Tuesday, October 31, 2006


Para quem precisa compartilhar ou mesmo guardar arquivos economizando uma grana em CDs, DVDs e disquetes, uma solução são os sites para upload de arquivo. Algumas opções:

http://www.yousendit.com - esse tem que logar e enviar por e-mail. dá apenas 30 dias gratis e uma semana de armazenamento

http://www.4shared.com - muito bom, com página de gerenciamento, mensagens, acompanhamento de quantas pessoas baixaram, etc

http://www.upload.sc/ - mesmo formato dos anteriores

http://www.sendspace.com/ - facinho, tipo o bestsharing

http://www.putfile.com/ - para video, filmes e fotos principalmente, facinho de usar

http://www.filefactory.com/ - semelhante aos demais

http://www.ripway.com/ - possui outros recursos como blog

http://www.dropload.com/ - semelhante aos anteriores, mas só armazena por sete dias

http://www.rapidshare.com - o mais conhecido, mas muito complicado

http://www.megaupload.com/ - facil de usar e em portugues

http://mooload.com/new/ - tb facil de usar

http://www.bestsharing.com/ - um dos darlings do setor, tem a vantagem de mostrar quantas vezes seu arquivo foi visto. facilimo de usar

http://www.filesupload.com/ - mais outra opção

Monday, October 23, 2006

Pergunta-se

que será que Paola de Oliveira fez para virar protagonista em sua segunda novela?
ai tem truta? ou pelo tamanho seria um cardume de pirarucu inteiro?
respondam!!!
perfil dos malas do orkut:
1 - nunca deixam recados pessoais
2 - não tem foto recente no perfil. só desenhos ou fotos antigas
3 - não lê suas mensagens reclamando dos scraps
4 - quando você reclama direto no scrap, em vez de pedir desculpas, lhe exclui
5 - como se não bastasse um, tem vários profiles
7 - não lhe dá parabens no seu aniversário
8 - mensagens de páscoa e natal vem assinadas por outra pessoa porque eles não tiram o nome da pessoa de quem repassou...
...
aceito contribuições vamos definir e deletar essa tchurma...

