Tuesday, April 29, 2008



Blusa de onça, enorme bolsa dourada lotada de lantejoulas, salto alto, maquiagem estilo “massa corrida”, cabelo com luzes e chapinha. Artista? Não, apenas uma perua.

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Peruas exageram, transgridem normas de equilibrio e bom gosto. São espalhafatosas e algumas sem noção. Não distinguem Paris de França, Londres de Inglaterra. Mas, são bem humoradas.

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Porque será que alguns homens meio acabados, estilo fim de carreira, se reunem na porta dos restaurantes árabes dos shoppings para ficar paquerando até velhinhas?

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Cotas ou merecimento? O certo é continuar defendendo ensino público e gratuito de qualidade da pre-escola ao pós-doutorado para TODOS e em pé de igualdade. Pior que já teve disso no Brasil.

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Enquanto isso, meninos saem das faculdades para dizer bobagens como rezistro (com z), xeru (com xis e u), estarei estando em São Paulo por uma semana e outras pérolas mais.

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Por ai botam culpa nas professoras, botam culpa no governo, nos patrões, nos pais que não incentivam os filhos a ler, na Internet. Ah, porque essa mania de sempre culpar alguem?

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A Set? Esta é cliente Vip desta coluna e não pode faltar: devia ficar de olho em motoqueiros que pra fugir a sinaleira andam subindo em calçadas e aterrorizando os pedestres.

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Refrigerante faz mal. Batata faz bem. Inhame e abóbora mais “in” do que nunca. Salmão com prestigio em baixa. Carne de porco subindo nas preferencias. Pois é, existe modismos em comida, também.

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Falando em comida, porque será que algumas baianas estão cobrando R$4,00 por um acarajé? será que baiano agora virou turista? Melhor para as baianas mais conscientes que vêm mantendo seus preços.

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Preços: esquisito. Salões de beleza da Pituba vem fazendo promoções praticamente iguais (pé, mão, hidratação ou corte, e escova) com preços quase iguais (R$30,00). Cartel ou falta de imaginação?

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Mais preço: um vestidinho de festa numa loja chic da cidade está custando R$2 mil. Pior que: a) não é lá essas coisas, b) tem quem pague c) saiu no jornal como chic e bonito.


De repente, o caso Isabella Nardoni ganha um destaque incomensurável, maior, até, do que deveria. Todos se transformam em advogados de acusação, e querem não só um culpado preso, mas um culpado morto como se aquilo fosse novela ou reality show e não a vida real.

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A Globo cobre o assassinato como se fosse desfile de escola de samba. O arerê em torno da reconstituição (fajuta, pois foi feita à luz do dia e não vai servir para nada) foi digno de final de copa do mundo. Record, Band, as outras emissoras acompanham a folia com igual sede de sangue.

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Enquanto isso, fato muito mais bizarro passa meio que despercebido: um pai na cidade de Amstetten, Austraia, engenheiro mecânico, revela-se amante da própria filha, pai de 7 filhos-netos, carcereiro da menina que ficou presa por 24 anos num canto qualquer da casa. Não é novela. É verdade.

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E a mesma Globo que faz do assassinato de uma criancinha um carnaval macabro, mostra na temperatura máxima um filme violento massacrado pela crítica, Taxi, com nossa Barbie-ambulante, Giselle Bundchen fazendo papel dela mesmo em estilo perigosamente louca. Bizarro. Tão bizarro quanto o pai australiano e quanto a cobertura do assassinato de isabela.

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Para amenizar, tome-lhe a cafonérrima Dança dos Famosos em estilo carta marcada com Christiane Torloni usando figurinos “já ganhou” enquanto seus concorrentes usam modelitos com gosto pra lá de estranhos. Outra bizarrice. Silvio Santos ressucita o Qual é a música, um desfile do cancioneiro brega do Brasil, mas que pelo menos envolve alguma pesquisa.

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Como se não bastasse o show da violencia ao vivo no noticiário, as novelas extrapolam em violência, exemplos de mau caráter e outras estrepulias. Duas Caras consegue ser a pior de todas. Gente como Antonio Fagundes e Marilia Pera se queimam em papéis mediocres contracenando com novatos sem charme ou talento como a fraquissima Debora Falabela (que nem ao menos é bonita).

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Melhor sair pra ver o sol. A era de aquário, pelo visto, foi propaganda enganosa, a violência de todos os tipos campeia. Mas isso é outra história.

Fatima Dannemann

Wednesday, April 23, 2008

Quando os gregos atropelam Hollywood

Maria de Fátima Dannemann


Esqueça a Grécia gélida dos mármores dos templos. Troque a beleza de Afrodite por tipos mediterrâneos. Para completar, imagine Eros acertando suas setas em dois corações tão distintos que você diria: “esse amor não vai dar certo”. Poderia até não dar, mas pelo menos, no cinema, o resultado é um campeão de audiência que corre por fora do velho “cinemão” Hollywoodiano. Casamento Grego, ou em inglês My Big Fat Greek Wedding, é a história que bem poderia ter sido escrita por um dos mestres da comédia ou da tragédia gregas, mas que tem griffe americana. Estouradíssimo nas bilheterias, arrebatou o primeiro lugar no ranking das maiores bilheterias nacionais no último fim de semana. O filme, que nos Estados Unidos permaneceu no Top 10 por mais 30 semanas, levou mais milhares de espectadores aos cinemas.

Na verdade, quando o assunto é casamento, o filme já tem meio caminho andado para se tornar campeão de audiência. A história do cinema tem muitos exemplos. De Núpcias de Escândalos, que uniu Katherine Hepburn e Spencer Tracy num romance do tipo “e foram felizes para sempre”, ao “Casamento do meu melhor amigo” no qual Julia Roberts apronta mil e umas para desmoralizar Cameron Diaz diante do noivo e às vésperas do casamento. Mas, esses eram filmes típicos de Hollywood envolvendo típicas famílias americanas e beldades que poderiam protagonizar anúncios do sabonete Lux. Em Casamento Grego, tudo é muito diferente. A começar pela falta de beldades esfuziantes e dando continuidade a uma pequena mostra, ainda que bastante caricaturizada de uma família grega, moderna, regida pelo cristianismo Ortodoxo e abençoada por Hera, a deusa dos casamentos fieis e das famílias unidas.

