Monday, February 25, 2008



Placa na Tunisia...

"Pérola" encontrada em meio ao lago salgado Chott El Jerid, um mar interior praticamente seco, que corta a Tunisia ao meio. Um recado para os brasileiros que mal param o carro saem comprando as mais loucas lembrancinhas como rosas do deserto, escorpiões encrustados em pedras ou cobras conservadas em formol...

Saturday, January 26, 2008

Restaurantes de Salvador: points entre a Pituba e o Itaigara…

Fatima Dannemann

Incrivel o numero de novos bares no Parque N.S. da Luz, fim de linha da Pituba e Adjacencias. Entre o Doc, que ganhou o premio de melhor chop da Veja Salvador e o recem inaugurado Bartolomeu, a área está bombando. Para quem chorava o fim da Casa Amarela e To nem ai (este virou uma casa abandonada com um mato alto em volta, o que dá medo aos transeuntes), boa noticia.

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O Doc faz o gênero americano na linha gastronomia chic e rápida enquanto o Bartolomeu é completamente diferente, um bar aberto mais voltado para universitários, biriteiros, boêmios e todas as demais opções válidas. Perto dali, o Absoluto mistura crepe, pizza e bar com decoração transadinha e telões de LCD com clips moderninhos.

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Nessas mesmas imediações, quem faz a linha correta pero no mucho pode trocar o alcool pelo açúcar (a matéria prima - cana - é quase a mesma, e os beneficios e maleficios semelhantes com a atenuante de que ninguem vai preso por dirigir depois de comeer um doce) e tomar um chá das cinco. Duas opções legais: o Doce Sonhos (a versão original da casa de chá que hoje se espalha por outros pontos da cidade) e o Ganache.

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Há também o Frans Café, com serviço 24 horas e jornal para quem quiser ler. O Granulado (que nem é lá essas coisas, já que o serviço é pessimo). Voltando as biritas, por essa região mesmo (entre a Praça Ana Lucia Magalhaes, itaigara e Pituba) tem o Quintal de Casa, perto da clínica Multiclin.

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Ah, e os restaurantes orientais? nessa região tem chineses, como o Kirin, japoneses, Joia e Aice Zuchi além do Yakissoba, na Paulo VI perto do Colégio Militar. Mas, esse será tema de outro texto, em breve.

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Se você ama algo mais popular, caminhando até a Paulo VI, tem duas padarias legais, A Francesa e o Superpão. Ah, sem falar no bar, tabuleiro de acarajé, lanchonete que funciona anexo ao supermercado Bonus, do tipo baratinho mas que fica bombando na hora do happy hour. Para quem mora nessa região (ou até para quem mora mais longe e quer explorar novos horizontes) é um prato - literalmente - cheio.
Nenhuma mulher é toda boa em Duas Caras

Fatima Dannemann

Sou noveleira e assumo. Certo, errado, faz parte da cultura do Brasil e, como brasileira, apenas vou na onda e assisto. Critico, passo mal nas cenas de violência, ameaço nunca mais ver nada mas no outro dia, olha eu lá. Assim tem sido desde que começou Duas Caras, de Agnaldo Silva, uma novela que tinha tudo para ser diferente, legal, com a cara do país mas que está descambando para o clichê, para uma apologia ao conservadorismo e a violencia. Poderia até ser bem humorada, já que o mesmo Agnaldo é autor de algumas pérolas como Fera Ferida, Pedra sobre Pedra e da versão televisiva de Tieta. Poderia ser, inclusive, uma bela lição de vida. O brasileiro podia ter visto, numa novela passada num bairro popular, que é preciso pouco para ser feliz. Mas, deixa prá lá.

Enquanto o autor e a Globo continuam sem noção de nada, achando que estão agradando cem por cento, prefiro falar sobre as mulheres da novela. Justo no verão da “toda boa”, as mulheres em Duas Caras não são flor que se cheire. E eu nem falo de Amara, a mafiosa esposa de Bernardão, interpretada por Mara Manzan, ou Débora, a aprendiz de periguete interpretada por Juliana Knust (que está bem apesar do excesso de maquiagem dar impressão de ter posto massa corrida no rosto). Falo de todas. Ou quase todas.

Até a melhor das personagens femininas tem defeitos pois vive desmaiando, e até pouco tempo atrás tomava uma porção de comprimidos. Em meio a guerra dos mafiosos na Portelinha (sim, mafiosos, e Juvenal Antena é um deles…) Foi que ela acordou para a vida e descobriu a guerreira dentro de si. Isso mesmo. Gioconda, talvez pela força do talento de Marilia Pera, garantiu para si os holofotes da novela. Pior para Marjorie Estiano, uma das piores decepções da nova safra de atriz como uma protagonista que não faz falta na história. Gioconda, acho, deve brilhar ainda mais porque vai trabalhar na ong da Condessa e com certeza deve mostrar alguma garra e muita sensibilidade (pelo menos a da atriz Marilia) como aconteceu no discurso que fez durante as cenas violentas da guerra da Portelinha.

