortos. E eles têm um superpoder: são imunes ao veneno de serpentes tais como a jararaca e cascavel. Alem disso, são capazes de atacá-las e até ingeri-las inteiras pela cabeça. Existem sariguês (ou gambás) desde o Canadá até a Argentina. Há cinco espécies conhecidas e quatro delas podem ser encontradas no Brasil. Eles se reproduzem até três vezes por ano dando até 20 filhotes em cada gestação.

Monday, August 29, 2011

Será que eu deveria ter lido um manual de redação?

Fatima Dannemann

Eu nunca li um manual de redação. Nem os do jornal onde eu trabalhei. Nem daqueles famosos que são vendidos em livrarias ou banca de jornal. Em compensação, tinha uma moça num dos jornais que eu trabalhei que tinha todos e andava com eles para cima e para baixo. Eu me pergunto para que tanto manual se ela nem era repórter. O que ela escrevia? No máximo uma chamadinha de primeira página. E me pergunto: para que tanto manual? Nunca li nenhum deles porque sempre achei que as gramáticas já têm tudo. E nenhum deles, assim como nenhuma gramática, ensina a fazer um lead, a abrir um texto de modo atrativo, de uma maneira que conquiste o leitor logo na primeira frase e faça com que ele nunca mais lhe abandone (nas próximas matérias também).

A moça do manual (como era mesmo o nome dela, heim?) era uma dessas teóricas que pularam a janela da hierarquia e foi logo ser algo do tipo copydesk, subeditora. Nada contra os manuais, nem contra a pessoa. Nada também contra uma outra pessoa que dizia que não sabia como minhas matérias saiam boas porque eu não tinha técnica nenhuma. E eu pergunto: que técnica? Será que precisa técnica para pisar na lama de feira de São Joaquim com aquele insuportável cheiro de fruta podre e dar gritos de pavor quando uma enorme ratazana cruza seu caminho? E para que técnica para cobrir uma solenidade absolutamente desinteressante apenas porque o patrão pediu? O dia a dia de repórter de cidade se resume a mesmice. Não precisa de técnica, nem manual para transformar essa mesmice em algo interessante. E isso muitas vezes é difícil.

Tornei-me jornalista para concretizar um sonho. Realizei o sonho por um tempo, mas nunca passei de repórter: não me deram muita chance. Ouvia os editores nas reuniões dizendo: “podemos contar boas historias”. Concordo. Mas nem sempre é possível. As vezes é o tempo que conspira contra. Entre a hora que o repórter recebe a pauta, sai do jornal, chega no local da cobertura, a volta, o fechamento, não dá tempo. Bom, não dava. Hoje, com tablets, celulares, e todas as engenhocas que inventaram por ai dá tempo para colocar o texto no ar na internet até na hora que o fato acontece. Outras vezes dão três, quatro pautas e o repórter ainda sai acompanhado de fotografo com outras três, quatro pautas diferentes. E tem assunto que não rende muito mesmo. Então, contar boas historias como?

O jeito era esperar por uma pauta especial ou forçar a barra e transformar um assunto qualquer numa matéria melhorzinha. Mas nem para isso é preciso manual. O manual de redação para mim era algo chato que dizia o óbvio e que eu achava (e ainda acho) que não precisava ler. Quando me enrolava em alguma regra, ia para a gramática ou ao dicionário. Manual para que? Para pular janelas e chegar a redatora, pauteira, subeditora, editora? Eu achava que era possível chegar a tudo isso por talento. Mas não me deram muita chance, como a moça dos manuais deve ter tido (não sei pois ela nunca foi minha amiga). Em vez de manual preferia buscar outros leads, como uma matéria de policia que eu abri com uma poesia, ou contar as tais boas historias. Essas historias me renderam quase uma dúzia de prêmios jornalísticos. Mas eu me pergunto: pra que? Nunca passei de repórter. Será que eu deveria ter lido pelo menos um manual?
PS: na verdade, eu andava com dois manuais. O Manual do Peninha, nos tempos da faculdade, e o Manual do Manuel, um livrinho de piadas de português. Mas essas são outras historias.

Monday, July 18, 2011

Cesta Básica - Frutas e Legumes


Magali, da Truma da Mônica, iria se esbaldar com o preço da melancia. Em compensação, o preço do pimentão está estratosférico ainda que esteja mais barato do que um quilo de kiwi.
Aproveitamos para recomendar o uso de sacolas retornaveis. Embora o plástico seja inevitável, as sacolas são melhor de carregar e não lascam no caminho de volta pra casa. Ah, são feias? Nada que um lacinho não resolva...

Limão Taiti (quilo).................R$ 0,95
Pimentão verde (quilo)..............R$ 2,25
Uva Italia (quilo) .................R$ 4,75
Melancia (quilo)....................R$ 0,85
Banana da Terra (quilo).............R$ 1,65
Batata lisa (quilo).................R$ 1,80
Laranja pera (quilo)................R$ 1,20
Kiwi (quilO)........................R$ 3,15
Beterraba (quilo)...................R$ 1,95
Mamão formosa (quilo).............. R$ 0,95

fonte: folheto de preços do Bom Preço

Thursday, July 07, 2011

Bandidos de novela


Fatima Dannemann

Todo mundo se espanta com a frieza de Leonardo Brandão, o Leo de Insensato Coração, interpretado (ainda piores. Como  em  muitos romances e contos, o criminoso de novela quase nunca é sujo, maltrapilho ou fala gírias. Ao contrario, assim como Leo, muitas vezes o criminoso é rico, bonito, muito bem educado, e apesar de algumas atitudes e alguns pensamentos que lhe denunciam, poucos ou ninguem desconfia de seus instintos malvados. Leo é assim: disssimulado até a alma, ele é capaz de encantar as pessoas se fazendo de amigo solidário, mas na verdade é incapaz de ter emoções, e quando está s[o, apenas demonstra frieza, egoismo e desprezo por outras pessoas. Norma (Gloria Pires), em minha opinião, é tão bandida e tão incapaz de ter sentimentos nobres quanto Leo. Não há vingança que justifiique assassinato, casamento por interesse e outros crimes que ela vem cometendo
Voltando no tempo, uma lista de bandido de novela, incllui:

