Pai também ama
Fatima Dannemann
Dizem os versos que “ser mãe é padecer no paraíso”. E ser pai? Onde os pais padecem? Sufocados por “ordens mudas” como a de que homem não chora, muitos morrem cedo, de infarto, por serem obrigados a sufocar a emoção. Pai que é pai, reza a cartilha dos ditames sociais, é o que paga as contas, o que dá as ordens na casa, é aquele a quem se devem todas as honras e todas os atos. Algo cerimonial e distante. Um ser quase inumano de quem se deve respeitar e temer. Não concordo com nada disso.
Claro, há pais ausentes. Mas há mães ausentes, também. Há os pais que abandonam os filhos, mas há mães, que ainda na maternidade, saem para comprar cigarro e esquecem os filhos no primeiro saco de lixo. Então não há porque ditar regras como a de sempre amar as mães e apenas respeitar os pais. Que seja feita justiça, cinqüenta por cento de amor aos dois, porque a mãe jamais carregaria um filho na barriga nove meses se o pai não fizesse a sua parte no trato divino (ou cientifico?) da concepção humana. Elas por elas, cada qual é importante em sua presença e em sua ausência embora cada vez mais pais e mães tem que fazer papel de pais e mães ao mesmo tempo numa só família. As emoções podem ser diferentes, mas pai e mãe têm o mesmo sentimento – de amor (ou indiferença, pois infelizmente isso existe) – pelos filhos.
Ser pai ou ser mãe – dá no mesmo – é principalmente amar e respeitar os filhos. É lembrar que colocar uma criança no mundo não torna este novo ser humano uma propriedade sua. Ele pode contribuir com exemplos, com atitudes, com amor, para que o filho crie aspirações sempre elevadas, mas deve respeitar o filho não só como um pedaço de si mesmo, mas como um novo alguém que um dia, lá no futuro, seguirá seus próprios caminhos. Os pais (ambos, claro, pai e mãe) são os primeiros mestres, mas eles não vão poder abrir a estrada e levar o filho no colo por todo caminho. Basta apontar as prováveis direções, falar sobre os riscos na estrada, sobre como paisagens bonitas as vezes escondem penhascos traiçoeiros, nunca proibir demais nem permitir de menos, e nunca permitir tudo e não proibir nada. Mas equilibrando, pois a lei do equilíbrio é uma das normas que põem ordem em todo o universo.
Pai. Como mãe, três letras e apenas uma sílaba na palavra em português. Um ser que remete ao divino, simplesmente porque o nome Pai, lembra Deus. Mas o pai terreno é um ser humano. Alguém que sente, sofre, ama, chora, se emociona, tem tristezas, alegrias, e é obrigado, em nome das responsabilidades materiais, sufocar tudo isto. E ao arcar com toda a família, pouco sobra tempo para conviver com os filhos.
Thursday, May 31, 2007
REEDIÇÃO
"O amor que tu me tinhas acabou em baixaria"
Fatima Dannemann
Quem diria: a Cinderela e o Príncipe das Alagoas se separaram. Pior, na maior baixaria. Bom, essa noticia me chegou com uns dois ou três meses de atraso. Culpa das revistas das salas de espera de médicos, dentistas, fisioterapeutas, salões de beleza e esses lugares que a gente precisa ir de vez em quando (na verdade eu não vou ao fisioterapeuta. Minha mãe é que vai. Eu apenas acompanho e aproveito para ler revista de graça). Estava lendo, o queixo foi par ao pé. Comentei em voz alta:
- Uau, Collor e Rosane se separaram...
Alguém respondeu:
- dos anos...
Outro:
- já separou tarde
Em outros tempos se o Brasil não estivesse afundado na lama das maracutaias, fraudes, corrpuções e CPIs atuais, o caso ia parar nas manchetes de todos os jornais. Seria que nem o fim do casamento de Ronaldo e a Cicarelli, uns meses atrás. Pois é. Os dois sócios no crime... er, os dois pombinhos da República das Alagoas resolveram cantar aquela música de Chico Buarque: eu vou deixar a medida do Bonfim, não me valeu...
No caso, a medida do Bonfim são os bens de Collor que ele alega que Rosane não tem direito e vem brigando com ela por conta disso. O resto? "pode guardar, o resto é seu" e foi o que Fernando fez. Encaixotou tudinho e mandou de São Paulo para Maceió onde a ex-primeira dama, a mulher que inaugurou a peruice em território brasileiro, só faz chorar, chorar, chorar. Ah, e recitar versículos da Bíblia, pois depois de toda lama, impeachment, excesso de enfeites e dourados, Rosane ex-Collor agora apenas Malta resolveu virar crente e se converteu a uma seita evangélica. E a revista contou tudo com uma riqueza de detalhes em que só faltou o nome de algumas fontes o que contradiz o que eu digo: jornalista não ouve dizer, jornalista apura...
Tudo teria começado, segundo a revista, quando a mãe de Rosane faleceu. As relações com Collor (aquele poço de frieza, diga-se de passagem) foram ficando abaladas. Ai, ele resolveu reformar uma casa, contratou uma arquiteta e no tirar as medidas daqui, projetar um quarto de lá, ele se envolveu e engravidou a moça que, ao que tudo indica, pode ser a próxima Senhora Collor de Mello.
Rosane não deixou barato não. Ela chora, sim, mas resolveu brigar na justiça pelos direitos dela (bom, Collor paga uma pensão indecentemente maior do que a maioria dos salários brasileiros. Mas, considerando-se todo o mico que a mulher de um político nesse país precisa pagar, é muito pouco. Embora Rosane não seja nenhum querubim). E essa briga promete ser quase tão emocionante quanto à condenação de José Dirceu (tem que sair em nome da Justiça que o PT - ainda - prega).
Toda essa baixaria amorosa passou ao largo dos holofotes. Claro. Aconteceu ao mesmo tempo em que mensalão, Dirceu, Delúbio eram denunciados, em que Severino ainda aprontava algumas antes de ser cassado, em que Maluf era preso, e que Tião e Sol decidiam ficar com Simone e Ed na reta final da novela América. Mas a vida real apenas parece novela. Muitos casamentos, infelizmente, acabam assim. Sejam alianças políticas, seja a união de uma perua com o presidente que limpou o bolso dos brasileiros com um plano econômico maluco para se revelar nem tão honesto como dizia. Pois é... Rosane deve cantar que o anel que Collor deu a ela não era vidro e ainda está inteiro. Mas o amor que ele tinha? Ah, acabou em baixaria. E ninguém sentirá falta.