De enfermeira a dançarina de boite, ela vira professora e está prestes a se tornar estudante. Mãe devotada ou esposa dedicada a sustentar uma familia, isso é discutível. O fato é que Alzira (Flavia Alessandra) fez a brasileira comum e normal soltar a cachorra que existe dentro dela e popularizou uma nova modalidade, a pole-dance. Ela e as dançarinas da boite mostram que “massagistas” podem ser esposas, e mães amorosas (embora os filhos da “Outra” só apareçam sozinhos em casa), serem estudiosas (Vesga e Denise farão faculdade graças ao provão do professor Macieira). Elas sabem ser simpáticas e corajosas, quando o sufocador deixa.
E os clichês? Coisa chata, mas aquela coisa da pobre boazinha e da rica ruinzinha existe ainda nas novelas e está sendo protagonizada por Clarissa e Silvia, que aliás serão irmãs. Clarissa é dislexica, luta para estudar (mas sabe beijar na boca e seduzir o bonitinho Duda, pois há coisas que não se aprendem nos livros). Essa é a coitadinha da história. Mas faz parte do jogo. A figura do “coitado” é um ícone nos países cristãos. Pena que até num caso importante como a dislexia, a emissora prefira mostrar o lado do “oh, coitadinha” em vez de mostrar que é possivel dar a volta por cima e viver a vida normalmente.

Silvia, a personagem de Alinne Moraes, com mais botox do que nunca e modelitos maravilhosos, vivendo uma rebelde que pode até não ter causa, mas tem ainda menos caráter. Em contra-partida é cheia da grana e o alvo perfeito para Marconi Ferraço aplicar novo golpe (se conseguir, claro, já que a bandida prefere ser meliante que nem ele).

Branca, Suzana Vieira, não chega a ser o melhor papel da atriz. Mesmo com a rivalidade entre a dona da universidade e Celia Mara (Renata Sorrah), não deve se repetir a rixa Maria do Carmo X Nazaré de Senhora do Destino. Pelo menos não como em Senhora do Destino. Dessa vez, não há vilã e mocinha. Apenas duas mulheres que foram mal casadas, e se relacionaram com o mesmo homem (João Pedro, que morreu no inicio da trama) que no fundo era um cafajeste que enrolava as duas e não tinha coragem de tomar uma decisão.

Eas tchutchucas? Solange e Gislaine são bonitas, jovens, charmosas e querem mais do que viver na favela. Na de procurar um namorado bacanão quase se estrepam pois acabaram na mão de mauricinhos encrenqueiros. São inimigas intimas, claro, porque embora andem juntas e sejam “parceiras” já dá pra perceber que uma inveja a outra (porque não sei). Andreia Bijou: a atriz Débora Nascimento é linda, mas o que poderia ser um conflito interior intenso que até poderia dominar a novela - ser mãe de santo ou rainha de bateria? - com certeza vai morrer no vazio. Falta profundidade na interpretação e no texto. Preferiram apenas explorar a sexualidade e a violência e temas como esse, o sagrado, acabam perdido.

Ah, o sagrado… Vamos respeitar a fé de Gioconda na N.S. da Medalha Milagrosa (eu também acredito nela e garanto: move montanhas). Vamos também respeitar as belas cenas do terreiro de Mãe Bina (Chica Xavier) que infelizmente foram tiradas do ar, sabe-se lá por que (mas eu acredito em forças conservadoras…).

Quem seria a mais “cachorra” da novela? Amara? Débora? Gislaine, que chegou a fazer top less nos primeiros capitulos? Não, em minha opinião é Edivânia (Susana Ribeiro). Tá. Ela se veste com saias compridas, blusas de manga comprida, não usa maquiagem, não depila a sobrancelha, mas e daí? Vai disfarçada ao bar de Jojô e pior: tem a mente povoada dos piores pensamentos principalmente com relação a Ezequiel. Muitas das “maldades” humanas estão nas mentes poluidas das pessoas. E isso Edvania personifica muito bem.

Com Maria Eva, Leticia Spiller interpreta mais uma perua em sua carreira. Dessa vez, uma perua do bem. O que até faz sentido. Há peruas que embora andem com excesso de enfeites por metros quadrados são boas esposas e mães. Maria Eva é assim. Ela gosta de luxo mas não faz cara feia para pegar no batente e ajudar o marido com as despesas da casa.. Mas solta as frangas dançando no queijo em sessões privês. Ah, e adora holofote, confete, coluna social.

Hum, falta Julia… Nem sei o que dizer. Uma personagem que poderia explodir e está bem fraquinha. Hoje alguem comentou comigo no salão de beleza (claro, onde mais há mulheres reunidas com tempo para falar sobre novela): “se fosse Cleo Pires ia dar um banho”… Isso, se fosse. Mas Debora Falabela dá pena, coitadinha… Só ganha da Maria Paula, de Marjorie Estiano. Ah, esta é a protagonista da história? Você tem certeza?

Friday, January 18, 2008



TV: alguns filmes, novela e o Big Brother...

Ridículo, simplesmente ridículo matarem Juvenal Antena e depois ressucitarem. O clone de ACM merecia ficar descansando. Quem sabe por uns belos anos até o espectador esquecer o fiasco que tem sido Duas Caras.

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Falando em fiasco, nada pior do que o tal Festival de Sucessos que a Globo anda anunciando. Cada filme pior que o outro e o espectador se pergunta: sucesso? que sucesso? só se for na casa dos programadores de cinema da emissora.