Nia Vardalos, atriz de dublagem, é a protagonista e a autora do roteiro. O projeto já estava pronto de longa data, mas os produtores achavam que um filme retratando gregos não atrairia o público. Foi ai que entrou em cena a mulher de Tom Hanks, a produtora Rita Wilson.

Rita assistiu a história num teatro em Los Angeles. Ficou encantada e por ser de origem grega identificou-se com a protagonista. Arrastou o maridão ao cinema, convenceu-o a arrumar os cinco milhões de dólares do orçamento e o resultado está ai: US$110 milhões arrecadados em seis meses em cartaz nos Estados Unidos. Os adeptos da simplicidade agradecem, está ai a prova de que pode se conseguir muito sem pirotecnias ou sem gastar mundos e fundos.



Diferenças culturais



O filme não chega a ser novidade. Filmes sobre casamentos entre pessoas de cultura ou origem diferentes existem há muito tempo. Mas sempre fizeram sucesso. Na década de 60, os mesmos Tracy e Hepburn de Núpcias de Escândalos viviam papel de sogro e sogra de um negro que estava noivo de sua loiríssima filha em Advinhe quem vem para jantar? As rabugices de Spencer Tracy, a atitude conciliadora de Kate Hepburn e o charme de Sidney Poitier, o black darling da época levaram as platéias ao delírio. Mas era tudo muito bonitinho.

O barato de Casamento Grego é que não há beldades, todo mundo tem a cara e o jeitão bem comum do nosso dia a dia e é possível reconhecer a sua tia engraçada, a sua prima vamp, o seu cunhado chatinho e até a vovó meio doidinha nas cenas do filme em que, se não tem nenhuma beleza estonteante de galã ou musa do cinema, tem o que falta em muitas famílias americanas e mesmo brasileiras: calor humano. E ainda tem o amor vencendo todas as barreiras e unindo pessoas e famílias tão diferentes que até parece um conto de fadas.

Para Nia Vardalos foi mais ou menos isso, porque o sucesso de Casamento Grego começa a render frutos. A emissora CBS resolveu levar o projeto, do jeito que é, para a telinha a toque de caixa. Seis episódios de uma série foram encomendados a Vardalos, que vai ser produtora, roteirista e atriz do programa, ainda sem título definido. O resto do elenco da fita, que inclui Michael Constantine, Lainie Kazan e Andrea Martin (a melhor atuação no filme, como a hilária tia Voula), também teria topado o projeto, de acordo com o web site Foxnews.com. A única dúvida seria John Corbett, que faz o papel do noivo Ian Miller, o "xeno" (estrangeiro). Há chances de que até Wilson tenha um papel no elenco.



Outros filmes sobre Casamento



Imagine se na hora do casamento, a noiva desse no “pé” e fugisse para encontrar o homem dos seus sonhos em outro lugar do planeta? Pois isso é o que acontece em “Only You” em que Marisa Tomei sai correndo atrás de Robert Downey Junior, vestida de noiva e tudo mais, percorrendo a Itália alucinadamente até ficar com o amado. Only You, no entando, não é o único filme que tem um casamento como plano de fundo que marcou época entre quem aprecia comédias românticas. Mas, tem mais: A última festa de solteiro, traz Tom Hanks as voltas com o ex-noivo maluco e ciumento tentando atrapalhar seu casamento. E em O Casamento de Muriel, uma feiosa australiana casa-se por conveniência com um bonitão.

Cher e Olímpia Dukakis receberam Oscar por sua atuação em Feitiço da Lua. Prestes a casar, o noivo de Cher viaja a negócios e ela simplesmente se apaixona pelo cunhado (Nicholas Cage). Outro filme em cartaz no circuito alternativo de Salvador, também fala de casamento, mas em outro tom. Bodas de Sangue, de Carlos Saura, traz a tela grande uma tragédia escrita por Garcia Lorca. Nem sempre as coisas são como pareciam ser. Noiva em fuga, com Julia Roberts e Richard Gere, mostra isso. Ike Graham é colunista de um importante jornal e causa um grande tumulto depois de publicar uma matéria sobre uma moça, Maggie Carpenter (ROBERTS), que mora em uma cidadezinha e tem o estranho hábito de abandonar seus noivos em pleno altar. Enquanto Ike tenta provar que sua estória é verdadeira, Maggie quer se vingar do jornalista fofoqueiro.

Saturday, April 19, 2008



Cidade meio vazia. Feriadão da semana levou muita gente para fora de Salvador. Preços promocionais nas passagens aéreas ajudaram.

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Outro motivo para que as pessoas tenham aproveitado o feriadão desta semana fora de Salvador são os belos dias de sol. Onde está o outono mesmo?

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As comemorações pela semana do jornalista terminaram ontem com uma festa dançante na tenda do Salvador Prime.

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E a moda, heim? Depois que Marisa Leticia apareceu nuns e-mails com tailleur de pano de sofá, certa boutique grã-fina da Pituba resolveu fazer o mesmo.

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Na vitrine, modelitos feitos com pano de estamparia floral que muito lembra sofás e poltronas. Detalhes: modelos e tecidos de gosto duvidosissimo apesar de caros.

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Fora a doideira do vestidinho de sofá - parecendo roupetinha de caipira - a moda inverno não traz muita novidade, não. As tendencias são a mesma de sempre.

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Cirurgião dando entrevista numa revista feminina: fazer cirurgia estética, para ele, não seria errado por elevar a auto-estima das pessoas.

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Tudo bem, só que tem gente que anda exagerando. Os médicos engordam suas contas bancárias e as pacientes nunca ficarão satisfeitas.

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Tem gente que não se toca mesmo. Um desses que esqueceu o "simancol" na maternidade é Leonardo (ou seria Leandro?).

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Além de mala sem alça e que lembra o mais negro período da história do Brasil depois da ditadura - o governo Collor - ele mais parece forçar a barra para aparecer nos programas da Globo.

