Saturday, April 19, 2008



Esportes na Tunisia

uma coisa eu notei em minhas andanças pelo deserto: os tunisinos gostam de futebol. Se não gostarem de jogar - a seleção de lá não é essas coisas e meu sobrinho me recomendou para que eu não comprasse camisa de futebol para ele - adoram assistir.

Em Djerba, lembro que até a boite do hotel parou no domingo a noite porque o DJ foi assistir ao classico Costa do Marfim x Ghana. C lassico, sim, da copa da África.

Seja como for, nas cidades maiores há cartazes como esse da foto - além de quadras esportivas.

E eles são bilingues. Numa imagem, texto em frances. na outra, aquela indecifravel linguagem árabe que parece eletrocardiograma.
Por dentro dos oásis



Eu nunca tinha visto um pé de tâmara antes. Aliás, jurava de pé junto que as tâmaras nasciam em árvores frondosas como jaqueiras, mangueiras, etc.

Eu também achava que oásis eram aqueles lugares cheios de sheiks, odaliscas e muito luxo. Não é bem assim, não. Oásis são lugares onde tem água e na tunisia, são aproveitados para o cultivo de tudo o que eles consomem principalmente tâmaras.

Este oásis da foto é o de Gabes, no litoral. A cidade é horrorosa, mas ai dentro do palmeiral é bonito e a paz que se sente perambulando entre as árvores é enorme. Em Gabes, eles produzem não somente tâmaras como essências, temperos, especiarias, ah, e henna. Muita henna. Porque o cabelo dos tunisinos seria tão bonito, heim?

Wednesday, April 09, 2008

E ainda é pouco

Fatima Dannemann

Bochicho da semana nos meios jornalísticos: Ziraldo e Jaguar terão direito, cada um, a R$1 milhão de indenização por danos sofridos no período da ditadura quando estiveram a frente do jornal Pasquim. O que deveria ter sido visto como uma conquista para o jornalismo brasileiro, acabou recebendo críticas por parte dos que se esqueceram do significado do Pasquim para o Brasil da década de 60, achando que a verba deveria ser destinada a um dos programas assistenciais do pais (que não chegam pra resolver problemas crônicos de analfabetismo, fome, etc). Serão ao todo R$ 11 milhões a serem distribuidos entre 20 jornalistas que tiveram problemas com as forças repressoras e os ex-diretores do Pasquim recebem a maior parte além de uma pensão vitalícia de cerca de R$4 mil.

Coitadinhos à parte - não é não pagar a indenização aos diretores do Pasquim que vai deixar ninguem mais letrado ou mais saudável nesse pais - é bom lembrar o que o Pasquim significou para a própria história do jornalismo brasileiro. Hoje, pode até haver outros modelos, formatos e prioridades, mas o jornal representou muito mais do que um simples meio de fazer oposição ao regime militar de uma forma engraçada, e ferozmente crítica. O Pasquim foi o retrato de um Brasil que não volta mais: um país culto, que assistia a filmes franceses, discutia psicanálise e filosofia nas praias, tinha uma moda brasileira e made in Rio, em que se contavam piadas e riam-se as gargalhadas sem ter que obedecer a “padrões” ou a “códigos” estabelecidos deus-sabe-por-quem até porque já existia uma censura oficial a ser burlada.

Foi um jornal que deu certo numa época em que nada dava certo. Millor Fernandes, colaborador e depois diretor do jornal, saira de uma experiencia fracassada com a revista Pif Paf antes de embarcar no Pasquim. Nego ria, debochava não acreditava, mas não só o jornal deu certo como deu cria (o Planeta Diário, hoje transformado em Casseta e Planeta). A redação era em Ipanema, as entrevistas feitas nos bares e envolviam pessoas das mais diversas vertentes como o colunista (e mito) Ibrahim Sued e a atriz (e mito) Leila Diniz.

Bastavam detalhes como esses para lembrar que a indenização a ser recebida ainda é pouca para o que o jornal representou. Em novembro de 1970, 9 integrantes da equipe foram presos Sergio Cabral, Luis Carlos Maciel, Tarso de Castro, Fortuna, Paulo Garcez, Paulo Francis, o funcionário Haroldo além de Jaguar e Ziraldo. Foram dois meses na cadeia, mas o Pasquim continuou circulando normalmente por conta do trabalho de Henfil, Millor Fernandes e mais alguns colaboradores. Muitas das edições foram apreendidas nas bancas e por conta da censura em 1971 a equipe devia entre 200mil e 400mil dólares. Foi quando Tarso de Castro foi afastado e Millor Fernandes foi sanear o jornal o que conseguiu em 1975.

A partir do final dos anos 70, começo dos 80, o Pasquim se coligou a partidos políticos. Ziraldo perdeu suas cotas numa aposta com Jaguar. Ele não acreditava que Brizola fosse eleito. Perdeu a aposta e o jornal que ficou apenas com Jaguar e já não era a mesma coisa. Para sair, precisava ser encartado em outros jornais. Ficou político e chato. No final dos anos 80 foi vendido e em 91 deixou de circular.

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Leila Diniz, Ibrahim Sued e outras lendas

As peruas e patricinhas que ficam o dia inteiro na academia e no salão malhando, fazendo chapinha, regimes e tratamentos para parecer - em tudo, especialmente na falta de opiniões próprias - com a Boneca Barbie não têm a menor noção do que Leila Diniz representou e tudo o que ela passou por conta de uma simples entrevista a um jornal. Simples, não. Uma entrevista feita por algumas das principais cabeças pensantes do país, num bar de um bairro que era lenda na época e até deu música, Ipanema.

A edição que teve Leila na Capa foi uma das principais do Pasquim, cerca de 120 mil exemplares vendidos. Na conversa com a turma do tabloide, Leila soltou não somente as frangas como o verbo. Nada menos do que 72 palavrões foram substituidos por astericos. Relato de sua vida sexual tomou conta das páginas do Pasquim e desgostou a Rede Globo que simplesmente demitiu a atriz, que na época atuava em novelas. Leila morreu em 72. Muito antes da intolerância e dos exageros cometidos em nome do “politicamente correto”.

Mas, tem muito mais. Outro entrevistado famoso do jornal foi Ibrahim Sued. Alguem que revolucionou o colunismo social porque não ficava só elogiando vestido ou falando de fotos. Inventou termos como “pantera”, “geração pão com cocada”, “a demain que eu vou em frente”, e até dava toques sobre quem tinha brigado com quem (”não convidem para a mesma mesa…”)

Nas livrarias, há uma edição especial do Pasquim encardenada para quem quiser rever o jornal ou quem quiser conhece-lo melhor. Outros colaboradores também foram ícones do Brasil dos anos 60 (mais culto e mais charmoso… diga-se de passagem) Odete lara - ex-musa do Cinema Novo e hoje budista, Jô Soares, Vinicius de Morais, Glauber Rocha além de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Para quem não sabe, Jaguar criou mais de 20 mil cartuns e sofreu atentado a bomba no tempo da ditadura. Foi ele, também, quem publicou o livro “o que é isso companheiro” de Fernando Gabeira. Ziraldo, entre outras coisas, criou nos anos 60 a inesquecível Turma do Pererê, quadrinhos 100 por cento made in Brasil, e mil outros personagens famosos entre os quais O Menino Maluquinho.


novelas, reality shows, noticiarios…

Fatima Dannemann

Antes, o que dava Ibope era “sacanagem”. Agora, o que dá Ibope é violência. Pior para quem não aguenta “porrada” ainda que a pancadaria seja nos outros. Começa pelas novelas. Na Record, encheram o horário nobre de vampiros e mutantes. A pancadaria come solta na história que tem - pasmem - o titulo de Caminhos do Coração e vai até ganhar uma segunda parte.

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Para que sentar para assistir violência se nem é preciso chegar a janela para assistir à violência ao vivo? Nos bairros populares há tiroteio quase todos os dias nos fins de linha. Nos bairros nobres (???) a violência salta aos olhos em pleno trânsito. Alguem invade um sinal, quase lhe atropela e quando você reclama ouve: “poxa, meu carro é importado”. SET? Esqueça… Você ouvirá do fiscal “você quer que eu fique em pé fiscalizando?” Enquanto isso, um ladrão pé de chinelo rouba uma bolsa. Fregueses de um bar lotado resolvem dar uma surra no meliante (que em países mulçumanos ficaria anos e anos na penitenciaria mas aqui é apenas um “oh, coitado…”). Polícia chega, atira para o alto. Dane-se se a bala pode pegar alguem num prédio distante. Acaba a festa no bar e os sonhos e sono de quem descansava depois do almoço.

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Enquanto isso, o psiquiatra Marcelo ganha fama e sucesso por fazer violência e terrorismo mental no BBB8. Numa turma fraca, de mulheres lindas mas meio burras e homens feios mas bastante bobos ao ponto de namorarem com tres colegas, ainda reclamaram de Gisele. A própria Globo alegou que a moça só andava isolada e emburrada. Ninguem notou que ela foi vítima da pior violência: o preconceito e o racismo dos sulistas que se acham “melhores” do que quem mora no Norte embora demonstrem justamente o contrário quando não distinquem Ceará de Pernambuco ou Bahia de Sergipe.

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Finalmente, Duas Caras. Depois da batalha na Portelinha, depois de Edivânia comandar o massacre contra o trio (agora quarteto) gay - Dalia, Heraldo, Bernardinho e agora Carlão, depois do Sufocador de Piranhas, Silvia resolve tentar matar o menino Renato por ciumes de Ferraço. E mais: Celia Mara resolve perseguir Branca por todos os meios e acaba vítima de assalto em plena rua com a TV mostrando todos os detalhes.

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E ainda é pouco, pois o que a TV mostrou nos ultimos dias, chocou o país, a morte da menina Isabela Nardoni. Uma menina de cinco anos vai passar o fim de semana com o pai e aparece morta no jardim. Caso esquisito, estranho, mas antes de ficar julgando ou fazendo especulações, melhor seria esperar o resultado das investigações oficiais. Afinal, sair acusando ou dando opiniões é tão criminoso quanto: se o acusado for inocente?

Monday, March 17, 2008


Flores para quem merece flores e espinhos para quem precisa
Flores para:
- Renatinha Roriz
- Tom Cavalcante e os Bofes de Elite - que estão tirando audiência da Globo
- Felipe Massa
Espinhos para:
- Equipe da novela Duas Caras por causa do excesso de violência
- Hugo Chaves e George W Bush - são mais parecidos do que eles sonham
- Thatiana Bione - pelo ar fake...