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Como nem tudo está assim tão ruim, aplausos para quem resolveu reexibir Pocahontas na Sessão da Tarde. O desenho é um dos melhores da Disney e um belo e já saudosista momento em animação 2D.

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Big Brother: vai rolar baixaria. Ainda não rolou mas já está ensaiado entre os participantes da oitava edição do reality show. Foi-se a primeira chata, Jaqueline, mas outros ficaram...

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Há quem se pergunte quem será a Grazi da vez: a gaúcha e também miss Natalia, ou a santista Juliana que vem fazendo doce e fingindo ser moça de familia em vez de ceder aos encantos de Alexandre.

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Mui esquisito: Marcelo dizendo "em segredo" que é homossexual e Tatiana rejeitando a bela declaração de amor que Marcos lhe fez. Tem truta nisso.

Thursday, December 13, 2007



O Supermercado Bom Preço da Pituba pode ter melhorado no visual mas no atendimento está pior que nunca. Principalmente na sessão de fatiados.

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Dois funcionários atendem a fila. Só que um só corta queijo e o outro só corta presunto. Se todo mundo da fila só quiser presunto, que espere. O cortador de queijo nem se abala...

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Atenção galera: bom ficar prevenido, tomar uma dose extra de vitamina ou mesmo vacina. Com o "enxame" de fim de ano em lojas, shoppings e outros pontos, o virus da gripe anda mais forte do que nunca.

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Foi divulgado esta semana o resultado do IV Premio AMB de jornalismo. O grande vencedor foi o jornal O Globo com a matéria O Brasil vive o crime sem castigo. Autor: Silvia Fonseca Barbosa Torres e equipe

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E o Banco do Brasil heim? Depois que mudaram o pagamento dos funcionários estaduais para lá as agencias do BB andam insuportáveis de tão lotadas. Os funcionários do banco reclamam. Mas cadê as providencias?

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Atenção secretaria de transito, em menos de uma semana, duas batidas praticamente no mesmo ponto da Avenida Paulo VI (perto do Correio e em frente a casa das tias do prefeito João Henrique Carneiro).

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Uma delas, na madrugada de domingo, teve graves consequencias com explosão de poste de luz e tudo mais. Resta saber o que eles esperam para reforçar a fiscalização e conter os "apressadinhos" antes que o pior aconteça.

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Falando em trânsito, as ruas de Salvador andam insuportáveis de tão lotadas. E não só as ruas como as calçadas de pedestres, já que os motoristas não respeitam ninguem que anda a pé, mas alegam falta de estacionamento.

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Época de confraternização: os restaurantes da cidade andam superlotados. Até os mais caros, diga-se de passagem, já que para fazer festa o baiano não economiza mesmo.

Monday, December 03, 2007



Novidades da Tela Grande - A lenda de Beowulf

Uma das promessas do Oscar 2007/2008 já está em cartaz nos cinemas: A Lenda de Beowulf. Para quem se interessa por mitologia, o filme é baseado num dos mais antigos poemas épicos de lingua inglesa e remonta a eras muito remotas. Quem assina a direção, é um mestre da fantasia, Robert Zemeckis, que fez De volta para o futuro, levou um Oscar por Forrest Gump e é autor do bonitinho mas desprestigiado Expresso Polar, entre outros.

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A história gira em torno do guerreiro escandinavo Beowulf que precisa libertar a terra do monstro Grendel, quando a mãe dele furiosa, entra no ataque. Só esses ingredientes já valem um filme de ação e fantasia, mas Zemeckis usou uma técnica em que o desempenho dos atores é transformada em animação por computação gráfica. O roteiro, assinado por Neil Gaiman, dos quadrinhos Sandman, e Rober Avary, co-autor de Pulp Fiction, não chega a seguir a historia (lida nas escolas pelos estudante nos países de lingua inglesa) mas nenhum roteiro baseado em livros chega a ser fiel…

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No elenco, a produção não economiza nomes famosos. Um deles o da “darling” do momento, Angelina Jolie, mais uma vez em papel de mãe cruel (o outro foi em Alexandre, que aliás o SBT exibiu ontem, domingo, a noite). John Malkovitch é outro nome no elenco e o galês, par do reino e oscarizado Anthony Hopkins também está no filme que já está nas apostas para o Oscar na categoria melhor animação. Se não levar o Oscar, Beowulf ganha as bilheterias: só num único fim de semana, faturou mais de 1 milhão de dólares nos Estados Unidos.
Serviço

titulo: A lenda de Beowulf
direção: Robert Zemeckis
genero: ação/animação

com: Anjelina Jolie, John Malkovitch, Anthony Hopkins

Locais de exibição e horários:

Cinemark - Cinemark 6 ( 235 lugares)
17:10; 19:40; 22:10
Cinemark - Cinemark 7 ( 235 lugares)
14:30; 17:10; 19:40; 22:10
UCI Shopping Aeroclube - Sala 1 ( 552 lugares)
15:05; 17:30; 19:55
Multiplex Iguatemi - Sala 4 ( 291 lugares)
13:00; 15:20; 17:40; 20:00; 22:20
Multiplex Iguatemi - Sala 9 ( 323 lugares)
14:00; 16:20; 18:40; 21:00

(Maria de Fatima Dannemann)


Quem diria, mas as autoridades andam lendo esta coluna. Carros da SET tem sido vistos fiscalizando a Av. Paulo VI. Agradecemos: a leitura e as providencias.