beijos

Fatima

Tuesday, October 17, 2006

Venenosamente, Jane Fonda

Fatima Dannemann

Às quartas-feiras, cinema é mais barato em Salvador. Ir ao cinema neste dia, durante uma voltinha pelos shoppings da cidade, já se tornou programa tradicional. Mas, as ultimas quartas-feiras têm sido especiais. No cinema do shopping Itaigara, um dos mais novos e mais modernos cinemas da cidade, um punhado de mulheres aproveitava a promoção de meio de semana para conferir a volta às telas de uma das últimas das grandes damas do cinema, Jane Fonda, em A Sogra, uma comédia rasgada, engraçada (apesar dos toques piegas e dispensáveis do final do filme) dirigida por Robert Luketic, o mesmo de Legalmente Loira, com roteiro de Anya Kochoff contando ainda com Jennifer Lopez a nora que Jane vai atormentar, vigiar, investigar nos 93 minutos de filme, ou quase isso.
Jane estava afastada há 15 anos do cinema. Mas mostrou que uma vez rainha, sempre majestade. Ela rouba todas as cenas em que aparece apesar de Jennifer ser uma das melhores artistas de sua geração e inegavelmente bonita principalmente porque foge do padrão Barbie. A atriz mostra suas curvas, sua latinidade, seu jeito de vestir com estilo e atitude dispensando griffes, cores e padrões ditados pela mídia ou pelos chiques e dá um charme especial ao filme. Mas, Jane, que praticamente nasceu e cresceu nos sets de filmagem, é simplesmente show de bola, e a curiosidade em torno de sua volta ao cinema acaba sendo o principal toque do filme.
Tão bela quanto em qualquer outra fase de sua carreira (embora o filme não esconda as inevitáveis marcas de seus quase 70 anos). Filha do ator Henri Fonda, irmã de Peter Fonda co-protagonista do mais famoso de todos os road-movies “Easy Rider” (Sem Destino), tia da atriz Bridget Fonda, Jane faz parte de um clã que também já levou mais de um Oscar para casa. Jane ganhou duas vezes na década de 70, em 71, por Klute, e em 78 por Coming Home. Contracenou com seu pai em Num Lago Dourado, o ultimo filme de Henri, e o ultimo Oscar do patriarca recebido por Jane.
Claro que a historia do filme em si, nada traz de novo. É o mesmo blábláblá lido em historinhas de princesas, fotonovelas, novelas de televisão e outras comédias. Mas esta é especial. Alem de Jane que está engraçadíssima e rouba a cena todas as vezes que aparece, tem Jennifer, que está se tornando especialista no gênero das comédias românticas, e o diretor Luketic tem no seu currículo um dos maiores sucessos da comédia moderna Legalmente Loira. Há momentos impagáveis, como o que Viola Field (Jane, a sogra) em sua última aparição na TV antes de ser demitida, quer esganar sua jovem (loira e burra) entrevistada que mal consegue responder a algumas perguntas óbvias.
Ai que o filme começa a esquentar. Antes disso, tudo é xarope. Charlotte (Jennifer), uma artista plástica que não acredita no próprio talento e sobrevive fazendo mil trabalhos temporários, está passeando com cachorros na praia quando conhece Kevin (Michael Vartan) um belo e bem sucedido médico, filho único de Viola, que a essa altura, depois do surto quase psicótico no programa, está internada numa clínica psiquiátrica. É quando ela deixa a clínica e que Kevin vai apresentar Charlotte a Viola que a história esquenta. Em alguns momentos ela lembra Odete Roitman e outras sogras megeras de novela.
Há quem tenha falado mal do filme. Mas, criou-se um “modelo” de que comédia não é “coisa séria”, que rir não é “intelectual” e muito menos “inteligente” e assim os críticos de carteirinha nunca dão o braço a torcer. Preferem se reprimir e se sujeitar a um problema na vesícula do que liberar a gargalhada e desopilar o fígado em situações verdadeiramente estapafúrdias como as que Viola e Charlotte vão criando no filme. Só Kevin fica meio apagado, não aparece em boa parte da história e, é preciso admitir, nem faz muita falta, já que Jane e Jennifer dominam a cena.
Pode ser que Mrs Fonda não ganhe nenhum Oscar com este filme. Mas, com certeza será lembrado com carinho. Que nem Descalços no Parque, uma comedia light e cabeça, que ela estreou em 1967, ao lado de Robert Redford. E é ai que lembramos do que falta no filme: um nome masculino de peso. Alguem Al Pacino ou Jack Nicholson, que já estrelaram comédias românticas com bastante competência conseguissem dar o charme que faltou em Michael Vartan, um Kevin certinho demais e por isso sem graça.

Saturday, September 23, 2006

Tutorial como uma onda

Fatima Dannemann

inspirado na novela mas ao mesmo tempo não tem nada a ver
e pode ser feito com qualquer figura. não precisa ser do mar, não.

1 - abra a figura ou tube redimensione se necessário
2 - duplique duas vezes (feche o original pois se der zebra vc não perde)
3 - numa delas vá em effect/image/ seamless tile - minimize e deixe quieto
4 - escolha duas cores da outra copia e faça um gradient
5 - abra uma imagem de 1024x320 ou 800 x300 e pinte com o gradient
6 - configure o gradient como quiser, claro mas eu botei com repeats 4 pra ficar bem "ondulado"
7 - nova layer e pinte com a cor mais clara do gradient
8 - redimensione entre 70 a 80 por cento com all layer desmarcado
9 - plugin/dragon fly/sinedots
10 - clique com a varinha FORA do desenho e delete - note que tem que ficar assim (ou quase isso) - para isso pressione a tecla shift e mantenha pressionada enquanto estiver selecionando.
11 - deformation e estique as layers para os lados até encostar nas bordas
12 - acrescente uma layer nova ENTRE as layers 1 e 2
13 - pinte com o pattern criado no inicio do tutorial
14 - ative a layer 2 (a do sinedots)
15 - selecione as partes de cima e de baixo da layer
16 - deixe selecionado ative a layer do meio (a layer 3) e clique delete no seu teclado
17 - volte a layer 2 e reduza a opacidade para 50 a 60 por cento a gosto. se quiser, selecione algumas áreas do sinedtos e de drop shadow
18 - abra a figura, aplique uma mask a seu gosto (se for tube não precisa) cole no top assine e salve (eu usei uma mask que tem umas ondinhas bonitinha)
Memória

Vinte anos depois de sua morte, a escritora de novelas Janete Clair ganha biografia em livro

Símbolo da cultura de massa latino-americana, a telenovela tem seus ícones. Um deles a escritora Janete Clair cujos 20 anos de morte foram marcados com o lançamento do livro Nossa Senhora das Oito – Janete Clair e a Evolução da Telenovela no Brasil, escrito pelo jornalista Mauro Ferreira, com pesquisa e reportagem do jornalista Cleodon Coelho (roteirista do programa Vídeo Show). Autora de 21 novelas na Globo, Janete Clair ganhou homenagem póstuma na sisuda Academia Brasileira de Letras que, finalmente, se rende a realidade da teledramaturgia.