MUITO LOUCO DOIDÃO...
Um cartaz de filme em Tunis, capital da Tunisia.reparem que a escrita arabe parece eletrocardiograma...
Falando em muito doidão, ontem o Dr Marcelo conseguiu o que queria, mais de 15 minutos de Fama montando consultório no Fantástico...
Estou lendo O livreiro de Cabul. Legal. Não ótimo. Apenas bom, mas vale a pena. Perto do que eu estou lendo, a Tunísia, com todas as restrições, é a ilha da Fantasia...

Saturday, March 08, 2008

QUEM FOI SEM NUNCA TER SIDO...
Fatima Dannemann




Lembro do dia em que Carol morreu. Nunca vi tantas moções de pesar na net. Quando descobriu-se que a defunta não se chamava Carol nem era uma adolescente estudante de direito com a perna (eternamente, aliás) quebrada e engessada, mas Aline, uma "coroa" de mais de 40 anos, tão obesa e doente que não saia de casa, ninguém retirou as condolências e a chamou de falsária. Pelo contrário, em um site de altar virtual as chamas das velas animadas ardeu mais do que nunca. Todo mundo perdoou a pobre coitada que inventou toda essa mentira apenas porque "era doente, sem esperança na vida". E a pior doença de Carol era a mentira e a maldade, a prepotência com que tratava pessoas que não formatam mensagens "me recuso a ler mensagem sem figura ou música". Mas foi um tal de perdoar Carol... E vi perdoando a defunta gente que meses antes me condenou a fogueira quando denunciei o roubo do meu poema Bolero. Eu, mesmo coberta de razão, era a "má, demônia, desgraçada que estava reclamando só porque um coitadinho que não sabia escrever tirou meu nome do poema e colocou o de Drummond". Pois é. E além de condenada eu ainda ouvi de amigos do ladrão "poxa, você é egoísta, tem mais de mil poemas e reclama de unzinho".

Mas corta... Falar da net é fácil pois na rede acontece de tudo: suicidas voltam do mundo dos mortos, bruxas posam de médicas e tratam das tias de amigas virtuais, beldades namoram o bebum ancorado na praia mais próxima. Tudo acaba sendo mais ou menos permitido só porque o público aproveita para soltar seus diabos na rede. Não só imitam a vida como vão muito mais além de todos os limites. A falta de vergonha chegou a tal ponto que foi preciso criar delegacias na rede. Conselhos de ética não bastam até porque tem gente que nem sabe o que é isso. E eu até penso em deixar o jornalismo, pedir matricula especial pra direito e virar advogada especializada em Internet (mas agindo aqui fora, claro, porque não acredito em cadeia virtual).

Prefiro falar do mundo real. Como a figura do mal acaba sendo confundida com sofrimento. Vai ver que é porque é sofrimento que as pessoas más atraem não só para suas vítimas, mas para si próprias. Uma vez, quebrei o maior pau no jornal: mataram um bandido perigoso, o Toinho. Pois colocaram o cara como se fosse vítima da sociedade mesmo ele tendo invadido uma casa, estuprado e matado três adolescentes, matado o pai delas e feito a mãe e avó se suicidarem, para roubar uma merreca (era casa de veraneio, sem nada de maior valor dentro dela). Eu me zanguei. Outra vez, só faltaram me bater quando eu falei que tanto faz roubar um banco como um cotonete, o delito é o mesmo, e quando falei que mentiras não me interessam simplesmente porque não podem ser sinceras. É bem assim. Bastou merendar fora do recreio e vira herói. Osama Bin Laden ganhou fãs em todo o mundo (eu assumo que sou uma delas), Leonardo Pareja, um criminoso, seqüestrador e assaltante, que tripudiou e fez gato e sapato da policia de quatro ou cinco estados, foi enterrado com honras de herói.

E a velha mania de achar que a bota pode roer o rato e quem anda na contra-mão é que está com a razão. Não é bem assim. Maldade é maldade e em minha cabeça tomar partido dela só faz a pessoa ser tão ruim quanto o outro. Mesmo que seja a titulo de "dar o troco" como tem acontecido nas novelas.

Os valores podem estar temporariamente trocados. Os maus podem fazer seu teatro, posar de vitima, inventar internamentos hospitalares o saúde frágil. Desculpas que não convencem os mais espertos que já começam a dar o troco. Ah, não troco em forma de surras violentas como a que Suzana Vieira deu em Renata Sorrah numa novela. Pagar o mal com o mal é tão ruim quanto apenas ser vítima desse mal. Mas troco em atitudes. Deixando de votar em políticos que não agem de forma limpa, que não são nenhuma flor de pureza. E deixando de dar Ibope as falsas boas da net. Pois é, por mais que haja quem ainda aplauda o lado ruim da vida, a idéia de que só o bem é seguro vai começando a gerar suas primeiras sementes. Quem sabe um dia e...
CARTA DE RAPUNZEL

Fatima Dannemann©

Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.

Monday, February 25, 2008



Placa na Tunisia...

"Pérola" encontrada em meio ao lago salgado Chott El Jerid, um mar interior praticamente seco, que corta a Tunisia ao meio. Um recado para os brasileiros que mal param o carro saem comprando as mais loucas lembrancinhas como rosas do deserto, escorpiões encrustados em pedras ou cobras conservadas em formol...

Saturday, January 26, 2008

Restaurantes de Salvador: points entre a Pituba e o Itaigara…

Fatima Dannemann

Incrivel o numero de novos bares no Parque N.S. da Luz, fim de linha da Pituba e Adjacencias. Entre o Doc, que ganhou o premio de melhor chop da Veja Salvador e o recem inaugurado Bartolomeu, a área está bombando. Para quem chorava o fim da Casa Amarela e To nem ai (este virou uma casa abandonada com um mato alto em volta, o que dá medo aos transeuntes), boa noticia.

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O Doc faz o gênero americano na linha gastronomia chic e rápida enquanto o Bartolomeu é completamente diferente, um bar aberto mais voltado para universitários, biriteiros, boêmios e todas as demais opções válidas. Perto dali, o Absoluto mistura crepe, pizza e bar com decoração transadinha e telões de LCD com clips moderninhos.

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Nessas mesmas imediações, quem faz a linha correta pero no mucho pode trocar o alcool pelo açúcar (a matéria prima - cana - é quase a mesma, e os beneficios e maleficios semelhantes com a atenuante de que ninguem vai preso por dirigir depois de comeer um doce) e tomar um chá das cinco. Duas opções legais: o Doce Sonhos (a versão original da casa de chá que hoje se espalha por outros pontos da cidade) e o Ganache.

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Há também o Frans Café, com serviço 24 horas e jornal para quem quiser ler. O Granulado (que nem é lá essas coisas, já que o serviço é pessimo). Voltando as biritas, por essa região mesmo (entre a Praça Ana Lucia Magalhaes, itaigara e Pituba) tem o Quintal de Casa, perto da clínica Multiclin.

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Ah, e os restaurantes orientais? nessa região tem chineses, como o Kirin, japoneses, Joia e Aice Zuchi além do Yakissoba, na Paulo VI perto do Colégio Militar. Mas, esse será tema de outro texto, em breve.

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Se você ama algo mais popular, caminhando até a Paulo VI, tem duas padarias legais, A Francesa e o Superpão. Ah, sem falar no bar, tabuleiro de acarajé, lanchonete que funciona anexo ao supermercado Bonus, do tipo baratinho mas que fica bombando na hora do happy hour. Para quem mora nessa região (ou até para quem mora mais longe e quer explorar novos horizontes) é um prato - literalmente - cheio.
Nenhuma mulher é toda boa em Duas Caras

Fatima Dannemann

Sou noveleira e assumo. Certo, errado, faz parte da cultura do Brasil e, como brasileira, apenas vou na onda e assisto. Critico, passo mal nas cenas de violência, ameaço nunca mais ver nada mas no outro dia, olha eu lá. Assim tem sido desde que começou Duas Caras, de Agnaldo Silva, uma novela que tinha tudo para ser diferente, legal, com a cara do país mas que está descambando para o clichê, para uma apologia ao conservadorismo e a violencia. Poderia até ser bem humorada, já que o mesmo Agnaldo é autor de algumas pérolas como Fera Ferida, Pedra sobre Pedra e da versão televisiva de Tieta. Poderia ser, inclusive, uma bela lição de vida. O brasileiro podia ter visto, numa novela passada num bairro popular, que é preciso pouco para ser feliz. Mas, deixa prá lá.

Enquanto o autor e a Globo continuam sem noção de nada, achando que estão agradando cem por cento, prefiro falar sobre as mulheres da novela. Justo no verão da “toda boa”, as mulheres em Duas Caras não são flor que se cheire. E eu nem falo de Amara, a mafiosa esposa de Bernardão, interpretada por Mara Manzan, ou Débora, a aprendiz de periguete interpretada por Juliana Knust (que está bem apesar do excesso de maquiagem dar impressão de ter posto massa corrida no rosto). Falo de todas. Ou quase todas.

Até a melhor das personagens femininas tem defeitos pois vive desmaiando, e até pouco tempo atrás tomava uma porção de comprimidos. Em meio a guerra dos mafiosos na Portelinha (sim, mafiosos, e Juvenal Antena é um deles…) Foi que ela acordou para a vida e descobriu a guerreira dentro de si. Isso mesmo. Gioconda, talvez pela força do talento de Marilia Pera, garantiu para si os holofotes da novela. Pior para Marjorie Estiano, uma das piores decepções da nova safra de atriz como uma protagonista que não faz falta na história. Gioconda, acho, deve brilhar ainda mais porque vai trabalhar na ong da Condessa e com certeza deve mostrar alguma garra e muita sensibilidade (pelo menos a da atriz Marilia) como aconteceu no discurso que fez durante as cenas violentas da guerra da Portelinha.

De enfermeira a dançarina de boite, ela vira professora e está prestes a se tornar estudante. Mãe devotada ou esposa dedicada a sustentar uma familia, isso é discutível. O fato é que Alzira (Flavia Alessandra) fez a brasileira comum e normal soltar a cachorra que existe dentro dela e popularizou uma nova modalidade, a pole-dance. Ela e as dançarinas da boite mostram que “massagistas” podem ser esposas, e mães amorosas (embora os filhos da “Outra” só apareçam sozinhos em casa), serem estudiosas (Vesga e Denise farão faculdade graças ao provão do professor Macieira). Elas sabem ser simpáticas e corajosas, quando o sufocador deixa.
E os clichês? Coisa chata, mas aquela coisa da pobre boazinha e da rica ruinzinha existe ainda nas novelas e está sendo protagonizada por Clarissa e Silvia, que aliás serão irmãs. Clarissa é dislexica, luta para estudar (mas sabe beijar na boca e seduzir o bonitinho Duda, pois há coisas que não se aprendem nos livros). Essa é a coitadinha da história. Mas faz parte do jogo. A figura do “coitado” é um ícone nos países cristãos. Pena que até num caso importante como a dislexia, a emissora prefira mostrar o lado do “oh, coitadinha” em vez de mostrar que é possivel dar a volta por cima e viver a vida normalmente.

