Wednesday, July 18, 2007



Esquisito: o mascote do Pan não apareceu na abertura dos jogos pan-americanos do Rio de Janeiro, na ultima sexta-feira

Sobre a cerimônia: de modo geral foi bonita. Correta, sem as frescuras de sempre e com o pé na Bahia. Nota destoante: Elza Soares atropelando o Hino Nacional.

Miss Brasil carregando a bandeira? será que não tinha mais ninguem? como se deu a escolha? perguntas que não querem calar.

Esquisito: gente que faz tudo para aparecer sequer foi mencionado na cerimonia de abertura, uma delas é a baiana Ivete Sangalo.

Galvão Bueno, heim? Perdeu de vez o se mancol e anda falando besteira atrás de besteira nas ultimas transmissões esportivas.

Esquisito: portais de noticia internacionais vêm ignorando os Jogos Pan-Americanos. Nem parecem que duas superpotencias, Estados Unidos e Canadá, estão participando.

Alemanha no sufoco: em estados a margem do Reno, nesta semana, os termômetros acusaram mais de 30 graus... Efeito estufa.

Novelas vêm exagerando na dose de maldade explicita de seus personagens. Priscila Fantin está ruim demais em Sete Pecados (ruim a personagem, não a atriz).

Falando em ruim (dessa vez a atriz), colocar Maria Flor pra protagonizar uma novela como Eterna Magia é queimar a menina pra sempre. Perde de goleada até dos figurantes.

A Globo peca por não olhar além do próprio umbigo. Acha que pode enfiar qualquer novato como estrela... Já era, meu bem.

Boas falas: a Bandeirantes vai voltar a apresentar a Familia Dinossauro a partir de agosto. O telespectador, saudoso, agradece.

Friday, June 29, 2007

Sonhei que estava na Disneylândia

Fátima Dannemann

Folheio uma revista de turismo e lembro de alguns anos, quando a moda era ir aos Estados Unidos. Mais precisamente, a moda era a Florida, que não chega a ser toda a América, apenas um dos 50 estados norte-americanos. Mais precisamente ainda, a moda era ir aos parques de Orlando. Disney, Universal, Bush Gardens. Subiu o dólar, caíram as torres gêmeas. Bush, Osama Bin Laden e as dificuldades burocráticas se encarregaram do resto e hoje, penso, se tornou complicado conhecer o país do Mickey Mouse (sim porque a Disney é um mundo à parte).
Aqui onde moro, já não se vêem aqueles outdoors imensos que me davam vontade de me juntar à pirralhada que todo ano ia brincar na Splash Mountain ou morrer de medo nos Piratas do Caribe e depois voltar de lá com a mala cheia de quinquilharias – preciosas inutilidades que nos tempos de Collor eram objeto de consumo de dez entre dez candidatos a high society reprovados pela política econômica de Zélia Cardoso de Mello. Levar meninos à sua primeira viagem internacional deixou de ser a mais importante das metas das agências de viagem até porque hoje em dia, outro filão vem se mostrando mais vantajoso, os cruzeiros maritmos.
Mas, Disney é Disney e embora o Universal seja mais divertido, pisar o mesmo solo de Mickey, Minnie, Pato Donald e até de vilões como a Rainha de Copas e Malvina Cruela faz o delírio não só de crianças como até de adultos. E outro dia eu sonhei que estava lá. Uma Disney diferente, diga-se de passagem, pois não era nenhuma das três que eu conheci (sim, além da Florida, estive na Califórnia e em Paris. Advinhe onde?). E eu procurava “cadê Toontown? Cadê o castelo da Princesa?” No meu sonho, não havia a fantasia dos desenhos só a realidade de que hoje, apesar da economia brasileira estar melhor e mais estável, se tornou mais difícil viajar. Vistos, burocracia, o eterno jeito como o brasileiro é visto lá fora.
Pois é. Em Londres, andam barrando até inocentes estudantes brasileiros porque “pode ser um terrorista”. Poxa... Terrorismo no Brasil? Só se for o baixo salário, a falta de segurança, a falta de oportunidades de emprego, o racismo, o preconceito, as doenças infecto-contagiosas, inclusive a AIDS, que avançam de norte a sul do pais, as balas perdidas que atingem inocentes. Não, não somos Osama Bin Laden. Terroristas são os outros. Talvez os fantasmas que impedem a minha Disney dos sonhos de ser algum dos três parques que eu conheci e curti em três diferentes pontos do planeta.
O sonho tem algo de bonito e muito de angustiante: em volta do parque, uma praia deserta onde me dizem para não ir. “Perigoso”. Estacionamentos onde um carro corre o risco de ser perdido. Brinquedos esquisitos. Nem sombra do Mickey embora eu veja o ursinho Puff, “mas não é ele. É parecido”, me dizem, “engana”. E eu não quero enganos, quero certezas. Chego a conclusão que aquela Disney poderia ficar aqui mesmo na Bahia em qualquer boca-quente onde se entra por acaso e se sai por um golpe de sorte: a adrenalina da montanha russa é o medo de cair em mãos erradas. Não há trem fantasma porque quem precisa de trem fantasma se um ônibus é seqüestrado na esquina da sua casa?
E essa é a parte feia. O bonito é ver que o mar, ali, ainda é azul. Que na praia tem coqueiros, tem mato intocado, sem nenhum pivete escondido e pronto para atacar. Ah, e dá para ver peixes nadando. Essa talvez seja a fantasia: peixes nadando tão perto sem medo de serem pescados. O vendendor de água de côco lhe dá o troco sem reclamar, e o sorveteiro garante que o picolé não foi feito com água poluída. Sim, minha Disney podia ser logo ali, num lugar onde o faroeste seria caboclo com direito a guerra urbana que nenhum governante resolve, que ninguém acena com um tratado de paz. Mas era um parque que me fez lembrar que já faz tempo que eu fui a Disneylandia, um parque que me fez lembrar que todo ser humano precisa de um pouco de fantasia.

Wednesday, June 20, 2007

Faustão: Dança dos Famosos, comentários sobre a final

Não se sabe quem estava mais mascarado entre os jurados: Carlinhos de Jesus, Claudia Raia ou Fernanda Candido...