Fatima Dannemann

O ano, 1978. A grande questão nacional: quem matou Salomão Hayala? Mal davam 20h nos relógios e Paulinho da Viola começava a cantar: “minha pedra é ametista/ minha cor o amarelo/ mas sou sincero/ eu preciso ir urgente ao dentista/ tenho alma de artista”... e até os rapazes desafiavam quem dizia que novela era coisa de mulher e sentavam-se em frente a TV para ver a mania do momento, O Astro. Nos papeis principais Dina Sfat e Francisco Cuoco. Vilão especialmente convidado, Rubens de Falco que, como caiu nas graças do público como o marido de Tereza Rachel (no papel da viúva do falecido Salomão), foi inocentado do assassinato que acabou caindo nas mãos de outro personagem qualquer. Tecendo o destino desses personagens e calando o pais por uma hora todos os dias por quase seis meses, estava Janete Clair.
Mesmo que ela não tivesse escrito uma linha de novela sequer, Janete seria no mínimo primeira dama da teledramaturgia. Seu marido, Dias Gomes, assinou sucessos como O Bem Amado, Roque Santeiro e vários oturos. Mas, enquanto Dias reinava no horário, hoje extinto, das 22h, Janete Clair era a toda poderosa que brilhava as 20h. Por duas décadas, entre 1964 e 1983, ela fez mocinhas suspirarem, namorados atrasarem o encontro em uma hora para que eles não perdessem a novela, ela ditou moda, fez adolescentes e jovens cantarem alguns hits como “rock and roll lulluby”. E durante os piores anos da ditadura, a autora aliviou o carma dos brasileiros que por pelo menos uma hora podiam pensar que o destino de Cristiano e Simone, protagonistas de Selva de Pedra, era a coisa mais importante do mundo. Mais, até, que o próprio futuro do país.

Censura

Se seu pique de atividades se deu entre os piores anos da ditadura militar, 1967 até 1983 quando morreu de câncer em 16 de novembro aos 58 anos, não significa que Janete Clair tenha passado ao largo das tesouras dos falsos-moralistas que ditavam a censura do país na época. Polêmica, falando de temas como aborto, Janete Stocco Emmer, seu nome verdadeiro (o Clair era uma homenagem a música Clair de Lune de Debussy), várias vezes foi alvo de censura. Precisou reescrever capítulos inteiros de suas novelas, modificar personagens, trocar falas e alterar algumas tramas paralelas. Claro que isso tudo é “fichinha” perto do que aconteceu com seu marido, Dias Gomes, que teve Roque Santeiro totalmente censurada faltando poucos dias para a estréia..
A autora chegou a Globo em 1967 depois de uma passagem pela Rede Tupy onde escreveu O Acusador, com Jardel Filho. Sua primeira novela na Globo foi Véu de Noiva que inaugurou um novo jeito de fazer folhetins eletrônicos. Antes, predominavam novelas de época, transposição de clássicos da literatura, ou dramalhões cubanos e mexicanos traduzidos para o português estilo O Direito de Nascer. Véu de Noiva, com Cláudio Marzo e Regina Duarte, trouxe um estilo mais brasileiro e mais natural. Aproximou ficção de realidade e os artistas de seu público.
Dado o pontapé inicial viria uma série de sucessos. Irmãos Coragem, de 1970, misturava faroeste, dramas, romance. Depois foi a vez de Selva de Pedra. Regina Duarte, então namoradinha do Brasil, vivia a Simone perdidamente apaixonada por Cristiano, vivido pelo mesmo Francisco Cuoco que estaria presente em O Astro, Pecado Capital, ah, e em Eu Prometo, o ultimo trabalho de Janete, deixado inconcluso com suas morte, terminado por Dias Gomes.