"O amor que tu me tinhas acabou em baixaria"
Fatima Dannemann
Quem diria: a Cinderela e o Príncipe das Alagoas se separaram. Pior, na maior baixaria. Bom, essa noticia me chegou com uns dois ou três meses de atraso. Culpa das revistas das salas de espera de médicos, dentistas, fisioterapeutas, salões de beleza e esses lugares que a gente precisa ir de vez em quando (na verdade eu não vou ao fisioterapeuta. Minha mãe é que vai. Eu apenas acompanho e aproveito para ler revista de graça). Estava lendo, o queixo foi par ao pé. Comentei em voz alta:
- Uau, Collor e Rosane se separaram...
Alguém respondeu:
- dos anos...
Outro:
- já separou tarde
Em outros tempos se o Brasil não estivesse afundado na lama das maracutaias, fraudes, corrpuções e CPIs atuais, o caso ia parar nas manchetes de todos os jornais. Seria que nem o fim do casamento de Ronaldo e a Cicarelli, uns meses atrás. Pois é. Os dois sócios no crime... er, os dois pombinhos da República das Alagoas resolveram cantar aquela música de Chico Buarque: eu vou deixar a medida do Bonfim, não me valeu...
No caso, a medida do Bonfim são os bens de Collor que ele alega que Rosane não tem direito e vem brigando com ela por conta disso. O resto? "pode guardar, o resto é seu" e foi o que Fernando fez. Encaixotou tudinho e mandou de São Paulo para Maceió onde a ex-primeira dama, a mulher que inaugurou a peruice em território brasileiro, só faz chorar, chorar, chorar. Ah, e recitar versículos da Bíblia, pois depois de toda lama, impeachment, excesso de enfeites e dourados, Rosane ex-Collor agora apenas Malta resolveu virar crente e se converteu a uma seita evangélica. E a revista contou tudo com uma riqueza de detalhes em que só faltou o nome de algumas fontes o que contradiz o que eu digo: jornalista não ouve dizer, jornalista apura...
Tudo teria começado, segundo a revista, quando a mãe de Rosane faleceu. As relações com Collor (aquele poço de frieza, diga-se de passagem) foram ficando abaladas. Ai, ele resolveu reformar uma casa, contratou uma arquiteta e no tirar as medidas daqui, projetar um quarto de lá, ele se envolveu e engravidou a moça que, ao que tudo indica, pode ser a próxima Senhora Collor de Mello.
Rosane não deixou barato não. Ela chora, sim, mas resolveu brigar na justiça pelos direitos dela (bom, Collor paga uma pensão indecentemente maior do que a maioria dos salários brasileiros. Mas, considerando-se todo o mico que a mulher de um político nesse país precisa pagar, é muito pouco. Embora Rosane não seja nenhum querubim). E essa briga promete ser quase tão emocionante quanto à condenação de José Dirceu (tem que sair em nome da Justiça que o PT - ainda - prega).
Toda essa baixaria amorosa passou ao largo dos holofotes. Claro. Aconteceu ao mesmo tempo em que mensalão, Dirceu, Delúbio eram denunciados, em que Severino ainda aprontava algumas antes de ser cassado, em que Maluf era preso, e que Tião e Sol decidiam ficar com Simone e Ed na reta final da novela América. Mas a vida real apenas parece novela. Muitos casamentos, infelizmente, acabam assim. Sejam alianças políticas, seja a união de uma perua com o presidente que limpou o bolso dos brasileiros com um plano econômico maluco para se revelar nem tão honesto como dizia. Pois é... Rosane deve cantar que o anel que Collor deu a ela não era vidro e ainda está inteiro. Mas o amor que ele tinha? Ah, acabou em baixaria. E ninguém sentirá falta.
Thursday, May 17, 2007
CONSIDERAÇÕES SOBRE PARAISO TROPICAL...
Essa novela tem muito de deja vu...
- um mega empresário com dois assessores, um bonzinho e um mauzão: claro que é a semelhança entre Antenor Cavalcanti e Lineu Vasconcelos (de Celebridade)
- duas gemeas identicas de personalidades opostas, uma querendo lascar com a vida da outra... Você pensou em Ruth e Raquel, de mulheres de areias? eu também. Mas é a vez Paula e Taís
- Copacabana como plano de fundo? Você viu isso em Dancing Days? Confere
- Uma mulher-quase-objeto traida e dominada por um marido machista e preconceituoso: Ana Luisa já teve mil outros nomes em várias outras novelas
- Fernanda Candido fazendo o papel da "outra" ou da "concumbina": a moça é linda, classuda, mas insistem em colocá-la sempre no mesmo tipo de papel. Bom, pelo menos dessa vez as roupas NÃO são de época...
- Ivan, um projeto de marginal e desocupado, que insiste em colocar um rapaz ingenuo e bem intencionado numa fria: você vê isso em malhação
- Garoto de programa mentiroso: Umberto. Mas você já viu isso em Belissima, quando o Mateus enrolava o pai para ficar com a coroa Marion... er, a personagem de Vera Holz...
Essa novela tem muito de deja vu...
- um mega empresário com dois assessores, um bonzinho e um mauzão: claro que é a semelhança entre Antenor Cavalcanti e Lineu Vasconcelos (de Celebridade)
- duas gemeas identicas de personalidades opostas, uma querendo lascar com a vida da outra... Você pensou em Ruth e Raquel, de mulheres de areias? eu também. Mas é a vez Paula e Taís
- Copacabana como plano de fundo? Você viu isso em Dancing Days? Confere
- Uma mulher-quase-objeto traida e dominada por um marido machista e preconceituoso: Ana Luisa já teve mil outros nomes em várias outras novelas
- Fernanda Candido fazendo o papel da "outra" ou da "concumbina": a moça é linda, classuda, mas insistem em colocá-la sempre no mesmo tipo de papel. Bom, pelo menos dessa vez as roupas NÃO são de época...
- Ivan, um projeto de marginal e desocupado, que insiste em colocar um rapaz ingenuo e bem intencionado numa fria: você vê isso em malhação
- Garoto de programa mentiroso: Umberto. Mas você já viu isso em Belissima, quando o Mateus enrolava o pai para ficar com a coroa Marion... er, a personagem de Vera Holz...
Friday, May 04, 2007
Confissões Perigosas
Fatima Dannemann
- Tenho uma coisa a lhe confessar. Eu transei com seu marido
- Eulália, não acredito, minha melhor amiga e meu marido.
- Foi um momento de fraqueza, Rosenice, só uma vez. Um deslize. Arrependo amargamente, jamais repetiria, mas eu preciso contar.
- Biscateira! Safada! Cretina. Meu marido... Não acredito, Eulália.
- Calma Rosenice. Afinal eu estou lhe contando e foi só uma vez.
- Quando?
- Faz tempo. Num bar. Ele estava num bar, num shopping. Parecia triste. Fui conversar, saber se podia ajudar. Rolou.
