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Wednesday, March 15, 2017

Sobre perdas, danos e recuperações



Fatima Dannemann

Relutei em ir assistir Manchester a beira-mar. Pelo trailler, achei que seria muito dramático e baixo astral. Dramático é, baixo-astral, em termos; mas tem um final que mostra que nem tudo está perdido nem nos piores momentos e que sempre haverá uma solução até para os problemas que parecem insoluveis.

Lee Chandler, mora num suburbio de Boston, vivendo de sub-emprego, quando é informado que seu irmão morreu e que ele precisa ir até Manchester (uma cidade costeira dos Estados Unidos e não a Manchester inglesa) cuidar de seu sobrinho adolescente Patrick. Nessa ida ele reencontra seus proprios fantasmas, traumas e lembranças e alem da perda do irmão precisa rever sua própria vida.

Não, isso não é um daqueles resuminhos de programação de cinema. Mas é uma forma de falar sobre o filme sem contar o filme que é impactante em todos os momentos principalmente pela atuação de Casey Affleck (o irmão talentoso de Ben que ganhou todos os premios da temporada vivendo lee) mas tambem pela atuação de Lucas Hedges que está impecável como Patrick.

Kenneth Lonerghan, que ganhou o Oscar de melhor diretor, fez uma verdadeira poesia com o filme. Tudo é parte da historia: personagens, cenários, e a belissima locação a beira mar com direito a penumbra dos filmes dramáticos. O oscar de melhor roteiro original tambem foi para Kenneth e a lista de premios que o filme faturou esse ano inclui alguns dos trofeus mais importantes do mundo como o Bafta e o Globo de Ouro.

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Porque não ganhou o Oscar de melhor filme? Bom, 2017 foi uma safra de filmes excepcionais. Manchester concorreu com o darling Lalaland, que ganhou 6 premios e mesmo sem ganhar o Oscar de melhor filme foi o grande vencedor do ano, com Estrelas Alem do Tempo, Lion, A qualquer custo, Até o ultimo homem, Fences e o vencedor Moonlight. Talvez porque tenha faltado no filme negros e drogados apesar de Lee provocar o incendio de sua própria casa justamente porque estava bêbado e chapado.

Manchester a beira-mar é um belo filme que merece ser visto e quem sabe até revisto. Tem muito a refletir sobre a temática do filme. Um menino que fica de repente sem o pai, é praticamente impedido de ver e morar com a mãe, tem um tio que não quer ser seu tutor justamente porque não sabe lidar com a própria dor de perder seus tres filhos por causa de sua própria irresponsabilidade. Há que refletir a dor de Randi, ex-mulher de Lee, o vazio das relações entre uma mãe e um filho que levaram anos separados. Coisas que podem acontecer com qualquer pessoa. Sim, vale cada tostão do ingresso. E Casey pode não ter o charme do irmão mais famoso, mas com certeza tem talento de sobra para uma longa carreira no cinema.

Monday, March 06, 2017

Que fim levou: Cinquentona e premiada


Aos 50 anos, completados no ano passado, a baiana Ingra Liberato é hoje moradora de Porto Alegre, mãe de familia, e uma atriz de cinema que já faturou tres Kikitos no Festival da Gramado. Ela continua mantendo a forma dos anos 90, tempo em que foi protagonista de novelas e séries na Rede Manchete. Ela começou a atuar muito cedo, ainda em criança, sob a batuta do pai, o cineasta baiano Chico Liberato. Depois, foi para a televisão e estreou na Globo em Pacto de Sangue. Na Manchete fez Pantanal, Canto das Sereias e foi protagonista em Ana Raio e Zé trovão. Foi casada com o diretor Jayme Monjardim e com o músico Duca Leindecker. Vem se dedicando a trabalhos no cinema e na RBS. Tem um filho, Guilherme.