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Antes era Sandy e Junior. Felizmente - para quem não aturava mais eles - parece que a dupla se separou mesmo. Nossos ouvidos agradecem aliviados.

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Só mais uma de música: o MC Créu resolveu investir no estilo. Depois da Dança do Créu, apareceram outros "sucessos", como a academia do créu. Haja!

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No mais, o caos. Obras na Orla atrapalham o trânsito na Avenida Otavio Mangabeira. Inexplicável é que chega no ex-clube Portugues e a maioria dos carros some.

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Bochicho da semana: a Petrobras acha que tem mais petróleo no Brasil. Apenas acha. Mas se tiver, melhor para nós.

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E quem matou Isabella? Será que o crime da menininha merecia tanto destaque assim? Agora milhares de crianças preocupam pais e professores pois estão apavorados.

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Está nos jornais: principalmente em São Paulo, crianças tem estado em pânico com medo de serem mortas se fizerem bobagens. Um horror.

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Enquanto isso, um crime muito mais importante continua obscuro: a morte de Leonel, dono dos restaurantes Bargaço e Costa Marina.


Esportes na Tunisia

uma coisa eu notei em minhas andanças pelo deserto: os tunisinos gostam de futebol. Se não gostarem de jogar - a seleção de lá não é essas coisas e meu sobrinho me recomendou para que eu não comprasse camisa de futebol para ele - adoram assistir.

Em Djerba, lembro que até a boite do hotel parou no domingo a noite porque o DJ foi assistir ao classico Costa do Marfim x Ghana. C lassico, sim, da copa da África.

Seja como for, nas cidades maiores há cartazes como esse da foto - além de quadras esportivas.

E eles são bilingues. Numa imagem, texto em frances. na outra, aquela indecifravel linguagem árabe que parece eletrocardiograma.
Por dentro dos oásis



Eu nunca tinha visto um pé de tâmara antes. Aliás, jurava de pé junto que as tâmaras nasciam em árvores frondosas como jaqueiras, mangueiras, etc.

Eu também achava que oásis eram aqueles lugares cheios de sheiks, odaliscas e muito luxo. Não é bem assim, não. Oásis são lugares onde tem água e na tunisia, são aproveitados para o cultivo de tudo o que eles consomem principalmente tâmaras.

Este oásis da foto é o de Gabes, no litoral. A cidade é horrorosa, mas ai dentro do palmeiral é bonito e a paz que se sente perambulando entre as árvores é enorme. Em Gabes, eles produzem não somente tâmaras como essências, temperos, especiarias, ah, e henna. Muita henna. Porque o cabelo dos tunisinos seria tão bonito, heim?

Wednesday, April 09, 2008

E ainda é pouco

Fatima Dannemann

Bochicho da semana nos meios jornalísticos: Ziraldo e Jaguar terão direito, cada um, a R$1 milhão de indenização por danos sofridos no período da ditadura quando estiveram a frente do jornal Pasquim. O que deveria ter sido visto como uma conquista para o jornalismo brasileiro, acabou recebendo críticas por parte dos que se esqueceram do significado do Pasquim para o Brasil da década de 60, achando que a verba deveria ser destinada a um dos programas assistenciais do pais (que não chegam pra resolver problemas crônicos de analfabetismo, fome, etc). Serão ao todo R$ 11 milhões a serem distribuidos entre 20 jornalistas que tiveram problemas com as forças repressoras e os ex-diretores do Pasquim recebem a maior parte além de uma pensão vitalícia de cerca de R$4 mil.

Coitadinhos à parte - não é não pagar a indenização aos diretores do Pasquim que vai deixar ninguem mais letrado ou mais saudável nesse pais - é bom lembrar o que o Pasquim significou para a própria história do jornalismo brasileiro. Hoje, pode até haver outros modelos, formatos e prioridades, mas o jornal representou muito mais do que um simples meio de fazer oposição ao regime militar de uma forma engraçada, e ferozmente crítica. O Pasquim foi o retrato de um Brasil que não volta mais: um país culto, que assistia a filmes franceses, discutia psicanálise e filosofia nas praias, tinha uma moda brasileira e made in Rio, em que se contavam piadas e riam-se as gargalhadas sem ter que obedecer a “padrões” ou a “códigos” estabelecidos deus-sabe-por-quem até porque já existia uma censura oficial a ser burlada.

Foi um jornal que deu certo numa época em que nada dava certo. Millor Fernandes, colaborador e depois diretor do jornal, saira de uma experiencia fracassada com a revista Pif Paf antes de embarcar no Pasquim. Nego ria, debochava não acreditava, mas não só o jornal deu certo como deu cria (o Planeta Diário, hoje transformado em Casseta e Planeta). A redação era em Ipanema, as entrevistas feitas nos bares e envolviam pessoas das mais diversas vertentes como o colunista (e mito) Ibrahim Sued e a atriz (e mito) Leila Diniz.

Bastavam detalhes como esses para lembrar que a indenização a ser recebida ainda é pouca para o que o jornal representou. Em novembro de 1970, 9 integrantes da equipe foram presos Sergio Cabral, Luis Carlos Maciel, Tarso de Castro, Fortuna, Paulo Garcez, Paulo Francis, o funcionário Haroldo além de Jaguar e Ziraldo. Foram dois meses na cadeia, mas o Pasquim continuou circulando normalmente por conta do trabalho de Henfil, Millor Fernandes e mais alguns colaboradores. Muitas das edições foram apreendidas nas bancas e por conta da censura em 1971 a equipe devia entre 200mil e 400mil dólares. Foi quando Tarso de Castro foi afastado e Millor Fernandes foi sanear o jornal o que conseguiu em 1975.

A partir do final dos anos 70, começo dos 80, o Pasquim se coligou a partidos políticos. Ziraldo perdeu suas cotas numa aposta com Jaguar. Ele não acreditava que Brizola fosse eleito. Perdeu a aposta e o jornal que ficou apenas com Jaguar e já não era a mesma coisa. Para sair, precisava ser encartado em outros jornais. Ficou político e chato. No final dos anos 80 foi vendido e em 91 deixou de circular.