- Grande amiga. E que ajuda, né? Me traindo... Sua melhor amiga, Eulália.
- Poxa, Rosenice... Foi só uma vez e, olhe, nem valeu a pena. Muito rápido. Só o trivial, sabe como...
- Sei muito bem, traidora. Eu sou casada com ele, esqueceu? Conheço bem a peça.
- Pecinha para ser mais exata, Rosenice. Por isso não repetiria. Meu marido...
- Sei, Eulália... Sei... Não precisa vir com discurso. Você já falou: momento de fraqueza, deslize, tem seu marido e...
- Sou sua amiga, acredite. Por isso resolvi lhe contar. Eu sei que já faz tempo, mas eu precisava tomar coragem.
- Ah é? Coragem... Pois, depois dessa, eu também tomei coragem. Sabe seu marido? Eu tive um caso com ele, Eulália.
- Vagaba, safada.
- calma, Eulália. Estamos no um a um. Você pegou meu marido, eu peguei o seu. Jogo empatado.
- Nada disso, Rosenice. Ficar com seu marido uma vez não é ter um caso com ele. E você teve um caso com o meu que, aliás, é mais gos...
- eu sei... mais gostoso que o meu. Porque você acha que eu peguei ele, heim? Meu marido é só o trivial e quando não tem futebol, filme, ou a novela está chata.
- Quase nunca...
- E nos intervalos...
- Mas daí a você ter um caso com meu marido, pô...
- Eulália, se situe. Seu marido é o melhor amigo do meu marido. Marquei com ele para conversar, tipo para pedir uma luz. Bom, ganhei outra coisa.
- Quando?
- Quando o que?
- o caso, quando?
- ah, faz tempo.
- E durou?
- Alguns meses, até que meu marido descobriu. Nos viu juntos no shopping.
- E foi afogar as mágoas no bar.
- Como você sabe?
- Ele contou, ora. Por alto, sem dar nome ao canalha que, aliás, era meu marido.
- Bom, no troca-troca eu tive vantagem.
- Que vantagem? Você voltou pro seu, eu voltei para meu marido, a vida continuou.
- Até que você se divorciou, querida. Seu marido trocou você por uma perua muito mais nova.
- E o seu? Trocou você por um tribufu, esqueceu?
- Mas o seu teve uma caxumba e broxou de vez...
- Depois que se separou para ficar com a ninfeta, mas o seu... Sei não, aquele reboladinho suspeito. Aquela mulher horrorosa que ele arrumou...
- Eulália. Estou achando isso uma tremenda frescura.
- Isso o que, Rosenice? Esse papo? Se for o papo não tem nada a ver.
- Pois é, amiga. Abalar nossa amizade por bobagens e eu tenho uma novidade. Estou ficando com um surfista...
- Heim? Surfista? Por acaso tem uns 25 anos, loiro, alto, olhos verdes?
- Você conhece?
- E ainda diz que é minha amiga...
AUTORIA: MARIA DE FATIMA DANNEMANN
Jornalista - DRT/ba - 786
Fatima Dannemann
- Tenho uma coisa a lhe confessar. Eu transei com seu marido
- Eulália, não acredito, minha melhor amiga e meu marido.
- Foi um momento de fraqueza, Rosenice, só uma vez. Um deslize. Arrependo amargamente, jamais repetiria, mas eu preciso contar.
- Biscateira! Safada! Cretina. Meu marido... Não acredito, Eulália.
- Calma Rosenice. Afinal eu estou lhe contando e foi só uma vez.
- Quando?
- Faz tempo. Num bar. Ele estava num bar, num shopping. Parecia triste. Fui conversar, saber se podia ajudar. Rolou.
- Grande amiga. E que ajuda, né? Me traindo... Sua melhor amiga, Eulália.
- Poxa, Rosenice... Foi só uma vez e, olhe, nem valeu a pena. Muito rápido. Só o trivial, sabe como...
- Sei muito bem, traidora. Eu sou casada com ele, esqueceu? Conheço bem a peça.
- Pecinha para ser mais exata, Rosenice. Por isso não repetiria. Meu marido...
- Sei, Eulália... Sei... Não precisa vir com discurso. Você já falou: momento de fraqueza, deslize, tem seu marido e...
- Sou sua amiga, acredite. Por isso resolvi lhe contar. Eu sei que já faz tempo, mas eu precisava tomar coragem.
- Ah é? Coragem... Pois, depois dessa, eu também tomei coragem. Sabe seu marido? Eu tive um caso com ele, Eulália.
- Vagaba, safada.
- calma, Eulália. Estamos no um a um. Você pegou meu marido, eu peguei o seu. Jogo empatado.
- Nada disso, Rosenice. Ficar com seu marido uma vez não é ter um caso com ele. E você teve um caso com o meu que, aliás, é mais gos...
- eu sei... mais gostoso que o meu. Porque você acha que eu peguei ele, heim? Meu marido é só o trivial e quando não tem futebol, filme, ou a novela está chata.
- Quase nunca...
- E nos intervalos...
- Mas daí a você ter um caso com meu marido, pô...
- Eulália, se situe. Seu marido é o melhor amigo do meu marido. Marquei com ele para conversar, tipo para pedir uma luz. Bom, ganhei outra coisa.
- Quando?
- Quando o que?
- o caso, quando?
- ah, faz tempo.
- E durou?
- Alguns meses, até que meu marido descobriu. Nos viu juntos no shopping.
- E foi afogar as mágoas no bar.
- Como você sabe?
- Ele contou, ora. Por alto, sem dar nome ao canalha que, aliás, era meu marido.
- Bom, no troca-troca eu tive vantagem.
- Que vantagem? Você voltou pro seu, eu voltei para meu marido, a vida continuou.
- Até que você se divorciou, querida. Seu marido trocou você por uma perua muito mais nova.
- E o seu? Trocou você por um tribufu, esqueceu?
- Mas o seu teve uma caxumba e broxou de vez...
- Depois que se separou para ficar com a ninfeta, mas o seu... Sei não, aquele reboladinho suspeito. Aquela mulher horrorosa que ele arrumou...
- Eulália. Estou achando isso uma tremenda frescura.
- Isso o que, Rosenice? Esse papo? Se for o papo não tem nada a ver.
- Pois é, amiga. Abalar nossa amizade por bobagens e eu tenho uma novidade. Estou ficando com um surfista...
- Heim? Surfista? Por acaso tem uns 25 anos, loiro, alto, olhos verdes?
- Você conhece?
- E ainda diz que é minha amiga...
AUTORIA: MARIA DE FATIMA DANNEMANN
Jornalista - DRT/ba - 786
PIADA RECEBIDA VIA NET
Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:
- Aonde você vai?