Tuesday, February 28, 2017

Tudo o que ainda é preciso dizer sobre o Oscar 2017


Maria de Fatima Dannemann


Mico, macacão, King Kong. Não há como descrever a vergonha que foi o final da festa do Oscar 2017. A turma de Lalaland no palco, com estatuas na mão, fazendo discursos, agradecendo coisa e tal quando alguem diz: "foi um erro. Moonlight o premio é seu". Melhor pra turma de Moonlight que fez um carnaval no palco. Nem tanto ruim pra Lalaland que foi o grande vencedor da noite. Com cara de tacho ficou Faye Dunnawaye para quem Warren Beatty entregou o envelope errado para que ela lesse e a produção da festa. A pobre da Emma Stone estava sem entender nada, ela estava com o envelope com seu nome o tempo todo. Havia outro. A Price Waterhouse, responsável há anos pela contagem, tabulação e sigilo dos vencedores sempre dispõe dois envelopes na festa para evitar confusão. Não adiantou nada. Um funcionário mais interessado em tuitar sua participação na festa do que reparar se entregou o envelope certo. Bom, mas não são dois envelopes? E o outtro, estava com quem? Teria outro funcionário? Onde ele estava?

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Achei a explicação simplória demais. Tudo, pra mim, tem a ver com Trump. Sim ele. Depois de elegerem os delegados que deram maioria aos republicanos que elegeram Trump, os americanos resoolveram fazer oposição. Lalaland, que é lindo, uma verdadeira fábula sobre sonhos e realizações, mas protagonizado por brancos (pobre, trabalhadores, honestos, decentes, mas brancos e sadios), não poderia ganhar de um filme pesado, feio, falando de drogas e do submundo do crime. Não, as minorias perseguidas por Trump é que tinham que ganhar. Por isso Lalaland perdeu. Não vi Moonlight, agora deu vontade de ver só para comprovar minha teoria. E olhem que eu nem estava torcendo por Lalaland. No fundo, sabia que ele levaria tudo, menos o melhor filme. Achava que Estrelas Alem do Tempo levaria a melhor. É um filme comovente, tem denuncia, tem cenas imperdiveis, mas é positivo, mostra que mesmo com racismo, discriminação, etc, é possivel dar a volta por cima.

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Comparando com o Miss Universo, o Oscar foi pior. Ali, quem se enganou foi o apresentador. Dessa vez o erro foi da empresa que desde priscas eras vem cuidando da lisura e correção dos candidatos. Foi como roubar no sorteio do amigo secreto. "Esse presente é meu". Só que quem viu o erro foi o produtor de Lalaland que chamou a turma de "Moonlight" ao palco. Pois é. Já estava zangada pela falta de premios a Estrelas alem do tempo e ao belissimo Lion. Mas, a Academia é careta, não curte musicais (nem sei como premiaram Chicago que cá pra nós é uma droga), racista, xenofoba (a menos que os estrangeiros estejam na lista de "queridinhos da vez" como aconteceu em "quem quer ser um milionário) e machista. Pena. Moonlight e Lalaland passam a historia do cinema americano como protagonista da pior trapalhada da academia desde 1927 quando os premios começaram a ser distribuidos. A Academia de Artes e Ciências Cinematograficas sempre foi alvo de boatos e acusações de favorecer esse e aquele tipo de filme. Dessa vez, tudo mundo viu.


Monday, March 07, 2016

Que fim levou? Ali Mc Graw - Setentona, ainda sente o inmpacto de Love Story, mesmo longe das telas.



Em 1970, um filme levou milhares de pessoas ao cinema em todo mundo, Love Story. Era uma historia água com açúcar, em que o herdeiro de uma grande fortuna e estudante de direito em Harvard, Oliver, interpretado por Ryan O'Neal, se apaixonava noivava e casava com Jennifer, uma professorinha pobre interpretada por Ali Mc Graw.
s Elizabeth Alice MacGraw, seu nome de batismo, nasceu em 1 de abril de 1939 e começou a trabalhar aos 14 anos de idade. Foi garçonete, ganhando um concurso interno de beleza: a mais bela waitress do ano de 1957. Traballhou em decoração de interiom 1970res, vitrines, assistente de fotografia até se tornar modelo.
O primeiro sucesso no cinema veio em 1967, Goodbye Columbus, mas sua carreira só tomaria impulso com Love Story. Este quase não saia do papel.
a Paramount não queria filmar, por falta de dinheiro. O diretor Arthur Hiller, que havia recusado O PODEROSO CHEFÃO, correu atrás para que seu amado projeto tivesse a aprovação do estúdio. E teve. Antes de Ryan O’neal ter sido contratado como ator principal, foram mencionados os nomes de Beau Bridges, Michael York(de CABARET) e Christopher Walker. Todos recusaram o papel.
O filme causou impacto em sua vida e sua carreira poderia ter tido outro rumo se não fosse o que aconteceu em um dos filmes subsequentes. Ali era casada com Robert Evans, produtor executivo da Paramount. Ai, filmando Os Implacáveis, ela conheceu e se apaixonou por Steve Mc Queen, foi o bastante para separar do marido e casar-se outra vez. Ficou com Mc Queen até a morte do ator por cancer em 1978. Nunca mais casou outra vez, Fez algumas aparições em séries e filmes, escreveu uma autobiografia, aparece em eventos comemorativos como os 45 anos de Love Story, que foi filmado em Boston e Nova York.  Mora no Oeste dos Estados Unidos se dividindo entre a California e o Novo Mexico.