Silvia, a personagem de Alinne Moraes, com mais botox do que nunca e modelitos maravilhosos, vivendo uma rebelde que pode até não ter causa, mas tem ainda menos caráter. Em contra-partida é cheia da grana e o alvo perfeito para Marconi Ferraço aplicar novo golpe (se conseguir, claro, já que a bandida prefere ser meliante que nem ele).

Branca, Suzana Vieira, não chega a ser o melhor papel da atriz. Mesmo com a rivalidade entre a dona da universidade e Celia Mara (Renata Sorrah), não deve se repetir a rixa Maria do Carmo X Nazaré de Senhora do Destino. Pelo menos não como em Senhora do Destino. Dessa vez, não há vilã e mocinha. Apenas duas mulheres que foram mal casadas, e se relacionaram com o mesmo homem (João Pedro, que morreu no inicio da trama) que no fundo era um cafajeste que enrolava as duas e não tinha coragem de tomar uma decisão.

Eas tchutchucas? Solange e Gislaine são bonitas, jovens, charmosas e querem mais do que viver na favela. Na de procurar um namorado bacanão quase se estrepam pois acabaram na mão de mauricinhos encrenqueiros. São inimigas intimas, claro, porque embora andem juntas e sejam “parceiras” já dá pra perceber que uma inveja a outra (porque não sei). Andreia Bijou: a atriz Débora Nascimento é linda, mas o que poderia ser um conflito interior intenso que até poderia dominar a novela - ser mãe de santo ou rainha de bateria? - com certeza vai morrer no vazio. Falta profundidade na interpretação e no texto. Preferiram apenas explorar a sexualidade e a violência e temas como esse, o sagrado, acabam perdido.

Ah, o sagrado… Vamos respeitar a fé de Gioconda na N.S. da Medalha Milagrosa (eu também acredito nela e garanto: move montanhas). Vamos também respeitar as belas cenas do terreiro de Mãe Bina (Chica Xavier) que infelizmente foram tiradas do ar, sabe-se lá por que (mas eu acredito em forças conservadoras…).

Quem seria a mais “cachorra” da novela? Amara? Débora? Gislaine, que chegou a fazer top less nos primeiros capitulos? Não, em minha opinião é Edivânia (Susana Ribeiro). Tá. Ela se veste com saias compridas, blusas de manga comprida, não usa maquiagem, não depila a sobrancelha, mas e daí? Vai disfarçada ao bar de Jojô e pior: tem a mente povoada dos piores pensamentos principalmente com relação a Ezequiel. Muitas das “maldades” humanas estão nas mentes poluidas das pessoas. E isso Edvania personifica muito bem.

Com Maria Eva, Leticia Spiller interpreta mais uma perua em sua carreira. Dessa vez, uma perua do bem. O que até faz sentido. Há peruas que embora andem com excesso de enfeites por metros quadrados são boas esposas e mães. Maria Eva é assim. Ela gosta de luxo mas não faz cara feia para pegar no batente e ajudar o marido com as despesas da casa.. Mas solta as frangas dançando no queijo em sessões privês. Ah, e adora holofote, confete, coluna social.

Hum, falta Julia… Nem sei o que dizer. Uma personagem que poderia explodir e está bem fraquinha. Hoje alguem comentou comigo no salão de beleza (claro, onde mais há mulheres reunidas com tempo para falar sobre novela): “se fosse Cleo Pires ia dar um banho”… Isso, se fosse. Mas Debora Falabela dá pena, coitadinha… Só ganha da Maria Paula, de Marjorie Estiano. Ah, esta é a protagonista da história? Você tem certeza?

Friday, January 18, 2008



TV: alguns filmes, novela e o Big Brother...

Ridículo, simplesmente ridículo matarem Juvenal Antena e depois ressucitarem. O clone de ACM merecia ficar descansando. Quem sabe por uns belos anos até o espectador esquecer o fiasco que tem sido Duas Caras.

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Falando em fiasco, nada pior do que o tal Festival de Sucessos que a Globo anda anunciando. Cada filme pior que o outro e o espectador se pergunta: sucesso? que sucesso? só se for na casa dos programadores de cinema da emissora.

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Como nem tudo está assim tão ruim, aplausos para quem resolveu reexibir Pocahontas na Sessão da Tarde. O desenho é um dos melhores da Disney e um belo e já saudosista momento em animação 2D.

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Big Brother: vai rolar baixaria. Ainda não rolou mas já está ensaiado entre os participantes da oitava edição do reality show. Foi-se a primeira chata, Jaqueline, mas outros ficaram...

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Há quem se pergunte quem será a Grazi da vez: a gaúcha e também miss Natalia, ou a santista Juliana que vem fazendo doce e fingindo ser moça de familia em vez de ceder aos encantos de Alexandre.

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Mui esquisito: Marcelo dizendo "em segredo" que é homossexual e Tatiana rejeitando a bela declaração de amor que Marcos lhe fez. Tem truta nisso.

Thursday, December 13, 2007



O Supermercado Bom Preço da Pituba pode ter melhorado no visual mas no atendimento está pior que nunca. Principalmente na sessão de fatiados.

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Dois funcionários atendem a fila. Só que um só corta queijo e o outro só corta presunto. Se todo mundo da fila só quiser presunto, que espere. O cortador de queijo nem se abala...

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Atenção galera: bom ficar prevenido, tomar uma dose extra de vitamina ou mesmo vacina. Com o "enxame" de fim de ano em lojas, shoppings e outros pontos, o virus da gripe anda mais forte do que nunca.

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Foi divulgado esta semana o resultado do IV Premio AMB de jornalismo. O grande vencedor foi o jornal O Globo com a matéria O Brasil vive o crime sem castigo. Autor: Silvia Fonseca Barbosa Torres e equipe

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E o Banco do Brasil heim? Depois que mudaram o pagamento dos funcionários estaduais para lá as agencias do BB andam insuportáveis de tão lotadas. Os funcionários do banco reclamam. Mas cadê as providencias?

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Atenção secretaria de transito, em menos de uma semana, duas batidas praticamente no mesmo ponto da Avenida Paulo VI (perto do Correio e em frente a casa das tias do prefeito João Henrique Carneiro).

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Uma delas, na madrugada de domingo, teve graves consequencias com explosão de poste de luz e tudo mais. Resta saber o que eles esperam para reforçar a fiscalização e conter os "apressadinhos" antes que o pior aconteça.

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Falando em trânsito, as ruas de Salvador andam insuportáveis de tão lotadas. E não só as ruas como as calçadas de pedestres, já que os motoristas não respeitam ninguem que anda a pé, mas alegam falta de estacionamento.

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Época de confraternização: os restaurantes da cidade andam superlotados. Até os mais caros, diga-se de passagem, já que para fazer festa o baiano não economiza mesmo.

Monday, December 03, 2007



Novidades da Tela Grande - A lenda de Beowulf

Uma das promessas do Oscar 2007/2008 já está em cartaz nos cinemas: A Lenda de Beowulf. Para quem se interessa por mitologia, o filme é baseado num dos mais antigos poemas épicos de lingua inglesa e remonta a eras muito remotas. Quem assina a direção, é um mestre da fantasia, Robert Zemeckis, que fez De volta para o futuro, levou um Oscar por Forrest Gump e é autor do bonitinho mas desprestigiado Expresso Polar, entre outros.

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A história gira em torno do guerreiro escandinavo Beowulf que precisa libertar a terra do monstro Grendel, quando a mãe dele furiosa, entra no ataque. Só esses ingredientes já valem um filme de ação e fantasia, mas Zemeckis usou uma técnica em que o desempenho dos atores é transformada em animação por computação gráfica. O roteiro, assinado por Neil Gaiman, dos quadrinhos Sandman, e Rober Avary, co-autor de Pulp Fiction, não chega a seguir a historia (lida nas escolas pelos estudante nos países de lingua inglesa) mas nenhum roteiro baseado em livros chega a ser fiel…

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No elenco, a produção não economiza nomes famosos. Um deles o da “darling” do momento, Angelina Jolie, mais uma vez em papel de mãe cruel (o outro foi em Alexandre, que aliás o SBT exibiu ontem, domingo, a noite). John Malkovitch é outro nome no elenco e o galês, par do reino e oscarizado Anthony Hopkins também está no filme que já está nas apostas para o Oscar na categoria melhor animação. Se não levar o Oscar, Beowulf ganha as bilheterias: só num único fim de semana, faturou mais de 1 milhão de dólares nos Estados Unidos.
Serviço

titulo: A lenda de Beowulf
direção: Robert Zemeckis
genero: ação/animação

com: Anjelina Jolie, John Malkovitch, Anthony Hopkins

Locais de exibição e horários:

Cinemark - Cinemark 6 ( 235 lugares)
17:10; 19:40; 22:10
Cinemark - Cinemark 7 ( 235 lugares)
14:30; 17:10; 19:40; 22:10
UCI Shopping Aeroclube - Sala 1 ( 552 lugares)
15:05; 17:30; 19:55
Multiplex Iguatemi - Sala 4 ( 291 lugares)
13:00; 15:20; 17:40; 20:00; 22:20
Multiplex Iguatemi - Sala 9 ( 323 lugares)
14:00; 16:20; 18:40; 21:00

(Maria de Fatima Dannemann)


Quem diria, mas as autoridades andam lendo esta coluna. Carros da SET tem sido vistos fiscalizando a Av. Paulo VI. Agradecemos: a leitura e as providencias.

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Da série “pode acreditar que é verdade”: Shopping Salvador bombando em seu primeiro domingo. Lojas lotadas, especialmente as que vendem eletrodomésticos.

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Mais uma da mesma série: bairro pacatíssimo, daqueles ainda bem residenciais, o Costa Azul tem monte de botecos por metro quadrado. Todos bombando no final de semana.

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Dica para quem quer uma ceia de natal “saudisticamente” correta: bacalhau dessalinizado. Sim, isso existe e está a venda nos supermercados. Os hipertensos agradecem.

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E os provedores continuam aprontando. O “superruing” por exemplo, cobra caro. Mas o serviço de e-mail, apesar das mudanças, continua ruim.

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Sábado a tarde, no pra começar, aulão de dança do grupo Suingue Raça com a presença de todos os alunos dos integrantes do grupo. No comando, o professor Roberto.

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Da série “será que isso existe?”: procura-se desesperadamente alguem que tenha perdido vestibular de faculdade particular.

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Isto porque uma candidata ao vestibular de administração, mesmo reprovada, foi convidada a estudar direito. Claro que ela aceitou…

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Aliás, aluno em escolas, faculdades, cursinhos e até academias, deixou de ser aluno. É chamado de cliente pelos diretores (ou seriam proprietários?).