La Raia chegou a ser sonoramente vaiada quando deu nota baixa a Rodrigo Hilbert, queridinho do público e vencedor do concurso.

Elaine Mikeli parecia ser a favorita. Mas foi prejudicada pelos figurinos horriveis que lhe destinaram.

Tá... Ganhou porque acharam que devia ganhar, mas Rodrigo foi favorecido nos figurinos. Parecem ter caprichado mais.

Sergio Loroza, que foi darling do público até as semi finais, era apenas um figurante no cenário da finalissima. Quase não falou.
Novela Nova: primeiras impressões

- ainda não dá pra saber ao certo, mas Sete Pecados parece ser bem melhor do que Pé na Jaca

- Priscila Fantim pegou o jeito de Olga, de Chocolate com Pimenta, e não largou. Mas, como a novela é uma comédia, vá lá.

- Elizabeth Savala está ótima.

- Pura realidade: escola da periferia com alunos rebeldes e professores amedrontados... Será que Gabriela Duarte conserta?

Tuesday, June 12, 2007

Pé na jaca ou na paciencia?

Tem novelas que quando terminam a gente dá graças a deus. Assim foi o atual cartaz da globo. Eu tentei assistir Pé na Jaca... Carlos Lombardi sabe fazer boas comédias. Kubanacan, por exemplo, foi ótima. Mas, não consegui.
Motivos pra não assistir:

- Fernanda Lima... Podre e não tem o menor se mancol para ver que não agradou mesmo

- Debora Secco - po, ninguem sabe se é vilã ou mocinha e de qualquer jeito ela estava péssima

- Sergio Hondjakov - ressucitar o chato do Cabeção foi péssima ideia. ah, o personagem foi outro? mas a chatice é do ator.

- Daniele Suzuki - queria saber como uma canastrona daquelas consegue bons papeis

- uma história confusa, sem pé nem cabeça, chata no ultimo.

Até a trilha sonora foi horrivel. Parecia que era a (in)Fernanda Lima que estava cantando.
Novatas e novatas

Grazi Massafera, ex-miss, ex-BBB, e atriz estreante, não está mal em Páginas da Vida. Tá fazendo direitinho o papel que mandaram de caipira e simplória. O mesmo, aliás, que ela desempenhou no BBB e deu certo...

Bom, comparando-se a Fernanda Lima, Grazi está dando de mil. Como se não bastasse a overdose de FL no primeiro semestre, a Globo resolveu impor a mesma loura insossa e atriz peba na novela PÉ NO SACO... uma chatice.

Outra novata que está tão ruim que a Globo resolveu dar um gelo é a irmã de Zezé de Camargo filha em Paginas da Vida de Ana Botafogo. Além de velha para interpretar uma adolescente, a Camila, a menina trabalha mal e não convence.

Falando nisso, Ana Botafogo só não está pior porque aparece como ela mesmo. Ou seja: bailarina e professora de ballet. Nada de mais, e nem de menos...
Diga espelho meu...

Fatima Dannemann

Quantas vezes você se olha no espelho em busca de perfeições e descobre imperfeições. Ou aquilo que julga ser defeito. Isso dá um certo desconforto e gera instatisfação. Especialmente quando você olha além do espelho e enxerga a sua alma. Nem todo mundo consegue se enxergar com a amorosidade que os budistas pregam. A instatisfação cresce e em alguns caros gera depressão. Mas não é por ai. Dê graças a Deus de descobrir seus defeitos, pois você pode corrigi-los. E refletindo sobre eles, corrigindo aquilo que você considera imperfeito, você escapa ao perigo do Narciso (excesso de Orgulho), ou o da Rainha Malvada (excesso de inveja). Pense que ali está você, seu eu real, nem tão mau como você enxerga, e nem tão
maravilhoso como você gostaria, mas um ser humano, antes de tudo. Alguem criado para ser criador principalmente criador de si mesmo.

Monday, June 04, 2007

SALVADOR SEGUNDO EU MESMA

by Fatima Dannemann

Lugares que eu acho legais

- Museu de Arte Moderna/Parque das Esculturas - é o supermoderno e pós moderno funcionando no antigo. Ousadia pura
- Dique do Tororó - O Dique está ligado a minha vida como o proprio fluido vital. Foi ele que me inspirou o Canto para as águas mansas... Basta dizer isso
- Cidade Baixa - eu relaxo quando vou aquelas bandas, Ribeira, Monte Serrat, finalizo o passeio sempre com uma meditação em plena igreja do Bonfim se estiver vazia...

lugares que eu acho um horror

- Estação Rodoviária - caraca, é um caos...
- Porto da Barra - bonito, mas a cara da decadência
- Calçada - nada mais feio do que a Calçada...

lugares que poderiam estar em qualquer cidade

- todos os shoppings centers.
- O Suarez Trade (predio enormeeeeeee, mais com cara de paulista que de Baiano)
- cemitério Jardim da Saudade