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Leila Diniz, Ibrahim Sued e outras lendas

As peruas e patricinhas que ficam o dia inteiro na academia e no salão malhando, fazendo chapinha, regimes e tratamentos para parecer - em tudo, especialmente na falta de opiniões próprias - com a Boneca Barbie não têm a menor noção do que Leila Diniz representou e tudo o que ela passou por conta de uma simples entrevista a um jornal. Simples, não. Uma entrevista feita por algumas das principais cabeças pensantes do país, num bar de um bairro que era lenda na época e até deu música, Ipanema.

A edição que teve Leila na Capa foi uma das principais do Pasquim, cerca de 120 mil exemplares vendidos. Na conversa com a turma do tabloide, Leila soltou não somente as frangas como o verbo. Nada menos do que 72 palavrões foram substituidos por astericos. Relato de sua vida sexual tomou conta das páginas do Pasquim e desgostou a Rede Globo que simplesmente demitiu a atriz, que na época atuava em novelas. Leila morreu em 72. Muito antes da intolerância e dos exageros cometidos em nome do “politicamente correto”.

Mas, tem muito mais. Outro entrevistado famoso do jornal foi Ibrahim Sued. Alguem que revolucionou o colunismo social porque não ficava só elogiando vestido ou falando de fotos. Inventou termos como “pantera”, “geração pão com cocada”, “a demain que eu vou em frente”, e até dava toques sobre quem tinha brigado com quem (”não convidem para a mesma mesa…”)

Nas livrarias, há uma edição especial do Pasquim encardenada para quem quiser rever o jornal ou quem quiser conhece-lo melhor. Outros colaboradores também foram ícones do Brasil dos anos 60 (mais culto e mais charmoso… diga-se de passagem) Odete lara - ex-musa do Cinema Novo e hoje budista, Jô Soares, Vinicius de Morais, Glauber Rocha além de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Para quem não sabe, Jaguar criou mais de 20 mil cartuns e sofreu atentado a bomba no tempo da ditadura. Foi ele, também, quem publicou o livro “o que é isso companheiro” de Fernando Gabeira. Ziraldo, entre outras coisas, criou nos anos 60 a inesquecível Turma do Pererê, quadrinhos 100 por cento made in Brasil, e mil outros personagens famosos entre os quais O Menino Maluquinho.


novelas, reality shows, noticiarios…

Fatima Dannemann

Antes, o que dava Ibope era “sacanagem”. Agora, o que dá Ibope é violência. Pior para quem não aguenta “porrada” ainda que a pancadaria seja nos outros. Começa pelas novelas. Na Record, encheram o horário nobre de vampiros e mutantes. A pancadaria come solta na história que tem - pasmem - o titulo de Caminhos do Coração e vai até ganhar uma segunda parte.

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Para que sentar para assistir violência se nem é preciso chegar a janela para assistir à violência ao vivo? Nos bairros populares há tiroteio quase todos os dias nos fins de linha. Nos bairros nobres (???) a violência salta aos olhos em pleno trânsito. Alguem invade um sinal, quase lhe atropela e quando você reclama ouve: “poxa, meu carro é importado”. SET? Esqueça… Você ouvirá do fiscal “você quer que eu fique em pé fiscalizando?” Enquanto isso, um ladrão pé de chinelo rouba uma bolsa. Fregueses de um bar lotado resolvem dar uma surra no meliante (que em países mulçumanos ficaria anos e anos na penitenciaria mas aqui é apenas um “oh, coitado…”). Polícia chega, atira para o alto. Dane-se se a bala pode pegar alguem num prédio distante. Acaba a festa no bar e os sonhos e sono de quem descansava depois do almoço.

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Enquanto isso, o psiquiatra Marcelo ganha fama e sucesso por fazer violência e terrorismo mental no BBB8. Numa turma fraca, de mulheres lindas mas meio burras e homens feios mas bastante bobos ao ponto de namorarem com tres colegas, ainda reclamaram de Gisele. A própria Globo alegou que a moça só andava isolada e emburrada. Ninguem notou que ela foi vítima da pior violência: o preconceito e o racismo dos sulistas que se acham “melhores” do que quem mora no Norte embora demonstrem justamente o contrário quando não distinquem Ceará de Pernambuco ou Bahia de Sergipe.

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Finalmente, Duas Caras. Depois da batalha na Portelinha, depois de Edivânia comandar o massacre contra o trio (agora quarteto) gay - Dalia, Heraldo, Bernardinho e agora Carlão, depois do Sufocador de Piranhas, Silvia resolve tentar matar o menino Renato por ciumes de Ferraço. E mais: Celia Mara resolve perseguir Branca por todos os meios e acaba vítima de assalto em plena rua com a TV mostrando todos os detalhes.

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E ainda é pouco, pois o que a TV mostrou nos ultimos dias, chocou o país, a morte da menina Isabela Nardoni. Uma menina de cinco anos vai passar o fim de semana com o pai e aparece morta no jardim. Caso esquisito, estranho, mas antes de ficar julgando ou fazendo especulações, melhor seria esperar o resultado das investigações oficiais. Afinal, sair acusando ou dando opiniões é tão criminoso quanto: se o acusado for inocente?

Monday, March 17, 2008


Flores para quem merece flores e espinhos para quem precisa
Flores para:
- Renatinha Roriz
- Tom Cavalcante e os Bofes de Elite - que estão tirando audiência da Globo
- Felipe Massa
Espinhos para:
- Equipe da novela Duas Caras por causa do excesso de violência
- Hugo Chaves e George W Bush - são mais parecidos do que eles sonham
- Thatiana Bione - pelo ar fake...

MUITO LOUCO DOIDÃO...
Um cartaz de filme em Tunis, capital da Tunisia.reparem que a escrita arabe parece eletrocardiograma...
Falando em muito doidão, ontem o Dr Marcelo conseguiu o que queria, mais de 15 minutos de Fama montando consultório no Fantástico...
Estou lendo O livreiro de Cabul. Legal. Não ótimo. Apenas bom, mas vale a pena. Perto do que eu estou lendo, a Tunísia, com todas as restrições, é a ilha da Fantasia...