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Falando em estudos, ridicula a situação da novela Duas Caras: se Branca é a dona da universidade porque ela simplesmente não demite Heriberto e os professores rebeldes e acaba o problema?


Clássico, 17 anos depois

Fatima Dannemann

No cinema, Uma Linda Mulher (Pretty Woman) veio um tanto mutilado com censura livre. Em DVD, sem tanta frescura, a edição comemorativa dos 15 anos, lançado há dois anos atestam: o filme de Garry Marshall, com Richard Gere e Julia Roberts já é um clássico e é cheio de charme. O maior mérito é retratar o sonho de qualquer mocinha ou bandida: o de arrumar um príncipe que lhe resgate da vida normalzinha do dia a dia para um mundo glamouroso, fashion e cheio de divertimentos.

Sentar-se em frente a TV e assistir ao filme pode ser um bom programa para depois da praia. Mais jovens, Julia Roberts e Richard Gere já ensaiam os passos dos “monstros sagrados” do cinema que eles se tornaram. Ela principalmente. Erin Brokowicz, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 2000, coroa Julia Roberts como uma das melhores atrizes de sua geração e sem precisar ser nenhuma beldade. Ela interpreta Vivian Ward, a prostituta resgatada das ruas de Hollywood pelo milionário Edward Lewis com tanta naturalidade que dá até para esquecer que é apenas uma personagem.

A história pode até parecer meio boba. Um milionário, Edward, se perde em Hollywood e pede à garota de programa interpretada por Julia que ele encontra nas ruas que lhe mostre o hotel (o Beverly Willshire, hoje ponto turistico exatamente por causa do filme) onde está hospedado. Conversa vai, transa vem, ele contrata a menina (sim, menina, apesar da profissão ela tem um irresistível ar de inocencia que encanta as pessoas entre os quais o gerente do hotel e o milionário idoso no qual Edward quer passar a perna) por uma semana. Ai o filme começa.

Entre restaurantes, jogos de polo, boutiques da Rodeo Drive, há pausa para a ópera e, como não podia deixar de ser, é La Traviata, que conta uma história parecida mas sem final feliz. No final, mocinhos vencem os vilões mas cai o pano e é preciso voltar a real. Mas a vida está diferente para todo mundo e é ai que… Bom, não é segredo, mas o final é digno dos filmes de princesa. Edward aparece numa limusine, tocando uma das árias da Traviata (tinha que ser) com flores nas mãos e sobe a escada de incendio para “salvar” a mocinha.

“Ah, o filme é bobo, é leve”. Quem pensa assim, que se choque com as imagens sanguinolentas de Tropa de Elite ou veja o Jornal Nacional. O mundo precisa de leveza, a vida precisa de momentos amenos, e qualquer pessoa precisa acreditar que os sonhos são possíveis. Se esse sonho vem de uma fábrica que sabe dar seu recado com competência, Hollywood, melhor ainda. Talvez Pretty Woman não tenha o mesmo charme de dois clássicos sobre garotas de programa, Irma la Douce e Bonequinha de Luxo. Mas tem o final que todas as mocinhas (e bandidas) sonham. E isso basta.
Restaurantes de Salvador - Jerimum

Quer um lugar para almoçar bem, tomar umas, ver e ser visto e de quebra assistir uns clips maneiros? O endereço é no Caminho das Arvores, uma casa extravagantemente pintada de cor de abobora num projeto arquitetonico que mereceu até capa de revista. O nome, Jerimum. O restaurante, charmoso, tem atraido uma porção de gente não só no almoço, que é tipo buffet, como no jantar que é a la carte e mais calmo.

O almoço, dizem seus frequentadores mais assíduos, é mais legal do que o jantar, apesar de lotado. Mérito do buffet supervariado capaz de agradar aos paladares mais exigentes. Grelhados, saladas, tortas salgadas, massas e salgadinhos fazem parte do cardápio modificado todos os dias. O preço é fixo e, boa noticia para a mulherada da cidade: elas pagam menos do que os homens.

Salgado é o preço das bebidas e até o cafezinho é pago. A sobremesa, também, é a parte. A noite o sistema é a la carte mas a criatividade é a mesma - embora os preços sejam maiores e as porções não muito generosas. Detalhes a parte, o Jerimum é um lugar legal, simpático, que vale a pena a visita. E como se não bastasse, tem garçons simpáticos e de saideira, bombons e pirulitos a vontade. É só chegar cedo ou reservar mesa, porque o restaurante fica invariavelmente lotado no horário do almoço.

Tuesday, November 27, 2007



Da série conversas bizarras - fiscal da SET para transeunte quando reclamaram de carros sobre o passeio: “o que você quer que eu faça? que mande rebocar?”

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Mais conversas bizarras - ao telefone, uma atendenter de salão de beleza para uma pessoa em busca de informações: “olhe, nós não temos interesse em cliente novo não”.

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Honestidade - Consumidor esqueceu compras de outra loja na Riachuelo do Shopping Salvador. Foi procurar, estava lá, devidamente guardado e foi devidamente devolvido.

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Casamento, hora e meio de atraso na chegada da noiva, mais um tanto de demora na cerimônia. Um convidado segreda para o outro: “espero que no próximo casamento ela chegue no horário”.

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Encontro de peruas, uma abraça a outra na maior fechação, quando a outra nota que um chumaço generoso do cabelo falso da amiga ficou na mão. Mico!!!

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Sobre o assunto, gargalhadas sonoras numa mesa de bar e um dos rapazes presentes pediu a moça premiada com a mecha da amiga: me arranje para eu fazer um bigode de chinês.

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O professor de dança Roberto está agitando o aulão de seu grupo de dança, Suingue Raça, no bar Pra Começar. Na pauta, encontro de alunos de mais de 30 academias da cidade. No dia 8 próximo.

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Esse aulão, segundo explicou Roberto, pretende fortalecer a dança baiana. É algo comum no sudeste do pais e vai acontecer durante todo o verão.

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Falando em verão, o calor insuportável que tem feito na cidade já diz tudo: o verão chegou mais cedo e antes, mesmo, da trovoada de Santa Barbara chegar.

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Verão na porta e a yoga vai as ruas. O Espaço Mahatma Gandhi já está agendando aulas de hatha yoga em plena praia. Informações pelo telefone 3248-7533.

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E a festa do Bahia? Ninguem merecia um acidente daquele. Nem o time, nem os torcedores mortos e suas familias, nem a Bahia. Que os governantes tomem providências urgentes.

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Mudanças no mundo da estética: as meninas do Victoria Five está de mudança da Av. Paulo VI para a rua das Rosas. Mais espaço e mais estacionamento são os principais motivos.

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E os sequilhos da Blu K, heim? Além da coleção de roupas sempre renovada e com todas as numerações, é mais um motivo para ir visitar a loja do Shopping Salvador.

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Aliás, a Blu K é uma das poucas lojas que se preocupam em ter uma modelagem real voltada para qualquer pessoa e não apenas para modelos anoréxicas.

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Falando em moda, correm boatos por ai sobre uma famosa modelo brasileira. Ela estaria anorexica, magra demais e mais feia do que nunca. Só a Globo não mostra isso.

Saturday, November 17, 2007



Tá dando onda - Desenho ou documentário?

Fatima Dannemann

* De uns tempos para cá, os melhores filmes em cartaz na cidade têm sido os filmes de animação. A computação gráfica permitiu desenhos mais realísticos e como o filão agrada a gregões e troianinhos, os filmes têm ido além das férias escolares e se alternam nos cinemas o ano inteiro. O mais recente, é o bem bolado Tá Dando Onda, investida da Sony Pictures no setor que traz de novo a linguagem usada.

* Nada de narrativa linear, de bichinhos fofos cantando musiquinhas engraçadinhas ou até revisitando clássicos pop como aconteceu em happy feet com a bela Somebody to Love, do Queen, cantada por um coral de pinguins. Em Tá Dando Onda, a estrutura é de documentário com os pinguins - aves são sempre engraçadas e pinguins vêm fazendo sucesso desde sua aparição em Madagascar - dando entrevista sobre surf.

* O filme é “massa” mas é mais voltado para o público adolescente e jovem. Em meio a flashes backs com imagens em sépia ou tremidas, como filmes antigos, em meio a entrevistas - uma das quais com a mãe do personagem principal que sempre aparece na cozinha tratando peixe - acontece a história de Cadu que tem como ídolo um antigo surfista e sai da Antartida diretamente para os mares tropicais onde disputará o grande prêmio do esporte.

* Claro que os personagens “classicos” de todo filme que se preze estão presentes: o amigo meio bobo (um frango, por sinal engraçadissimo), alguem mais velho, mais experiente que ajuda o heroi, o vilão invejoso, a mocinha bonitinha. Mas o que torna Tá dando onda especial é o ar “realístico” que a linguagem de documentário deu ao filme. Ah, não é nenhum campeão de audiência, mas agrada em cheio. E além desses ingredientes, uma trilha sonora bem gostosinha embalam o espectador. Bom programa pro feriadão.


Finalmente a prefeitura se lembrou de pintar a faixa de pedestres em frente a casa das tias de João Henrique Carneiro, na Paulo VI.

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Agora só faltam os motoristas reaprenderem a respeitar o sinal. Até carros de empresas invadem e param na faixa na maior sem-cerimonia.

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Já começou a corrida pelos presentes de Natal. Pelo menos na TV, a campanha publicitária está a mil por hora.

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Este ano, reveillon e carnaval são no mesmo mes com diferença de menos de 30 dias. Os agentes de viagem estão enlouquecidos…

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Falando em viagens, turistas mais experientes que cansaram da mesmice têm uma novidade, uma expedição pelo Deserto do Saara, no Niger.

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Sem hotéis de cinco estrelas, com hospedagem em tenda e banhos racionados, esta viagem é anunciada como uma experiencia única e iniciática.

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Enquanto isso, os que preferem não se arriscar batalham um convite para uma festinha local. Preços salgados: 100 pila sem direito a nada no reveillon mais baratinho da cidade.

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Obvio da Rede Globo: programa ensina o que as nutricionistas já recomendam há anos, azeite extra-virgem para combater colesterol e gordura acumulada.

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Médicos partidarios de certo remédio que custa uma nota mas não adianta nada, estão danados. Claro, e as mordomias, heim? Melhor comer o rango certo…

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Falando em rango, para uma cidade a beira mar, Salvador tem peixes e mariscos caros e a qualidade nem é lá essas coisas.

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No começo de dezembro, no Ondina Apart Hotel, uma exposição reunirá os principais artistas em pintura em porcelana da Bahia.

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Professor de ginástica e animador em uma boate, Allan Azevedo está disputando uma vaga no Big Brother Brasil em voto direto no portal Globo.