Monday, February 25, 2013

Oscar, BBB e armações


Maria de Fatima Dannemann

Como sempre, a Globo é alvo de críticas. Culpa do Fantastico, que anda mais chato do que nunca, do BBB13 que está que é pura manipulação, e do exagero na promoção de coberturas que viram apenas tapeação. Ontem, quem não tinha TV por assinatura, viu apenas um pedaço da cerimônia de entrega do Oscar 2013. Quando começou a transmitir, já tinham sido distribuidos uns dez prêmios.

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Bom, quem pode, acompanhou a cerimônia nos antes, durante e depois. O E, desde de tarde, mostrou prévias, red carpet, fez entrevistas e coisas assim. O TNT, tres horas antes da Globo começar sua transmissão, já mostrava o Red Carpet. Quando a cerimônia começou a ser transmitida na íntegra pelo TNT, o Fantástico sequer havia terminado, e ainda vinha o BBB depois.

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O prêmio este ano foi mais ou menos dividido. Mais ou menos, porque em vez de um faturar a maioria, foram vários ganhando entre uma e quatro estatuetas. O mais premiado foi As Aventuras de Pi, de Ang Lee. Acompanhando a tendência de outras premiações, inclusive o Golden Globe, Argo (que passou batido pelos cinemas brasileiros) foi o vencedor de melhor filme e dois outros premios, num total de tres.

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Campeão em indicações do ano, 11 ao todo, Lincoln ficou com só dois premiozinhos, melhor ator para Daniel Day Lewis (que eu não gosto desde que ele fez Meu pé esquerdo, filme chatissimo, aliás) e melhor direção de arte. Apesar do numero musical, com todo elenco cantando ao vivo, ter sido aplaudido de pé, Os Miseráveis não ganhou de melhor canção (perdeu para Adele, com Skyfall, musiquinha meio chata).

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Mas, música chata ganhar o prêmio não é novidade. Les Miserables, na verdade, nem podia ganhar de trilha sonora uma vez que nem foi inédito (só teve uma canção que não estava no teatro). O musical ganhou maquiagem, atriz para Anne Hathway (não morro de amores, mas ela está bem na fita como Fantine) e mixagem de som. Empatou com Argo no numero de premios.

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Jennifer Lawrence, que está otima em O lado bom da vida, ficou mesmo com o Oscar de melhor atriz. Foi o único deste filme que é uma delicada comédia meio romântica, meio dramática (coisa que a Academia, careta no último, nem curte muito). Django Livre teve mais sorte e abocanhou dois, ator coadjuvante, Christoph Waltz, e roteiro original para Quentin Tarantino.

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Enquanto isso, a Globo formava mais um paredão no BBBesta 13. Eu errei vários dos premios do Oscar (jurava que Os miseráveis ia ganhar e que Bradley Cooper iria levar o de melhor ator por O lado bom da vida. Mas eu esqueço que são quatro mil americanos, em sua maioria veteranos do cinema e caretas.). Mas acertei no paredão. Marcelo, Elieser e Nasser na berlinda.

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Espero que as pessoas votem certo. Falo isso, pois em vários portais da net, há chamadas do tipo vote aqui mas são apenas enquetes. Quem quiser votar MESMO, e me ajudar a detonar o pior dos tres, ELIESER, que entre no site da Globo, clicando AQUI