Thursday, May 31, 2007

Pai também ama

Fatima Dannemann

Dizem os versos que “ser mãe é padecer no paraíso”. E ser pai? Onde os pais padecem? Sufocados por “ordens mudas” como a de que homem não chora, muitos morrem cedo, de infarto, por serem obrigados a sufocar a emoção. Pai que é pai, reza a cartilha dos ditames sociais, é o que paga as contas, o que dá as ordens na casa, é aquele a quem se devem todas as honras e todas os atos. Algo cerimonial e distante. Um ser quase inumano de quem se deve respeitar e temer. Não concordo com nada disso.
Claro, há pais ausentes. Mas há mães ausentes, também. Há os pais que abandonam os filhos, mas há mães, que ainda na maternidade, saem para comprar cigarro e esquecem os filhos no primeiro saco de lixo. Então não há porque ditar regras como a de sempre amar as mães e apenas respeitar os pais. Que seja feita justiça, cinqüenta por cento de amor aos dois, porque a mãe jamais carregaria um filho na barriga nove meses se o pai não fizesse a sua parte no trato divino (ou cientifico?) da concepção humana. Elas por elas, cada qual é importante em sua presença e em sua ausência embora cada vez mais pais e mães tem que fazer papel de pais e mães ao mesmo tempo numa só família. As emoções podem ser diferentes, mas pai e mãe têm o mesmo sentimento – de amor (ou indiferença, pois infelizmente isso existe) – pelos filhos.
Ser pai ou ser mãe – dá no mesmo – é principalmente amar e respeitar os filhos. É lembrar que colocar uma criança no mundo não torna este novo ser humano uma propriedade sua. Ele pode contribuir com exemplos, com atitudes, com amor, para que o filho crie aspirações sempre elevadas, mas deve respeitar o filho não só como um pedaço de si mesmo, mas como um novo alguém que um dia, lá no futuro, seguirá seus próprios caminhos. Os pais (ambos, claro, pai e mãe) são os primeiros mestres, mas eles não vão poder abrir a estrada e levar o filho no colo por todo caminho. Basta apontar as prováveis direções, falar sobre os riscos na estrada, sobre como paisagens bonitas as vezes escondem penhascos traiçoeiros, nunca proibir demais nem permitir de menos, e nunca permitir tudo e não proibir nada. Mas equilibrando, pois a lei do equilíbrio é uma das normas que põem ordem em todo o universo.
Pai. Como mãe, três letras e apenas uma sílaba na palavra em português. Um ser que remete ao divino, simplesmente porque o nome Pai, lembra Deus. Mas o pai terreno é um ser humano. Alguém que sente, sofre, ama, chora, se emociona, tem tristezas, alegrias, e é obrigado, em nome das responsabilidades materiais, sufocar tudo isto. E ao arcar com toda a família, pouco sobra tempo para conviver com os filhos.
REEDIÇÃO


"O amor que tu me tinhas acabou em baixaria"

Fatima Dannemann

Quem diria: a Cinderela e o Príncipe das Alagoas se separaram. Pior, na maior baixaria. Bom, essa noticia me chegou com uns dois ou três meses de atraso. Culpa das revistas das salas de espera de médicos, dentistas, fisioterapeutas, salões de beleza e esses lugares que a gente precisa ir de vez em quando (na verdade eu não vou ao fisioterapeuta. Minha mãe é que vai. Eu apenas acompanho e aproveito para ler revista de graça). Estava lendo, o queixo foi par ao pé. Comentei em voz alta:
- Uau, Collor e Rosane se separaram...
Alguém respondeu:
- dos anos...
Outro:
- já separou tarde
Em outros tempos se o Brasil não estivesse afundado na lama das maracutaias, fraudes, corrpuções e CPIs atuais, o caso ia parar nas manchetes de todos os jornais. Seria que nem o fim do casamento de Ronaldo e a Cicarelli, uns meses atrás. Pois é. Os dois sócios no crime... er, os dois pombinhos da República das Alagoas resolveram cantar aquela música de Chico Buarque: eu vou deixar a medida do Bonfim, não me valeu...
No caso, a medida do Bonfim são os bens de Collor que ele alega que Rosane não tem direito e vem brigando com ela por conta disso. O resto? "pode guardar, o resto é seu" e foi o que Fernando fez. Encaixotou tudinho e mandou de São Paulo para Maceió onde a ex-primeira dama, a mulher que inaugurou a peruice em território brasileiro, só faz chorar, chorar, chorar. Ah, e recitar versículos da Bíblia, pois depois de toda lama, impeachment, excesso de enfeites e dourados, Rosane ex-Collor agora apenas Malta resolveu virar crente e se converteu a uma seita evangélica. E a revista contou tudo com uma riqueza de detalhes em que só faltou o nome de algumas fontes o que contradiz o que eu digo: jornalista não ouve dizer, jornalista apura...
Tudo teria começado, segundo a revista, quando a mãe de Rosane faleceu. As relações com Collor (aquele poço de frieza, diga-se de passagem) foram ficando abaladas. Ai, ele resolveu reformar uma casa, contratou uma arquiteta e no tirar as medidas daqui, projetar um quarto de lá, ele se envolveu e engravidou a moça que, ao que tudo indica, pode ser a próxima Senhora Collor de Mello.
Rosane não deixou barato não. Ela chora, sim, mas resolveu brigar na justiça pelos direitos dela (bom, Collor paga uma pensão indecentemente maior do que a maioria dos salários brasileiros. Mas, considerando-se todo o mico que a mulher de um político nesse país precisa pagar, é muito pouco. Embora Rosane não seja nenhum querubim). E essa briga promete ser quase tão emocionante quanto à condenação de José Dirceu (tem que sair em nome da Justiça que o PT - ainda - prega).
Toda essa baixaria amorosa passou ao largo dos holofotes. Claro. Aconteceu ao mesmo tempo em que mensalão, Dirceu, Delúbio eram denunciados, em que Severino ainda aprontava algumas antes de ser cassado, em que Maluf era preso, e que Tião e Sol decidiam ficar com Simone e Ed na reta final da novela América. Mas a vida real apenas parece novela. Muitos casamentos, infelizmente, acabam assim. Sejam alianças políticas, seja a união de uma perua com o presidente que limpou o bolso dos brasileiros com um plano econômico maluco para se revelar nem tão honesto como dizia. Pois é... Rosane deve cantar que o anel que Collor deu a ela não era vidro e ainda está inteiro. Mas o amor que ele tinha? Ah, acabou em baixaria. E ninguém sentirá falta.

Thursday, May 17, 2007

CONSIDERAÇÕES SOBRE PARAISO TROPICAL...

Essa novela tem muito de deja vu...

- um mega empresário com dois assessores, um bonzinho e um mauzão: claro que é a semelhança entre Antenor Cavalcanti e Lineu Vasconcelos (de Celebridade)

- duas gemeas identicas de personalidades opostas, uma querendo lascar com a vida da outra... Você pensou em Ruth e Raquel, de mulheres de areias? eu também. Mas é a vez Paula e Taís

- Copacabana como plano de fundo? Você viu isso em Dancing Days? Confere

- Uma mulher-quase-objeto traida e dominada por um marido machista e preconceituoso: Ana Luisa já teve mil outros nomes em várias outras novelas

- Fernanda Candido fazendo o papel da "outra" ou da "concumbina": a moça é linda, classuda, mas insistem em colocá-la sempre no mesmo tipo de papel. Bom, pelo menos dessa vez as roupas NÃO são de época...

