Thursday, April 26, 2007

Eu quase não vi o País de Gales



Fátima Dannemann



Eu quase não vi o País de Gales. Na ida, passei meio rápido por Cardiff, na volta, dormia meio trôpega. Mal deu tempo de parar em Snowdon e comprar dois discos celtas. Para conciliar as cervejas do pub com horas de sossego é preciso algo mais lento. Eu vi lagos, castelos, ruínas, um mar que me lembrou aventuras medievais. Bonito. Tudo lindo e mágico como todas as Ilhas – britânicas ou não – cercadas de água por todos os lados e povoados por histórias, lendas, pelo imaginário e pelo real. Ali era assim, pelo pouco que eu vi. Bonito. Calmo, ou quase isso. Vi Cardiff à noite e de manhã meio cedo. E na volta passei por lugares nunca imaginados. Mas vi muito pouco.

Cardiff é bonita, segura e o povo de lá simpático quando dizemos please e eles abrem portas e escancaram janelas. Ninguém consegue pronunciar aqueles nomes enormes em letrinhas bonitinhas no idioma extra-oficial do país, gaélico. Eu nem tento. Preferi sentar num pub e pedir “a pint” porque nem precisa completar de que. O copão de cerveja vem meio quente, mas nem precisa ser gelado. O país de Gales, no final do outono, é bem frio. Frio, mas verde, nos vales e fora deles, até mesmo no jardim do antigo Castelo.

E o primeiro castelo medieval quase em ruínas ninguém esquece. Eu não esqueço o Castelo de Cardiff – que vi pouco. Ia jantar lá, mas alguém do grupo disse que não haveria jantar. Ninguém foi. Acabei comendo um spaghetti completamente italiano sem qualquer vestígio de sotaque celta. Longe do castelo, mas na rua principal das baladas galesas, cheias de pub, restaurantes e monte de gente andando a pé, pois lá, andar a pé é seguro. Ninguém incomoda ninguém.

A imagem do castelo vira monte de fotografias. Eu faço pose com suéter americano, subo escadas, deixo a imaginação voar e fico pensando: como seria o castelo nos tempos em que o rei da Inglaterra garantiu a autonomia local dando seu filho mais velho como príncipe local. O castelo é tão grande, que de fora ninguém imagina. E sua imagem é tão imponente que só depois eu lembro que este não foi meu primeiro castelo medieval. O de Montreux veio antes.

Mas a travessia de Fishguard para a Irlanda, sim, foi o primeiro cruzeiro maiorzinho do que um passeio de escuna. Esse marca. Principalmente porque o mar joga e o barco sobe, desce e cai em meio às ondas. Me senti Isolda levada por Tristão num caminho de volta, mas num barco transadinho com freeshop onde comprei monte de perfumes “made in France”, fast-food onde tracei um belo combinado de hambúrguer (naqueles tempos eu ainda comia hambúrguer) com batatas fritas regada a coca-cola, naturalmente. Isolda nunca ousaria. Mas eu também não beberia filtros mágicos...

Gales ficou para trás. Não sei quando volto por lá. Mas me sinto “em falta” com o país, que os ingleses esnobam achando meio “caipira” (mas quem os ingleses não esnobam?). Lembro de Cardiff, o porto remodelado com belos prédios residenciais, comerciais, área de lazer e o porto mesmo transferido para outro lugar, que nem aconteceu em Liverpool. Lembro de Snodownia, um belo parque com lagos, altas montanhas e um clima que lembra histórias de cavaleiros e dragões. Saltar na estrada em meio ao frio para uma foto. Aventura. Cerveja na lojinha dos discos celtas. Sanduíche de ovo no meio do caminho.

E na volta o caminho é diferente. Vamos pulando de ilha em ilha em meio a fazendas lotadas de ovelhinhas com a poupança suja de azul ou rosa (a marca do carneiro que será o pai dos prováveis futuros filhotes), em meio a menires, templos, castelos, muros de pedras que nem os da fazenda de E o vento levou... Ah, e o mar. Meio bêbada de sono e cerveja, lembro de abrir os olhos e ver praia aqui e ali, o que, em ilha, não é nenhuma novidade. O sorriso das pessoas marcou. O azul dos olhos e o cabelo loiro das crianças me fez lembrar Roberta, minha sobrinha. A boa vontade em agradar as pessoas me fez lembrar Maysa, minha prima. Eu quase não vi o país de Gales. Passei por lá muito rápido. Mas o que vi ficou na lembrança. E isso basta.