Laura Prudente da Costa - (Claudia Abreu em Celebridade) – Como Norma, Laura se dizia movida pela vingança e em nome dela faz tudo para  destruir Maria Clara Diniz (Malu Mader) inclusive roubar, matar, fraudar, e se prostituir. No final, Laura se revela a misteriosa assassina de Lineu Vasconcelos e morre assassinada na ex-casa de Maria Clara, um dos objetivos de sua vingança. Como Leo, Laura era fria e dissimulada, seu papel preferido era o da vítima e da amiga querida e fiel. Seu assassino foi o outro bandidão da novela, Renato Mendes.

Nazaré Tedesco – (Renata Sorrah em Senhora do Destino) – Essa eu tinha medo quando aparecia na telinha. Psicótica e chegada a um surto, Nazaré chegou a matar por esporte, sempre colocando a culpa na escada de sua casa. Mas nem foi  só isso, alguns dos crimes de Nazaré tinham requintes de crueldade como o taxista que ela matou em um motel  jogando um ventilador em curto circuito na banheira onde ele tomava banho. Alem de dois sequestros de incapazes, prostituição, falcatruas, Nazaré cometeu uns tres assassinatos. Acabou morrendo no Rio São Francisco.

Cesar Brandão – (Roberto Maya em Final Feliz) – esse era o picareta tirado a bom pai e bom marido. Dá um golpe na própria familia, some e deixa mulher e duas filhas (Lilian Lemertz, Natalia do Vale e Lidia Brondi) quase que na mais completa miseria. Tempos depois, aparece na maior cara de pau, mas morre assassinado pelo comparsa França (José Augusto Branco).

Alexandre – (Guilherme Fontes em A Viagem) – Esse era o bandido do alem um fantasma que de camarada não tinha nem o lençol. Alexandre era ruim em vida, ficou pior depois de morto. Começa a novela ele envolvido em crimes, sempre acobertado pela irmã rica, Dinah, até que mata alguem e é condenado. Morre na cadeia e passa a infernizar a vida de Teo, seu ex-cunhado, Raul, seu irmão, Tato e de sua ex-noiva, Lisa. No final, é convencido a buscar a luz e acaba reencarnando para se redimir, de acordo com os principios da teoria Espirita.

Flora – (Patricia Pillar em A Favorita) -  Uma das  piores bandidas da década de 2000. Flora era movida por um ciume e inveja doentio de Donatela. Detestava a filha, o ex-marido e se duvidar detestava até a si mesma ja que no final da novela, já presa e condenada, responde que seu nome é Donatela, quando lhe perguntam como ela se chama. Flora matou vários personagens, aplicou golpes, caluniou, pintou miserias como se diz no popular. Acabou meio lelé da cuca. Como Leo, era uma fingidora habilidosa e seu papel de vítima convencia quase todo mundo.

Clara – (Mariana Ximenes – Passione) – Alem de serial killer, ladra, golpista, Clara ainda é aliada de outros bandidos como Saulo (Werner Schurnemann) e Fred (Reynaldo Gianechini). Clara aprontou todas mas no final em vez de ser punida, vai para um paraiso tropical cuidar de um velho.

Ivone – (Leticia Sabatela – Caminho das Indias) – Gloria Peres aproveitou a personagem e as cenas passadas em um hospital psiquiatrico para discorrer sobre a figura do psicopata, aquela pessoa fria, isenta de emoções, capaz de fingir, aplicar golpes e até matar em nome de seus interesses.

Felipe Barreto – (Antonio Fagundes – O Dono do Mundo) – Sim, Painho já foi bandido. Antes de incorporar o papel de patriarca (visto não só agora mas em outras novelas), Antonio Fagundes fez o papel  do médico mau carater, interesseiro, sedutor de mulheres alheias, capaz de tudo por motivos futeis. Pior bandida ainda era sua mãe adotiva, Constância Eugenia (Natalia Thimberg).

Sinhozinho Malta, Max Martinez, Boneco, Major Bentes – (personagens de Lima Duarte em varias novelas) – Lima fez bandidos dignos de nota. Sinhozinho era o coronel que se achava acima do bem e do mal em Roque Santeiro. Antes disso, ele viveu Zeca Diabo, o pistoleiro de O Bem Amado, Boneco, um meliante meio atrapalhado em O Rebu. Major Bentes foi um coronel ridiculo que chamava os capangas de animal e mandava matar  os inimigos. Com Max Martinez, Lima Duarte apenas repetiu os clichês.