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Da série “pode acreditar que é verdade”: Shopping Salvador bombando em seu primeiro domingo. Lojas lotadas, especialmente as que vendem eletrodomésticos.

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Mais uma da mesma série: bairro pacatíssimo, daqueles ainda bem residenciais, o Costa Azul tem monte de botecos por metro quadrado. Todos bombando no final de semana.

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Dica para quem quer uma ceia de natal “saudisticamente” correta: bacalhau dessalinizado. Sim, isso existe e está a venda nos supermercados. Os hipertensos agradecem.

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E os provedores continuam aprontando. O “superruing” por exemplo, cobra caro. Mas o serviço de e-mail, apesar das mudanças, continua ruim.

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Sábado a tarde, no pra começar, aulão de dança do grupo Suingue Raça com a presença de todos os alunos dos integrantes do grupo. No comando, o professor Roberto.

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Da série “será que isso existe?”: procura-se desesperadamente alguem que tenha perdido vestibular de faculdade particular.

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Isto porque uma candidata ao vestibular de administração, mesmo reprovada, foi convidada a estudar direito. Claro que ela aceitou…

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Aliás, aluno em escolas, faculdades, cursinhos e até academias, deixou de ser aluno. É chamado de cliente pelos diretores (ou seriam proprietários?).

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Falando em estudos, ridicula a situação da novela Duas Caras: se Branca é a dona da universidade porque ela simplesmente não demite Heriberto e os professores rebeldes e acaba o problema?


Clássico, 17 anos depois

Fatima Dannemann

No cinema, Uma Linda Mulher (Pretty Woman) veio um tanto mutilado com censura livre. Em DVD, sem tanta frescura, a edição comemorativa dos 15 anos, lançado há dois anos atestam: o filme de Garry Marshall, com Richard Gere e Julia Roberts já é um clássico e é cheio de charme. O maior mérito é retratar o sonho de qualquer mocinha ou bandida: o de arrumar um príncipe que lhe resgate da vida normalzinha do dia a dia para um mundo glamouroso, fashion e cheio de divertimentos.

Sentar-se em frente a TV e assistir ao filme pode ser um bom programa para depois da praia. Mais jovens, Julia Roberts e Richard Gere já ensaiam os passos dos “monstros sagrados” do cinema que eles se tornaram. Ela principalmente. Erin Brokowicz, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 2000, coroa Julia Roberts como uma das melhores atrizes de sua geração e sem precisar ser nenhuma beldade. Ela interpreta Vivian Ward, a prostituta resgatada das ruas de Hollywood pelo milionário Edward Lewis com tanta naturalidade que dá até para esquecer que é apenas uma personagem.

A história pode até parecer meio boba. Um milionário, Edward, se perde em Hollywood e pede à garota de programa interpretada por Julia que ele encontra nas ruas que lhe mostre o hotel (o Beverly Willshire, hoje ponto turistico exatamente por causa do filme) onde está hospedado. Conversa vai, transa vem, ele contrata a menina (sim, menina, apesar da profissão ela tem um irresistível ar de inocencia que encanta as pessoas entre os quais o gerente do hotel e o milionário idoso no qual Edward quer passar a perna) por uma semana. Ai o filme começa.

Entre restaurantes, jogos de polo, boutiques da Rodeo Drive, há pausa para a ópera e, como não podia deixar de ser, é La Traviata, que conta uma história parecida mas sem final feliz. No final, mocinhos vencem os vilões mas cai o pano e é preciso voltar a real. Mas a vida está diferente para todo mundo e é ai que… Bom, não é segredo, mas o final é digno dos filmes de princesa. Edward aparece numa limusine, tocando uma das árias da Traviata (tinha que ser) com flores nas mãos e sobe a escada de incendio para “salvar” a mocinha.

“Ah, o filme é bobo, é leve”. Quem pensa assim, que se choque com as imagens sanguinolentas de Tropa de Elite ou veja o Jornal Nacional. O mundo precisa de leveza, a vida precisa de momentos amenos, e qualquer pessoa precisa acreditar que os sonhos são possíveis. Se esse sonho vem de uma fábrica que sabe dar seu recado com competência, Hollywood, melhor ainda. Talvez Pretty Woman não tenha o mesmo charme de dois clássicos sobre garotas de programa, Irma la Douce e Bonequinha de Luxo. Mas tem o final que todas as mocinhas (e bandidas) sonham. E isso basta.
Restaurantes de Salvador - Jerimum

Quer um lugar para almoçar bem, tomar umas, ver e ser visto e de quebra assistir uns clips maneiros? O endereço é no Caminho das Arvores, uma casa extravagantemente pintada de cor de abobora num projeto arquitetonico que mereceu até capa de revista. O nome, Jerimum. O restaurante, charmoso, tem atraido uma porção de gente não só no almoço, que é tipo buffet, como no jantar que é a la carte e mais calmo.

O almoço, dizem seus frequentadores mais assíduos, é mais legal do que o jantar, apesar de lotado. Mérito do buffet supervariado capaz de agradar aos paladares mais exigentes. Grelhados, saladas, tortas salgadas, massas e salgadinhos fazem parte do cardápio modificado todos os dias. O preço é fixo e, boa noticia para a mulherada da cidade: elas pagam menos do que os homens.