Salvador, 12.04.2007

Monday, April 16, 2007



Especialista em papeis bizarros

Bonitinho, mas...
Vejam os ultimos papeis que ele fez
1 - Inácio, um adolescente problemático que jurava ter matado o irmão
2 - Junior, um jovem problemático que tinha que ser machão para a mãe enquanto queria mostrar seu lado mais sensivel...
3 - Ricardo, outro jovem meio assim e assado, apaixonado primeiro por Ana do Véu, depois por uma mulher mais velha
4 - agora ele é Ivan, problemático, rejeitado pela familia e desonesto em paraiso tropical...
coitadoooooooooooooooooooooo


O Afeganistão é assim

ai na foto, uma mesquita muito bonita, por sinal.
Mazar al sharif, Bakti, e o resto eu não sei

Sunday, April 08, 2007


Um heroi de brinquedo que deu certo

Ele não é alemão. É paulista. Não é nenhuma flor que se cheire, tem defeitos, sabe ser grosseiro quando é preciso. É um mulherengo que teve a mesma mulher por onze anos e já promete se amarrar de novo. Diego Gasques, conhecido como Alemão, parecido, como lembrou Pedro Bial, com Johnny Bravo, é a nova sensação nacional ao vencer com quase unanimidade total o Big Brother Brasil 7.
Sua principal façanha não foi vencer o programa, apenas. Nem entrar no jogo pela janela. Afinal, as vencedoras dos BBB4 e BBB6, Mara e Cida, também não se inscreveram. Foram sorteadas. Sua façanha foi vencer sem contar miséria, sem bancar o pobrinho, sem posar de religioso, santo ou mesmo de bonzinho sem qualquer defeito. Pelo contrário. Alemão berrou, esperneou, desancou a agora amada Iris com desaforos, passou outra mulher na cara dela, fez ameaças e encarou os rivais Airton, Felipe, Alberto, Bruna, Analy e Carol sem medo de ser feliz.
Ele foi e não negou fogo.
Mas, num momento em que o país combate o preconceito, estava mesmo na hora de mostrar o que é ser igual a todo mundo. Mesmo sendo loiro, bonito e bem nascido e com todos os defeitos do mundo.


FLORES PARA QUEM MERECE FLORES E ESPINHOS PARA QUEM PRECISA
flores para

- Carol do BBB7... Ninguem diria que ela chegaria em segundo lugar.

- Bard Pritt e Angelina Jolie - adotam mais um filho em pais de terceiro mundo e tiram uma criança da linha de miséria e abandono.

- Goleiros que impediram o milésimo gol de Romário - por motivos óbvios. Poxa, que carnaval em torno disso...

Espinhos para

- Galvão Bueno

- quem vem escondendo os reais motivos da mortandade de peixes na Baia de Todos os Santos, já que essa historia de maré vermelha não convenceu

- a BaBaca que escreveu besteira no meu outro blog

- dança de salão do Faustão (festival de cafonice)

Monday, February 19, 2007



Oferecimento de Assinaturas Multiplo!!!

Lembram dessa tag?

Pois é uma das assinaturas que estão na liquidação de carnaval do meu Fotki - ofertas especiais.
Podem pedir a vontade mas lembrem-se das regras:

1 - pedido somente pelo http://public.fotki.com/fatimad


2 - Não dê reply nesta mensagem

3 - para pedir deixe comentário com um e-mail válido na tag desejada
obs - não deixem comentários lamurientos... não me comovem coisas tipo "oooooooh, eu já pedi e não recebi" (isso é mentira porque eu mando até pra gente que eu sei que me detesta e pede de sa..,agem)

4 - só serão feitas 15 tags de cada modelo (uma para cada pessoa então, certas "fofinhas" que fizeram verdadeiras listas nas outras liquidações se lembrem disso...)
PRESTEM ATENÇÃO POIS TODOS OS PEDIDOS QUE ULTRAPASSAREM O LIMITE SERÃO DELETADOS.

5 - não peça para terceiros (já tive papeis e assinaturas falsificados por conta disso)

6 - a entrega será via e-mail. por isso deixe seu e-mail junto com o pedido ou não vai receber nada

7 - não há prazo para encerramento dos pedidos, entrega ou atualização do fotki

8 - TENHAM CUIDADO; QUANDO A TAG ESTIVER COM PEDIDOS ENCERRADOS, NÃO INSISTAM...
(e apenas um pedido por modelo)

9 - façam os pedidos certinhos, mandem bem para que ninguem fique sem receber os presentinhos, certo?