Tuesday, July 05, 2011

Letras e imagens

Fatima Dannemann

Livros

Água para elefantes - de Sara Gruen – Alem da descrição da vida errante nos circos americanos durante a década de 30, logo após a quebra da bolsa de valores, a grande depressão e a lei seca, o livro dá uma pincelada na vida que os idosos levam em abrigos ou internatos: cercados de cuidados, imersos em lembranças e esperando a visita da familia que nunca chega para bucar. A obra alterna a vida de Jacob na velhice e nos tempos em que era veterinário em um circo.

A Casa Torta – de Agatha Christie – muito provavelmente, o leitor vai precisar recorrer a sebo, bibliotecas ou pedir emprestado aos amigos para travar conhecimento com um(a) dos(das) mais perversos(as) criminosas que a autora inglesa criou. E os motivos futeis que levam ao assassinato, chocam. Detalhe, Agatha considerava este seu melhor livro. Pode não ser, mas vale a pena.

Filmes

Meia-Noite em Paris – Woody Allen traz um pouco de fantasia com direito a homenagem aos artistas e escritores que viveram em Paris e formaram a geração perdida. Tudo embalado pela musica de Cole Porter, num dos melhores momentos do cinema até agora. Imperdivel.

Tuesday, June 28, 2011

Produtos de Informática que gostariamos de ver

Fatima Dannemann

Mouse ensinado - Que tal ummouse que você não precisa ficar clicando? Basta dizer "role" e ele rola a página. Ou dizer "clique". Melhor é que este mouse poderia ter nome como se fosse um cachorrinho, gato ou hamster de estimação com a vantagem de não precisar veterinário, ração e coisas parecidas.

Web Cam Perfumada - Suprasumo da conectividade, esta web cam permitirá que você sinta os cheiros de seus amigos virtuais. Excelente meio de descobrir se seu amigo virtual toma banho ou não.

MP33 - Aparelho vintage para saudosistas. Em formato de radiola miniatura, o mp33 toca música imitando os antigos discos de vinil comarronhões, repetições e outros defeitos.

Olivento Letra 22 - Exclusivo Laptop em formato de  máquina de escrever portatil com fita, zuada e teclas que quebram as unhas. Funciona igual a um computador mas ninguem mais reclamará quando faltar luz porque essa engenhoca funciona a pilha.




Friday, June 10, 2011

Literatura: Tres autoras

Fatima Dannemann

Há tres autoras que eu curto. Todas tres inglesas, de estilos e épocas diferentes, mas que eu recomendo ler:

Agatha Christie - Tem gente que torce o nariz. Diz que ela não é "literária". Mas uma pessoa que foi educada em casa, tinha dislexia e escreveu mais de 80 livros é no mínimo um gênio. A maioria de suas obras faz o gênero mistério policial. Ela escreveu romances, contos, peças de teatro, obras autobiograficas e livros não policiais (que eu ainda não li). Um dos charmes dos livros de Agatha é o cenário. Mansões campestres ou recantos a beira-mar em Devon e Cornualha, principalmente. A maioria dos crimes nos livros da autora se passa entre a nobreza, a alta sociedade ou mesmo familias ricas mostrando que a maldade está presente em qualquer lugar. Desde cidades cosmopolitas como Londres a tipicas aldeiazinhas como a St Mary Mead de Miss Marple, um de seus personagens mais conhecidos ao lado do detetive belga Hercule Poirot ou do casal de agentes secretos Tommy e Tuppence. Vale ler, os clássicos e transformados em filme: Assassinato no Expresso do Oriente, Morte no Nilo (um dos meus preferidos), Noite sem fim (tem um criminoso tão cruel que você acaba o livro querendo linchar ele), A Casa do Penhasco (um dos que eu mais gosto). Alem desses: Um gato entre pombos, Os crimes ABC, Convite para um homicidio, Tres ratos cegos (de contos e ótimo).

Daphne du Maurier - Quando se fala em Daphne du Maurier a pessoa logo lembra de Rebecca. Mas, a obra desta autora vai alem desse livro que foi imortalizado por Alfred Hitchcock na década de 40 com Joan Fontain no papel de Mrs de Winter (a personagem principal não tem nome). Pode ser tão dificil encontrar o filme em DVD quanto o livro em lojas de Salvador. Aliás, alguns dos livros de Daphne eu li apenas em ingles por falta de edições em portugues;  Jamaica Inn, My cousin Rachel, Os americanos estão chegando são os mais conhecidos, todos ambientados na Cornualha (região do litoral oeste da Inglaterra, cheia de lendas inclusive algumas do tempo do Rei Arthur). Rebecca, curiosamente, se passa em outra região. No entanto , alem de ser o melhor é o que tem mais charme. E mais mistério. Daphne du Maurier é uma dessas autoras que marcam tanto que até hoje os paises de lingua inglesa estão em busca de alguma nova autora do mesmo calibre. Não encontraram.

Jane Austen - Muito antes de Razão e Sentimento e Orgulho e Preconceito terem virado filmes ou mesmo de serem homenageados em outras obras ( não faltam referencias em O Diario de Bridget Jones) eu já tinha lido os dois livros. E gostado do clima romantico, agua com açúcar mas muito bem escrito por esta autora inglesa. Quem quiser um retrato do que era a vida na Inglaterra antigamente, leia seus livros. Uma boa noticias é que eu vi, nas prateleiras das livrarias, edições bilingues de vários deles. Versão em filme (não sei se tem em DVD) tem tambem Emma (que gerou o subproduto chinfrim As patricinhas de Beverly Hills) e Persuasion. Confiram.