Opinião

Minha novela preferida

Que novela teria marcado a carreira de Janete? O Astro, cuja identidade do assassino de Salomão Hayala ela não revelou sequer ao presidente Geisel? Selva de Pedra, que chegou a dar 100 por cento no Ibope? Irmãos Coragem, que como Selva de Pedra teve direito a remake? Ou seria Pecado Capital que começava com – de novo!- Paulinho da Viola cantando “dinheiro na mão é vendaval/ é vendaval...”, enquanto eram desvendadas as tramas de Lucinha, Carlão e Salviano Lisboa? Não sei o que pensam os outros, mas a minha preferida é Sétimo Sentido.
Lembro bem, chegava do ballet esbaforida, tomava banho, jantava em tempo recorde e sentava para ver Luana Câmara alternando-se a Priscila Capricce revelando Regina Duarte como uma senhora atriz, uma verdadeira lady com maturidade e talento, e Janete Clair reinando absoluta em uma novela que fugia a mesmice de todas as outras especialmente a da mocinha boba, chorosa, sofredora e mala da maioria das tramas anteriores. Estávamos no começo da década de 80, os anos que mudaram tudo: nos devolveram a liberdade, acabou-se a democracia, Gabeira desfilando com sunga de crochê e as mulheres mais ousadas desnudando os peitos em topless na praia. Não, mocinhas quase cretinas como a Simone de Selva de Pedra estavam fora do contexto.
Com estréia em março de 82, Sétimo sentido trazia Guel Arraes, Jorge Fernando e Roberto Talma na direção de um elenco com nomes de primeira grandeza, encabeçados pelo mesmo par que viveu Cristiano e Simone, mas de uma forma muito mais legal, diga-se de passagem. Francisco Cuoco era Tião Bento, Regina Duarte era Luana Câmara e Priscila Caprice. Enquanto Luana lutava para reaver a fortuna que havia sido roubada pela família Rivoredo, Priscila aprontava e desfilava no áudio uma trilha sonora com musica de primeira linha. Esotérica, com Gilberto Gil, Disse Alguém, com João Gilberto, Charmes do Mundo, com Marina, ah, e o tema da abertura não foi com Paulinho da Viola. Era Chico Buarque quem entoava a belíssima Vitrines na abertura de Sétimo Sentido.
Sétimo Sentido também deu uma virada na teledramaturgia, sim. Trouxe coisas novas e a principal dela foi mostrar que Regina Duarte tinha potencial para papeis mais trabalhados. Talvez por isso, dois anos depois, quando a censura resolveu liberar Roque Santeiro e a novela foi reescrita, foi Regina que abocanhou o papel da viúva Porcina e não Betty Faria (outra heroína dos folhetins e protagonista de Pecado Capital e Duas Vidas, entre outras) que tinha sido a escolhida da primeira versão e que, anos mais tarde, viria protagonizar Tieta. Mas foram outros tempos, outros autores, e outras protagonistas escrachadas e visualmente cafonas. Um caminho que Regina Duarte, revezando Priscila Caprice com Luana Câmara, abriu em Sétimo Sentido.

Friday, July 21, 2006

Não aceite imitações, exija um jornalista.