Friday, November 02, 2007



O Halloween pegou mesmo. Esse ano, além das escolas de ingles, até as academias de ginástica comemoraram a data.

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Baianizaram, claro. Transformou-se o festival de tres dias do ano novo dos celtas em quase um carnaval.

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Nada contra, claro. O que continua sendo errado é um dia para celebrar os mortos e nenhum feriado no todos os santos.

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Aliás, Finados e Todos os Santos são “irmãos” do Halloween e muita gente nem desconfia. Coisas dos celtas.

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E o Quebra-Nozes com o Ballet Russo? Bem que que o TCA podia fazer mais algumas apresentações e baratear os ingressos.

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O povo precisa de cultura e até mesmo anti-tradicionalistas radicais iriam adorar o Quebra-Nozes.

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A música é de Tchaikowski, algumas peças, aliás, bem populares, e a história é uma fábula de Natal bonitinha.

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Falando em Natal começou a corrida do ouro nos Shoppings. O Barra anuncia uma mega decoração para comemorar seus 18 anos de fundação.

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Nem Ivete, nem Daniela, nem Chiclete: o sucesso deste pré-verão é um “arrocha” e versão de música em ingles.

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Moda cabelo: a era das chapinhas está praticamente aposentada. Os cabelões escorridos, também. Só dá Chanel…

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O visual já está sendo visto na novela das oito. Ah, e franja de todos os comprimentos está na moda também.

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A cantora Mabel Dannemann andou trocando figurinhas com a cantora Madeleine Peyroux durante sua passagem pela Bahia.

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Madeleine, que apesar do nome é americanissima, canta jazz e blues como ninguem mas rejeita o rótulo de nova Billie Holliday.

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Reclamações de todos os lados: o trânsito da cidade está entregue as baratas. Não adianta reclamar: a SET não fiscaliza.

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Palavras de um fiscal refastelado no carro em frente a uma farmacia da Pituba enquanto alguem denunciava abusos: “você quer o que? que eu fique em pé na rua fiscalizando?”

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Com a palavra o prefeito, que aliás não mandou pintar a faixa de pedestres da esquina da casa das tias dele, na Pituba.
Uma fantástica história de amor



Maria de Fatima Dannemann

Que os que gostam de realidade assistam o Jornal Nacional - ou outro telejornal qualquer. Num mundo de Tropas de Elites, é preciso um pouco de fantasia. E é isso o que A Casa do lago, do argentino Alejandro Agresti, com Sandra Bullock e Keanu Reeves oferece. Amor, fantasia, leveza e, de quebra, uma bela música cantada por Paul Mc Cartney.

A Casa do Lago passou batido nos cinemas mas virou sucesso absoluto nas locadoras. Ancorado no mesmo casal de Velocidade Máxima, Keanu Reeves, mais conhecido por filmes de ação, e Sandra Bullock, que além dos dois Miss Simpatia protagonizou outras comédias romanticas entre os quais o belo “Enquanto você dormia”, o filme tem tudo para agradar quem gosta de filmes de amor, com uma vantagem: a história do casal que se corresponde e até se encontra com dois anos de diferença (ela vive em 2006, ele em 2004) é interessante.

Enquanto a câmara desfila sobre Chicago e mostra a arquitetura americana desde os anos 30, os lagos, parques, centros comerciais, e até restaurantes da moda, fica a pergunta: será que Kate vai encontrar com Alex? E realmente eles se encontram sem saber, num aniversário de Kate em que Alex vai praticamente de penetra. E ai…

As coisas vão correndo normalmente em 2006 e 2004 até que em 2008 - sim, no futuro - um dos dois faz uma descoberta sobre o outro. Calma! Este filme não é uma tragédia. E vale cada centavo da locação. Mesmo quem acha que filme, para ser bom, precisa ter porrada, tiro, facada, falar do submundo e ter baiano no elenco, pode parar só um pouquinho para assistir A Casa do Lago. É um filme que faz sonhar. E a realidade exige um pouco de sonho, as vezes.

Friday, October 19, 2007



***Dia das crianças magro este ano: poucos meninos pedindo presentes nas sinaleiras. A algazarra no dia de Cosme e Damião foi maior em alguns bairros.

*** Estacionamento lotado, gente saindo pelo ladrão na área de fast-food. Ao que tudo indica, os preços não assustam o público no Salvador Shopping.

*** Ditadura das anorréxicas: está cada vez mais difícil encontrar roupas com o real tamanho M e G. É pouca a diferença entre o P e outros tamanhos.

*** Vendedoras explicam que é por causa do “padrão”. Que padrão, elas não sabem explicar já que no Brasil o padrão de ser humano é justamente a individualidade e a mistura.

*** Ditadura médica: não basta fazer exames. Tem que ir às clinicas onde os doutores mandam. Ah, e as requisições têm que ter o CPF alem do CRM. Estranho…

*** Mais sobre médicos: alguns resolveram não aceitar mais planos de saúde. E atocham no preço da consulta. Mais de R$200,00 para ficar uns poucos minutos no consultório.

*** Outra coisa sobre os médicos: quando será que o governo vai fazer uma lei obrigando os doutores a escrever receitas com letra legível?

*** Só mais uma de médicos – aliás esta semana é dia deles, fica como “homenagem” – um certo doctor está usando cópia pirata do windows vista. Coisa feia!

*** Verão chegando, calor esquentando e os destinos de reveillon e carnaval sendo traçados pelas agencias de viagem. Egito, Emirados Árabes, Tunísia e Canal do Panamá na mira.

*** Pérolas do Orkut, circulando via e-mail: “onde eu posso encontrar o livro dublado?” Considerando-se as asneiras que circulam no mundo, tudo é possível.

*** Se você estiver pensando em passar o ano novo no litoral norte desiste ou prepare-se para gastar uma boa grana. Os mais baratos estão em torno de mil reais.

Fátima Dannemann – DRT/Ba - 786

publicação simultanea com falando na lata
Restaurantes de Salvador - 1 - Salvador Dali


A localização é charmosa: junto ao mar e num bairro tido e havido como boemio, o Rio Vermelho. O cardápio têm toques criativos, misturando o ocidente e oriente em pratos com massa e molhos tailandeses. O lugar é frequentado pelas cabeças coroadas da cidade e promoções como o almoço executivo tornam uma opção a considerar. Mas as vantagens param por ai.

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Próximo ao largo da Mariquita, o Salvador Dali é mais pretensão e fama do que proveito e eficiência. O serviço é lento, os garçons não prestam atenção nos clientes, nem em seus pedidos, e a comida demora horas e vem gelada para a mesa. Os preços não são dos piores. Mas não paga a irritação de esperar mais de 30 minutos por uma cerveja que não chega e ouvir do garçom que “o refrigerante zero acabou”, desculpa esfarrapada e que tripudia da inteligencia do cliente já que na mesa ao lado, naquele mesmo momento, um garçom serve justamente o refrigerante que teria terminado.

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O almoço executivo - que muitos restaurantes têm aderido para aumentar o movimento - oferece um cardapio completo do couvert a sobremesa por menos de 30 reais (bebidas a parte) e tem opções interessantes não só com carnes e aves como com frutos do mar, peixes e massas.

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Os pratos não são ruins mas vêm gelados (o Camarão Dali, penne com camarão e molho de queijo, pelo menos veio gelado) e corta não só o gosto como corta o barato do cliente. A sobremesa tem o nome pomposo de Dame Blanche, mas é um sorvete de creme com calda de chocolate. Nada demais embora saboroso.

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O Salvador Dali, apesar de tudo, não é uma opção para ser descartada à noite. No terreo, há uma boite com boa música. Um telão passa os clipes do momento (na hora do almoço, também) e é o tipo do lugar para ver e ser visto onde se encontram deputados, médicos, empresários e a fauna que frequenta as páginas das caras e das colunas sociais. Mas, isso é tudo.

Fatima Dannemann - DRT 786
publicação simultanea com FALANDO NA LATA

Thursday, October 11, 2007



Flores para quem merece flores e Espinhos para quem precisa


- restaurantes japoneses que resolveram fazer rodizios, buffets e promoções de sushi

- baiana Stella, que vem mantendo o preço do acarajé

espinhos para


Renan Calheiros e Monica - farinha do mesmo saco

- Antonio Fagundes - que está imitando ACM na novela Duas Caras

- Prefeitura de Salvador - que ainda não pintou a faixa de pedestre da esquina da casa da TIA do prefeito…

- o retardado mental que anda deixando comentários anonimos me esculhambando.

(publicação simultanea com os blogs Flores Revistas e Cartões Postais e O Traço)

Sunday, October 07, 2007


Flores para quem merece flores e espinhos para quem precisa


Flores para quem merece flores

- nova diretoria do Sindicato dos jornalistas
- TV Bandeirantes por ressucitar a familia dinossauro
- Gisele Bundchen - que finalmente vai desencalhar


espinhos para quem precisa

- o cara de uma ong que quer quebrar o sigilo do orkut e talvez implantar censura na net
- movimento Cansei

Sunday, September 30, 2007



todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
tem gente que chega pra ficar
tem gente que vai pra nunca mais...

- as vezes me sinto assim, numa confusa estação de metro. cercada por caras estranhas, vultos sinistros, rostos ameaçadores. Como um texto de terror... E ali num canto uma bruxa me espreita com um punhal. Traiçoeira, me apunhala pelas costas. Mas, não sei porque, eu sobrevivo.

Talvez seja porque os maus são duros na queda e eu nunca falei que era boazinha...