Friday, May 20, 2011

Perua: toda novela que se preze tem pelo menos uma


Fátima Dannemann

  Exagerada, over, exuberante, as vezes sedutora, noutras, malvada, sempre de olho numa carteira recheada de “dinheiros de plástico” (cartão de crédito), a perua está presente nas novelas desde o principio dos tempos. Antes de existir o termo Perua que virou moda no final dos anos 80.
  De peruas “coroadas” como a Rainha Valentina (Tereza Rachel) de Que rei sou eu, a peruas pós-modernas como Natalie Lamour (Débora Secco) em Insensato Coração ou Clo (Irene Ravache). Algumas atrizes até já viveram o papel de peruas mais de uma vez como Elizabeth Savalla, que já foi uma “perua-melindrosa” em Chocolate com Pimenta (Jezebel), uma perua obcecada por juventude em Sete Pecados (Rebeca) e agora faz a perua-autoridade em Morde e Assopra (Minerva).
  Uma lista de peruas de novela inclui também:

Clo (Tereza Rachel – O Astro) – muito antes de alguém inventar chamar mulheres exageradas de peruas, Tereza Rachel apareceu na primeira versão de O Astro (década de 70) como a viúva do falecido Salomão Hayalla que depois se casa com o próprio cunhado.

Viúva Porcina (Regina Duarte – Roque Santeiro) – Tudo era muito exagerado naqueles tempos. Talvez porque nos anos 80 ainda havia censura e o jeito de extravazar era nas roupas e atitudes, Assim, alem de Porcina, tinham outras peruas na novela como as vedetes Ninon e Rosaly (Claudia Raia e Isis de Oliveira). Mas num universo de fantasia onde havia beatos, lobisomens e outro bichos, podia tudo.

Mary Montilla (Carmem Verônica – Belíssima) – OK, vedete pode tudo, inclusive exagerar e Mary Montilla era uma ex-vedete no folhetim. Guida Guevara (Iris Bruzzi) era outra. Exageradas e engraçadas, garantiram Ibope a novela. Carmem Verônica, aliás, fez outra perua de sucesso: Xena, na novela Deus nos Acuda.

Mary Matoso – (Patrícia Travassos – Vamp) – quem não se lembra das cenas dos auto-falantes tocando “Como uma deusa” gritada a plenos pulmões por Mary Matoso em Vamp? Na categoria peruas do alem, com certeza ela é a mais lembrada. Anos mais tarde, em O Beijo do Vampiro, Claudia Raia e Betty Goffman viveriam outras vampiras bem exageradas.

Leona – (Carolina Dieckman – Cobras e Lagartos) – perua jovem e vilã que passou boa parte da novela gritando numa das piores interpretações da atriz. Típica perua mesmo: roupas de marca, cabelo liso, pintado de louro. Quer mais?

Nazira – (Eliane Giardini – O Clone) – A perua-etnica vivida por Eliane pode ser revista atualmente no Vale a Pena ver de novo (nesse caso, vale mesmo porque a novela de Gloria Perez é ótima, alem de mostrar coisas diferentes como os costumes mulçumanos). Mas, há desculpas. As orientais são mesmo exageradas. Como Indira (de novo Eliane) em Caminho das Índias. A sogra-naja que não dava a chave da dispensa a qualquer nora e que criticava quem andava “arrastando o sári no mercado”.

Eva – (Adriana Garambone – Rebelde) – Até novelinhas infanto-juvenis têm suas peruas. A de Rebelde é Eva Messi, exagerada, histérica, sedutora, mas do bem. Sua filha é que é quase o oposto, Roberta.


Regeane e Goretti – (Viviane Passmanter e Regiane Alves – Tempos Modernos) – Enquanto a irmã mais nova Nelinha, vivia caçando estrelas no céu, as duas mais velhas eram peruíssimas. Filhas de um empresário emergentes, elas se cobriam de brilho e excesso de jóias e maquiagem por centímetro quadrado e sonhavam com “gente que interessa”.

Rubra Rosa – (Suzana Vieira – Fera Ferida) – Essa foi apenas uma das peruas dessa novela cheia de lendas e fantasias e foi apenas uma das peruas que Suzana Vieira viveu na vida. As outras exageradas da novela eram Salustiana (Joana Fomm, quase uma maníaca sexual e que dava em cima do delegado da cidade) e Ilka Tibiriçá (Cássia Kiss) que fazia o gênero perua romântica e suave com roupas inspiradas no filme Candelabro Italiano.

Laila – (Christiane Torloni – Um anjo caiu do céu) – La Torloni é uma das atrizes que já viveu mais de uma perua na vida. Uma delas foi Laila, que passou toda a novela gritando pelo mordomo “gildooooo”. Mais recente, ela viveu Melissa em Caminho das Índias. Uma perua que não aceitava a doença mental do filho e as traições do marido, essas, aliás, pagas com uma bela surra na amante dele.


Saturday, April 02, 2011

A mágica das fábricas de refrigerante

Fatima Dannemann


Hoje, eu não tomo mais refrigerantes. Mas houve um tempo em que eu não passava som eles. Quando eu era pequena, eu adorava passar por fabrica de refrigerantes. Achava engraçado ver as garrafinhas passando vazias, uma máquina enchendo cada uma delas com a bebida, outra colocando as tampinhas metálicas que depois invariavelmente iriam para coleções da meninada.