- Vou ao médico - respondeu ele.
E ela:
- Por quê?! Você está doente?
- Não. Vou ver se ele me receita esse tal de Viagra.
A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.
Ele perguntou:
- E você? Aonde você vai?
- Ao médico também - respondeu ela.
- Por quê?
- Quero pedir para tomar uma vacina antitetânica.
- Mas, por quê?
- Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar.
Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:
- Aonde você vai?
- Vou ao médico - respondeu ele.
E ela:
- Por quê?! Você está doente?
- Não. Vou ver se ele me receita esse tal de Viagra.
A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.
Ele perguntou:
- E você? Aonde você vai?
- Ao médico também - respondeu ela.
- Por quê?
- Quero pedir para tomar uma vacina antitetânica.
- Mas, por quê?
- Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar.
Thursday, April 26, 2007
Eu quase não vi o País de Gales
Fátima Dannemann
Eu quase não vi o País de Gales. Na ida, passei meio rápido por Cardiff, na volta, dormia meio trôpega. Mal deu tempo de parar em Snowdon e comprar dois discos celtas. Para conciliar as cervejas do pub com horas de sossego é preciso algo mais lento. Eu vi lagos, castelos, ruínas, um mar que me lembrou aventuras medievais. Bonito. Tudo lindo e mágico como todas as Ilhas – britânicas ou não – cercadas de água por todos os lados e povoados por histórias, lendas, pelo imaginário e pelo real. Ali era assim, pelo pouco que eu vi. Bonito. Calmo, ou quase isso. Vi Cardiff à noite e de manhã meio cedo. E na volta passei por lugares nunca imaginados. Mas vi muito pouco.
Cardiff é bonita, segura e o povo de lá simpático quando dizemos please e eles abrem portas e escancaram janelas. Ninguém consegue pronunciar aqueles nomes enormes em letrinhas bonitinhas no idioma extra-oficial do país, gaélico. Eu nem tento. Preferi sentar num pub e pedir “a pint” porque nem precisa completar de que. O copão de cerveja vem meio quente, mas nem precisa ser gelado. O país de Gales, no final do outono, é bem frio. Frio, mas verde, nos vales e fora deles, até mesmo no jardim do antigo Castelo.
E o primeiro castelo medieval quase em ruínas ninguém esquece. Eu não esqueço o Castelo de Cardiff – que vi pouco. Ia jantar lá, mas alguém do grupo disse que não haveria jantar. Ninguém foi. Acabei comendo um spaghetti completamente italiano sem qualquer vestígio de sotaque celta. Longe do castelo, mas na rua principal das baladas galesas, cheias de pub, restaurantes e monte de gente andando a pé, pois lá, andar a pé é seguro. Ninguém incomoda ninguém.
A imagem do castelo vira monte de fotografias. Eu faço pose com suéter americano, subo escadas, deixo a imaginação voar e fico pensando: como seria o castelo nos tempos em que o rei da Inglaterra garantiu a autonomia local dando seu filho mais velho como príncipe local. O castelo é tão grande, que de fora ninguém imagina. E sua imagem é tão imponente que só depois eu lembro que este não foi meu primeiro castelo medieval. O de Montreux veio antes.
Mas a travessia de Fishguard para a Irlanda, sim, foi o primeiro cruzeiro maiorzinho do que um passeio de escuna. Esse marca. Principalmente porque o mar joga e o barco sobe, desce e cai em meio às ondas. Me senti Isolda levada por Tristão num caminho de volta, mas num barco transadinho com freeshop onde comprei monte de perfumes “made in France”, fast-food onde tracei um belo combinado de hambúrguer (naqueles tempos eu ainda comia hambúrguer) com batatas fritas regada a coca-cola, naturalmente. Isolda nunca ousaria. Mas eu também não beberia filtros mágicos...
Gales ficou para trás. Não sei quando volto por lá. Mas me sinto “em falta” com o país, que os ingleses esnobam achando meio “caipira” (mas quem os ingleses não esnobam?). Lembro de Cardiff, o porto remodelado com belos prédios residenciais, comerciais, área de lazer e o porto mesmo transferido para outro lugar, que nem aconteceu em Liverpool. Lembro de Snodownia, um belo parque com lagos, altas montanhas e um clima que lembra histórias de cavaleiros e dragões. Saltar na estrada em meio ao frio para uma foto. Aventura. Cerveja na lojinha dos discos celtas. Sanduíche de ovo no meio do caminho.
E na volta o caminho é diferente. Vamos pulando de ilha em ilha em meio a fazendas lotadas de ovelhinhas com a poupança suja de azul ou rosa (a marca do carneiro que será o pai dos prováveis futuros filhotes), em meio a menires, templos, castelos, muros de pedras que nem os da fazenda de E o vento levou... Ah, e o mar. Meio bêbada de sono e cerveja, lembro de abrir os olhos e ver praia aqui e ali, o que, em ilha, não é nenhuma novidade. O sorriso das pessoas marcou. O azul dos olhos e o cabelo loiro das crianças me fez lembrar Roberta, minha sobrinha. A boa vontade em agradar as pessoas me fez lembrar Maysa, minha prima. Eu quase não vi o país de Gales. Passei por lá muito rápido. Mas o que vi ficou na lembrança. E isso basta.
Salvador, 12.04.2007
Fátima Dannemann
Eu quase não vi o País de Gales. Na ida, passei meio rápido por Cardiff, na volta, dormia meio trôpega. Mal deu tempo de parar em Snowdon e comprar dois discos celtas. Para conciliar as cervejas do pub com horas de sossego é preciso algo mais lento. Eu vi lagos, castelos, ruínas, um mar que me lembrou aventuras medievais. Bonito. Tudo lindo e mágico como todas as Ilhas – britânicas ou não – cercadas de água por todos os lados e povoados por histórias, lendas, pelo imaginário e pelo real. Ali era assim, pelo pouco que eu vi. Bonito. Calmo, ou quase isso. Vi Cardiff à noite e de manhã meio cedo. E na volta passei por lugares nunca imaginados. Mas vi muito pouco.
Cardiff é bonita, segura e o povo de lá simpático quando dizemos please e eles abrem portas e escancaram janelas. Ninguém consegue pronunciar aqueles nomes enormes em letrinhas bonitinhas no idioma extra-oficial do país, gaélico. Eu nem tento. Preferi sentar num pub e pedir “a pint” porque nem precisa completar de que. O copão de cerveja vem meio quente, mas nem precisa ser gelado. O país de Gales, no final do outono, é bem frio. Frio, mas verde, nos vales e fora deles, até mesmo no jardim do antigo Castelo.