Fatima Dannemann


Até que enfim, luz no fim do túnel para minha profissão. A Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas, está lutando para aprovar a lei que regulamentará definitivamente a profissão. Assim, não só as funções clássicas de repórter, editor, diagramador, fotógrafo como também de professor de jornalismo e assessor de imprensa deverão ser atribuições exclusivas dos jornalistas formados em jornalismo e com registro profissional. Claro que isso ainda não “limpa” a categoria, gente que tem direito adquirido continuará exercendo a profissão. Mas, com a aprovação da lei, somente quem for formado em comunicação com habilitação para jornalismo poderá trabalhar na área. Já era tempo. Ainda assim, a categoria conta com o pior de todas as oposições: os patrões. Os grupos empresariais de comunicação estão querendo fazer a cabeça do povo dizendo que isto é “volta da censura”. Muito pelo contrário. Agora é que a liberdade de imprensa fica garantida e mais teremos um jornalismo de melhor qualidade exercido e praticado por pessoas habilitadas.
É apenas um pequeno passo, mas já é uma grande conquista. Eu via meninos e meninas em 9 ou 10 faculdades de jornalismo existentes aqui em Salvador se formarem sem grandes perspectivas profissionais. Se a lei for aprovada, como eu tenho certeza que será, eles já podem fazer planos, pois nas redações e nas salas de aula, somente jornalistas. E nada demais: eu não faço exames se não for com médico (ajudante ou técnico nem pensar); para dietas alimentares, só nutricionista; terapia só com psicólogo formado; e mais, deixei a yoga porque a professora tem formação em yoga, mas não é formada em educação física e garanto que um profissional habilitado em qualquer área faz a diferença. Ah, esqueci de fisioterapia. Os fisioterapeutas lutam para deixar de serem subordinados aos médicos que insistem em querer saber mais sobre fisioterapia do que quem estudou quatro ou cinco anos para isso.
Os profissionais de educação física se mobilizaram, criaram o conselho da classe e com isso as academias de ginástica, clubes, etc, vêm se moralizando. Meio que por força da lei, mas se moralizam. Quem não se enquadrou, dançou e assim academias famosas da cidade simplesmente fecharam as portas, mas professor leigo – graças a deus para quem vai se ver livre do risco de lesões graves e sem cura – nunca mais. Agora, no mínimo os técnicos e professores estão estudando educação física ou dança. Isso garante que as academias e clubes de boa qualidade fervilhem de alunos e todos façam as aulas e saiam felizes e satisfeitos sem risco de ficar com problemas na coluna ou com o joelho “bichado” por exercícios mal ministrados.
Pois com jornalistas formados, a coisa será a mesma – não entro aqui no mérito da seriedade profissional, pois em todas as áreas, até na medicina, existem descarados e picaretas que estão se lixando para a honestidade ou para a qualidade dos serviços prestados. Gente que sabe que o jornalista tem que formar a opinião deixando que o leitor pense e tire suas conclusões e não induzindo o cara a pensar de tal e tal forma (como as TVs fazem). Ver peruas ou garotinhos dando uma de “repórter” é coisa que as TVs terão que repensar. Entrevistadores como Faustão, que interrompe os entrevistados, botam palavras não ditas na boca de seus convidados, ou ele mesmo responde a perguntas não feitas numa total falta de profissionalismo e ética, terão seus dias contados.
Já era tempo. Poucos se tocam, mas jornalismo é uma das profissões mais antigas que existem. Se formos analisar, vêm desde os tempos dos contadores de histórias, das actas diurnas de Julio César, dos escribas egípcios, dos menestréis medievais, e muitas outras coisas. Importante e indispensável não só para saciar a eterna curiosidade do ser humano, como para informar sobre o que acontece ao seu redor – ninguém é uma ilha. É uma ciência irmã da história (sim jornalismo é ciência) e uma arte irmã da poesia (sim é uma arte também) pois bebem da mesma fonte: a vida e o dia a dia. Pois está na hora de quem precisa de jornalista exigir um jornalista formado. Como diria a propaganda: recuse imitações. Um jornalista formado faz a diferença.

Sunday, May 28, 2006

Laura Prudente da Costa toma o que faltava de Maria Clara Diniz: o marido

Eis que tres novelas depois, reencarnada como Victoria Assunção em Belissima, Laura Prudente da Costa, conhecida fora do projac por sua identidade secreta Claudia Abreu, toma o marido de Maria Clara Diniz, sua arquirival em Celebridade. Para isso, foi preciso o ator Marco Palmeira aparecer na novela como o delegado Gilberto que alem de tudo vai descobrir quem foi o culpado das mortes e falcatruas de Belissima.

- olha, eu é que não fui, diz Victoria Assunção que desde que reencarnou começou a se redimir dos pecados de Laura sendo boa mãe de familia e empresária modelo, já chega ter matado o Lineu Vashconchelos na outra novela, completou com seu inconfundivel sotaque de quem andou faltando as sessões de fonoaudiologia.

Monday, May 01, 2006


*** A Globo investiu em elenco, mas não investiu em história e já se viu que Cobras e Lagartos será mais um fracasso da emissora

***Carolina Dieckman, alem de horrorosa loirissima, está péssima num papel de malvada. Histérica e soando falso.

***Ponto positivo: Cleo Pires parece que vai repetir o sucesso de Lurdinha, dessa vez com a rebelde Leticia.

***Trilha sonora da novela: a música de abertura é simplesmente um saco. Será que ao invés de revival de Elis a Globo não poderia lançar alguem novo?