As fábricas, antigamente, ficavam nos limites urbanos de Salvador. Tempos em que, ecologia, meio ambiente nem existiam, eu acho, e "progresso" significava fábricas e prédios com elevador. A da Coca-Cola, por exemplo, se tornou um endereço tão marcante que até hoje ainda há quem chame a entrada da Avenida Vasco da Gama de “Rótula da Coca Cola”. Não sei se foi o primeiro endereço da Coca Cola da Bahia, mas foi o mais marcante pois estive lá visitando quando eu era adolescente e depois – oba! – tive direito a tomar refrigerante de graça.

Perto da Fonte Nova, na entrada da Rua Djalma Dutra onde funciona a Tribuna da Bahia que foi meu endereço de trabalho por mais de uma década, havia outra. Não lembro qual. Crush, Laranja Turva, um desses “guaranás” que já não são vistos por aqui. O prédio era bonito. Devia ser dos anos 40 ou 50, sei lá, depois virou outra fábrica. Agora, eu não sei.

A mágica das garrafinhas era a mesma. Eu ficava admirada com aquele exército de garrafas de vidro (que estão voltando depois de anos e anos de poluição das embalagem pet). Na Calçada, havia outra dessas casas mágicas, a fábrica da Fratelli Vita – marca que também virou lenda, mas que tinha um guaraná bem mais gostosinho do que os de certas marcas pós-modernas. A Fratelli tinha uma construção em forma de Castelo na entrada da cidade, o que era ainda mais mágico.

De repente, as coisas mudaram. Não sei onde as fábricas funcionam, quais os refrigerantes preferidos, os procurados, os extintos. Coca Cola, Pepsi e seus genéricos, Fanta, Kuat, Schin, Tubaina, Crush, o que ainda existe ou não? Será que os meninos ainda visitam suas fábricas como eu visitei um dia e fiquei sabendo um pouco sobre essa invenção que seduz crianças e adultos a ponto de ter quem esnobe água quando está com sede e prefira um refrigerante? Eu já nem tomo mais refrigerantes e visitei outras fábricas, de vinho, de whisky. Mas, ai, a magia das garrafas é diferente.

Tuesday, February 22, 2011

Primeira pessoa: coisas que eu vi, ouvi, ou que simplesmente me impressionaram

by Fatima Dannemann


Nota número 1 - Alguem precisa dizer a Rede Globo que a maioria das monarquias no mundo são vitalicias e hereditarias e que isso não pode nem deve ser confundido com ditadura. Exemplo claro: a Rainha Elizabeth II da Inglaterra está no poder há uns 60 anos e a Inglaterra é muito mais democracia do que Cuba, onde o poder passou de irmão pra irmão, sem eleição, sem nada, e lá nem tem rei, tem presidente. O problema do Marrocos, Bahrein e outros paises onde o povo está protestando é a FALTA DE LIBERDADE e as desigualdades sociais. Isso é que sufocou tanto o povo que chegou a hora de dizer basta. Mas a repórter da Globo ontem, no Jornal Nacional, insistia em comparar a Jordania e o Marrocos com a Libia. Dois pesos e duas medidas, santa...
Talvez o que não esteja dando certo seja o exagero do fanatismo.



Nota numero 2 - Pode ser que Cisne Negro não ganhe o Oscar. Pode ser que Natalie Portman perca para outra atriz que ande fazendo papel de "ooooh, coitadinha" ou que tenha se vestido de homem. Mas, Cisne Negro (Black Swan) é o melhor filme da temporada. Pelo menos, entre os filmes que eu vi nos ultimos tempos é o que mais me impressionou. È um filme que dá o que pensar, instiga, impressiona e para os psicologos junguianos é um prato cheio. Só está mal vendido: dizem que é um filme de ballet e não esclarece muito pouco. Por acaso, a historia se passa durante os ensaios do Lago dos Cisnes, mas poderia se passar numa faculdade de moda, num shopping center ou qualquer outro lugar. A alma humana é sempre a mesma.


Nota número 3 - A idiotice anda rondando a programação da Globo especialmente as novelas; Em Araguaia, ninguem se lembra de denunciar Max Martinez por todas as barbaridades tipo: carcere privado, invasão de privacidade, tentativa de assassinato e mais monte de coisas. Em Tititi, ninguem se lembra de conferir junto as autoridades a identidade da "titia" que na realidade é mãe de jaques Leclair. Sem falar no papel de idiota a que submetem a imprensa. Nenhum jornalista, mesmo os mais ávidos por fofocas, se prestam a certos papeis como de entrevistar uma Stefany absolutamente anonima para queimar fulano ou sicrano. Mais: com certeza os BONS jornalistas iriram ouvir os outros envolvidos na historia. Por fim, INSENCHATO Coração. Nenhuma mulher conseguiria ser tão idiota quanto Gloria Pires... A novela é tão ruim que eu me pergunto se não foi por isso que Ana Paula Arosio e Fabio Assunção tiraram o deles da reta.

E finalmente o BBB: Gente, tirem a Talula... Com urgencia. A mulher é mais trancinheira do que uma ordinária que eu tive o desprazer de conhecer em meus tempos de Trivuna da Bahia... è a que se faz de amiga, a que planta uma fofoca aqui, uma ideia ali, e faz ameaças disfarçadas. Pior que a besta da Paulinha acredita em tudo e podes, crer: antes do final de semana ela sai do BBB...