E o primeiro castelo medieval quase em ruínas ninguém esquece. Eu não esqueço o Castelo de Cardiff – que vi pouco. Ia jantar lá, mas alguém do grupo disse que não haveria jantar. Ninguém foi. Acabei comendo um spaghetti completamente italiano sem qualquer vestígio de sotaque celta. Longe do castelo, mas na rua principal das baladas galesas, cheias de pub, restaurantes e monte de gente andando a pé, pois lá, andar a pé é seguro. Ninguém incomoda ninguém.
A imagem do castelo vira monte de fotografias. Eu faço pose com suéter americano, subo escadas, deixo a imaginação voar e fico pensando: como seria o castelo nos tempos em que o rei da Inglaterra garantiu a autonomia local dando seu filho mais velho como príncipe local. O castelo é tão grande, que de fora ninguém imagina. E sua imagem é tão imponente que só depois eu lembro que este não foi meu primeiro castelo medieval. O de Montreux veio antes.
Mas a travessia de Fishguard para a Irlanda, sim, foi o primeiro cruzeiro maiorzinho do que um passeio de escuna. Esse marca. Principalmente porque o mar joga e o barco sobe, desce e cai em meio às ondas. Me senti Isolda levada por Tristão num caminho de volta, mas num barco transadinho com freeshop onde comprei monte de perfumes “made in France”, fast-food onde tracei um belo combinado de hambúrguer (naqueles tempos eu ainda comia hambúrguer) com batatas fritas regada a coca-cola, naturalmente. Isolda nunca ousaria. Mas eu também não beberia filtros mágicos...
Gales ficou para trás. Não sei quando volto por lá. Mas me sinto “em falta” com o país, que os ingleses esnobam achando meio “caipira” (mas quem os ingleses não esnobam?). Lembro de Cardiff, o porto remodelado com belos prédios residenciais, comerciais, área de lazer e o porto mesmo transferido para outro lugar, que nem aconteceu em Liverpool. Lembro de Snodownia, um belo parque com lagos, altas montanhas e um clima que lembra histórias de cavaleiros e dragões. Saltar na estrada em meio ao frio para uma foto. Aventura. Cerveja na lojinha dos discos celtas. Sanduíche de ovo no meio do caminho.
E na volta o caminho é diferente. Vamos pulando de ilha em ilha em meio a fazendas lotadas de ovelhinhas com a poupança suja de azul ou rosa (a marca do carneiro que será o pai dos prováveis futuros filhotes), em meio a menires, templos, castelos, muros de pedras que nem os da fazenda de E o vento levou... Ah, e o mar. Meio bêbada de sono e cerveja, lembro de abrir os olhos e ver praia aqui e ali, o que, em ilha, não é nenhuma novidade. O sorriso das pessoas marcou. O azul dos olhos e o cabelo loiro das crianças me fez lembrar Roberta, minha sobrinha. A boa vontade em agradar as pessoas me fez lembrar Maysa, minha prima. Eu quase não vi o país de Gales. Passei por lá muito rápido. Mas o que vi ficou na lembrança. E isso basta.
Salvador, 12.04.2007
Monday, April 16, 2007
Especialista em papeis bizarros
Bonitinho, mas...
Vejam os ultimos papeis que ele fez
1 - Inácio, um adolescente problemático que jurava ter matado o irmão
2 - Junior, um jovem problemático que tinha que ser machão para a mãe enquanto queria mostrar seu lado mais sensivel...
3 - Ricardo, outro jovem meio assim e assado, apaixonado primeiro por Ana do Véu, depois por uma mulher mais velha
4 - agora ele é Ivan, problemático, rejeitado pela familia e desonesto em paraiso tropical...
coitadoooooooooooooooooooooo
Sunday, April 08, 2007
Um heroi de brinquedo que deu certo
Ele não é alemão. É paulista. Não é nenhuma flor que se cheire, tem defeitos, sabe ser grosseiro quando é preciso. É um mulherengo que teve a mesma mulher por onze anos e já promete se amarrar de novo. Diego Gasques, conhecido como Alemão, parecido, como lembrou Pedro Bial, com Johnny Bravo, é a nova sensação nacional ao vencer com quase unanimidade total o Big Brother Brasil 7.
Sua principal façanha não foi vencer o programa, apenas. Nem entrar no jogo pela janela. Afinal, as vencedoras dos BBB4 e BBB6, Mara e Cida, também não se inscreveram. Foram sorteadas. Sua façanha foi vencer sem contar miséria, sem bancar o pobrinho, sem posar de religioso, santo ou mesmo de bonzinho sem qualquer defeito. Pelo contrário. Alemão berrou, esperneou, desancou a agora amada Iris com desaforos, passou outra mulher na cara dela, fez ameaças e encarou os rivais Airton, Felipe, Alberto, Bruna, Analy e Carol sem medo de ser feliz.
Ele foi e não negou fogo.
Mas, num momento em que o país combate o preconceito, estava mesmo na hora de mostrar o que é ser igual a todo mundo. Mesmo sendo loiro, bonito e bem nascido e com todos os defeitos do mundo.
Sua principal façanha não foi vencer o programa, apenas. Nem entrar no jogo pela janela. Afinal, as vencedoras dos BBB4 e BBB6, Mara e Cida, também não se inscreveram. Foram sorteadas. Sua façanha foi vencer sem contar miséria, sem bancar o pobrinho, sem posar de religioso, santo ou mesmo de bonzinho sem qualquer defeito. Pelo contrário. Alemão berrou, esperneou, desancou a agora amada Iris com desaforos, passou outra mulher na cara dela, fez ameaças e encarou os rivais Airton, Felipe, Alberto, Bruna, Analy e Carol sem medo de ser feliz.
Ele foi e não negou fogo.
Mas, num momento em que o país combate o preconceito, estava mesmo na hora de mostrar o que é ser igual a todo mundo. Mesmo sendo loiro, bonito e bem nascido e com todos os defeitos do mundo.
flores para
- Carol do BBB7... Ninguem diria que ela chegaria em segundo lugar.
- Bard Pritt e Angelina Jolie - adotam mais um filho em pais de terceiro mundo e tiram uma criança da linha de miséria e abandono.
- Goleiros que impediram o milésimo gol de Romário - por motivos óbvios. Poxa, que carnaval em torno disso...
Espinhos para
- Galvão Bueno
- quem vem escondendo os reais motivos da mortandade de peixes na Baia de Todos os Santos, já que essa historia de maré vermelha não convenceu
- a BaBaca que escreveu besteira no meu outro blog
- dança de salão do Faustão (festival de cafonice)
Monday, February 19, 2007

Oferecimento de Assinaturas Multiplo!!!
Lembram dessa tag?
Pois é uma das assinaturas que estão na liquidação de carnaval do meu Fotki - ofertas especiais.