*** A programação das TVs ao domingo está um verdadeiro esgoto. Por conta disso nem é preciso falar do nivel da programação.

***Resultado: tem gente sofisticada e inteligente assistindo Raul Gil, na Bandeirantes. Bom, concorrer com Gugu, Eliana e Faustão e ganhar é a maior moleza. Até pra Raul Gil.

***E tem gente perguntando: com tanto ator e atriz no mundo, porque a Globo anda cansando o espectador com as mesmas caras de sempre?

***Finalizando: Malhação é o tipo de programinha chato, que já deu, já cansou. Mas a Globo se acha e entope o ralo das tvs com porcarias como essa...

Thursday, April 20, 2006

Munição fraca e pontaria errada

Fatima Dannemann

Bang-Bang vai embora marcada como uma das piores novelas do horário das 19h (o mesmo de tramas inesquecíveis como A Viagem, Elas por Elas, Vamp, Top Model, e tantas outras que marcaram época). A Globo mirou errado. Tinha como alvo o plebiscito do desarmamento (deu que ficou tudo como antes) e a munição que ela usou não passou de uns traques de massa desses que não abala nem criancinha. A novela, que começou com autoria de Mario Prata e terminou com outras pessoas esticando uma história que poderia até ter dado certo em outras circunstâncias, não passou de uma colcha de retalhos de equívocos que começa da escolha da protagonista e se espalha por todos os detalhes da trama com excessão da abertura: sim, a abertura, com os bonequinhos, foi a unica coisa que se salvou.
A Globo jogou fora uma idéia que até poderia ter sido interessante. Passada no Novo México, oeste americano, entre as cidades de Santa Fé e Albuquerque em plena época de expansão dos Estados Unidos. Poderia ter mostrado, de verdade, o que foi o velho oeste. Preferiu maquiar, criou uma trama absurda protagonizada por atores fracos, sem carisma e uma delas completamente forçada, Fernanda Lima, que desbancou atrizes profissionais mais tarimbadas só Deus (e a cúpula da Globo) sabem com que requisitos porque nem ao menos bonita ela é, tem péssima dicção, nenhuma expressão
(triste ou feliz a cara insossa de Diana Bullock foi sempre a mesma).
No meio tempo em que lançou a novela - fraquíssima, a pior do horário das sete desde Uga Uga (tão ridicula quanto, mas pelo menos com melhor elenco) - a Globo se viu as voltas com algo que há tempos ela havia esquecido que existia: concorrência. O povo vem aprendendo a mudar de canal desde que a Record relançou Escrava Isaura (que está sendo reprisada aliás). Junte-se a uma novela concorrente com velhos rostos conhecidos do povão a fraquíssima trama cheia de nomes complicados de Bang Bang e o resultado foi o fracasso. Primeiro falou-se que a novela ia ser encurtada em 30 capítulos. Para desespero das pessoas que deixaram de ver novela, não foi. Mudou o autor. Enxertaram novos personagens com atores mais carismáticos como Marcos
Pasquim e Murilo Rosa. Não deu.
Fernanda Lima não foi a única amadora na história. Outros artistas de outras especialidades entraram no elenco. O problema é que Fernanda, inegavelmente, não tem talento mas foi escalada pro papel principal. Enquanto isso, Sidney Magal deu show como Zorroh. Carinhas bonitinhas como Alinne Moraes e Fernanda de Freitas (essa não passa de um clone, tamanho reduzido, de Deborah Secco, sem maiores expressividades) também passaram despercebidas. Evandro Mesquita, vestido de mulher, conseguiu ficar ainda mais chato do que o normal. Aliás, nada mais ridiculo do que transformar
Billy the Kid e Jesse James em travecos.
O fato é que na sexta-feira, quando aparecer a palavra fim encerrando definitivamente a novela (que ninguem tenha a idéia de jerico de reprisá-la no V ale a Pena ver de novo), a sensação do público será "já vai tarde". E já foi mesmo. Com esta novela, a Globo afastou de si uma fatia de público que passou a fazer outras coisas no horário das 19 (quase 20h, aliás, já que todo dia a novela começa mais tarde e termina mais cedo). Culpa de quem? Está na hora da Globo pensar que o povo não é burro, sabe escolher e é o publico quem manda na emissora. Se todo mundo preferir desligar a TV do que
assistir porcaria...