Publicação simultanea com o blog FALANDO NA LATA

Monday, September 24, 2007

Todos os homens de Copacabana

Fátima Dannemann

Daniel é o cara honesto, decente, que se fez por seus próprios méritos, tão bom caráter que prefere ficar desempregado a ceder a princípios que ele não concorda. Olavo é o oposto. Puxa-saco, do tipo que quer subir de qualquer jeito, o que ama o poder mais do que a própria vida, é capaz de tudo para ficar por cima. Antenor é o chefe que a todo momento alega as dificuldades que passou na vida como forma de justificar truculência e maus modos. Basta falar sobre o trio de protagonistas para sentir que há algo diferente no reino de Copacabana. Pelo menos na Copacabana retratada nos últimos meses em Paraíso Tropical, novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, no horário das 20h na Globo.
Essa foi uma história de homens. Chefes, subalternos, executivos, empregados, estudantes, empreendedores, marginais, escroques, bon-vivants, mas principalmente homens com todos os seus pensamentos, sentimentos, afirmações e contradições. Homens que choraram, riram, amaram, odiaram, traíram, mataram, mas que levaram a vida com mais intensidade do que as protagonistas femininas. Foi diferente, por exemplo, de Celebridade, do mesmo Gilberto Braga, em que duas mulheres disputaram o amor e o poder até os últimos momentos (Maria Clara e Laura). Foi diferente, também, de Senhora do Destino, onde a Maria do Carmo de Suzana Vieira deu as cartas do primeiro ao último capítulo. Essa foi uma história de homens. Se não para eles, mas sobre eles.
Talvez porque os homens estejam mudando. Não são mais as figuras que amedrontam mas os seres humanos que não tem vergonha de serem homens e serem felizes. Sim, porque sempre pareceu – pelo menos nas novelas – que a busca por amor, afirmação pessoal, equilíbrio emocional foi uma prerrogativa das mulheres. Ai, o mais machão da história, o Antenor Cavalcante vivido por Toni Ramos, aparece chorando abraçado ao pai Belisário (Hugo Carvana) sem ter vergonha de se mostrar frágil, sensível e até arrependido das inúmeras besteiras que andou fazendo como contratar Tais para separar Paula e Daniel ou demitir a ex-amante Fabiana. Ele corre atrás de Lucia, pede perdão, implora que ela volte para ele, coisas que, qualquer pessoa diria, seria exclusivo de “mulherzinhas” em folhetins do passado.
Paraíso Tropical é na verdade um emaranhado de clichês sem nada de novo. Já houve outras histórias de gêmeas más e gêmeas boazinhas, de assassinatos em série, de promoters pouco honestas, de menininhas que casam com ricaços por imposição da mãe ou mesmo para salvar o emprego dos pais. E outras novelas já tiveram inúmeras cenas na praia (de Copacabana ou do Nordeste, o Oceano Atlântico é exatamente o mesmo). Mas mudou o ponto de vista. Olavo, por exemplo, poderia ter um nome de mulher. Poderia ser Mariana, Quitéria, Isabel ou qualquer outro. É aquela pessoa que puxa o saco do chefe e quer derrubar todo mundo na tentativa de chegar ao topo. Mas foi Olavo. O que chorou de frustração quando alguém lhe disse “você pode ter tudo, Olavo, mas nunca terá o amor das pessoas porque você é amargo por dentro”.
Pois é. Os homens choraram em Paraíso Tropical. De ódio, como Olavo, arrependidos como Antenor, de frustração, como o joalheiro Evaldo vítima das tramóias de Tais. Emocionados apenas, como Daniel. Choraram, mas nem por isso foram menos homens, independente de serem bons ou maus. Paraíso Tropical foi uma história de homens. Pode ser que tudo caia no esquecimento. Mas alguma coisa mudou. Rodrigo e Tiago apareceram abraçados, assumiram que são casados. Heitor mostrou que não é preciso um bom emprego para ser feliz, mas seguir seus sonhos acima de tudo. E foi cozinhar. Coisa de mulher em outras novelas. Mas a coisa mudou. Os meninos foram à luta. Cássio resolveu vender um restaurante somente para aproveitar a vida “senão não vale a pena ter dinheiro”. Mateus resolveu ganhar mais do que a mesada dos pais. Alguns foram pro crime. Outros não saíram da sarjeta. E outros gastaram sua massa encefálica bolando planos para derrubar as outras pessoas. Acontece. Bons, ruins, aplaudidos pela crítica ou vaiados pelo público. Os homens dominaram a novela das nove. Talvez porque eles também assumem que assistam novelas. Ou então...

Tuesday, August 28, 2007

Um video sobre varsóvia



para onde você viajaria se quisesse esnobar ou ser diferente

Tahiti

Islandia com um cruzeiro pelo Circulo Polar Artico

Paris e Londres

Deserto de Atacama

China

Arzebaijão e Turquia

Tailandia e Indochina

Escandinavia e Russia

pela rota do orient express

Las Vegas

Quenia ou Tanzania na Africa

Cachoeira, Lençois ou porto Seguro

Espanha

Japão

Ilhas Malvinas












Thursday, August 23, 2007

besteirol que a gente ouve por ai

Fatima Dannemann

Tava almoçando e pensando umas coisas, vejam só.

A gente liga para alguem. Mas esse alguem não está. A pessoa que atende, geralmente secretárias, respondem:
- Dr Fulano não se encontra
Dá vontade de responder: "Tadinho, ele está perdido, sem eira nem beira, não se encontra? Chamou o psiquiatra?"

Outra, a gente ouve no telefone "você me retorna a ligação..."
pensei numa cena bizarra. O cara desliga o telefone. passa um tempo toca a campainha... dlin, dlooooooon
aparece um panaca com um telefone na mão: "olha aqui a ligação que você pediu para retornar, mas eu acho que roubaram o fio no ônibus"

Ligamos para o suporte do Velox ou para outro setor de reclamações de qualquer outra empresa:
- deseja alguma reclamação?
(essa eu falei): "não, liguei para perguntar como vai sua mãe"...

numa loja tipo a Zara (metida a besta, cara mas com mais pose e fama do que merece), com produtos na mão, indo para o caixa:
- você deseja comprar alguma coisa?
(me perguntaram mesmo... deixei sem resposta)...

outra: dá para fechar a porta por causa do cachorro
a empregada do primeiro andar: ele não morde não
de novo: dá para fechar a porta por causa do cachorro
a empregada: ele não morde não
na terceira: anta, eu não perguntei se ele morde...
ela: ce quer que feche a porta, é?
(aconteceu mesmo, no primeiro andar onde tem um poodle insuportável e que morde mesmo)

- tem shampoo pra cabelo bonito?
- não, mas tem pra ponta ressecada
- eu quero um shampoo para cabelo bonito, normal, que não precise nada?
- ah, pra frizz? ou para chapinha?
- anta, eu por acaso dou chapinha no cabelo?
- ah, seu cabelo é bom assim mesmo, é? (de novo, aconteceu mesmo, no Shopping Salvador, quando acaba - culpa das peruas que vivem fazendo escova progressiva. quem não faz nada, como eu, sofre: ninguem acredita)


quem quiser enriquecer a lista,
esteja a vontade

Thursday, August 16, 2007

Um babaca chamado Anonimo


Desde que inventaram a Internet, muita gente tem se aproveitado da "invisibilidade" para atacar as outras pessoas. Ou usam nicks, ou simplesmente entram como "anônimo" e escrevem besteiras como se fosse um adolescente despeitado em um trote telefonico.

Essa semana, um dos meus albuns do Fotki recebeu uma visita de uma dessas criaturas. Na falta de ter o que fazer, o burro - sim, além de covarde o anonimo é também burro - ainda me jogou praga.

Tudo porque - e esta é a razão pela qual o anonimo é uma anta - não acertou a deixar um comentário e me pedir a tag que eu ofereci esta semana.

Azar dele: porque a essa altura do campeonato, eu já pedi que a vida retribua a ele tudo o que ele me desejar de bom ou ruim...

Fatima Dannemann

Thursday, August 09, 2007



Negócio da China!!!

China ou Japão, não sei. Mas mostra a paciencia e a criatividade dos orientais: recortar flores em formato de cachorrinhos.
Bouquet digno de Zé Guimba


Surf no Porto da Barra

Recebi as fotos via e-mail essa é apenas uma delas.
Uma das praias mais calmas de Salvador virou o Havai
ou quem sabe Canal da Mancha...
PÓS-TUDO (E MAIS ALGUMA COISA)

Fatima Dannemann *


Nana Caymmi canta Sábado em Copacabana numa novela de televisão. A Internet anuncia e mostra foto de duas mil pessoas protestando nas mesmas areias da praia que Nana diz no velho samba-canção ter esperado uma semana para conhecer. Em São Paulo, A perícia continua investigando a identidade dos mortos do avião da Tam. Outra cantora, mais ousada, longe da mídia, diz que “Copacabana não me engana, não/ Copacabana é uma ilusão de fim de semana”. Na Bahia, a ressaca e ventos violentos de 30 km/h arrebentam o clube mais chic da cidade. Longe das praias, das músicas, a população do Rio chora as vitimas das eternas balas perdidas e pede que o aparato policial montado para o Pan continue pelo menos por uns tempos.

Esse é o retrato do país pós-pan, pós-tempestade, pós-morte de ACM, o último coronel do norte que se foi desta para uma melhor sem ver duas coisas que ele talvez gostasse de ter visto: Lula vaiado no Maracanã, Waldir Pires demitido do ministério. Mas até isso passou. Botaram a culpa nos pilotos do avião que caiu em Congonhas, implodiram o prédio atingido e, daqui há alguns anos, restarão lembranças. Nana Caymmi segue cantando na novela num cinco estrelas de cenário para uma platéia que mistura personagens do folhetim com personagens da revista Caras e mais alguns artistas. A essa altura, os Jogos Panamericanos ficaram para trás. Lula não foi receber as vaias que sobraram para o prefeito e o governador do Rio. Nem veio enterrar ACM, mandou o vice. Preferiu ir ver a neta dançando em Joinville.

Sim, está nas revistas chiques, vovô Lula vendo a netinha, gorducha e barriguda, dançando no festival de ballet mais importante do país. Na mesma revista que mostra o casamento da filha de Alckmin, que concorreu com o presidente nas ultimas eleições. Uma festa tucana, cheia de empresários, globais, globetes e até uma ilustre ex-detenta: a dona de uma famosa boutique de luxo, trancafiada por duas vezes como sonegadora de imposto. A imagem nesse pós-prisão é melancólica: vê-se uma senhora de meia idade gorda, mal arrumada, mal penteada e com um vestido que até pode ter custado caro, mas não lhe assentou bem. Passou...

Passou mesmo. Ninguém precisa mais de convite para entrar em certos lugares ditos exclusivos. E senhoras dita colunáveis são vistas em camelódromos comprando imitações. Quem vai dizer que não? “Londres”, diz uma esnobe, “nunca mais me vê. Achei aquele aeroporto o fim da picada”. Pobre esnobe que nem sabe que enquanto Nana Caymmi emenda uma música com a Rosa Morena de seu próprio pai (Dorival), uma perua fictícia lá da novela diz que “in mesmo é Reikjavik, na Islândia, civilizadíssima”. Não! Decididamente muita gente tirou o avião de seus planos depois do acidente em Congonhas. “Vou de navio”. Se não der? Fico em casa e vejo o mundo pela janela.

Só que em terra de bala perdida quem fica em janela tem instinto suicida. Melhor fazer que nem Daiane dos Santos, dar uma desculpa e ficar livre do vexame. Já chegam os micos que todos os brasileiros pagam nesse Brasil do pós tudo. Já chegam os baianos verem a Fonte Nova depedrada e descartada caso o Brasil venha a sediar alguma copa do mundo. Já chegam outras incertezas e a cara de pau de colocar a culpa do acidente de avião nos pilotos só porque, a essa altura do campeonato, não há defesa. E vamos continuar vivendo, sim, porque mesmo tendo passado o Pan, o acidente, ACM, e até a novela das oito já esteja além da metade, a vida continua. É a alface que sobe no supermercado tornando a salada que o médico recomenda simplesmente inviável. É o refrigerante que torna seu lanchinho mais caro do que um jantar no japonês mais próximo. São as ondas e os ventos que cedem lugar ao sol. Ainda bem, porque depois de tanto rolo é preciso um refresco.