Podem pedir a vontade mas lembrem-se das regras:
1 - pedido somente pelo http://public.fotki.com/fatimad
2 - Não dê reply nesta mensagem
3 - para pedir deixe comentário com um e-mail válido na tag desejada
obs - não deixem comentários lamurientos... não me comovem coisas tipo "oooooooh, eu já pedi e não recebi" (isso é mentira porque eu mando até pra gente que eu sei que me detesta e pede de sa..,agem)
4 - só serão feitas 15 tags de cada modelo (uma para cada pessoa então, certas "fofinhas" que fizeram verdadeiras listas nas outras liquidações se lembrem disso...)
PRESTEM ATENÇÃO POIS TODOS OS PEDIDOS QUE ULTRAPASSAREM O LIMITE SERÃO DELETADOS.
5 - não peça para terceiros (já tive papeis e assinaturas falsificados por conta disso)
6 - a entrega será via e-mail. por isso deixe seu e-mail junto com o pedido ou não vai receber nada
7 - não há prazo para encerramento dos pedidos, entrega ou atualização do fotki
8 - TENHAM CUIDADO; QUANDO A TAG ESTIVER COM PEDIDOS ENCERRADOS, NÃO INSISTAM...
(e apenas um pedido por modelo)
9 - façam os pedidos certinhos, mandem bem para que ninguem fique sem receber os presentinhos, certo?
Beijos
Fatima
Tuesday, February 06, 2007

Oferecimento de assinatura
Regrinhas para os pedidos
1 - pedidos de duas formas: deixando comentário ou clicando aqui
2 - não peça de outra forma pois corre o risco de não receber
3 - deixe o pedido com endereço de E-MAIL pois a entrega será individual via e-mail
4 - apenas um nome por pessoa
5 - prazo: domingo 10.2.2007
Monday, January 15, 2007
PAREDÃO DE DOLLS
Hello, galera...
Aqui, literalmente tudo azul, pois está um dia tipico de verão, com muito sol e deu uma vontade de brincar um bocadinho...
Vamos lá?
Bom, gente, todo ano eu faço essa brincadeira, um "paredão" de tags como se fosse um big brother de assinaturas. É engraçado, a galera participa mandando seus votos, e um jeito diferente de oferecer tags (eu não gosto só de enviar e
de colocar as regrinhas, gosto de estimular a criatividade das pessoas e até testar alguns limites se bem que isto me custe desaforos e humilhações como a que sofri com a tag arco-iris...) Bom, vamos lá
As tags são essas:


Agora, vamos observar bem as instruções. Não quero que ninguem perca as tags porque não seguiu as regrinhas, certo?
1 - Peça apenas UMA das duas tags. Você receberá a que for mais votada por todos... Veja bem. Explico isso para evitar queixas futuras...
(pois é, tem gente que só falta me denunciar ao procon embora tudo que eu faça seja DOADO e seja PRESENTE...)
2 - os nomes NÃO PODEM ser muito longos senão a tag vai ficar horrivel
3 - justifique seu voto. Diga porque escolheu a doll, o que mais lhe agradou nela.
4 - prazo: 18.1.2007 - quinta-feira IMPRETERIVELMENTE...
5 - para pedir a DOLL COMPORTADA clique AQUI para pedir a DOLL ANJO clique AQUI
6 - não mude o assunto do e-mail
7 - não dê reply nessa mensagem
8 - não faça cobranças, exigencias, etc. Eu demoro de fazer as tags, porque faço nas horas vagas e por diversão, mas faço e mando pra TODO MUNDO, sem distinções...
No mais, uma ótima semana para todos, com muita paz, muita luz e muita alegria
Beijos
Fatima
Hello, galera...
Aqui, literalmente tudo azul, pois está um dia tipico de verão, com muito sol e deu uma vontade de brincar um bocadinho...
Vamos lá?
Bom, gente, todo ano eu faço essa brincadeira, um "paredão" de tags como se fosse um big brother de assinaturas. É engraçado, a galera participa mandando seus votos, e um jeito diferente de oferecer tags (eu não gosto só de enviar e
de colocar as regrinhas, gosto de estimular a criatividade das pessoas e até testar alguns limites se bem que isto me custe desaforos e humilhações como a que sofri com a tag arco-iris...) Bom, vamos lá
As tags são essas:


Agora, vamos observar bem as instruções. Não quero que ninguem perca as tags porque não seguiu as regrinhas, certo?
1 - Peça apenas UMA das duas tags. Você receberá a que for mais votada por todos... Veja bem. Explico isso para evitar queixas futuras...
(pois é, tem gente que só falta me denunciar ao procon embora tudo que eu faça seja DOADO e seja PRESENTE...)
2 - os nomes NÃO PODEM ser muito longos senão a tag vai ficar horrivel
3 - justifique seu voto. Diga porque escolheu a doll, o que mais lhe agradou nela.
4 - prazo: 18.1.2007 - quinta-feira IMPRETERIVELMENTE...
5 - para pedir a DOLL COMPORTADA clique AQUI para pedir a DOLL ANJO clique AQUI
6 - não mude o assunto do e-mail
7 - não dê reply nessa mensagem
8 - não faça cobranças, exigencias, etc. Eu demoro de fazer as tags, porque faço nas horas vagas e por diversão, mas faço e mando pra TODO MUNDO, sem distinções...
No mais, uma ótima semana para todos, com muita paz, muita luz e muita alegria
Beijos
Fatima
atualizei meu Fotki-Acervo ontem a noite
vão lá e vejam se tem presentes pra vcs
deixem comentários, please
clique aqui
só não façam pedidos, esse album é o de coisas que eu tenho pronta aqui
Fatima
vão lá e vejam se tem presentes pra vcs
deixem comentários, please
clique aqui
só não façam pedidos, esse album é o de coisas que eu tenho pronta aqui
Fatima
CARTA DE RAPUNZEL
Fatima Dannemann©
Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.
Fatima Dannemann©
Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.
Thursday, January 11, 2007
Impressões gerais
*** O BBB7 não vai ter sorteio. Em compensação só entrou gentinha bonitinha, loirinha, cabelinho de chapinha. Todos do sul...
*** O único pernambucano do grupo, e tb o único negro, sobraram pro primeiro paredão, dois dias depois da chegada
*** Mais uma vez, o primeiro paredão tem como indicada uma Juliana. Nos dois ultimos, as primeiras eliminadas se chamavam Juliana.
***No BBB4, tb Juliana foi indicada, mas esta se salvou. Merecia ganhar, por tudo, mas ficou em terceiro lugar.
*** Não se sabem os motivos do final do sorteio, mas... Bom, gente como Cida, Tiago, Agostinho e Mara perdem a chance de ter 15 minutos de fama e um milhão de reais...