Beijos

Fatima

Tuesday, February 06, 2007


Oferecimento de assinatura

Regrinhas para os pedidos

1 - pedidos de duas formas: deixando comentário ou clicando aqui

2 - não peça de outra forma pois corre o risco de não receber

3 - deixe o pedido com endereço de E-MAIL pois a entrega será individual via e-mail

4 - apenas um nome por pessoa

5 - prazo: domingo 10.2.2007

Monday, January 15, 2007

PAREDÃO DE DOLLS

Hello, galera...
Aqui, literalmente tudo azul, pois está um dia tipico de verão, com muito sol e deu uma vontade de brincar um bocadinho...
Vamos lá?

Bom, gente, todo ano eu faço essa brincadeira, um "paredão" de tags como se fosse um big brother de assinaturas. É engraçado, a galera participa mandando seus votos, e um jeito diferente de oferecer tags (eu não gosto só de enviar e
de colocar as regrinhas, gosto de estimular a criatividade das pessoas e até testar alguns limites se bem que isto me custe desaforos e humilhações como a que sofri com a tag arco-iris...) Bom, vamos lá

As tags são essas:





Agora, vamos observar bem as instruções. Não quero que ninguem perca as tags porque não seguiu as regrinhas, certo?

1 - Peça apenas UMA das duas tags. Você receberá a que for mais votada por todos... Veja bem. Explico isso para evitar queixas futuras...
(pois é, tem gente que só falta me denunciar ao procon embora tudo que eu faça seja DOADO e seja PRESENTE...)
2 - os nomes NÃO PODEM ser muito longos senão a tag vai ficar horrivel
3 - justifique seu voto. Diga porque escolheu a doll, o que mais lhe agradou nela.
4 - prazo: 18.1.2007 - quinta-feira IMPRETERIVELMENTE...
5 - para pedir a DOLL COMPORTADA clique AQUI para pedir a DOLL ANJO clique AQUI
6 - não mude o assunto do e-mail
7 - não dê reply nessa mensagem
8 - não faça cobranças, exigencias, etc. Eu demoro de fazer as tags, porque faço nas horas vagas e por diversão, mas faço e mando pra TODO MUNDO, sem distinções...

No mais, uma ótima semana para todos, com muita paz, muita luz e muita alegria

Beijos

Fatima
atualizei meu Fotki-Acervo ontem a noite
vão lá e vejam se tem presentes pra vcs
deixem comentários, please

clique aqui

só não façam pedidos, esse album é o de coisas que eu tenho pronta aqui

Fatima
CARTA DE RAPUNZEL

Fatima Dannemann©

Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.

Thursday, January 11, 2007

Impressões gerais

*** O BBB7 não vai ter sorteio. Em compensação só entrou gentinha bonitinha, loirinha, cabelinho de chapinha. Todos do sul...

*** O único pernambucano do grupo, e tb o único negro, sobraram pro primeiro paredão, dois dias depois da chegada

*** Mais uma vez, o primeiro paredão tem como indicada uma Juliana. Nos dois ultimos, as primeiras eliminadas se chamavam Juliana.

***No BBB4, tb Juliana foi indicada, mas esta se salvou. Merecia ganhar, por tudo, mas ficou em terceiro lugar.

*** Não se sabem os motivos do final do sorteio, mas... Bom, gente como Cida, Tiago, Agostinho e Mara perdem a chance de ter 15 minutos de fama e um milhão de reais...

*** Além de pobres, eles são gente normal demais pros padrões da Globo onde só existem lindos e lindas

Tuesday, December 26, 2006



melhores e piores de 2007

Pior tortura chinesa: começar e acabar o ano com uma novela das sete chata estrelada pela chata da Fernanda Lima.

Pior resultado óbvio: Mara ganhar o BBB6...

Melhor paisagem vista no ano: Montes Carpatos, na Polonia, Rio Danubio, Budapeste, Chapada Diamantina, Bahia, enfim, a terra é bela.

Melhor piada: a da redação de Joãozinho na versão Rainha e Mistério.