Thursday, April 13, 2006

EXTRAAAAAAAA

Julia Assunção paga os pecados de Fatima Roitmann

Julia Assunção, personagem principal da novela Belíssima e mãe de uma psicótica-ninfomaniaca-narcisista chamada Erica, vem pagando os pecados que cometeu em sua encarnação anterior como Fatima Roitmann da novela Vale Tudo.

Justamente quando se viu livre de Bia Falcão (que conseguiu ser muito pior que Odete Roitmann a falecida sogra da mesma Gloria Pires na novela anterior), Julia descobre que sua filha Erica consegue ser um misto de cobra jararaca, dragão de Komodo, tubarão-branco e jacaré ainda sobrando troco.

Depois de pegar seu (ex)marido, André, lhe dando corno justo com sua filha, e ter toda sua fortuna roubada pela dupla, Julia se lembrou que em sua encarnação anterior ela fez pior e vendeu a casa em que morava com a mãe, Raquel Acioly, só para vir atrás de um cara chamado Cesar, um michê muito pior que o Mateus de Cauã Raymond porque conseguiu ter coragem de faturar Odete Roitman o que nem o Jamanta merecia...


Flores para quem merece flores, espinho para quem precisa

Flores para

- minha sobrinha Julia Goes de Araujo

- Manuela, professora de pilates

- Ludmila Rohr, do Espaço Mahatma Gandhi

espinhos

- Conselho Regional de Farmácia - pela intolerância com Kardé Mourão, presidente do sindicato dos jornalistas

- Suzane que matou os pais

- Fatima Bernardes

Monday, April 03, 2006

Extraaaaaaaaa!!!

Pedro, que já foi Jorge Junqueira, vai reencarnar. Dessa vez sem barba, sem bigode, sem cavanhaque e sem roupa de hippie na novela das sete, Cobras e Lagartos. Alem de Henri Castelli, vão estar lá duas extraditadas de AMÉRICA: Raissa e Lurdinha. Pra completar o trio, a ex-filha de Maria do Carmo, a Senhora do Destino, Isabel botou megahair, exagerou nas tintas e aparece de vilã. É só conferir.
A partir do dia 24 quando (FINALMENTE) vamos ficar livres de Bang Bang para quase todo o sempre (pelo menos até a globo empurrar a novela no vale a pena ver de novo. ecaaaaa).

Mariana deveria ter sido a vencedora do Big Brother. Ela, sim, engoliu cobras e largatos, sofreu traição, ouviu desaforo e carregou Mara nas costas. Mas o Brasil assistiu estarrecido a vitória de Mara. Pior: na própria Globo, no site do Video Show, está lá a enquete pra quem quiser ver: a maioria queria Mariana para ganhar o milhão de reais...

Saturday, March 25, 2006



Minhas impressões sobre o Oscar 2006

- Modelitos das estrelas: Charlise Theron jogou duro na elegancia. Lindo o vestido. Mas, se não tivesse apresentado um prêmio teria apenas assistido a cerimônia em grande estilo.

- A Globo não dá para transmitir uma cerimônia do peso do Oscar ao vivo. Começou horas mais tarde, suprimiu alguns premios, não mostrou o desfile pelo tapete vermelho na entrada.

- Sem falar nos palpites dos comentaristas e na tradução simultanea que matou de vez as já sem graça piadas que os americanos fazem durante a festa.

- Legal a "divisão" entre os premios. Tres para cada... Pior que é quase que completamente aleatória. Pode haver especulações, mas ninguem sabe ao certo quem vai vencer.

- Pelo segundo ano consecutivo, os "apostadores" e "críticos" perderam feio. O Segredo de Brokeback Mountain até levou algumas estatuetas, mas não a de melhor filme.

- Crash, do mesmo roteirista de Menina de Ouro, vencedor do ano passado, foi o grande vencedor deste ano do premio de melhor filme.

- A cerimônia foi pobre, chata, sem nada de novo. Os numeros musicais um tédio só e a homenagem a Robert Altman não teve a mesma empolgação da homenagem recebida por outros diretores.

- Spielberg saiu esnobado. George Clooney teve seu "Boa Noite e Boa sorte" esquecidos mas levou o premio de melhor ator coadjuvante por Syriana e não ficou no prejuizo.