Saturday, August 04, 2007

Gente, parece mentira, mas a Telemar me "ama"...
Descobri uma coisa esquisita: liga alguem de lá, eu não aceito as "ofertas", nem os "planos", a Internet ou o Telefone ou AMBOS quebram de uma hora pra outra.

Pior que nem recorrer a Lucia, assessora e nossa colega, adianta. Há exatamente um mes fiquei lutando 15 dias contra uma linha cruzada e fiquei UMA SEMANA sem internet. Os caras só consertaram depois que eu fiquei ligando de 10 em 10 minutos tipo pra encher o saco e fazer pressão mesmo...

Ontem, ligou uma moça se dizendo da Oi e se dizendo "interessada em revelar planos para gastar menos com telefone". Eu disse que não queria saber, dispensei. Hoje, por "COINCIDENCIA" meu telefone ficou mudo de uma hora pra outra e COISA BASTANTE ESQUISITA: continuo conectada (deve ser milagre de meus anjos, mas eu não vou desligar o PC hoje, não)...

Já reclamei via e-mail mesmo, o que eu sei que não vai adiantar nada, mas INFELIZMENTE SE RECLAMAR NA ANATEL É PIOR: AI QUE A TELEMAR SACANEIA... Já senti isso na pele. Reclamei uma vez na Anatel, o tecnico veio aqui, desligou meu telefone alegando que era "pra fazer testes", se picou, me fez eu sair correndo que nem doida pra mandar ele ligar de novo e ele muito ironico falou "vá reclamar de novo na Anatel pra ver uma coisa...".
Infelizmente isso é Brasil e do PT...

Tou denunciando aqui pois é tudo o que me resta. Reclamar, não adianta. Nem via telefone, nem via e-mail. Já basta tudo o que eu não tenho em minha vida e ainda preciso me apurrinhar com telefone.

Fatima Dannemann

Friday, August 03, 2007


Tempestade em Salvador
quase uma tsunami no yate
quem duvidar, assista o video
enviado para o Youtube por
Mateus Tavares

Basta clicar AQUI

Wednesday, August 01, 2007



Monte de notas soltas

1 - todo mundo estranhou a Globo não ter transmitido o encerramento do pan. Bom, vai ver ela achou melhor não interromper aquela cafonice chamada Domingão do Faustão.

2 - A cerimonia foi de bom gosto, mas o solzinho Kauê, eu acho, tornou a não aparecer. Seria o mascote uma invenção da Globo e não uma marca oficial?

3 - Ivete Sangalo não cantou no encerramento do pan. Nem Sandy e Junior, nem os dois filhos de Francisco, nem Xuxa, nem a Banda Calipso. Graças a Deus!!!

4 - Ratattouille, em meio a uma leva de filmes ruins, é o melhor da temporada. O desenho sobre um ratinho chef de cousine é simplesmente demais.

5 - Paraiso Tropical está irritante de tão fraca. Alô Globo. Se oriente. Está todo mundo mudando de canal.

Wednesday, July 25, 2007

ACM e o acidente da TAM lembraram essa cronica (escrita no ano passado)

TUDO PASSA (MAS QUANDO NÃO PASSA, EXORCIZA-SE)

Fatima Dannemann *


“Um rio que passou em minha vida”, diz a música. Rio ou oceano. Depende da intensidade. Ou um simples brejo daqueles que se atravessa a pé enquanto as piabas insistem em morder nosso sapato. Até as piabas passam e por mais que muitas incomodem elas passam. Vão, se perdem na correnteza da vida. Tchau e benção para os que chegam sem ser chamados, ou até os que vêm por engano, ou mesmo os que são convidados mas que... Ah, são piabinhas num rio. Incomodam, chateiam, mas juntem-se cem deles numa gamela que não dá meia moqueca e se der não passará de um tira-gosto meio indigesto mas ainda assim só um tira-gosto. E até o engasgo que as espinhas desses peixes provoquem há de passar. Rio ou oceano, piaba ou tubarão, tudo é tão passageiro que os budistas falam em impermanência e os estilistas inventaram a moda para justificar a efemeridade dos costumes.

Um rio... Um oceano... Vemos gente que gritava palavras de ordem sumirem nas esquinas e esquecerem o caminho de volta. Artistas novos que chegam prometendo ser a mais nova estrela do pedaço sumirem depois do final da novela. A top-model que inspirava bulimia nas meninas se perderem entre as brumas dos conselhos médicos e das denuncias da mídia que não quer mais magricelas de olheiras pretas servindo de cabide para modelitos de gosto duvidosos que serão apenas passado depois do desfile. Um rio que passou pela vida, ou a vida que é um rio desaguando no oceano que é um universo muito maior que o nhem-nhem-nhem dos sonhos e tramas dos humanos. O nirvana dos budistas, talvez. Ou o céu do resto do mundo. Maior e definitivo, sabe-se lá... Quem sabe a tal Passargada do poeta. Mas até poemas passam.

Sim, até poemas passam e muitos deles passam graças a Deus. Com esses versos toscos vão poetas que também passam, mas passam em branco como folhas de papel de um bloco não riscado. E passam músicas, modas, livros, nomes. Sim, nomes também voam, passam por nossos olhos e somem de vista como acontece quando se olham páginas de um catálogo de telefones. Nomes, endereços, números de telefones e de celulares, uins de icq, lugares da moda, coisas da moda. Num exercício de memória alguém resolve fazer uma lista: quem se lembra do uísque que se bebia aos litros nas festinhas nos tempos de dureza? Os tempos de dureza passaram. Alguém quer de volta a dureza de outros tempos, mas os duros daquele tempo amoleceram. Não, a vida passa. O rio corre em frente, não volta a nascente e ninguém se importa. Nem o rio, nem as piabas que insistem em mordiscar as pernas dos intrusos que atravessam os brejos a pé quando nem há sentido para pontes.

Foi-se o rio que passou por nossas vidas. Ou é o mesmo rio que continua ali passando, mas mudando sempre, pois cada dia a água se renova. Um rio que passou pela vida diz a música. Um velho samba enredo, mas até os sambas-enredo se modificaram. O rio passa, mas quem vê? Muitos nem notam. Não vêem que a modelo magricela que faturava horrores vende óculos para sobreviver. Ou que a atriz que estava na pior achou quem lhe estendesse a mão e voltou à cena. Ah, sim. A água do rio passa e limpa a sujeira. Conserta o que está errado. Alivia. Mudam-se os modos e as modas. Mas traz alívio. A enxurrada leva os males e as malas. O mal e os malas. Lava, leva os resíduos. Nem represas resistem quando força do rio cresce. Olham-se as piabas debatendo-se no turbilhão das cachoeiras e tem-se a certeza: muita delas já foram tarde. Nem lembrança deixaram porque... Ah, era um rio. Podia ser um oceano. Ai, as pequenas piabas mordiscantes poderiam ser tubarões. Mas... Nem todos são tão vorazes ou ferozes. E alguns até... Mas até tubarões passam. Vão para praias mais propicias. O que fica? Marcas de maré, cachoeiras, represas, lagos, recifes. Faróis e barcos... Ah, faróis e barcos porque luz é preciso (navegar? Alguém já falou isso antes... Nem frases se repetem. Não precisa...)... E tudo passa (mas quando não passar, exorciza-se).
A LOIRA DE LIVERPOOL

Fatima Dannemann *


Liverpool amanheceu ensolarada naquele domingo. Pelo menos teoricamente, era manhã. Lá pelas sete horas, quase isto, um pouco menos. Mas, ainda havia noite cerrada. Um grupo descia para o café da manhã no mesmo hotel onde o Liverpool, time de football, amargava a derrota contra outro time por algo próximo a 3x2, e uma moça descia o elevador ainda em trajes de noite. Tinha os olhos visivelmente vermelhos. Teria chorado?

Ela parecia decepcionada e não parava de tentar uma ligação telefônica de todos os aparelhos disponíveis no local.

— Será que ela caiu na mão dos hooligans?, cochichavam os amigos que tomavam o café boquiabertos de ver que a noite do Outono Inglês pode durar bem mais que um amanhecer tardio. E os resultados tanto poderiam ser deecpcionantes, como no caso da moça chorosa e que, alias, vestia uma jaqueta prateada, ou supreendentes, como no caso de duas morenas frajolas que desciam o elevador às gargalhadas justamente quando o grupo que acordava provava as toasts (torradas) com raspberry jam (a velha e boa geleia de framboesa, diga-se de passagem) de seu breakfast.

Para aquele grupo, a moçoila de jaqueta prateada, nervosa, doida para conseguir uma ligação, possível presa dos hooligans ou quase isto, parecia um personagem de filme de suspense.

— Seria a vítima ou a criminosa?, especulavam os comensais à mesa.

Era loira como as protagonistas dos filmes de Hitchcock. Estava visivelmente em crise.

— Foi por isso que Liverpool inspirou os Beatles. Por causa dessa vida desvairada.

Na porta da legendária cavern club, a boate onde os Beatles começaram sua carreira e que nem é mais a original, mas uma reconstrução mais que perfeita, garrafas quebradas, latas amassadas, copos plásticos, camisinhas usadas e outras coisas mais.

— Parece a Praça Castro Alves depois do carnaval.
— Cansada?
— Não, decadente e degradante, apenas com o lixo da festa e mais nada.

Liverpool inspira música não por seus muros de tijolo vermelho ou por suas casas idênticas, mas por seus ares de submundo.

O lixo no ponto histórico da cidade portuária inglesa parecendo o lixo legitimamente baiano. A moça loira da jaqueta prateada chorando as dores de amores fazem jus aos Beatles. A vida é louca como uma canção piscodélica e é sempre a mesma coisa, não importa o local. Acorda-se para ver o sol nascer em Liverpool, às 7 horas'. Não, não tem sol. É noite cerrada. Aqui tem sol. Mas ninguém tem tempo de reparar nesses detalhes. A moça loira chora ao telefone. As duas moças morenas riem frenéticas. Enquanto isto, outros tomam o café da manhã. E a vida, como um show, must go on and on and on...

Wednesday, July 18, 2007



Porque será?
Que só os americanos ricos vão para cidades como Abijan?