Wednesday, February 02, 2011

Gato, nem malandro, nem malvado


          Nos desenhos animados, o gato é o malandro ou o malvado. Malandro, quando usa a esperteza para se virar e se dar bem na vida. Malvado, quando persegue camundongos, passarinhos. Mas não é bem assim. É que o gato tem fama de independente daquele tipo de bicho mais ligado ao lugar do que aos donos. E tem a fama de saber “se virar”, de sair sozinho e voltar para casa quando a necessidade aperta. Outra fama é a de ser menos carinhoso do que os cachorros. Mas donos de gato garantem que os felinos domésticos são bichos adoráveis.
       A fama de “mal” é porque os gatos são pedradores de roedores, pássaros, largatixas e alguns insetos. Convivem com seres humanos há mais de 9 milênios. Existem cerca de 250 raças de gato-doméstico, cujo peso variável classifica a espécie como animal doméstico de pequeno a médio porte. Vivem cerca de 15 anos. De personalidade independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida.
          Existem cerca de 250 raças de gato-doméstico, cujo peso variável classifica a espécie como animal doméstico de pequeno a médio porte. Assim como cães com estas dimensões, vive entre quinze e vinte anos. De personalidade independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida. Na cultura humana, figura da mitologia às superstições, passando por personagens de desenhos animados, tiras de jornais, filmes e contos de fadas. Entre suas mais conhecidas representações, estão o gato Tom, Frajola, Gato Félix, Gato de Botas e Garfield.
Fonte : Wikipedia

Cesta Basica: Para Dominar Geral



quanto custam gramáticas e dicionarios


Mini Dicionario Aurelio da Lingua Portuguesa – R$36,90
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – R$289,00
Kit minidicionários com CD Larousse (inglês, frances e espanhol –portugues) – R$ 116,90
Mac Millan English Grammar (essential e intermediate) – R$90,10
Mac Millan English Grammar – advanced – R$ 129,70
Gramática Constrativa del Español para Brasileños – R$84,55
Dicionario Bilingue Escolar – português – espanhol/ espanhol – português – R$29,50
Michaelis dicionário escolar (italiano, Frances ou alemão) – R$ 35,00

Fonte:  revista da Livraria Saraiva

Tuesday, February 01, 2011

Primeira Pessoa: Certo dia, na redação do Tapinha

Quando eu era estudante, adorava escrever quadrinhos. Meus cadernos tinham historinhas no alto da página como uma forma de não arrancar as páginas. Tinha poucos leitores. Dois ou tres, contando comigo. Pois quando fui trabalhar na Tribuna da Bahia, já formada, continuei com a mania. Além de meus personagens habituais, Jarascavel, Perereca, Jabuti, criei outros. Estes eram mais do que "levemente desinspirados" na redação. Estavam lá retratados, alem de mim mesma, claro, os colegas. Não mostrava a ninguem, ou a quase ninguem, Angela Peroba (onde será que ela anda) lia e se acabava de dar risada.




***



O titulo era invariavelmente o mesmo, "certo dia, na redação do Tapinha". Isso porque eu dizia que no dia em que eu tivesse um jornal, sairia ao meio dia. Meus argumentos. A pessoa acorda de manhã e já tomava a "porrada matutina" nos jornais. Saindo mais tarde, o impacto seria de apenas um tapinha, aquele que dizem que não doi. Mas doi, sim. Só que menos. Mas isso foram nos idos dos anos 80. O mundo era outro. A ditadura já sufocava menos, os exilados voltaram, começamos a gritar Diretas Já . As diretas nem vieram logo. Vi Tancredo morrer, o cruzeiro virar cruzado, depois cruzeiro, depois cruzado novo dependia do Plano da vez. Meus personagens mudavam de acordo com o vai e vem da redação. Leleonel era tão grande que só aparecia as pernas nas historinhas. Dorival Penacho era um índio. Criei o personagem inspirada num apelido que Marquinho Moreira colocou em Derval Gramacho, colega e amigo que depois namorou e casou com Vitoria (a Vivi das historinhas) e foram felizes para sempre apesar de alguma oposição (sim, existem espíritos de porcos até em redações de jornal).



***



A Tribuna nos dava uma certa liberdade de expressão e essa era exercida no mural. Normalmente murais são instrumentos oficiais para ficar comunicados iternos, proibições, tabelas de aniversarios, etc. Pois no nosso dava de tudo: listas, abaixo assinados, gracinhas, comentarios, piadas, concursos de miss e - acho que era o preferido da galera - o de Rainha da Primavera. Só dava Oliveira ou Jolivaldo em primeirissimo lugar porque os concursos geralmente eram unissex: valia viotar em quem quisesse a ambos tinham flairplay suficiente para desfilar. Eram esses momentos "tapinhas", que alem de não doer acabavam agradaveis, que dava animo para os momentos porrada.



***



Trabalhar até tarde significava não só - para mim a gloria - a garantia de uma materia assinada e com destaque mas que depois teriamos uma ótima desculpa para ir ao Abaixadinho lavar roupa suja, passar roupa limpa, tomar uma e fazer hora enquanto decidia-se para onde ir. É que lá pelas tantas chegava alguem com recados tipo "eu soube que vai ter uma festa na casa de fulano". E ia todo mundo na cara de pau. Se era verdade, ótimo. Se não, havia sempre um boteco nas imediações. O jornal era pequeno comparado com outras corporações editoriais. Por isso todo mundo se conhecia. As festas eram animadíssimas especialmente as da casa de Aidil, telefonista, que começavam pela manhã e só terminavam altas horas da noite. Mas trabalhavamos muito. O salário não chegava a ser lá essas coisas, a inflação comia tudo. Eram épocas dificeis. Momentos tensos eram mais frequentes do que os relax e uma vez cheguei a fazer uma contagem tregressiva quando um chefe saiu de férias e outro foi substituir.