- Ivan, um projeto de marginal e desocupado, que insiste em colocar um rapaz ingenuo e bem intencionado numa fria: você vê isso em malhação

- Garoto de programa mentiroso: Umberto. Mas você já viu isso em Belissima, quando o Mateus enrolava o pai para ficar com a coroa Marion... er, a personagem de Vera Holz...

Friday, May 04, 2007

Confissões Perigosas



Fatima Dannemann



- Tenho uma coisa a lhe confessar. Eu transei com seu marido

- Eulália, não acredito, minha melhor amiga e meu marido.

- Foi um momento de fraqueza, Rosenice, só uma vez. Um deslize. Arrependo amargamente, jamais repetiria, mas eu preciso contar.

- Biscateira! Safada! Cretina. Meu marido... Não acredito, Eulália.

- Calma Rosenice. Afinal eu estou lhe contando e foi só uma vez.

- Quando?

- Faz tempo. Num bar. Ele estava num bar, num shopping. Parecia triste. Fui conversar, saber se podia ajudar. Rolou.

- Grande amiga. E que ajuda, né? Me traindo... Sua melhor amiga, Eulália.

- Poxa, Rosenice... Foi só uma vez e, olhe, nem valeu a pena. Muito rápido. Só o trivial, sabe como...

- Sei muito bem, traidora. Eu sou casada com ele, esqueceu? Conheço bem a peça.

- Pecinha para ser mais exata, Rosenice. Por isso não repetiria. Meu marido...

- Sei, Eulália... Sei... Não precisa vir com discurso. Você já falou: momento de fraqueza, deslize, tem seu marido e...

- Sou sua amiga, acredite. Por isso resolvi lhe contar. Eu sei que já faz tempo, mas eu precisava tomar coragem.

- Ah é? Coragem... Pois, depois dessa, eu também tomei coragem. Sabe seu marido? Eu tive um caso com ele, Eulália.

- Vagaba, safada.

- calma, Eulália. Estamos no um a um. Você pegou meu marido, eu peguei o seu. Jogo empatado.

- Nada disso, Rosenice. Ficar com seu marido uma vez não é ter um caso com ele. E você teve um caso com o meu que, aliás, é mais gos...

- eu sei... mais gostoso que o meu. Porque você acha que eu peguei ele, heim? Meu marido é só o trivial e quando não tem futebol, filme, ou a novela está chata.

- Quase nunca...

- E nos intervalos...

- Mas daí a você ter um caso com meu marido, pô...

- Eulália, se situe. Seu marido é o melhor amigo do meu marido. Marquei com ele para conversar, tipo para pedir uma luz. Bom, ganhei outra coisa.

- Quando?

- Quando o que?

- o caso, quando?

- ah, faz tempo.

- E durou?

- Alguns meses, até que meu marido descobriu. Nos viu juntos no shopping.

- E foi afogar as mágoas no bar.

- Como você sabe?

- Ele contou, ora. Por alto, sem dar nome ao canalha que, aliás, era meu marido.

- Bom, no troca-troca eu tive vantagem.

- Que vantagem? Você voltou pro seu, eu voltei para meu marido, a vida continuou.

- Até que você se divorciou, querida. Seu marido trocou você por uma perua muito mais nova.

- E o seu? Trocou você por um tribufu, esqueceu?

- Mas o seu teve uma caxumba e broxou de vez...

- Depois que se separou para ficar com a ninfeta, mas o seu... Sei não, aquele reboladinho suspeito. Aquela mulher horrorosa que ele arrumou...

- Eulália. Estou achando isso uma tremenda frescura.

- Isso o que, Rosenice? Esse papo? Se for o papo não tem nada a ver.

- Pois é, amiga. Abalar nossa amizade por bobagens e eu tenho uma novidade. Estou ficando com um surfista...

- Heim? Surfista? Por acaso tem uns 25 anos, loiro, alto, olhos verdes?

- Você conhece?

- E ainda diz que é minha amiga...



AUTORIA: MARIA DE FATIMA DANNEMANN

Jornalista - DRT/ba - 786
PIADA RECEBIDA VIA NET

Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:
- Aonde você vai?
- Vou ao médico - respondeu ele.
E ela:
- Por quê?! Você está doente?
- Não. Vou ver se ele me receita esse tal de Viagra.
A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.
Ele perguntou:
- E você? Aonde você vai?
- Ao médico também - respondeu ela.
- Por quê?
- Quero pedir para tomar uma vacina antitetânica.
- Mas, por quê?
- Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar.

Thursday, April 26, 2007

Eu quase não vi o País de Gales



Fátima Dannemann



Eu quase não vi o País de Gales. Na ida, passei meio rápido por Cardiff, na volta, dormia meio trôpega. Mal deu tempo de parar em Snowdon e comprar dois discos celtas. Para conciliar as cervejas do pub com horas de sossego é preciso algo mais lento. Eu vi lagos, castelos, ruínas, um mar que me lembrou aventuras medievais. Bonito. Tudo lindo e mágico como todas as Ilhas – britânicas ou não – cercadas de água por todos os lados e povoados por histórias, lendas, pelo imaginário e pelo real. Ali era assim, pelo pouco que eu vi. Bonito. Calmo, ou quase isso. Vi Cardiff à noite e de manhã meio cedo. E na volta passei por lugares nunca imaginados. Mas vi muito pouco.

Cardiff é bonita, segura e o povo de lá simpático quando dizemos please e eles abrem portas e escancaram janelas. Ninguém consegue pronunciar aqueles nomes enormes em letrinhas bonitinhas no idioma extra-oficial do país, gaélico. Eu nem tento. Preferi sentar num pub e pedir “a pint” porque nem precisa completar de que. O copão de cerveja vem meio quente, mas nem precisa ser gelado. O país de Gales, no final do outono, é bem frio. Frio, mas verde, nos vales e fora deles, até mesmo no jardim do antigo Castelo.

E o primeiro castelo medieval quase em ruínas ninguém esquece. Eu não esqueço o Castelo de Cardiff – que vi pouco. Ia jantar lá, mas alguém do grupo disse que não haveria jantar. Ninguém foi. Acabei comendo um spaghetti completamente italiano sem qualquer vestígio de sotaque celta. Longe do castelo, mas na rua principal das baladas galesas, cheias de pub, restaurantes e monte de gente andando a pé, pois lá, andar a pé é seguro. Ninguém incomoda ninguém.