Friday, February 03, 2006




abusivo e absurdo: cambistas chegam a ser agressivos em sua tentativa de vender ingresso do Festival de Verão no estacionamento do Aeroclube Plaza Show

encostam-se nos carros e não dão passagem para os motoristas que desejam apenas ir embora de lá. Pior: dizem gracinhas e palavras ameaçadoras às mulheres.

Uma academia classe A A da Pituba está fechando as portas. Segundo funcionários mau humorados que recusam novas matriculas, os donos vão se mudar pros EUA. Não colou muito.

Na verdade, a academia é grande demais para o que oferece. De qualquer jeito, é uma pena. Com a mania de corpos perfeitos, uma academia a menos sempre faz falta.

Pior é a recepcionista mau humorada. Precisa-se perguntar tres vezes a mesma coisa para que ela se digne a resmungar qualquer resposta.

E ainda assim, a empáfia com que ela retruca quando alguem levanta a possibilidade de desemprego: "nós vamos trabalhar na outra academia, em Vilas do Atlantico".

Insuportável o calor e o sol. Torna-se inviavel passear no Aeroclube no periodo da tarde. As lojas estão as moscas.

Voltando ao assunto aparencia, culto ao corpo, etc, ficou dificil buscar uma vida mais espiritualizada em Salvador: quase não existe mais meditação.

Há uns cinco anos, o que mais tinha na cidade eram grupos de meditação, de raja yoga e até de estudos mais "cabeça". Agora, parece tudo provado que o que vale é o que se mostra...

Uma pena. Mas como diria o Louro José, num desses programas da Ana Maria Braga, "a beleza vem do interior, só que eu moro na capital". Então... Vamos a luta que o verão dura apenas tres meses.
flores para quem merece flores:


Claudia Abreu - que promete dar uma virada na idiota e chorosa Vitória e quem sabe assim salvar Belissima

Daniela Mercury - pode até aparecer menos que a Sangalo, mas indiscutivelmente é muito melhor e está numa ótima fase profissional

Gilberto Braga - quem vê Força de um desejo, no Vale a Pena ver de novo, sabe o que é uma novela bem amarrada

espinhos para quem precisa:

Leticia Bierkhauer - será assim o nome dela?...

Fernanda Lima - conseguiu naufragar uma novela que tinha tudo para ser engraçada

Gisele Bundchen - por causa dela, muitas mulheres perderam a auto-estima...



uma novelinha do jeito que você nunca sonhou
leia em http://naovelas.blig.ig.com.br/

Thursday, January 05, 2006

Aguardem, o Zuadeira vai voltar

breve, neste blog

Supermercado também é point cultural... ou menos... Mas Luis Caldas fazia compras no principal supermercado da Pituba.

O cantor não foi molestado pelos fãs, se mostrou simpático, mas discretos olheiros meio que guardavam a entrada dos corredores por onde ele passava.

E já que o assunto é axé, mais novidades: a turma que criou a axé music promete voltar com força total este ano. Praticamente certa a volta de Ademar, da Banda Furta Cor.

Enquanto isso, Laura Arantes, a famosa e boa Laurinha Furacão, grava seu primeiro CD com o pop-azeitado, um ritimo novo, invenção sua.

Voltando ao supermercado: fazia compras no mesmo estabelecimento a ex-assessora de imprensa da Federação Baiana de Futebol, Cleusa Duarte.

Passagem de ano: Genipabu, no litoral norte baiano, ferveu com o Scar Reef e show de Daniela Mercury, Cidade Negra e outras bandas.

O reveillon foi tão bom que até a informática teve ressaca. Velox, e-mails, sistemas bancários piraram de vez na segunda-feira, primeiro dia util de 2006.

Salgadinho da moda e politicamente correto e saudável: soja torrada e salgada que nem amendoim. Até nas mesas mais chiques está sendo servido.

Da India, a professora de yoga e terapeuta Ludmila Rorh manda dizer que andou de elefante, tomou massagem ayuvédica e participou de ritual no Ganges. Para quem pode.

Falando em yoga, baixando a bola dos que acham que podem transformar tudo em moda, ficam as pessoas que levam o yoga a sério.

Mesmo com todo mau gosto das letras, parece mesmo que Tati Quebra Barraco e o funk vão ser a mania do verão. Culpa, ainda, de Raissa de Celebridade.

E André (Marcelo Antony) é mau caráter ou não é? Ao que tudo indica, Julia Assunção (Gloria Pires) começa a desconfiar do marido. Em Belíssima. As 21h na Globo.