Melhor quadro do Casseta e Planeta: Cafofo do Osama

Pior repetição (troféu papagaio): "isso não lhe pertence mais. já deu..."

Melhor iniciativa da mídia: novela Páginas da Vida que finalmente mostra as várias facetas do preconceito e da discriminação. mesmo de leve, já é um começo.

Pior candidato da eleição: DR X, ninguem votou nele.

Sunday, December 10, 2006



Novatas e novatas

Grazi Massafera, ex-miss, ex-BBB, e atriz estreante, não está mal em Páginas da Vida. Tá fazendo direitinho o papel que mandaram de caipira e simplória. O mesmo, aliás, que ela desempenhou no BBB e deu certo...

Bom, comparando-se a Fernanda Lima, Grazi está dando de mil. Como se não bastasse a overdose de FL no primeiro semestre, a Globo resolveu impor a mesma loura insossa e atriz peba na novela PÉ NO SACO... uma chatice.

Outra novata que está tão ruim que a Globo resolveu dar um gelo é a irmã de Zezé de Camargo filha em Paginas da Vida de Ana Botafogo. Além de velha para interpretar uma adolescente, a Camila, a menina trabalha mal e não convence.

Falando nisso, Ana Botafogo só não está pior porque aparece como ela mesmo. Ou seja: bailarina e professora de ballet. Nada de mais, e nem de menos...

Monday, December 04, 2006

LENDA E POESIA, SEU NOME É IRLANDA

Fatima Dannemann *


Cena um: entrada da Trinity College em Dublin. Monte de bicicletas estacionadas e perto dali um mural anunciando coisas diferentes como assembléia feminista, um show de rock e estudantes fazendo bico dando aulas particulares. Cena dois: Dingle Bay, no condado de Kerry. Barcos de pescas aguardam bom tempo enquanto pescadores papeiam malemolentes no pub mais perto. Cena três: um cinema em Killarney exibe o ultimo filme de Spielberg, na porta, charretes em fila fazem às vezes de taxi. Cena quatro: Temple Bar, Dublin. Irlandesas meio clubber cantam e dançam ao som de um vídeo clip. E enquanto tudo isso acontece turistas se dependuram de cabeça para baixo num castelo beijando a pedra que lhe fará voltar a esse país ainda pouco conhecido dos Brasileiros.

Diferente do que muita gente imagina, a Irlanda, ou República da Irlanda é um país de jovens, um país alegre, pulsante, cheio de cultura, literatura e muita magia. Tudo isso é Irlanda, passado, presente, futuro, magia, cultura, lazer, musica, poesia, campos verdes onde pastam ovelhas e cresce a batata, base da alimentação do país, que no século XIX perdeu mais da metade de sua população de fome. Eles tinham a terra, não sabiam cultivar nem preparar a comida. Quem não morreu, foi seduzido por uma vida melhor na América. Mas, a Irlanda tem, também, milênios de história, apesar de só ter conseguido a sua independência nos anos 50. Hoje, como parte da Comunidade Européia, tenta sair do prejuízo melhorando sobretudo as habitações e transportes.

Até muito pouco tempo, as casas da Irlanda eram toscos chalés cobertos de palha quase sem nenhum conforto. "Eu morei toda a minha infância numa casa assim", confidencia uma irlandesa em visita ao Bunratty Folk Park, um parque temático diferente do mundo fake da Disney. Nesse parque, tudo é autêntico, castelo, chalés, fazenda, movéis, foi apenas preservado e é visitado pelas pessoas que descobrem que a Irlanda é mais que discos do U2 ou livros do James Joyce e nada tem a ver com o mundo sombrio de alguns filmes dirigidos por irlandeses.

Um fenômeno natural ajuda o país a ganhar o apelido de Pais do Arco Íris. Quem anda pelas estradas irlandesas, ainda muito estreitas, mas sendo modernizadas com ajuda da Comunidade Européia, pode presenciar seqüências de arco-íris, um após o outro. Muito recortado por baias, pontas, cliffs, o litoral da Irlanda. Em meio a simpáticas fazendas, remanescentes dos celtas, e um dos mais antigos templos cristãos do mundo: o Oratório de Gallarus, construído em pedra imitando um barco emborcado, centro de visitas, estudos e peregrinação.