A imagem do castelo vira monte de fotografias. Eu faço pose com suéter americano, subo escadas, deixo a imaginação voar e fico pensando: como seria o castelo nos tempos em que o rei da Inglaterra garantiu a autonomia local dando seu filho mais velho como príncipe local. O castelo é tão grande, que de fora ninguém imagina. E sua imagem é tão imponente que só depois eu lembro que este não foi meu primeiro castelo medieval. O de Montreux veio antes.

Mas a travessia de Fishguard para a Irlanda, sim, foi o primeiro cruzeiro maiorzinho do que um passeio de escuna. Esse marca. Principalmente porque o mar joga e o barco sobe, desce e cai em meio às ondas. Me senti Isolda levada por Tristão num caminho de volta, mas num barco transadinho com freeshop onde comprei monte de perfumes “made in France”, fast-food onde tracei um belo combinado de hambúrguer (naqueles tempos eu ainda comia hambúrguer) com batatas fritas regada a coca-cola, naturalmente. Isolda nunca ousaria. Mas eu também não beberia filtros mágicos...

Gales ficou para trás. Não sei quando volto por lá. Mas me sinto “em falta” com o país, que os ingleses esnobam achando meio “caipira” (mas quem os ingleses não esnobam?). Lembro de Cardiff, o porto remodelado com belos prédios residenciais, comerciais, área de lazer e o porto mesmo transferido para outro lugar, que nem aconteceu em Liverpool. Lembro de Snodownia, um belo parque com lagos, altas montanhas e um clima que lembra histórias de cavaleiros e dragões. Saltar na estrada em meio ao frio para uma foto. Aventura. Cerveja na lojinha dos discos celtas. Sanduíche de ovo no meio do caminho.

E na volta o caminho é diferente. Vamos pulando de ilha em ilha em meio a fazendas lotadas de ovelhinhas com a poupança suja de azul ou rosa (a marca do carneiro que será o pai dos prováveis futuros filhotes), em meio a menires, templos, castelos, muros de pedras que nem os da fazenda de E o vento levou... Ah, e o mar. Meio bêbada de sono e cerveja, lembro de abrir os olhos e ver praia aqui e ali, o que, em ilha, não é nenhuma novidade. O sorriso das pessoas marcou. O azul dos olhos e o cabelo loiro das crianças me fez lembrar Roberta, minha sobrinha. A boa vontade em agradar as pessoas me fez lembrar Maysa, minha prima. Eu quase não vi o país de Gales. Passei por lá muito rápido. Mas o que vi ficou na lembrança. E isso basta.



Salvador, 12.04.2007

Monday, April 16, 2007



Especialista em papeis bizarros

Bonitinho, mas...
Vejam os ultimos papeis que ele fez
1 - Inácio, um adolescente problemático que jurava ter matado o irmão
2 - Junior, um jovem problemático que tinha que ser machão para a mãe enquanto queria mostrar seu lado mais sensivel...
3 - Ricardo, outro jovem meio assim e assado, apaixonado primeiro por Ana do Véu, depois por uma mulher mais velha
4 - agora ele é Ivan, problemático, rejeitado pela familia e desonesto em paraiso tropical...
coitadoooooooooooooooooooooo


O Afeganistão é assim

ai na foto, uma mesquita muito bonita, por sinal.
Mazar al sharif, Bakti, e o resto eu não sei

Sunday, April 08, 2007


Um heroi de brinquedo que deu certo

Ele não é alemão. É paulista. Não é nenhuma flor que se cheire, tem defeitos, sabe ser grosseiro quando é preciso. É um mulherengo que teve a mesma mulher por onze anos e já promete se amarrar de novo. Diego Gasques, conhecido como Alemão, parecido, como lembrou Pedro Bial, com Johnny Bravo, é a nova sensação nacional ao vencer com quase unanimidade total o Big Brother Brasil 7.
Sua principal façanha não foi vencer o programa, apenas. Nem entrar no jogo pela janela. Afinal, as vencedoras dos BBB4 e BBB6, Mara e Cida, também não se inscreveram. Foram sorteadas. Sua façanha foi vencer sem contar miséria, sem bancar o pobrinho, sem posar de religioso, santo ou mesmo de bonzinho sem qualquer defeito. Pelo contrário. Alemão berrou, esperneou, desancou a agora amada Iris com desaforos, passou outra mulher na cara dela, fez ameaças e encarou os rivais Airton, Felipe, Alberto, Bruna, Analy e Carol sem medo de ser feliz.
Ele foi e não negou fogo.
Mas, num momento em que o país combate o preconceito, estava mesmo na hora de mostrar o que é ser igual a todo mundo. Mesmo sendo loiro, bonito e bem nascido e com todos os defeitos do mundo.


FLORES PARA QUEM MERECE FLORES E ESPINHOS PARA QUEM PRECISA
flores para

- Carol do BBB7... Ninguem diria que ela chegaria em segundo lugar.

- Bard Pritt e Angelina Jolie - adotam mais um filho em pais de terceiro mundo e tiram uma criança da linha de miséria e abandono.

- Goleiros que impediram o milésimo gol de Romário - por motivos óbvios. Poxa, que carnaval em torno disso...

Espinhos para

- Galvão Bueno

- quem vem escondendo os reais motivos da mortandade de peixes na Baia de Todos os Santos, já que essa historia de maré vermelha não convenceu

- a BaBaca que escreveu besteira no meu outro blog

- dança de salão do Faustão (festival de cafonice)

Monday, February 19, 2007



Oferecimento de Assinaturas Multiplo!!!

Lembram dessa tag?

Pois é uma das assinaturas que estão na liquidação de carnaval do meu Fotki - ofertas especiais.
Podem pedir a vontade mas lembrem-se das regras:

1 - pedido somente pelo http://public.fotki.com/fatimad


2 - Não dê reply nesta mensagem

3 - para pedir deixe comentário com um e-mail válido na tag desejada
obs - não deixem comentários lamurientos... não me comovem coisas tipo "oooooooh, eu já pedi e não recebi" (isso é mentira porque eu mando até pra gente que eu sei que me detesta e pede de sa..,agem)

4 - só serão feitas 15 tags de cada modelo (uma para cada pessoa então, certas "fofinhas" que fizeram verdadeiras listas nas outras liquidações se lembrem disso...)
PRESTEM ATENÇÃO POIS TODOS OS PEDIDOS QUE ULTRAPASSAREM O LIMITE SERÃO DELETADOS.