***



Não, eu não sou saudosista. Era uma vida de cão, mas até os cães são felizes e eu tive muitos momentos felizes. Mas é como se eu estivesse vivendo aquilo tudo ao vivo, hoje. Eliana, secretaria, pedindo silêncio enquanto pegava a lista de sepultamentos. Valdemir me dizendo "leia a pauta, olhe que o lead está na pauta". Mara Campos, sempre serena. Roque Mendes e seu excesso de organização de virginiano. Os "Menudos", os diagramadores: Jorge, Geneumir, Vado, Marcos. Esse papo todo é só para contar sobre a comunidade Velha Tribuna da Bahia, que está bombando no Facebook, reunindo muita gente boa. Fundadores como o professor Sergio Mattos, famosos como o deputado Jean Willys, e muito mais. Um ponto de encontro de um jornal que foi escola e inspiração para muita gente e que mesmo com dificuldades continua vivo, graças a Deus.

Monday, January 31, 2011

Um ponto no maps: Uma ilha, duas bandeiras e seus contrastes


Fatima Dannemann
Nas revistas, anúncios e páginas de turismo, Saint Martin ou Sint Marteen é vendida como “um dos melhores e mais bonitos pontos do Caribe”. Não é exagero. Esta ilha de 80 mil habitantes, dividida entre franceses e holandeses, é de fato um presente dos deuses para nativos e turistas. Belíssima, com vistas para outras ilhas como Anguila e Saint Barth, a ilha de dupla nacionalidade possui lagunas, enseadas, Marinas, resorts e um porto que recebe anualmente os maiores e/;ou mais luxuosos navios e iates de cruzeiros do mundo.



Um marco no alto de uma colina, revelao que a ilha tem de peculiar. De um lado,
uma bandeira de cores azul, vermelha e brancacom listas horizontais, De outro, uma bandeira com as mesmas cores de listas verticais. Sim, Holanda e França dividem a ilha onde moram cerca de 100 mil pessoas, entre nativos e imigrantes, que vivem basicamente de comercio e turismo, habitando as duas capitais Marigot (francesa, onde circula o euro, e é, segundo os próprios nativos, “mais organizada”) e Phillipsburg (holandesa, onde circula o dólar e o florin, e é, segundo os turistas, “mais alegre, lembrando o clima de Amsterdan”).
Nesta ilha, a água é obtida através de dessalinizador. Nãio há rios nem fontes de água potável. No lado francês, é proibido cassino e outros jogos. No lado holandês, a fila na porta do ministério do trabalho revela que, alem dos locais, imigrantes também lutam por uma colocação nos resorts ou condomínios de luxo que existem na região. No comércio, predominam orientais. Chineses e indianos principalmente. Mas, assim como em ilhas vizinhas, os visitantes podem comprar jóias e semijoias baratinho e ainda se deliciar com vitrines de lojas de griffes e produtos importados. Mesmo com os contrastes, não se vêem mendigos nas ruas e povoados da ilha.

Friday, November 19, 2010

Agenda Zen




Programa Florescer – Encontro de um dia para crianças de cinco a 12 anos com o objetivo de desenvolver a consciência ecológica. Será realizado na Escola Acalento, em Lauro de Freitas, nos dias 5 e 18 de dezembro das 9 as 17 horas, com yoga, harmonização, atividades criativas e ecológicas. Maiores informações pelo e-mail florescer20102011@gmail.com ou pelo telefone 82419797

II Corrida Noturna do Litoral Norte – Acontece no dia 11 de dezembro em Costa do Sauipe com percurso de 6,5km e desafio de 13km. Festa de encerramento com show de Jau. Inscrições abertas pelo telefone 2203-4244.

Que fim levou - Depois de um ano e meio em Portugal, Joana Balaguer volta a TV Brasileira em Sansão e Dalila



Na décima-segunda temporada de Malhação, uma atriz de 1,77m e enormes olhos claros chamou a atenção do público. Era Joana Balaguer que fez a Jaqueline na trama, fazendo o terceiro vértice de um triângulo amoroso que incluía os personagens dos atores Tiago Rodrigues e Fernanda Vasconcelos. A temporada acabou, Joana passou ainda pela Dança dos Famosos até que, no ano passado, mudou-se para Portugal onde passou um ano e meio e gravou uma novela, Lua Vermelha.
De volta ao Brasil, Joana Balaguer mudou o visual, e grava a série Sansão e Dalila que deve estrear em janeiro próximo na Record. Neste novo trabalho, ela será Yumet uma jovem cortesã que sonha se casar com Aron e mudar de vida. Ela é uma das aliadas da protagonista, Dalila, que será vivida por outra ex-global, Mel Lisboa. A atriz, que em 2009 foi internada com problemas de saúde (o que teria motivado, segundo revistas e sites de fofoca, o seu afastamento da dança de famosos), elogiou a preparação para a série da Record que incluiu aulas de história e de dança.
Joana Balaguer é apenas mais um exemplo de atores e atrizes “revelados” pela Globo que, depois de certo tempo, são colocados na geladeira em detrimento de “caras novas” e “darlings da vez”. Outros atores e atrizes tem deixado a Globo em busca de outros trabalhos inlcusive papeis de muito mais destaque do que o que a “Venus platinada” costumava oferecer.