Oscar Wilde, Bernard Shaw, Bram Stocker, William B. Yeats, Thomas Moore. Alguns desses nomes, os brasileiros já ouviram falar muito. Outros menos. Embora alguns desses nomes reneguem o berço, todos nasceram na Irlanda, pais onde ter cultura é ter prestígio, e nas livrarias, uma grata surpresa: um mesmo livro de autores como James Joyce é encontrado em edições distintas. Com preços para todos os bolsos e alguns com explicações e notas para estudantes. As livrarias são do tamanho de alguns supermercados brasileiros e lá se compra livro por menos de três libras irlandesas (que vale um pouco menos que a libra esterlina).

Livros a mão cheia e muitos deles conta a história do país que vem de muitos milênios. Tudo começou com os proto-celtas. Depois, chegaram os celtas, grandes navegadores, vindos de Portugal e Espanha, principalmente, não só explorando o mundo como tentando escapar do domínio romano. Nessa pré-história irlandesa, os povos viviam em clãs. Eram considerados chefes ou tido como ricos quem tivesse mais terra, mais gado e mais mulher, embora não houvesse distinção tão acentuada entre homens e mulheres: quem chegava primeiro e dominasse a área, era o líder, e se um rei saqueava e tomava a terra de outro, nada demais. Coisas da disputa entre os clãs, muitas delas violentíssimas.

A arte irlandesa nasceu ai. Os bardos (poetas ou cantores) eram tidos em altas contas na sociedade irlandesa (especialmente no período proto-celta) e eram os responsáveis por contar os feitos de seus amos. Com o advento do cristianismo, com a queda do império romano e a invasão dos bárbaros, muita gente foi se refugiar na Irlanda. Tentou-se a conversão daquele povo "pagão", que seguia especialmente o druidismo. Pelas vias normais, não deu. A ética irlandesa era um tanto distinta e começou-se a misturar alhos e bugalhos. Os irlandeses foram alfabetizados e descobriram algo tão interessante quanto formar clãs, criar mosteiros e abadias. E tanto fazia ser homem ou mulher. Tanto São Patrício como Santa Brígida eram chefes de suas comunidades religiosas, algumas das quais se tornaram atuais cidades, e celebravam seus cultos.

De invasor em invasor, a Irlanda sofreu várias dominações e ficou subordinada a coroa inglesa até o século passado (século XX). Hoje, independente, governado por uma presidente, já se moderniza, aceita o divórcio e melhora sua infra-estrutura querendo abrir um novo mercado, o turismo.