5 - não peça para terceiros (já tive papeis e assinaturas falsificados por conta disso)

6 - a entrega será via e-mail. por isso deixe seu e-mail junto com o pedido ou não vai receber nada

7 - não há prazo para encerramento dos pedidos, entrega ou atualização do fotki

8 - TENHAM CUIDADO; QUANDO A TAG ESTIVER COM PEDIDOS ENCERRADOS, NÃO INSISTAM...
(e apenas um pedido por modelo)

9 - façam os pedidos certinhos, mandem bem para que ninguem fique sem receber os presentinhos, certo?

Beijos

Fatima

Tuesday, February 06, 2007


Oferecimento de assinatura

Regrinhas para os pedidos

1 - pedidos de duas formas: deixando comentário ou clicando aqui

2 - não peça de outra forma pois corre o risco de não receber

3 - deixe o pedido com endereço de E-MAIL pois a entrega será individual via e-mail

4 - apenas um nome por pessoa

5 - prazo: domingo 10.2.2007

Monday, January 15, 2007

PAREDÃO DE DOLLS

Hello, galera...
Aqui, literalmente tudo azul, pois está um dia tipico de verão, com muito sol e deu uma vontade de brincar um bocadinho...
Vamos lá?

Bom, gente, todo ano eu faço essa brincadeira, um "paredão" de tags como se fosse um big brother de assinaturas. É engraçado, a galera participa mandando seus votos, e um jeito diferente de oferecer tags (eu não gosto só de enviar e
de colocar as regrinhas, gosto de estimular a criatividade das pessoas e até testar alguns limites se bem que isto me custe desaforos e humilhações como a que sofri com a tag arco-iris...) Bom, vamos lá

As tags são essas:





Agora, vamos observar bem as instruções. Não quero que ninguem perca as tags porque não seguiu as regrinhas, certo?

1 - Peça apenas UMA das duas tags. Você receberá a que for mais votada por todos... Veja bem. Explico isso para evitar queixas futuras...
(pois é, tem gente que só falta me denunciar ao procon embora tudo que eu faça seja DOADO e seja PRESENTE...)
2 - os nomes NÃO PODEM ser muito longos senão a tag vai ficar horrivel
3 - justifique seu voto. Diga porque escolheu a doll, o que mais lhe agradou nela.
4 - prazo: 18.1.2007 - quinta-feira IMPRETERIVELMENTE...
5 - para pedir a DOLL COMPORTADA clique AQUI para pedir a DOLL ANJO clique AQUI
6 - não mude o assunto do e-mail
7 - não dê reply nessa mensagem
8 - não faça cobranças, exigencias, etc. Eu demoro de fazer as tags, porque faço nas horas vagas e por diversão, mas faço e mando pra TODO MUNDO, sem distinções...

No mais, uma ótima semana para todos, com muita paz, muita luz e muita alegria

Beijos

Fatima
atualizei meu Fotki-Acervo ontem a noite
vão lá e vejam se tem presentes pra vcs
deixem comentários, please

clique aqui

só não façam pedidos, esse album é o de coisas que eu tenho pronta aqui

Fatima
CARTA DE RAPUNZEL

Fatima Dannemann©

Querida Bruxa:
Agradeço a educação esmerada que eu recebi. Graças a seu acordo com meus pais, quando fui trocada por uma cesta de rabanetes e cenouras, sai da mediocridade da aldeia, onde seria camelô e feirante, e virei uma candidata a princesa que fala inglês, ouve rock and roll e música new age e navega na Internet.
Mas, querida bruxa, meu cabelo não é elevador e depois de anos servindo de escada para você e o príncipe eu estou cansada. Na verdade, estou mais do que cansada. Estou um caco. Exausta. Um verdadeiro bagulho.
Mesmo que aqui na torre eu tenbha todo conforto, como um home theater com TV a cabo, modelitos da última moda, estou em crise existencial. Nunca vejo ninguem, a não ser você, que vem pra cá fiscalizar a faxineira, que aliás ou eu mesma, e o príncipe, para quem eu não passo de objeto sexual. Isso mesmo, Dona Bruxa, mal você vira as costas, chega o principe com aquele blablá romântico, um estoque reforçado de camisinhas para ele, DIU para mim, querendo me mostrar ao vivo todas as figuras do Kama Sutra, e depois de algumas horas de diversão ele vai embora com falsas promessas. A única que ele cumpre é a de voltar todos os dias. Mas, de casar comigo e me levar para passar a lua de mel na Disneylandia, ele faz que Não entende. A última desculpa é que não há planos de transformar miha história em desenho animado e tudo o que queria era virar megastar que nem Branca de Neve, Pocahontas e Cinderela.
O resultado isto, querida e idolatrada mentora, é que resolvi dar um rumo em minha vida. Afinal, já não sou garotinha e quero muito ser independente e ganhar minhas próprias moedas de ouro sem depender de bruxa madrinha ou amante principe enrolão. Como lhe disse, cansei de ser elevador de bruxa e objeto sexual de principe. Juntei meus paninhos, cortei o cabelo e estou saindo da torre. O príncipe me disse que sou gostosa, não sou de se jogar fora e estou indo tentar carreira de top-model em Paris. Se não der certo? Ah, vou para os Estados Unidos virar coelhinha da Playboy. Mas, pode deixar que darei notícias. Nem que seja nas páginas de polícia dos jornais.
Um beijo de sua afilhada, Rapunzel.

Thursday, January 11, 2007

Impressões gerais

*** O BBB7 não vai ter sorteio. Em compensação só entrou gentinha bonitinha, loirinha, cabelinho de chapinha. Todos do sul...

*** O único pernambucano do grupo, e tb o único negro, sobraram pro primeiro paredão, dois dias depois da chegada

*** Mais uma vez, o primeiro paredão tem como indicada uma Juliana. Nos dois ultimos, as primeiras eliminadas se chamavam Juliana.