Salgado é o preço das bebidas e até o cafezinho é pago. A sobremesa, também, é a parte. A noite o sistema é a la carte mas a criatividade é a mesma - embora os preços sejam maiores e as porções não muito generosas. Detalhes a parte, o Jerimum é um lugar legal, simpático, que vale a pena a visita. E como se não bastasse, tem garçons simpáticos e de saideira, bombons e pirulitos a vontade. É só chegar cedo ou reservar mesa, porque o restaurante fica invariavelmente lotado no horário do almoço.

Tuesday, November 27, 2007



Da série conversas bizarras - fiscal da SET para transeunte quando reclamaram de carros sobre o passeio: “o que você quer que eu faça? que mande rebocar?”

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Mais conversas bizarras - ao telefone, uma atendenter de salão de beleza para uma pessoa em busca de informações: “olhe, nós não temos interesse em cliente novo não”.

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Honestidade - Consumidor esqueceu compras de outra loja na Riachuelo do Shopping Salvador. Foi procurar, estava lá, devidamente guardado e foi devidamente devolvido.

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Casamento, hora e meio de atraso na chegada da noiva, mais um tanto de demora na cerimônia. Um convidado segreda para o outro: “espero que no próximo casamento ela chegue no horário”.

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Encontro de peruas, uma abraça a outra na maior fechação, quando a outra nota que um chumaço generoso do cabelo falso da amiga ficou na mão. Mico!!!

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Sobre o assunto, gargalhadas sonoras numa mesa de bar e um dos rapazes presentes pediu a moça premiada com a mecha da amiga: me arranje para eu fazer um bigode de chinês.

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O professor de dança Roberto está agitando o aulão de seu grupo de dança, Suingue Raça, no bar Pra Começar. Na pauta, encontro de alunos de mais de 30 academias da cidade. No dia 8 próximo.

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Esse aulão, segundo explicou Roberto, pretende fortalecer a dança baiana. É algo comum no sudeste do pais e vai acontecer durante todo o verão.

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Falando em verão, o calor insuportável que tem feito na cidade já diz tudo: o verão chegou mais cedo e antes, mesmo, da trovoada de Santa Barbara chegar.

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Verão na porta e a yoga vai as ruas. O Espaço Mahatma Gandhi já está agendando aulas de hatha yoga em plena praia. Informações pelo telefone 3248-7533.

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E a festa do Bahia? Ninguem merecia um acidente daquele. Nem o time, nem os torcedores mortos e suas familias, nem a Bahia. Que os governantes tomem providências urgentes.

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Mudanças no mundo da estética: as meninas do Victoria Five está de mudança da Av. Paulo VI para a rua das Rosas. Mais espaço e mais estacionamento são os principais motivos.

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E os sequilhos da Blu K, heim? Além da coleção de roupas sempre renovada e com todas as numerações, é mais um motivo para ir visitar a loja do Shopping Salvador.

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Aliás, a Blu K é uma das poucas lojas que se preocupam em ter uma modelagem real voltada para qualquer pessoa e não apenas para modelos anoréxicas.

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Falando em moda, correm boatos por ai sobre uma famosa modelo brasileira. Ela estaria anorexica, magra demais e mais feia do que nunca. Só a Globo não mostra isso.

Saturday, November 17, 2007



Tá dando onda - Desenho ou documentário?

Fatima Dannemann

* De uns tempos para cá, os melhores filmes em cartaz na cidade têm sido os filmes de animação. A computação gráfica permitiu desenhos mais realísticos e como o filão agrada a gregões e troianinhos, os filmes têm ido além das férias escolares e se alternam nos cinemas o ano inteiro. O mais recente, é o bem bolado Tá Dando Onda, investida da Sony Pictures no setor que traz de novo a linguagem usada.

* Nada de narrativa linear, de bichinhos fofos cantando musiquinhas engraçadinhas ou até revisitando clássicos pop como aconteceu em happy feet com a bela Somebody to Love, do Queen, cantada por um coral de pinguins. Em Tá Dando Onda, a estrutura é de documentário com os pinguins - aves são sempre engraçadas e pinguins vêm fazendo sucesso desde sua aparição em Madagascar - dando entrevista sobre surf.

* O filme é “massa” mas é mais voltado para o público adolescente e jovem. Em meio a flashes backs com imagens em sépia ou tremidas, como filmes antigos, em meio a entrevistas - uma das quais com a mãe do personagem principal que sempre aparece na cozinha tratando peixe - acontece a história de Cadu que tem como ídolo um antigo surfista e sai da Antartida diretamente para os mares tropicais onde disputará o grande prêmio do esporte.

* Claro que os personagens “classicos” de todo filme que se preze estão presentes: o amigo meio bobo (um frango, por sinal engraçadissimo), alguem mais velho, mais experiente que ajuda o heroi, o vilão invejoso, a mocinha bonitinha. Mas o que torna Tá dando onda especial é o ar “realístico” que a linguagem de documentário deu ao filme. Ah, não é nenhum campeão de audiência, mas agrada em cheio. E além desses ingredientes, uma trilha sonora bem gostosinha embalam o espectador. Bom programa pro feriadão.


Finalmente a prefeitura se lembrou de pintar a faixa de pedestres em frente a casa das tias de João Henrique Carneiro, na Paulo VI.