*** Além de pobres, eles são gente normal demais pros padrões da Globo onde só existem lindos e lindas
*** O BBB7 não vai ter sorteio. Em compensação só entrou gentinha bonitinha, loirinha, cabelinho de chapinha. Todos do sul...
*** O único pernambucano do grupo, e tb o único negro, sobraram pro primeiro paredão, dois dias depois da chegada
*** Mais uma vez, o primeiro paredão tem como indicada uma Juliana. Nos dois ultimos, as primeiras eliminadas se chamavam Juliana.
***No BBB4, tb Juliana foi indicada, mas esta se salvou. Merecia ganhar, por tudo, mas ficou em terceiro lugar.
*** Não se sabem os motivos do final do sorteio, mas... Bom, gente como Cida, Tiago, Agostinho e Mara perdem a chance de ter 15 minutos de fama e um milhão de reais...
*** Além de pobres, eles são gente normal demais pros padrões da Globo onde só existem lindos e lindas
Tuesday, December 26, 2006

melhores e piores de 2007
Pior tortura chinesa: começar e acabar o ano com uma novela das sete chata estrelada pela chata da Fernanda Lima.
Pior resultado óbvio: Mara ganhar o BBB6...
Melhor paisagem vista no ano: Montes Carpatos, na Polonia, Rio Danubio, Budapeste, Chapada Diamantina, Bahia, enfim, a terra é bela.
Melhor piada: a da redação de Joãozinho na versão Rainha e Mistério.
Melhor quadro do Casseta e Planeta: Cafofo do Osama
Pior repetição (troféu papagaio): "isso não lhe pertence mais. já deu..."
Melhor iniciativa da mídia: novela Páginas da Vida que finalmente mostra as várias facetas do preconceito e da discriminação. mesmo de leve, já é um começo.
Pior candidato da eleição: DR X, ninguem votou nele.
Sunday, December 10, 2006
Novatas e novatas
Grazi Massafera, ex-miss, ex-BBB, e atriz estreante, não está mal em Páginas da Vida. Tá fazendo direitinho o papel que mandaram de caipira e simplória. O mesmo, aliás, que ela desempenhou no BBB e deu certo...
Bom, comparando-se a Fernanda Lima, Grazi está dando de mil. Como se não bastasse a overdose de FL no primeiro semestre, a Globo resolveu impor a mesma loura insossa e atriz peba na novela PÉ NO SACO... uma chatice.
Outra novata que está tão ruim que a Globo resolveu dar um gelo é a irmã de Zezé de Camargo filha em Paginas da Vida de Ana Botafogo. Além de velha para interpretar uma adolescente, a Camila, a menina trabalha mal e não convence.
Falando nisso, Ana Botafogo só não está pior porque aparece como ela mesmo. Ou seja: bailarina e professora de ballet. Nada de mais, e nem de menos...
Monday, December 04, 2006
LENDA E POESIA, SEU NOME É IRLANDA
Fatima Dannemann *
Cena um: entrada da Trinity College em Dublin. Monte de bicicletas estacionadas e perto dali um mural anunciando coisas diferentes como assembléia feminista, um show de rock e estudantes fazendo bico dando aulas particulares. Cena dois: Dingle Bay, no condado de Kerry. Barcos de pescas aguardam bom tempo enquanto pescadores papeiam malemolentes no pub mais perto. Cena três: um cinema em Killarney exibe o ultimo filme de Spielberg, na porta, charretes em fila fazem às vezes de taxi. Cena quatro: Temple Bar, Dublin. Irlandesas meio clubber cantam e dançam ao som de um vídeo clip. E enquanto tudo isso acontece turistas se dependuram de cabeça para baixo num castelo beijando a pedra que lhe fará voltar a esse país ainda pouco conhecido dos Brasileiros.
Diferente do que muita gente imagina, a Irlanda, ou República da Irlanda é um país de jovens, um país alegre, pulsante, cheio de cultura, literatura e muita magia. Tudo isso é Irlanda, passado, presente, futuro, magia, cultura, lazer, musica, poesia, campos verdes onde pastam ovelhas e cresce a batata, base da alimentação do país, que no século XIX perdeu mais da metade de sua população de fome. Eles tinham a terra, não sabiam cultivar nem preparar a comida. Quem não morreu, foi seduzido por uma vida melhor na América. Mas, a Irlanda tem, também, milênios de história, apesar de só ter conseguido a sua independência nos anos 50. Hoje, como parte da Comunidade Européia, tenta sair do prejuízo melhorando sobretudo as habitações e transportes.
Até muito pouco tempo, as casas da Irlanda eram toscos chalés cobertos de palha quase sem nenhum conforto. "Eu morei toda a minha infância numa casa assim", confidencia uma irlandesa em visita ao Bunratty Folk Park, um parque temático diferente do mundo fake da Disney. Nesse parque, tudo é autêntico, castelo, chalés, fazenda, movéis, foi apenas preservado e é visitado pelas pessoas que descobrem que a Irlanda é mais que discos do U2 ou livros do James Joyce e nada tem a ver com o mundo sombrio de alguns filmes dirigidos por irlandeses.
Um fenômeno natural ajuda o país a ganhar o apelido de Pais do Arco Íris. Quem anda pelas estradas irlandesas, ainda muito estreitas, mas sendo modernizadas com ajuda da Comunidade Européia, pode presenciar seqüências de arco-íris, um após o outro. Muito recortado por baias, pontas, cliffs, o litoral da Irlanda. Em meio a simpáticas fazendas, remanescentes dos celtas, e um dos mais antigos templos cristãos do mundo: o Oratório de Gallarus, construído em pedra imitando um barco emborcado, centro de visitas, estudos e peregrinação.
Oscar Wilde, Bernard Shaw, Bram Stocker, William B. Yeats, Thomas Moore. Alguns desses nomes, os brasileiros já ouviram falar muito. Outros menos. Embora alguns desses nomes reneguem o berço, todos nasceram na Irlanda, pais onde ter cultura é ter prestígio, e nas livrarias, uma grata surpresa: um mesmo livro de autores como James Joyce é encontrado em edições distintas. Com preços para todos os bolsos e alguns com explicações e notas para estudantes. As livrarias são do tamanho de alguns supermercados brasileiros e lá se compra livro por menos de três libras irlandesas (que vale um pouco menos que a libra esterlina).
Livros a mão cheia e muitos deles conta a história do país que vem de muitos milênios. Tudo começou com os proto-celtas. Depois, chegaram os celtas, grandes navegadores, vindos de Portugal e Espanha, principalmente, não só explorando o mundo como tentando escapar do domínio romano. Nessa pré-história irlandesa, os povos viviam em clãs. Eram considerados chefes ou tido como ricos quem tivesse mais terra, mais gado e mais mulher, embora não houvesse distinção tão acentuada entre homens e mulheres: quem chegava primeiro e dominasse a área, era o líder, e se um rei saqueava e tomava a terra de outro, nada demais. Coisas da disputa entre os clãs, muitas delas violentíssimas.