***No BBB4, tb Juliana foi indicada, mas esta se salvou. Merecia ganhar, por tudo, mas ficou em terceiro lugar.

*** Não se sabem os motivos do final do sorteio, mas... Bom, gente como Cida, Tiago, Agostinho e Mara perdem a chance de ter 15 minutos de fama e um milhão de reais...

*** Além de pobres, eles são gente normal demais pros padrões da Globo onde só existem lindos e lindas

Tuesday, December 26, 2006



melhores e piores de 2007

Pior tortura chinesa: começar e acabar o ano com uma novela das sete chata estrelada pela chata da Fernanda Lima.

Pior resultado óbvio: Mara ganhar o BBB6...

Melhor paisagem vista no ano: Montes Carpatos, na Polonia, Rio Danubio, Budapeste, Chapada Diamantina, Bahia, enfim, a terra é bela.

Melhor piada: a da redação de Joãozinho na versão Rainha e Mistério.

Melhor quadro do Casseta e Planeta: Cafofo do Osama

Pior repetição (troféu papagaio): "isso não lhe pertence mais. já deu..."

Melhor iniciativa da mídia: novela Páginas da Vida que finalmente mostra as várias facetas do preconceito e da discriminação. mesmo de leve, já é um começo.

Pior candidato da eleição: DR X, ninguem votou nele.

Sunday, December 10, 2006



Novatas e novatas

Grazi Massafera, ex-miss, ex-BBB, e atriz estreante, não está mal em Páginas da Vida. Tá fazendo direitinho o papel que mandaram de caipira e simplória. O mesmo, aliás, que ela desempenhou no BBB e deu certo...

Bom, comparando-se a Fernanda Lima, Grazi está dando de mil. Como se não bastasse a overdose de FL no primeiro semestre, a Globo resolveu impor a mesma loura insossa e atriz peba na novela PÉ NO SACO... uma chatice.

Outra novata que está tão ruim que a Globo resolveu dar um gelo é a irmã de Zezé de Camargo filha em Paginas da Vida de Ana Botafogo. Além de velha para interpretar uma adolescente, a Camila, a menina trabalha mal e não convence.

Falando nisso, Ana Botafogo só não está pior porque aparece como ela mesmo. Ou seja: bailarina e professora de ballet. Nada de mais, e nem de menos...

Monday, December 04, 2006

LENDA E POESIA, SEU NOME É IRLANDA

Fatima Dannemann *


Cena um: entrada da Trinity College em Dublin. Monte de bicicletas estacionadas e perto dali um mural anunciando coisas diferentes como assembléia feminista, um show de rock e estudantes fazendo bico dando aulas particulares. Cena dois: Dingle Bay, no condado de Kerry. Barcos de pescas aguardam bom tempo enquanto pescadores papeiam malemolentes no pub mais perto. Cena três: um cinema em Killarney exibe o ultimo filme de Spielberg, na porta, charretes em fila fazem às vezes de taxi. Cena quatro: Temple Bar, Dublin. Irlandesas meio clubber cantam e dançam ao som de um vídeo clip. E enquanto tudo isso acontece turistas se dependuram de cabeça para baixo num castelo beijando a pedra que lhe fará voltar a esse país ainda pouco conhecido dos Brasileiros.

Diferente do que muita gente imagina, a Irlanda, ou República da Irlanda é um país de jovens, um país alegre, pulsante, cheio de cultura, literatura e muita magia. Tudo isso é Irlanda, passado, presente, futuro, magia, cultura, lazer, musica, poesia, campos verdes onde pastam ovelhas e cresce a batata, base da alimentação do país, que no século XIX perdeu mais da metade de sua população de fome. Eles tinham a terra, não sabiam cultivar nem preparar a comida. Quem não morreu, foi seduzido por uma vida melhor na América. Mas, a Irlanda tem, também, milênios de história, apesar de só ter conseguido a sua independência nos anos 50. Hoje, como parte da Comunidade Européia, tenta sair do prejuízo melhorando sobretudo as habitações e transportes.

Até muito pouco tempo, as casas da Irlanda eram toscos chalés cobertos de palha quase sem nenhum conforto. "Eu morei toda a minha infância numa casa assim", confidencia uma irlandesa em visita ao Bunratty Folk Park, um parque temático diferente do mundo fake da Disney. Nesse parque, tudo é autêntico, castelo, chalés, fazenda, movéis, foi apenas preservado e é visitado pelas pessoas que descobrem que a Irlanda é mais que discos do U2 ou livros do James Joyce e nada tem a ver com o mundo sombrio de alguns filmes dirigidos por irlandeses.

Um fenômeno natural ajuda o país a ganhar o apelido de Pais do Arco Íris. Quem anda pelas estradas irlandesas, ainda muito estreitas, mas sendo modernizadas com ajuda da Comunidade Européia, pode presenciar seqüências de arco-íris, um após o outro. Muito recortado por baias, pontas, cliffs, o litoral da Irlanda. Em meio a simpáticas fazendas, remanescentes dos celtas, e um dos mais antigos templos cristãos do mundo: o Oratório de Gallarus, construído em pedra imitando um barco emborcado, centro de visitas, estudos e peregrinação.

Oscar Wilde, Bernard Shaw, Bram Stocker, William B. Yeats, Thomas Moore. Alguns desses nomes, os brasileiros já ouviram falar muito. Outros menos. Embora alguns desses nomes reneguem o berço, todos nasceram na Irlanda, pais onde ter cultura é ter prestígio, e nas livrarias, uma grata surpresa: um mesmo livro de autores como James Joyce é encontrado em edições distintas. Com preços para todos os bolsos e alguns com explicações e notas para estudantes. As livrarias são do tamanho de alguns supermercados brasileiros e lá se compra livro por menos de três libras irlandesas (que vale um pouco menos que a libra esterlina).