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Agora só faltam os motoristas reaprenderem a respeitar o sinal. Até carros de empresas invadem e param na faixa na maior sem-cerimonia.

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Já começou a corrida pelos presentes de Natal. Pelo menos na TV, a campanha publicitária está a mil por hora.

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Este ano, reveillon e carnaval são no mesmo mes com diferença de menos de 30 dias. Os agentes de viagem estão enlouquecidos…

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Falando em viagens, turistas mais experientes que cansaram da mesmice têm uma novidade, uma expedição pelo Deserto do Saara, no Niger.

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Sem hotéis de cinco estrelas, com hospedagem em tenda e banhos racionados, esta viagem é anunciada como uma experiencia única e iniciática.

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Enquanto isso, os que preferem não se arriscar batalham um convite para uma festinha local. Preços salgados: 100 pila sem direito a nada no reveillon mais baratinho da cidade.

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Obvio da Rede Globo: programa ensina o que as nutricionistas já recomendam há anos, azeite extra-virgem para combater colesterol e gordura acumulada.

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Médicos partidarios de certo remédio que custa uma nota mas não adianta nada, estão danados. Claro, e as mordomias, heim? Melhor comer o rango certo…

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Falando em rango, para uma cidade a beira mar, Salvador tem peixes e mariscos caros e a qualidade nem é lá essas coisas.

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No começo de dezembro, no Ondina Apart Hotel, uma exposição reunirá os principais artistas em pintura em porcelana da Bahia.

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Professor de ginástica e animador em uma boate, Allan Azevedo está disputando uma vaga no Big Brother Brasil em voto direto no portal Globo.

Friday, November 02, 2007



O Halloween pegou mesmo. Esse ano, além das escolas de ingles, até as academias de ginástica comemoraram a data.

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Baianizaram, claro. Transformou-se o festival de tres dias do ano novo dos celtas em quase um carnaval.

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Nada contra, claro. O que continua sendo errado é um dia para celebrar os mortos e nenhum feriado no todos os santos.

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Aliás, Finados e Todos os Santos são “irmãos” do Halloween e muita gente nem desconfia. Coisas dos celtas.

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E o Quebra-Nozes com o Ballet Russo? Bem que que o TCA podia fazer mais algumas apresentações e baratear os ingressos.

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O povo precisa de cultura e até mesmo anti-tradicionalistas radicais iriam adorar o Quebra-Nozes.

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A música é de Tchaikowski, algumas peças, aliás, bem populares, e a história é uma fábula de Natal bonitinha.

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Falando em Natal começou a corrida do ouro nos Shoppings. O Barra anuncia uma mega decoração para comemorar seus 18 anos de fundação.

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Nem Ivete, nem Daniela, nem Chiclete: o sucesso deste pré-verão é um “arrocha” e versão de música em ingles.

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Moda cabelo: a era das chapinhas está praticamente aposentada. Os cabelões escorridos, também. Só dá Chanel…

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O visual já está sendo visto na novela das oito. Ah, e franja de todos os comprimentos está na moda também.

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A cantora Mabel Dannemann andou trocando figurinhas com a cantora Madeleine Peyroux durante sua passagem pela Bahia.

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Madeleine, que apesar do nome é americanissima, canta jazz e blues como ninguem mas rejeita o rótulo de nova Billie Holliday.

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Reclamações de todos os lados: o trânsito da cidade está entregue as baratas. Não adianta reclamar: a SET não fiscaliza.

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Palavras de um fiscal refastelado no carro em frente a uma farmacia da Pituba enquanto alguem denunciava abusos: “você quer o que? que eu fique em pé na rua fiscalizando?”

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Com a palavra o prefeito, que aliás não mandou pintar a faixa de pedestres da esquina da casa das tias dele, na Pituba.
Uma fantástica história de amor



Maria de Fatima Dannemann

Que os que gostam de realidade assistam o Jornal Nacional - ou outro telejornal qualquer. Num mundo de Tropas de Elites, é preciso um pouco de fantasia. E é isso o que A Casa do lago, do argentino Alejandro Agresti, com Sandra Bullock e Keanu Reeves oferece. Amor, fantasia, leveza e, de quebra, uma bela música cantada por Paul Mc Cartney.

A Casa do Lago passou batido nos cinemas mas virou sucesso absoluto nas locadoras. Ancorado no mesmo casal de Velocidade Máxima, Keanu Reeves, mais conhecido por filmes de ação, e Sandra Bullock, que além dos dois Miss Simpatia protagonizou outras comédias romanticas entre os quais o belo “Enquanto você dormia”, o filme tem tudo para agradar quem gosta de filmes de amor, com uma vantagem: a história do casal que se corresponde e até se encontra com dois anos de diferença (ela vive em 2006, ele em 2004) é interessante.

Enquanto a câmara desfila sobre Chicago e mostra a arquitetura americana desde os anos 30, os lagos, parques, centros comerciais, e até restaurantes da moda, fica a pergunta: será que Kate vai encontrar com Alex? E realmente eles se encontram sem saber, num aniversário de Kate em que Alex vai praticamente de penetra. E ai…

As coisas vão correndo normalmente em 2006 e 2004 até que em 2008 - sim, no futuro - um dos dois faz uma descoberta sobre o outro. Calma! Este filme não é uma tragédia. E vale cada centavo da locação. Mesmo quem acha que filme, para ser bom, precisa ter porrada, tiro, facada, falar do submundo e ter baiano no elenco, pode parar só um pouquinho para assistir A Casa do Lago. É um filme que faz sonhar. E a realidade exige um pouco de sonho, as vezes.