A arte irlandesa nasceu ai. Os bardos (poetas ou cantores) eram tidos em altas contas na sociedade irlandesa (especialmente no período proto-celta) e eram os responsáveis por contar os feitos de seus amos. Com o advento do cristianismo, com a queda do império romano e a invasão dos bárbaros, muita gente foi se refugiar na Irlanda. Tentou-se a conversão daquele povo "pagão", que seguia especialmente o druidismo. Pelas vias normais, não deu. A ética irlandesa era um tanto distinta e começou-se a misturar alhos e bugalhos. Os irlandeses foram alfabetizados e descobriram algo tão interessante quanto formar clãs, criar mosteiros e abadias. E tanto fazia ser homem ou mulher. Tanto São Patrício como Santa Brígida eram chefes de suas comunidades religiosas, algumas das quais se tornaram atuais cidades, e celebravam seus cultos.
De invasor em invasor, a Irlanda sofreu várias dominações e ficou subordinada a coroa inglesa até o século passado (século XX). Hoje, independente, governado por uma presidente, já se moderniza, aceita o divórcio e melhora sua infra-estrutura querendo abrir um novo mercado, o turismo.
Fatima Dannemann *
Cena um: entrada da Trinity College em Dublin. Monte de bicicletas estacionadas e perto dali um mural anunciando coisas diferentes como assembléia feminista, um show de rock e estudantes fazendo bico dando aulas particulares. Cena dois: Dingle Bay, no condado de Kerry. Barcos de pescas aguardam bom tempo enquanto pescadores papeiam malemolentes no pub mais perto. Cena três: um cinema em Killarney exibe o ultimo filme de Spielberg, na porta, charretes em fila fazem às vezes de taxi. Cena quatro: Temple Bar, Dublin. Irlandesas meio clubber cantam e dançam ao som de um vídeo clip. E enquanto tudo isso acontece turistas se dependuram de cabeça para baixo num castelo beijando a pedra que lhe fará voltar a esse país ainda pouco conhecido dos Brasileiros.
Diferente do que muita gente imagina, a Irlanda, ou República da Irlanda é um país de jovens, um país alegre, pulsante, cheio de cultura, literatura e muita magia. Tudo isso é Irlanda, passado, presente, futuro, magia, cultura, lazer, musica, poesia, campos verdes onde pastam ovelhas e cresce a batata, base da alimentação do país, que no século XIX perdeu mais da metade de sua população de fome. Eles tinham a terra, não sabiam cultivar nem preparar a comida. Quem não morreu, foi seduzido por uma vida melhor na América. Mas, a Irlanda tem, também, milênios de história, apesar de só ter conseguido a sua independência nos anos 50. Hoje, como parte da Comunidade Européia, tenta sair do prejuízo melhorando sobretudo as habitações e transportes.
Até muito pouco tempo, as casas da Irlanda eram toscos chalés cobertos de palha quase sem nenhum conforto. "Eu morei toda a minha infância numa casa assim", confidencia uma irlandesa em visita ao Bunratty Folk Park, um parque temático diferente do mundo fake da Disney. Nesse parque, tudo é autêntico, castelo, chalés, fazenda, movéis, foi apenas preservado e é visitado pelas pessoas que descobrem que a Irlanda é mais que discos do U2 ou livros do James Joyce e nada tem a ver com o mundo sombrio de alguns filmes dirigidos por irlandeses.
Um fenômeno natural ajuda o país a ganhar o apelido de Pais do Arco Íris. Quem anda pelas estradas irlandesas, ainda muito estreitas, mas sendo modernizadas com ajuda da Comunidade Européia, pode presenciar seqüências de arco-íris, um após o outro. Muito recortado por baias, pontas, cliffs, o litoral da Irlanda. Em meio a simpáticas fazendas, remanescentes dos celtas, e um dos mais antigos templos cristãos do mundo: o Oratório de Gallarus, construído em pedra imitando um barco emborcado, centro de visitas, estudos e peregrinação.
Oscar Wilde, Bernard Shaw, Bram Stocker, William B. Yeats, Thomas Moore. Alguns desses nomes, os brasileiros já ouviram falar muito. Outros menos. Embora alguns desses nomes reneguem o berço, todos nasceram na Irlanda, pais onde ter cultura é ter prestígio, e nas livrarias, uma grata surpresa: um mesmo livro de autores como James Joyce é encontrado em edições distintas. Com preços para todos os bolsos e alguns com explicações e notas para estudantes. As livrarias são do tamanho de alguns supermercados brasileiros e lá se compra livro por menos de três libras irlandesas (que vale um pouco menos que a libra esterlina).
Livros a mão cheia e muitos deles conta a história do país que vem de muitos milênios. Tudo começou com os proto-celtas. Depois, chegaram os celtas, grandes navegadores, vindos de Portugal e Espanha, principalmente, não só explorando o mundo como tentando escapar do domínio romano. Nessa pré-história irlandesa, os povos viviam em clãs. Eram considerados chefes ou tido como ricos quem tivesse mais terra, mais gado e mais mulher, embora não houvesse distinção tão acentuada entre homens e mulheres: quem chegava primeiro e dominasse a área, era o líder, e se um rei saqueava e tomava a terra de outro, nada demais. Coisas da disputa entre os clãs, muitas delas violentíssimas.
A arte irlandesa nasceu ai. Os bardos (poetas ou cantores) eram tidos em altas contas na sociedade irlandesa (especialmente no período proto-celta) e eram os responsáveis por contar os feitos de seus amos. Com o advento do cristianismo, com a queda do império romano e a invasão dos bárbaros, muita gente foi se refugiar na Irlanda. Tentou-se a conversão daquele povo "pagão", que seguia especialmente o druidismo. Pelas vias normais, não deu. A ética irlandesa era um tanto distinta e começou-se a misturar alhos e bugalhos. Os irlandeses foram alfabetizados e descobriram algo tão interessante quanto formar clãs, criar mosteiros e abadias. E tanto fazia ser homem ou mulher. Tanto São Patrício como Santa Brígida eram chefes de suas comunidades religiosas, algumas das quais se tornaram atuais cidades, e celebravam seus cultos.
De invasor em invasor, a Irlanda sofreu várias dominações e ficou subordinada a coroa inglesa até o século passado (século XX). Hoje, independente, governado por uma presidente, já se moderniza, aceita o divórcio e melhora sua infra-estrutura querendo abrir um novo mercado, o turismo.
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