Saturday, March 08, 2008

QUEM FOI SEM NUNCA TER SIDO...
Fatima Dannemann




Lembro do dia em que Carol morreu. Nunca vi tantas moções de pesar na net. Quando descobriu-se que a defunta não se chamava Carol nem era uma adolescente estudante de direito com a perna (eternamente, aliás) quebrada e engessada, mas Aline, uma "coroa" de mais de 40 anos, tão obesa e doente que não saia de casa, ninguém retirou as condolências e a chamou de falsária. Pelo contrário, em um site de altar virtual as chamas das velas animadas ardeu mais do que nunca. Todo mundo perdoou a pobre coitada que inventou toda essa mentira apenas porque "era doente, sem esperança na vida". E a pior doença de Carol era a mentira e a maldade, a prepotência com que tratava pessoas que não formatam mensagens "me recuso a ler mensagem sem figura ou música". Mas foi um tal de perdoar Carol... E vi perdoando a defunta gente que meses antes me condenou a fogueira quando denunciei o roubo do meu poema Bolero. Eu, mesmo coberta de razão, era a "má, demônia, desgraçada que estava reclamando só porque um coitadinho que não sabia escrever tirou meu nome do poema e colocou o de Drummond". Pois é. E além de condenada eu ainda ouvi de amigos do ladrão "poxa, você é egoísta, tem mais de mil poemas e reclama de unzinho".

Mas corta... Falar da net é fácil pois na rede acontece de tudo: suicidas voltam do mundo dos mortos, bruxas posam de médicas e tratam das tias de amigas virtuais, beldades namoram o bebum ancorado na praia mais próxima. Tudo acaba sendo mais ou menos permitido só porque o público aproveita para soltar seus diabos na rede. Não só imitam a vida como vão muito mais além de todos os limites. A falta de vergonha chegou a tal ponto que foi preciso criar delegacias na rede. Conselhos de ética não bastam até porque tem gente que nem sabe o que é isso. E eu até penso em deixar o jornalismo, pedir matricula especial pra direito e virar advogada especializada em Internet (mas agindo aqui fora, claro, porque não acredito em cadeia virtual).

Prefiro falar do mundo real. Como a figura do mal acaba sendo confundida com sofrimento. Vai ver que é porque é sofrimento que as pessoas más atraem não só para suas vítimas, mas para si próprias. Uma vez, quebrei o maior pau no jornal: mataram um bandido perigoso, o Toinho. Pois colocaram o cara como se fosse vítima da sociedade mesmo ele tendo invadido uma casa, estuprado e matado três adolescentes, matado o pai delas e feito a mãe e avó se suicidarem, para roubar uma merreca (era casa de veraneio, sem nada de maior valor dentro dela). Eu me zanguei. Outra vez, só faltaram me bater quando eu falei que tanto faz roubar um banco como um cotonete, o delito é o mesmo, e quando falei que mentiras não me interessam simplesmente porque não podem ser sinceras. É bem assim. Bastou merendar fora do recreio e vira herói. Osama Bin Laden ganhou fãs em todo o mundo (eu assumo que sou uma delas), Leonardo Pareja, um criminoso, seqüestrador e assaltante, que tripudiou e fez gato e sapato da policia de quatro ou cinco estados, foi enterrado com honras de herói.

E a velha mania de achar que a bota pode roer o rato e quem anda na contra-mão é que está com a razão. Não é bem assim. Maldade é maldade e em minha cabeça tomar partido dela só faz a pessoa ser tão ruim quanto o outro. Mesmo que seja a titulo de "dar o troco" como tem acontecido nas novelas.

Os valores podem estar temporariamente trocados. Os maus podem fazer seu teatro, posar de vitima, inventar internamentos hospitalares o saúde frágil. Desculpas que não convencem os mais espertos que já começam a dar o troco. Ah, não troco em forma de surras violentas como a que Suzana Vieira deu em Renata Sorrah numa novela. Pagar o mal com o mal é tão ruim quanto apenas ser vítima desse mal. Mas troco em atitudes. Deixando de votar em políticos que não agem de forma limpa, que não são nenhuma flor de pureza. E deixando de dar Ibope as falsas boas da net. Pois é, por mais que haja quem ainda aplauda o lado ruim da vida, a idéia de que só o bem é seguro vai começando a gerar suas primeiras sementes. Quem sabe um dia e...
CARTA DE RAPUNZEL

Fatima Dannemann©

Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.

Monday, February 25, 2008



Placa na Tunisia...

"Pérola" encontrada em meio ao lago salgado Chott El Jerid, um mar interior praticamente seco, que corta a Tunisia ao meio. Um recado para os brasileiros que mal param o carro saem comprando as mais loucas lembrancinhas como rosas do deserto, escorpiões encrustados em pedras ou cobras conservadas em formol...

Saturday, January 26, 2008

Restaurantes de Salvador: points entre a Pituba e o Itaigara…

Fatima Dannemann

Incrivel o numero de novos bares no Parque N.S. da Luz, fim de linha da Pituba e Adjacencias. Entre o Doc, que ganhou o premio de melhor chop da Veja Salvador e o recem inaugurado Bartolomeu, a área está bombando. Para quem chorava o fim da Casa Amarela e To nem ai (este virou uma casa abandonada com um mato alto em volta, o que dá medo aos transeuntes), boa noticia.

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O Doc faz o gênero americano na linha gastronomia chic e rápida enquanto o Bartolomeu é completamente diferente, um bar aberto mais voltado para universitários, biriteiros, boêmios e todas as demais opções válidas. Perto dali, o Absoluto mistura crepe, pizza e bar com decoração transadinha e telões de LCD com clips moderninhos.

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Nessas mesmas imediações, quem faz a linha correta pero no mucho pode trocar o alcool pelo açúcar (a matéria prima - cana - é quase a mesma, e os beneficios e maleficios semelhantes com a atenuante de que ninguem vai preso por dirigir depois de comeer um doce) e tomar um chá das cinco. Duas opções legais: o Doce Sonhos (a versão original da casa de chá que hoje se espalha por outros pontos da cidade) e o Ganache.