Friday, October 19, 2007



***Dia das crianças magro este ano: poucos meninos pedindo presentes nas sinaleiras. A algazarra no dia de Cosme e Damião foi maior em alguns bairros.

*** Estacionamento lotado, gente saindo pelo ladrão na área de fast-food. Ao que tudo indica, os preços não assustam o público no Salvador Shopping.

*** Ditadura das anorréxicas: está cada vez mais difícil encontrar roupas com o real tamanho M e G. É pouca a diferença entre o P e outros tamanhos.

*** Vendedoras explicam que é por causa do “padrão”. Que padrão, elas não sabem explicar já que no Brasil o padrão de ser humano é justamente a individualidade e a mistura.

*** Ditadura médica: não basta fazer exames. Tem que ir às clinicas onde os doutores mandam. Ah, e as requisições têm que ter o CPF alem do CRM. Estranho…

*** Mais sobre médicos: alguns resolveram não aceitar mais planos de saúde. E atocham no preço da consulta. Mais de R$200,00 para ficar uns poucos minutos no consultório.

*** Outra coisa sobre os médicos: quando será que o governo vai fazer uma lei obrigando os doutores a escrever receitas com letra legível?

*** Só mais uma de médicos – aliás esta semana é dia deles, fica como “homenagem” – um certo doctor está usando cópia pirata do windows vista. Coisa feia!

*** Verão chegando, calor esquentando e os destinos de reveillon e carnaval sendo traçados pelas agencias de viagem. Egito, Emirados Árabes, Tunísia e Canal do Panamá na mira.

*** Pérolas do Orkut, circulando via e-mail: “onde eu posso encontrar o livro dublado?” Considerando-se as asneiras que circulam no mundo, tudo é possível.

*** Se você estiver pensando em passar o ano novo no litoral norte desiste ou prepare-se para gastar uma boa grana. Os mais baratos estão em torno de mil reais.

Fátima Dannemann – DRT/Ba - 786

publicação simultanea com falando na lata
Restaurantes de Salvador - 1 - Salvador Dali


A localização é charmosa: junto ao mar e num bairro tido e havido como boemio, o Rio Vermelho. O cardápio têm toques criativos, misturando o ocidente e oriente em pratos com massa e molhos tailandeses. O lugar é frequentado pelas cabeças coroadas da cidade e promoções como o almoço executivo tornam uma opção a considerar. Mas as vantagens param por ai.

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Próximo ao largo da Mariquita, o Salvador Dali é mais pretensão e fama do que proveito e eficiência. O serviço é lento, os garçons não prestam atenção nos clientes, nem em seus pedidos, e a comida demora horas e vem gelada para a mesa. Os preços não são dos piores. Mas não paga a irritação de esperar mais de 30 minutos por uma cerveja que não chega e ouvir do garçom que “o refrigerante zero acabou”, desculpa esfarrapada e que tripudia da inteligencia do cliente já que na mesa ao lado, naquele mesmo momento, um garçom serve justamente o refrigerante que teria terminado.

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O almoço executivo - que muitos restaurantes têm aderido para aumentar o movimento - oferece um cardapio completo do couvert a sobremesa por menos de 30 reais (bebidas a parte) e tem opções interessantes não só com carnes e aves como com frutos do mar, peixes e massas.

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Os pratos não são ruins mas vêm gelados (o Camarão Dali, penne com camarão e molho de queijo, pelo menos veio gelado) e corta não só o gosto como corta o barato do cliente. A sobremesa tem o nome pomposo de Dame Blanche, mas é um sorvete de creme com calda de chocolate. Nada demais embora saboroso.

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O Salvador Dali, apesar de tudo, não é uma opção para ser descartada à noite. No terreo, há uma boite com boa música. Um telão passa os clipes do momento (na hora do almoço, também) e é o tipo do lugar para ver e ser visto onde se encontram deputados, médicos, empresários e a fauna que frequenta as páginas das caras e das colunas sociais. Mas, isso é tudo.

Fatima Dannemann - DRT 786
publicação simultanea com FALANDO NA LATA

Thursday, October 11, 2007



Flores para quem merece flores e Espinhos para quem precisa


- restaurantes japoneses que resolveram fazer rodizios, buffets e promoções de sushi

- baiana Stella, que vem mantendo o preço do acarajé

espinhos para


Renan Calheiros e Monica - farinha do mesmo saco

- Antonio Fagundes - que está imitando ACM na novela Duas Caras

- Prefeitura de Salvador - que ainda não pintou a faixa de pedestre da esquina da casa da TIA do prefeito…

- o retardado mental que anda deixando comentários anonimos me esculhambando.