CESTA BASICA

Arvore de Natal com fibra ótica, 1,20m - R$110,00 - Lojas Americanas

Barra de chocolate diet na Cacau Show - R$1,10

Hidratante para o corpo importado e perfumado, na Paar FUm - R$60,

Wednesday, November 22, 2006

Certo fim de tarde, no bonde Cinco

Fatima Dannemann

Do sexto andar, ali da esquina, dá para ver a estação. Ônibus vão, vem, dão a volta. Os bondes param num terminal próximo. As passagens são vendidas na lojinha de um Sikh ali mesmo no terminal. E num fim de tarde, tomar o Bonde numero 5 e ir explorar Viena parece um programa interessante. Andar por ruas nunca dantes visitadas, sair do circuito dos Castelos e ver a cidade por outros prismas. Interessante. È a vida normal dos austríacos que vão para casa, depois do trabalho ou da escola. Ou algumas moças que vão para a “batalha” de bota e minissaia parecendo mais a noiva do cowboy do que alguém do centro da Europa.
No cinco, enquanto Apolo despeja os últimos raios de sol nos canais do Danúbio, uma Viena diferente se abre aos que vêm de fora. Não... Schonbrunn, o Palácio, é apenas um sonho distante do city-tour da manhã. Catedral, Igreja Votiva, Hofburg, desses, se vêem apenas as torres. As elegantes ruas de pedestres com lojas de griffes, chamarizes para os consumistas de todas as nacionalidades, são apenas evidencias em sacolas abarrotadas de compras das mulheres que voltam para casa. No bonde, outros caminhos se abrem. “Primas” indo fazer “ponto” perto das rodas gigantes do Pratter, no final de linha, casais de namorados, cachorros, bebês no carrinho, esudantes, pessoas idosas, meninos, imigrantes, gente de todo tipo e do tipo que os guias de turismo escondem.
Quase ninguém se olha nos olhos. Cada um em seu espaço, vivem-se os direitos humanos que a Áustria garante a todos os seus habitantes (cidadãos ou emigrantes). Ir, vir, morar, trabalhar, comprar, beber cerveja em uma das cervejarias repletas, comer torta de chocolate, aproveitar a liquidação de sombrinhas oportuna num momento de chuva de verão. Vaguear pelos parques que rodeiam os castelos e museus. Viena é uma festa para seus habitantes e descobre-se um lado moderno e audaz nas lojas de informática, eletrônica, decoração e joalherias. Valsas, brilho, purpurina? Muito lindo mas chamariz para turista. Tudo longe dos olhos dos passageiros do “5”, que, como todos os mortais do resto do mundo, aproveitam a viagem para namorar, conversar, ou apenas ler revistas de fofoca.
O bonde nem leva tanto tempo para ir da Ost Haupt-Banhof (deve ser este o nome, mas o que importa o nome) ao Pratter (com certeza é esse o nome do famoso, mas agora decadente, parque de diversões repleto de rodas gigantes que já não são as maiores do mundo). Vai passando por ruas de todos os tipos. Umas largas, outras tortuosas. Umas de comércio mais chique, outras mais populares e residenciais. Passa por restaurantes e cafés onde pessoas bem arrumadas vão jantar, e por algo parecido com botecos onde homens tomam algo parecido com pinga antes do jantar. Tinha que ser assim, afinal, a Áustria se preocupa com o cidadão. Dá a ele trabalho, bons salários, assistência de todo o tipo. Por isso, perto do final de linha, um único “pivete” pedindo esmolas na sinaleira corre de medo ao ver a Policia. A mesma Policia que, minutos antes, revistou bagagem e conferiu documentos de punks que vagavam pela rua. Ameaçar a segurança alheia? Pedir o que é dos outros? Não pode não...
O "cinco" vai e volta da viagem praticamente lotado. Vê-se de longe a Praça da Catedral onde uma mulher insiste em assistir a ultima missa do dia. A essa altura anoiteceu mas o bonde tem mais algumas viagens antes de parar para “descansar” até o dia seguinte. Turistas, imigrantes, curiosos, nativos, gente a caminho do trabalho, da escola ou mesmo de canto nenhum, passará por ele. No caminho, uma Viena, longe dos Palácios, museus e das valsas, que muita gente até vê, mas será que alguém repara?

Flores para quem merece flores
e espinho para quem precisa


flores para

- equipe de Casseta e Planeta - pelo programa da semana

- elenco jovem de Páginas da Vida - em especial os que fazem Daniele e Luciano

- Daniela Mercury

espinhos para:

- Fernanda Lima - pela falta de se mancol em voltar a participar de novelas como atriz (podre)

- Debora Secco - não está convencendo como freira

- Leticia Sabatella - tambem não convence como freira

Tuesday, November 14, 2006


Pau puro: Enquanto Grazi Massafera mostra humildade num papel secundário, falta simancol em Fernanda Lima a quem o telespectador precisará aturar em Pé na Jaca...

* * *


Outra que Pé na Jaca reserva para os espectadores: Debora Secco, com aquela boca aberta, vestida de freira. Haja, viu...

* * *


Pior é que Murilo Benício estará na trama e pelo que se nota a Globo insiste num par romantico que não deu certo desde América (Tião e Sol deu em eclipse...)

* * *


A história deve ser interessante. Carlos Lombardi é um autor eficiente que sempre dá asas a imaginação (vide Kubanacan e Uga-Uga). Mas aguentar este elenco, não dá...

Thursday, November 09, 2006


Orkut, Gazzag, Multiply, seja lá qual for o grupo, a rapaziada aproveita para soltar a criatividade e a imaginação no nome das comunidades. De uma inusitada "girafas não existem", ao saudosismo dos leitores de fotonovela, dá absolutamente de tudo. Confira, aqui, algumas:
sua inveja faz a minha fama

apaixonados por perfumes

fera é meu pai eu sou ferinha

eu pareço metida mas sou legal

panela sem tampa

morro de sono depois do almoço

eu já li muito grande hotel

Salvador é um ovo

adoro homens cheirosos

irmão mais velho sofre mais

Girafas não existem

O acre não existe

Tuesday, November 07, 2006



Vale uma visita ao site da novela O Profeta
as vinhetas com ícones e visual dos anos 50
estão impecaveis. A novela, aliás, é a menos
pior de todas que estão em cartaz no momento.

Para visitar o site, clique aqui