Esquisito: o mascote do Pan não apareceu na abertura dos jogos pan-americanos do Rio de Janeiro, na ultima sexta-feira

Sobre a cerimônia: de modo geral foi bonita. Correta, sem as frescuras de sempre e com o pé na Bahia. Nota destoante: Elza Soares atropelando o Hino Nacional.

Miss Brasil carregando a bandeira? será que não tinha mais ninguem? como se deu a escolha? perguntas que não querem calar.

Esquisito: gente que faz tudo para aparecer sequer foi mencionado na cerimonia de abertura, uma delas é a baiana Ivete Sangalo.

Galvão Bueno, heim? Perdeu de vez o se mancol e anda falando besteira atrás de besteira nas ultimas transmissões esportivas.

Esquisito: portais de noticia internacionais vêm ignorando os Jogos Pan-Americanos. Nem parecem que duas superpotencias, Estados Unidos e Canadá, estão participando.

Alemanha no sufoco: em estados a margem do Reno, nesta semana, os termômetros acusaram mais de 30 graus... Efeito estufa.

Novelas vêm exagerando na dose de maldade explicita de seus personagens. Priscila Fantin está ruim demais em Sete Pecados (ruim a personagem, não a atriz).

Falando em ruim (dessa vez a atriz), colocar Maria Flor pra protagonizar uma novela como Eterna Magia é queimar a menina pra sempre. Perde de goleada até dos figurantes.

A Globo peca por não olhar além do próprio umbigo. Acha que pode enfiar qualquer novato como estrela... Já era, meu bem.

Boas falas: a Bandeirantes vai voltar a apresentar a Familia Dinossauro a partir de agosto. O telespectador, saudoso, agradece.

Friday, June 29, 2007

Sonhei que estava na Disneylândia

Fátima Dannemann

Folheio uma revista de turismo e lembro de alguns anos, quando a moda era ir aos Estados Unidos. Mais precisamente, a moda era a Florida, que não chega a ser toda a América, apenas um dos 50 estados norte-americanos. Mais precisamente ainda, a moda era ir aos parques de Orlando. Disney, Universal, Bush Gardens. Subiu o dólar, caíram as torres gêmeas. Bush, Osama Bin Laden e as dificuldades burocráticas se encarregaram do resto e hoje, penso, se tornou complicado conhecer o país do Mickey Mouse (sim porque a Disney é um mundo à parte).
Aqui onde moro, já não se vêem aqueles outdoors imensos que me davam vontade de me juntar à pirralhada que todo ano ia brincar na Splash Mountain ou morrer de medo nos Piratas do Caribe e depois voltar de lá com a mala cheia de quinquilharias – preciosas inutilidades que nos tempos de Collor eram objeto de consumo de dez entre dez candidatos a high society reprovados pela política econômica de Zélia Cardoso de Mello. Levar meninos à sua primeira viagem internacional deixou de ser a mais importante das metas das agências de viagem até porque hoje em dia, outro filão vem se mostrando mais vantajoso, os cruzeiros maritmos.
Mas, Disney é Disney e embora o Universal seja mais divertido, pisar o mesmo solo de Mickey, Minnie, Pato Donald e até de vilões como a Rainha de Copas e Malvina Cruela faz o delírio não só de crianças como até de adultos. E outro dia eu sonhei que estava lá. Uma Disney diferente, diga-se de passagem, pois não era nenhuma das três que eu conheci (sim, além da Florida, estive na Califórnia e em Paris. Advinhe onde?). E eu procurava “cadê Toontown? Cadê o castelo da Princesa?” No meu sonho, não havia a fantasia dos desenhos só a realidade de que hoje, apesar da economia brasileira estar melhor e mais estável, se tornou mais difícil viajar. Vistos, burocracia, o eterno jeito como o brasileiro é visto lá fora.
Pois é. Em Londres, andam barrando até inocentes estudantes brasileiros porque “pode ser um terrorista”. Poxa... Terrorismo no Brasil? Só se for o baixo salário, a falta de segurança, a falta de oportunidades de emprego, o racismo, o preconceito, as doenças infecto-contagiosas, inclusive a AIDS, que avançam de norte a sul do pais, as balas perdidas que atingem inocentes. Não, não somos Osama Bin Laden. Terroristas são os outros. Talvez os fantasmas que impedem a minha Disney dos sonhos de ser algum dos três parques que eu conheci e curti em três diferentes pontos do planeta.
O sonho tem algo de bonito e muito de angustiante: em volta do parque, uma praia deserta onde me dizem para não ir. “Perigoso”. Estacionamentos onde um carro corre o risco de ser perdido. Brinquedos esquisitos. Nem sombra do Mickey embora eu veja o ursinho Puff, “mas não é ele. É parecido”, me dizem, “engana”. E eu não quero enganos, quero certezas. Chego a conclusão que aquela Disney poderia ficar aqui mesmo na Bahia em qualquer boca-quente onde se entra por acaso e se sai por um golpe de sorte: a adrenalina da montanha russa é o medo de cair em mãos erradas. Não há trem fantasma porque quem precisa de trem fantasma se um ônibus é seqüestrado na esquina da sua casa?
E essa é a parte feia. O bonito é ver que o mar, ali, ainda é azul. Que na praia tem coqueiros, tem mato intocado, sem nenhum pivete escondido e pronto para atacar. Ah, e dá para ver peixes nadando. Essa talvez seja a fantasia: peixes nadando tão perto sem medo de serem pescados. O vendendor de água de côco lhe dá o troco sem reclamar, e o sorveteiro garante que o picolé não foi feito com água poluída. Sim, minha Disney podia ser logo ali, num lugar onde o faroeste seria caboclo com direito a guerra urbana que nenhum governante resolve, que ninguém acena com um tratado de paz. Mas era um parque que me fez lembrar que já faz tempo que eu fui a Disneylandia, um parque que me fez lembrar que todo ser humano precisa de um pouco de fantasia.

Wednesday, June 20, 2007

Faustão: Dança dos Famosos, comentários sobre a final

Não se sabe quem estava mais mascarado entre os jurados: Carlinhos de Jesus, Claudia Raia ou Fernanda Candido...

La Raia chegou a ser sonoramente vaiada quando deu nota baixa a Rodrigo Hilbert, queridinho do público e vencedor do concurso.

Elaine Mikeli parecia ser a favorita. Mas foi prejudicada pelos figurinos horriveis que lhe destinaram.

Tá... Ganhou porque acharam que devia ganhar, mas Rodrigo foi favorecido nos figurinos. Parecem ter caprichado mais.

Sergio Loroza, que foi darling do público até as semi finais, era apenas um figurante no cenário da finalissima. Quase não falou.
Novela Nova: primeiras impressões

- ainda não dá pra saber ao certo, mas Sete Pecados parece ser bem melhor do que Pé na Jaca

- Priscila Fantim pegou o jeito de Olga, de Chocolate com Pimenta, e não largou. Mas, como a novela é uma comédia, vá lá.

- Elizabeth Savala está ótima.

- Pura realidade: escola da periferia com alunos rebeldes e professores amedrontados... Será que Gabriela Duarte conserta?

Tuesday, June 12, 2007

Pé na jaca ou na paciencia?

Tem novelas que quando terminam a gente dá graças a deus. Assim foi o atual cartaz da globo. Eu tentei assistir Pé na Jaca... Carlos Lombardi sabe fazer boas comédias. Kubanacan, por exemplo, foi ótima. Mas, não consegui.
Motivos pra não assistir:

- Fernanda Lima... Podre e não tem o menor se mancol para ver que não agradou mesmo

- Debora Secco - po, ninguem sabe se é vilã ou mocinha e de qualquer jeito ela estava péssima

- Sergio Hondjakov - ressucitar o chato do Cabeção foi péssima ideia. ah, o personagem foi outro? mas a chatice é do ator.

- Daniele Suzuki - queria saber como uma canastrona daquelas consegue bons papeis

- uma história confusa, sem pé nem cabeça, chata no ultimo.

Até a trilha sonora foi horrivel. Parecia que era a (in)Fernanda Lima que estava cantando.
Novatas e novatas

Grazi Massafera, ex-miss, ex-BBB, e atriz estreante, não está mal em Páginas da Vida. Tá fazendo direitinho o papel que mandaram de caipira e simplória. O mesmo, aliás, que ela desempenhou no BBB e deu certo...

Bom, comparando-se a Fernanda Lima, Grazi está dando de mil. Como se não bastasse a overdose de FL no primeiro semestre, a Globo resolveu impor a mesma loura insossa e atriz peba na novela PÉ NO SACO... uma chatice.

Outra novata que está tão ruim que a Globo resolveu dar um gelo é a irmã de Zezé de Camargo filha em Paginas da Vida de Ana Botafogo. Além de velha para interpretar uma adolescente, a Camila, a menina trabalha mal e não convence.

Falando nisso, Ana Botafogo só não está pior porque aparece como ela mesmo. Ou seja: bailarina e professora de ballet. Nada de mais, e nem de menos...
Diga espelho meu...

Fatima Dannemann

Quantas vezes você se olha no espelho em busca de perfeições e descobre imperfeições. Ou aquilo que julga ser defeito. Isso dá um certo desconforto e gera instatisfação. Especialmente quando você olha além do espelho e enxerga a sua alma. Nem todo mundo consegue se enxergar com a amorosidade que os budistas pregam. A instatisfação cresce e em alguns caros gera depressão. Mas não é por ai. Dê graças a Deus de descobrir seus defeitos, pois você pode corrigi-los. E refletindo sobre eles, corrigindo aquilo que você considera imperfeito, você escapa ao perigo do Narciso (excesso de Orgulho), ou o da Rainha Malvada (excesso de inveja). Pense que ali está você, seu eu real, nem tão mau como você enxerga, e nem tão
maravilhoso como você gostaria, mas um ser humano, antes de tudo. Alguem criado para ser criador principalmente criador de si mesmo.

Monday, June 04, 2007

SALVADOR SEGUNDO EU MESMA

by Fatima Dannemann

Lugares que eu acho legais

- Museu de Arte Moderna/Parque das Esculturas - é o supermoderno e pós moderno funcionando no antigo. Ousadia pura
- Dique do Tororó - O Dique está ligado a minha vida como o proprio fluido vital. Foi ele que me inspirou o Canto para as águas mansas... Basta dizer isso
- Cidade Baixa - eu relaxo quando vou aquelas bandas, Ribeira, Monte Serrat, finalizo o passeio sempre com uma meditação em plena igreja do Bonfim se estiver vazia...

lugares que eu acho um horror

- Estação Rodoviária - caraca, é um caos...
- Porto da Barra - bonito, mas a cara da decadência
- Calçada - nada mais feio do que a Calçada...

lugares que poderiam estar em qualquer cidade

- todos os shoppings centers.
- O Suarez Trade (predio enormeeeeeee, mais com cara de paulista que de Baiano)
- cemitério Jardim da Saudade