(publicação simultanea com os blogs Flores Revistas e Cartões Postais e O Traço)

Sunday, October 07, 2007


Flores para quem merece flores e espinhos para quem precisa


Flores para quem merece flores

- nova diretoria do Sindicato dos jornalistas
- TV Bandeirantes por ressucitar a familia dinossauro
- Gisele Bundchen - que finalmente vai desencalhar


espinhos para quem precisa

- o cara de uma ong que quer quebrar o sigilo do orkut e talvez implantar censura na net
- movimento Cansei

Sunday, September 30, 2007



todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
tem gente que chega pra ficar
tem gente que vai pra nunca mais...

- as vezes me sinto assim, numa confusa estação de metro. cercada por caras estranhas, vultos sinistros, rostos ameaçadores. Como um texto de terror... E ali num canto uma bruxa me espreita com um punhal. Traiçoeira, me apunhala pelas costas. Mas, não sei porque, eu sobrevivo.

Talvez seja porque os maus são duros na queda e eu nunca falei que era boazinha...

Publicação simultanea com o blog FALANDO NA LATA

Monday, September 24, 2007

Todos os homens de Copacabana

Fátima Dannemann

Daniel é o cara honesto, decente, que se fez por seus próprios méritos, tão bom caráter que prefere ficar desempregado a ceder a princípios que ele não concorda. Olavo é o oposto. Puxa-saco, do tipo que quer subir de qualquer jeito, o que ama o poder mais do que a própria vida, é capaz de tudo para ficar por cima. Antenor é o chefe que a todo momento alega as dificuldades que passou na vida como forma de justificar truculência e maus modos. Basta falar sobre o trio de protagonistas para sentir que há algo diferente no reino de Copacabana. Pelo menos na Copacabana retratada nos últimos meses em Paraíso Tropical, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, no horário das 20h na Globo.
Essa foi uma história de homens. Chefes, subalternos, executivos, empregados, estudantes, empreendedores, marginais, escroques, bon-vivants, mas principalmente homens com todos os seus pensamentos, sentimentos, afirmações e contradições. Homens que choraram, riram, amaram, odiaram, traíram, mataram, mas que levaram a vida com mais intensidade do que as protagonistas femininas. Foi diferente, por exemplo, de Celebridade, do mesmo Gilberto Braga, em que duas mulheres disputaram o amor e o poder até os últimos momentos (Maria Clara e Laura). Foi diferente, também, de Senhora do Destino, onde a Maria do Carmo de Suzana Vieira deu as cartas do primeiro ao último capítulo. Essa foi uma história de homens. Se não para eles, mas sobre eles.
Talvez porque os homens estejam mudando. Não são mais as figuras que amedrontam mas os seres humanos que não tem vergonha de serem homens e serem felizes. Sim, porque sempre pareceu – pelo menos nas novelas – que a busca por amor, afirmação pessoal, equilíbrio emocional foi uma prerrogativa das mulheres. Ai, o mais machão da história, o Antenor Cavalcante vivido por Toni Ramos, aparece chorando abraçado ao pai Belisário (Hugo Carvana) sem ter vergonha de se mostrar frágil, sensível e até arrependido das inúmeras besteiras que andou fazendo como contratar Tais para separar Paula e Daniel ou demitir a ex-amante Fabiana. Ele corre atrás de Lucia, pede perdão, implora que ela volte para ele, coisas que, qualquer pessoa diria, seria exclusivo de “mulherzinhas” em folhetins do passado.
Paraíso Tropical é na verdade um emaranhado de clichês sem nada de novo. Já houve outras histórias de gêmeas más e gêmeas boazinhas, de assassinatos em série, de promoters pouco honestas, de menininhas que casam com ricaços por imposição da mãe ou mesmo para salvar o emprego dos pais. E outras novelas já tiveram inúmeras cenas na praia (de Copacabana ou do Nordeste, o Oceano Atlântico é exatamente o mesmo). Mas mudou o ponto de vista. Olavo, por exemplo, poderia ter um nome de mulher. Poderia ser Mariana, Quitéria, Isabel ou qualquer outro. É aquela pessoa que puxa o saco do chefe e quer derrubar todo mundo na tentativa de chegar ao topo. Mas foi Olavo. O que chorou de frustração quando alguém lhe disse “você pode ter tudo, Olavo, mas nunca terá o amor das pessoas porque você é amargo por dentro”.
Pois é. Os homens choraram em Paraíso Tropical. De ódio, como Olavo, arrependidos como Antenor, de frustração, como o joalheiro Evaldo vítima das tramóias de Tais. Emocionados apenas, como Daniel. Choraram, mas nem por isso foram menos homens, independente de serem bons ou maus. Paraíso Tropical foi uma história de homens. Pode ser que tudo caia no esquecimento. Mas alguma coisa mudou. Rodrigo e Tiago apareceram abraçados, assumiram que são casados. Heitor mostrou que não é preciso um bom emprego para ser feliz, mas seguir seus sonhos acima de tudo. E foi cozinhar. Coisa de mulher em outras novelas. Mas a coisa mudou. Os meninos foram à luta. Cássio resolveu vender um restaurante somente para aproveitar a vida “senão não vale a pena ter dinheiro”. Mateus resolveu ganhar mais do que a mesada dos pais. Alguns foram pro crime. Outros não saíram da sarjeta. E outros gastaram sua massa encefálica bolando planos para derrubar as outras pessoas. Acontece. Bons, ruins, aplaudidos pela crítica ou vaiados pelo público. Os homens dominaram a novela das nove. Talvez porque eles também assumem que assistam novelas. Ou então...