Wednesday, October 13, 2010

Agenda Zen

Palestra Neurociência e a Dinâmica do Psiquismo - por Mônica Oliveira, Médica Clínica Geral, Homeopata, Especialista em Medicina Ortomolecular, Profa. da UFBA e da Faculdade Bahiana de Medicina – dia 21 de outubro, das 19h30 as 21h na Livraria Saraiva do Shopping Salvador.

II Corrida Noturna do Litoral Norte – Acontece no dia 11 de dezembro em Costa do Sauipe com percurso de 6,5km e desafio de 13km. Festa de encerramento com show de Jau. Inscrições abertas pelo telefone 2203-4244.

Aula de Yoga com Café da manhã – dia 16 de outubro a partir das 8h30 com a professora Ludmila Rorh. Pede-se levar um alimento para compartilhar (frutas, pão, etc) e o mat. Local: Espaço Mahatma Gandhi, rua Rio de Janeiro, 694, Pituba. Informações pelo telefone 3248-7533.

Palestras abertas – proferidas pela psicóloga e instrutora de yoga, Ludmila Rohr, dias
21/10 (quinta-feira) - 19:30h Tema: A mente Concentrada : (com prática de concentração). 27/10 (quinta-feira) - 19:30h Tema: Buscamos Felicidade ou Alegria?
03/11 (quarta-feira) 19:30h Roda de Vibração e Oração pelo Planeta e pela Humanidade. No Espaço Mahatma Gandhi, rua Rio de Janeiro, 694, telefone 3248-7533, Pituba. Ingresso: duas latas de leite em pó.

Mini retiro de meditação - Dia 17, das 8h30 às 16h30 -Sem o Lama Padma Samten. CEBB Salvador. 13h - Pratica de Oferendas. Quem desejar pode trazer oferendas de alimentos variados, flores, incenso tibetano; vela de 7 dias vermelha CEBB Salvador Rua General Labatut, n° 137, sala 12 – Barris Shopping Colonial, próximo a Biblioteca Central 71 9134.8455 / 71 8243.8842

outras cidades

Workshop Ho’oponopono – do básico ao avançado com Alexandre Chagas e Eliana Mathos dias 16 e 17 de outubro das 10 as 19 horas Trata-se de uma técnica milenar a qual possibilita a cura ao mesmo tempo em que o aplicador da técnica efetua uma auto-cura. O segredo dessa técnica reside na conexão pessoal com a presença divina interior, bastando que efetue a conexão de maneira adequada e entenda como a técnica funciona. Espaço de Terapias Vibracionais - Rua: Annes Dias 112 conj 142 - Centro - Porto Alegre - fone: (51) 3013 9600 e (51) 96875802

Sunday, September 26, 2010

Nas estantes



A casa das lembranças perdidas – Kate Morton – a autora vem sendo comparada a Daphne Du Maurier pela atmosfera de mistério de seus livros. Uma velhinha, aos 99 anos, lembra os tempos em que trabalhou numa mansão campestre inglesa e o segredo que ronda o suicídio de um jovem poeta na década de 20.

O símbolo Perdido – Dan Brown – quem for realmente fã do autor até gosta do livro que completa a trilogia do expert em símbolos, Robert Langdon. Dessa vez, o alvo é a maçonaria. Mas falta ao romance a novidade de O Código da Vinci. O livro não é de todo ruim, mas tem passagens monótonas e pode cansar os menos curiosos.

Coco Chanel e Igor Stravinsky – Christine Greenhalg – Badalado pela mídia, o livro conta o encontro de Chanel e o compositor primeiro na estréia de Sagração da primavera e sete anos depois quando eles têm um affaire romântico.

Um certo verão na Sicilia – Marcela de Blasi – Marlena de Blasi e seu marido chegam a uma misteriosa Villa no interior da Sicilia e lá vivem uma experiência única que resulta num relato emocionante e vem conquistando leitores em todo o mundo.

Agenda Zen



Conectando-se ao curador interno – palestra de Lika Queiroz, psicóloga, professora do Instituto de Psicologia da UFBA, fundadora e diretora do Instituto de Gestalt Terapia da Bahia no dia 30 de setembro, 19h30min na Livraria Saraiva do Shopping Salvador.

Palestra É possível viver praticando a Não-violência e a Verdade? – proferida por Ludmilla Rohr, Psicóloga, Instrutora de yoga, Fundadora do Espaço Mahtama Gandhi. As 19h30min do dia 7 de outubro no Espaço Mahatma Gandhi, rua Rio de Janeiro, 694, Pituba


Outras cidades

Workshop Ho’oponopono – do básico ao avançado com Alexandre Chagas e Eliana Mathos dias 16 e 17 de outubro das 10 as 19 horas Trata-se de uma técnica milenar a qual possibilita a cura ao mesmo tempo em que o aplicador da técnica efetua uma auto-cura. O segredo dessa técnica reside na conexão pessoal com a presença divina interior, bastando que efetue a conexão de maneira adequada e entenda como a técnica funciona. Espaço de Terapias Vibracionais - Rua: Annes Dias 112 conj 142 - Centro - Porto Alegre - fone: (51) 3013 9600 e (51) 96875802