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Há também o Frans Café, com serviço 24 horas e jornal para quem quiser ler. O Granulado (que nem é lá essas coisas, já que o serviço é pessimo). Voltando as biritas, por essa região mesmo (entre a Praça Ana Lucia Magalhaes, itaigara e Pituba) tem o Quintal de Casa, perto da clínica Multiclin.

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Ah, e os restaurantes orientais? nessa região tem chineses, como o Kirin, japoneses, Joia e Aice Zuchi além do Yakissoba, na Paulo VI perto do Colégio Militar. Mas, esse será tema de outro texto, em breve.

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Se você ama algo mais popular, caminhando até a Paulo VI, tem duas padarias legais, A Francesa e o Superpão. Ah, sem falar no bar, tabuleiro de acarajé, lanchonete que funciona anexo ao supermercado Bonus, do tipo baratinho mas que fica bombando na hora do happy hour. Para quem mora nessa região (ou até para quem mora mais longe e quer explorar novos horizontes) é um prato - literalmente - cheio.
Nenhuma mulher é toda boa em Duas Caras

Fatima Dannemann

Sou noveleira e assumo. Certo, errado, faz parte da cultura do Brasil e, como brasileira, apenas vou na onda e assisto. Critico, passo mal nas cenas de violência, ameaço nunca mais ver nada mas no outro dia, olha eu lá. Assim tem sido desde que começou Duas Caras, de Agnaldo Silva, uma novela que tinha tudo para ser diferente, legal, com a cara do país mas que está descambando para o clichê, para uma apologia ao conservadorismo e a violencia. Poderia até ser bem humorada, já que o mesmo Agnaldo é autor de algumas pérolas como Fera Ferida, Pedra sobre Pedra e da versão televisiva de Tieta. Poderia ser, inclusive, uma bela lição de vida. O brasileiro podia ter visto, numa novela passada num bairro popular, que é preciso pouco para ser feliz. Mas, deixa prá lá.

Enquanto o autor e a Globo continuam sem noção de nada, achando que estão agradando cem por cento, prefiro falar sobre as mulheres da novela. Justo no verão da “toda boa”, as mulheres em Duas Caras não são flor que se cheire. E eu nem falo de Amara, a mafiosa esposa de Bernardão, interpretada por Mara Manzan, ou Débora, a aprendiz de periguete interpretada por Juliana Knust (que está bem apesar do excesso de maquiagem dar impressão de ter posto massa corrida no rosto). Falo de todas. Ou quase todas.

Até a melhor das personagens femininas tem defeitos pois vive desmaiando, e até pouco tempo atrás tomava uma porção de comprimidos. Em meio a guerra dos mafiosos na Portelinha (sim, mafiosos, e Juvenal Antena é um deles…) Foi que ela acordou para a vida e descobriu a guerreira dentro de si. Isso mesmo. Gioconda, talvez pela força do talento de Marilia Pera, garantiu para si os holofotes da novela. Pior para Marjorie Estiano, uma das piores decepções da nova safra de atriz como uma protagonista que não faz falta na história. Gioconda, acho, deve brilhar ainda mais porque vai trabalhar na ong da Condessa e com certeza deve mostrar alguma garra e muita sensibilidade (pelo menos a da atriz Marilia) como aconteceu no discurso que fez durante as cenas violentas da guerra da Portelinha.

De enfermeira a dançarina de boite, ela vira professora e está prestes a se tornar estudante. Mãe devotada ou esposa dedicada a sustentar uma familia, isso é discutível. O fato é que Alzira (Flavia Alessandra) fez a brasileira comum e normal soltar a cachorra que existe dentro dela e popularizou uma nova modalidade, a pole-dance. Ela e as dançarinas da boite mostram que “massagistas” podem ser esposas, e mães amorosas (embora os filhos da “Outra” só apareçam sozinhos em casa), serem estudiosas (Vesga e Denise farão faculdade graças ao provão do professor Macieira). Elas sabem ser simpáticas e corajosas, quando o sufocador deixa.
E os clichês? Coisa chata, mas aquela coisa da pobre boazinha e da rica ruinzinha existe ainda nas novelas e está sendo protagonizada por Clarissa e Silvia, que aliás serão irmãs. Clarissa é dislexica, luta para estudar (mas sabe beijar na boca e seduzir o bonitinho Duda, pois há coisas que não se aprendem nos livros). Essa é a coitadinha da história. Mas faz parte do jogo. A figura do “coitado” é um ícone nos países cristãos. Pena que até num caso importante como a dislexia, a emissora prefira mostrar o lado do “oh, coitadinha” em vez de mostrar que é possivel dar a volta por cima e viver a vida normalmente.

Silvia, a personagem de Alinne Moraes, com mais botox do que nunca e modelitos maravilhosos, vivendo uma rebelde que pode até não ter causa, mas tem ainda menos caráter. Em contra-partida é cheia da grana e o alvo perfeito para Marconi Ferraço aplicar novo golpe (se conseguir, claro, já que a bandida prefere ser meliante que nem ele).

Branca, Suzana Vieira, não chega a ser o melhor papel da atriz. Mesmo com a rivalidade entre a dona da universidade e Celia Mara (Renata Sorrah), não deve se repetir a rixa Maria do Carmo X Nazaré de Senhora do Destino. Pelo menos não como em Senhora do Destino. Dessa vez, não há vilã e mocinha. Apenas duas mulheres que foram mal casadas, e se relacionaram com o mesmo homem (João Pedro, que morreu no inicio da trama) que no fundo era um cafajeste que enrolava as duas e não tinha coragem de tomar uma decisão.

Eas tchutchucas? Solange e Gislaine são bonitas, jovens, charmosas e querem mais do que viver na favela. Na de procurar um namorado bacanão quase se estrepam pois acabaram na mão de mauricinhos encrenqueiros. São inimigas intimas, claro, porque embora andem juntas e sejam “parceiras” já dá pra perceber que uma inveja a outra (porque não sei). Andreia Bijou: a atriz Débora Nascimento é linda, mas o que poderia ser um conflito interior intenso que até poderia dominar a novela - ser mãe de santo ou rainha de bateria? - com certeza vai morrer no vazio. Falta profundidade na interpretação e no texto. Preferiram apenas explorar a sexualidade e a violência e temas como esse, o sagrado, acabam perdido.

Ah, o sagrado… Vamos respeitar a fé de Gioconda na N.S. da Medalha Milagrosa (eu também acredito nela e garanto: move montanhas). Vamos também respeitar as belas cenas do terreiro de Mãe Bina (Chica Xavier) que infelizmente foram tiradas do ar, sabe-se lá por que (mas eu acredito em forças conservadoras…).

Quem seria a mais “cachorra” da novela? Amara? Débora? Gislaine, que chegou a fazer top less nos primeiros capitulos? Não, em minha opinião é Edivânia (Susana Ribeiro). Tá. Ela se veste com saias compridas, blusas de manga comprida, não usa maquiagem, não depila a sobrancelha, mas e daí? Vai disfarçada ao bar de Jojô e pior: tem a mente povoada dos piores pensamentos principalmente com relação a Ezequiel. Muitas das “maldades” humanas estão nas mentes poluidas das pessoas. E isso Edvania personifica muito bem.

Com Maria Eva, Leticia Spiller interpreta mais uma perua em sua carreira. Dessa vez, uma perua do bem. O que até faz sentido. Há peruas que embora andem com excesso de enfeites por metros quadrados são boas esposas e mães. Maria Eva é assim. Ela gosta de luxo mas não faz cara feia para pegar no batente e ajudar o marido com as despesas da casa.. Mas solta as frangas dançando no queijo em sessões privês. Ah, e adora holofote, confete, coluna social.

Hum, falta Julia… Nem sei o que dizer. Uma personagem que poderia explodir e está bem fraquinha. Hoje alguem comentou comigo no salão de beleza (claro, onde mais há mulheres reunidas com tempo para falar sobre novela): “se fosse Cleo Pires ia dar um banho”… Isso, se fosse. Mas Debora Falabela dá pena, coitadinha… Só ganha da Maria Paula, de Marjorie Estiano. Ah, esta é a protagonista da história? Você tem certeza?

Friday, January 18, 2008



TV: alguns filmes, novela e o Big Brother...

Ridículo, simplesmente ridículo matarem Juvenal Antena e depois ressucitarem. O clone de ACM merecia ficar descansando. Quem sabe por uns belos anos até o espectador esquecer o fiasco que tem sido Duas Caras.

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Falando em fiasco, nada pior do que o tal Festival de Sucessos que a Globo anda anunciando. Cada filme pior que o outro e o espectador se pergunta: sucesso? que sucesso? só se for na casa dos programadores de cinema da emissora.

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Como nem tudo está assim tão ruim, aplausos para quem resolveu reexibir Pocahontas na Sessão da Tarde. O desenho é um dos melhores da Disney e um belo e já saudosista momento em animação 2D.

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Big Brother: vai rolar baixaria. Ainda não rolou mas já está ensaiado entre os participantes da oitava edição do reality show. Foi-se a primeira chata, Jaqueline, mas outros ficaram...

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Há quem se pergunte quem será a Grazi da vez: a gaúcha e também miss Natalia, ou a santista Juliana que vem fazendo doce e fingindo ser moça de familia em vez de ceder aos encantos de Alexandre.

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Mui esquisito: Marcelo dizendo "em segredo" que é homossexual e Tatiana rejeitando a bela declaração de amor que Marcos lhe fez. Tem truta nisso.

Thursday, December 13, 2007



O Supermercado Bom Preço da Pituba pode ter melhorado no visual mas no atendimento está pior que nunca. Principalmente na sessão de fatiados.

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Dois funcionários atendem a fila. Só que um só corta queijo e o outro só corta presunto. Se todo mundo da fila só quiser presunto, que espere. O cortador de queijo nem se abala...

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Atenção galera: bom ficar prevenido, tomar uma dose extra de vitamina ou mesmo vacina. Com o "enxame" de fim de ano em lojas, shoppings e outros pontos, o virus da gripe anda mais forte do que nunca.

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Foi divulgado esta semana o resultado do IV Premio AMB de jornalismo. O grande vencedor foi o jornal O Globo com a matéria O Brasil vive o crime sem castigo. Autor: Silvia Fonseca Barbosa Torres e equipe

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E o Banco do Brasil heim? Depois que mudaram o pagamento dos funcionários estaduais para lá as agencias do BB andam insuportáveis de tão lotadas. Os funcionários do banco reclamam. Mas cadê as providencias?

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Atenção secretaria de transito, em menos de uma semana, duas batidas praticamente no mesmo ponto da Avenida Paulo VI (perto do Correio e em frente a casa das tias do prefeito João Henrique Carneiro).

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Uma delas, na madrugada de domingo, teve graves consequencias com explosão de poste de luz e tudo mais. Resta saber o que eles esperam para reforçar a fiscalização e conter os "apressadinhos" antes que o pior aconteça.

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Falando em trânsito, as ruas de Salvador andam insuportáveis de tão lotadas. E não só as ruas como as calçadas de pedestres, já que os motoristas não respeitam ninguem que anda a pé, mas alegam falta de estacionamento.

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Época de confraternização: os restaurantes da cidade andam superlotados. Até os mais caros, diga-se de passagem, já que para fazer festa o baiano não economiza mesmo.

Monday, December 03, 2007



Novidades da Tela Grande - A lenda de Beowulf

Uma das promessas do Oscar 2007/2008 já está em cartaz nos cinemas: A Lenda de Beowulf. Para quem se interessa por mitologia, o filme é baseado num dos mais antigos poemas épicos de lingua inglesa e remonta a eras muito remotas. Quem assina a direção, é um mestre da fantasia, Robert Zemeckis, que fez De volta para o futuro, levou um Oscar por Forrest Gump e é autor do bonitinho mas desprestigiado Expresso Polar, entre outros.

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A história gira em torno do guerreiro escandinavo Beowulf que precisa libertar a terra do monstro Grendel, quando a mãe dele furiosa, entra no ataque. Só esses ingredientes já valem um filme de ação e fantasia, mas Zemeckis usou uma técnica em que o desempenho dos atores é transformada em animação por computação gráfica. O roteiro, assinado por Neil Gaiman, dos quadrinhos Sandman, e Rober Avary, co-autor de Pulp Fiction, não chega a seguir a historia (lida nas escolas pelos estudante nos países de lingua inglesa) mas nenhum roteiro baseado em livros chega a ser fiel…

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No elenco, a produção não economiza nomes famosos. Um deles o da “darling” do momento, Angelina Jolie, mais uma vez em papel de mãe cruel (o outro foi em Alexandre, que aliás o SBT exibiu ontem, domingo, a noite). John Malkovitch é outro nome no elenco e o galês, par do reino e oscarizado Anthony Hopkins também está no filme que já está nas apostas para o Oscar na categoria melhor animação. Se não levar o Oscar, Beowulf ganha as bilheterias: só num único fim de semana, faturou mais de 1 milhão de dólares nos Estados Unidos.
Serviço

titulo: A lenda de Beowulf
direção: Robert Zemeckis
genero: ação/animação

com: Anjelina Jolie, John Malkovitch, Anthony Hopkins

Locais de exibição e horários:

Cinemark - Cinemark 6 ( 235 lugares)
17:10; 19:40; 22:10
Cinemark - Cinemark 7 ( 235 lugares)
14:30; 17:10; 19:40; 22:10
UCI Shopping Aeroclube - Sala 1 ( 552 lugares)
15:05; 17:30; 19:55
Multiplex Iguatemi - Sala 4 ( 291 lugares)
13:00; 15:20; 17:40; 20:00; 22:20
Multiplex Iguatemi - Sala 9 ( 323 lugares)
14:00; 16:20; 18:40; 21:00

(Maria de Fatima Dannemann)


Quem diria, mas as autoridades andam lendo esta coluna. Carros da SET tem sido vistos fiscalizando a Av. Paulo VI. Agradecemos: a leitura e as providencias.

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Da série “pode acreditar que é verdade”: Shopping Salvador bombando em seu primeiro domingo. Lojas lotadas, especialmente as que vendem eletrodomésticos.

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Mais uma da mesma série: bairro pacatíssimo, daqueles ainda bem residenciais, o Costa Azul tem monte de botecos por metro quadrado. Todos bombando no final de semana.

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Dica para quem quer uma ceia de natal “saudisticamente” correta: bacalhau dessalinizado. Sim, isso existe e está a venda nos supermercados. Os hipertensos agradecem.

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E os provedores continuam aprontando. O “superruing” por exemplo, cobra caro. Mas o serviço de e-mail, apesar das mudanças, continua ruim.

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Sábado a tarde, no pra começar, aulão de dança do grupo Suingue Raça com a presença de todos os alunos dos integrantes do grupo. No comando, o professor Roberto.

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Da série “será que isso existe?”: procura-se desesperadamente alguem que tenha perdido vestibular de faculdade particular.

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Isto porque uma candidata ao vestibular de administração, mesmo reprovada, foi convidada a estudar direito. Claro que ela aceitou…

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Aliás, aluno em escolas, faculdades, cursinhos e até academias, deixou de ser aluno. É chamado de cliente pelos diretores (ou seriam proprietários?).

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Falando em estudos, ridicula a situação da novela Duas Caras: se Branca é a dona da universidade porque ela simplesmente não demite Heriberto e os professores rebeldes e acaba o problema?


Clássico, 17 anos depois

Fatima Dannemann

No cinema, Uma Linda Mulher (Pretty Woman) veio um tanto mutilado com censura livre. Em DVD, sem tanta frescura, a edição comemorativa dos 15 anos, lançado há dois anos atestam: o filme de Garry Marshall, com Richard Gere e Julia Roberts já é um clássico e é cheio de charme. O maior mérito é retratar o sonho de qualquer mocinha ou bandida: o de arrumar um príncipe que lhe resgate da vida normalzinha do dia a dia para um mundo glamouroso, fashion e cheio de divertimentos.

Sentar-se em frente a TV e assistir ao filme pode ser um bom programa para depois da praia. Mais jovens, Julia Roberts e Richard Gere já ensaiam os passos dos “monstros sagrados” do cinema que eles se tornaram. Ela principalmente. Erin Brokowicz, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 2000, coroa Julia Roberts como uma das melhores atrizes de sua geração e sem precisar ser nenhuma beldade. Ela interpreta Vivian Ward, a prostituta resgatada das ruas de Hollywood pelo milionário Edward Lewis com tanta naturalidade que dá até para esquecer que é apenas uma personagem.

A história pode até parecer meio boba. Um milionário, Edward, se perde em Hollywood e pede à garota de programa interpretada por Julia que ele encontra nas ruas que lhe mostre o hotel (o Beverly Willshire, hoje ponto turistico exatamente por causa do filme) onde está hospedado. Conversa vai, transa vem, ele contrata a menina (sim, menina, apesar da profissão ela tem um irresistível ar de inocencia que encanta as pessoas entre os quais o gerente do hotel e o milionário idoso no qual Edward quer passar a perna) por uma semana. Ai o filme começa.

Entre restaurantes, jogos de polo, boutiques da Rodeo Drive, há pausa para a ópera e, como não podia deixar de ser, é La Traviata, que conta uma história parecida mas sem final feliz. No final, mocinhos vencem os vilões mas cai o pano e é preciso voltar a real. Mas a vida está diferente para todo mundo e é ai que… Bom, não é segredo, mas o final é digno dos filmes de princesa. Edward aparece numa limusine, tocando uma das árias da Traviata (tinha que ser) com flores nas mãos e sobe a escada de incendio para “salvar” a mocinha.

“Ah, o filme é bobo, é leve”. Quem pensa assim, que se choque com as imagens sanguinolentas de Tropa de Elite ou veja o Jornal Nacional. O mundo precisa de leveza, a vida precisa de momentos amenos, e qualquer pessoa precisa acreditar que os sonhos são possíveis. Se esse sonho vem de uma fábrica que sabe dar seu recado com competência, Hollywood, melhor ainda. Talvez Pretty Woman não tenha o mesmo charme de dois clássicos sobre garotas de programa, Irma la Douce e Bonequinha de Luxo. Mas tem o final que todas as mocinhas (e bandidas) sonham. E isso basta.