Livros a mão cheia e muitos deles conta a história do país que vem de muitos milênios. Tudo começou com os proto-celtas. Depois, chegaram os celtas, grandes navegadores, vindos de Portugal e Espanha, principalmente, não só explorando o mundo como tentando escapar do domínio romano. Nessa pré-história irlandesa, os povos viviam em clãs. Eram considerados chefes ou tido como ricos quem tivesse mais terra, mais gado e mais mulher, embora não houvesse distinção tão acentuada entre homens e mulheres: quem chegava primeiro e dominasse a área, era o líder, e se um rei saqueava e tomava a terra de outro, nada demais. Coisas da disputa entre os clãs, muitas delas violentíssimas.

A arte irlandesa nasceu ai. Os bardos (poetas ou cantores) eram tidos em altas contas na sociedade irlandesa (especialmente no período proto-celta) e eram os responsáveis por contar os feitos de seus amos. Com o advento do cristianismo, com a queda do império romano e a invasão dos bárbaros, muita gente foi se refugiar na Irlanda. Tentou-se a conversão daquele povo "pagão", que seguia especialmente o druidismo. Pelas vias normais, não deu. A ética irlandesa era um tanto distinta e começou-se a misturar alhos e bugalhos. Os irlandeses foram alfabetizados e descobriram algo tão interessante quanto formar clãs, criar mosteiros e abadias. E tanto fazia ser homem ou mulher. Tanto São Patrício como Santa Brígida eram chefes de suas comunidades religiosas, algumas das quais se tornaram atuais cidades, e celebravam seus cultos.

De invasor em invasor, a Irlanda sofreu várias dominações e ficou subordinada a coroa inglesa até o século passado (século XX). Hoje, independente, governado por uma presidente, já se moderniza, aceita o divórcio e melhora sua infra-estrutura querendo abrir um novo mercado, o turismo.


CESTA BASICA

Arvore de Natal com fibra ótica, 1,20m - R$110,00 - Lojas Americanas

Barra de chocolate diet na Cacau Show - R$1,10

Hidratante para o corpo importado e perfumado, na Paar FUm - R$60,

Wednesday, November 22, 2006

Certo fim de tarde, no bonde Cinco

Fatima Dannemann

Do sexto andar, ali da esquina, dá para ver a estação. Ônibus vão, vem, dão a volta. Os bondes param num terminal próximo. As passagens são vendidas na lojinha de um Sikh ali mesmo no terminal. E num fim de tarde, tomar o Bonde numero 5 e ir explorar Viena parece um programa interessante. Andar por ruas nunca dantes visitadas, sair do circuito dos Castelos e ver a cidade por outros prismas. Interessante. È a vida normal dos austríacos que vão para casa, depois do trabalho ou da escola. Ou algumas moças que vão para a “batalha” de bota e minissaia parecendo mais a noiva do cowboy do que alguém do centro da Europa.
No cinco, enquanto Apolo despeja os últimos raios de sol nos canais do Danúbio, uma Viena diferente se abre aos que vêm de fora. Não... Schonbrunn, o Palácio, é apenas um sonho distante do city-tour da manhã. Catedral, Igreja Votiva, Hofburg, desses, se vêem apenas as torres. As elegantes ruas de pedestres com lojas de griffes, chamarizes para os consumistas de todas as nacionalidades, são apenas evidencias em sacolas abarrotadas de compras das mulheres que voltam para casa. No bonde, outros caminhos se abrem. “Primas” indo fazer “ponto” perto das rodas gigantes do Pratter, no final de linha, casais de namorados, cachorros, bebês no carrinho, esudantes, pessoas idosas, meninos, imigrantes, gente de todo tipo e do tipo que os guias de turismo escondem.
Quase ninguém se olha nos olhos. Cada um em seu espaço, vivem-se os direitos humanos que a Áustria garante a todos os seus habitantes (cidadãos ou emigrantes). Ir, vir, morar, trabalhar, comprar, beber cerveja em uma das cervejarias repletas, comer torta de chocolate, aproveitar a liquidação de sombrinhas oportuna num momento de chuva de verão. Vaguear pelos parques que rodeiam os castelos e museus. Viena é uma festa para seus habitantes e descobre-se um lado moderno e audaz nas lojas de informática, eletrônica, decoração e joalherias. Valsas, brilho, purpurina? Muito lindo mas chamariz para turista. Tudo longe dos olhos dos passageiros do “5”, que, como todos os mortais do resto do mundo, aproveitam a viagem para namorar, conversar, ou apenas ler revistas de fofoca.
O bonde nem leva tanto tempo para ir da Ost Haupt-Banhof (deve ser este o nome, mas o que importa o nome) ao Pratter (com certeza é esse o nome do famoso, mas agora decadente, parque de diversões repleto de rodas gigantes que já não são as maiores do mundo). Vai passando por ruas de todos os tipos. Umas largas, outras tortuosas. Umas de comércio mais chique, outras mais populares e residenciais. Passa por restaurantes e cafés onde pessoas bem arrumadas vão jantar, e por algo parecido com botecos onde homens tomam algo parecido com pinga antes do jantar. Tinha que ser assim, afinal, a Áustria se preocupa com o cidadão. Dá a ele trabalho, bons salários, assistência de todo o tipo. Por isso, perto do final de linha, um único “pivete” pedindo esmolas na sinaleira corre de medo ao ver a Policia. A mesma Policia que, minutos antes, revistou bagagem e conferiu documentos de punks que vagavam pela rua. Ameaçar a segurança alheia? Pedir o que é dos outros? Não pode não...
O "cinco" vai e volta da viagem praticamente lotado. Vê-se de longe a Praça da Catedral onde uma mulher insiste em assistir a ultima missa do dia. A essa altura anoiteceu mas o bonde tem mais algumas viagens antes de parar para “descansar” até o dia seguinte. Turistas, imigrantes, curiosos, nativos, gente a caminho do trabalho, da escola ou mesmo de canto nenhum, passará por ele. No caminho, uma Viena, longe dos Palácios, museus e das valsas, que muita gente até vê, mas será que alguém repara?

Flores para quem merece flores
e espinho para quem precisa


flores para

- equipe de Casseta e Planeta - pelo programa da semana

- elenco jovem de Páginas da Vida - em especial os que fazem Daniele e Luciano

- Daniela Mercury

espinhos para:

- Fernanda Lima - pela falta de se mancol em voltar a participar de novelas como atriz (podre)

- Debora Secco - não está convencendo como freira

- Leticia Sabatella - tambem não convence como freira

Tuesday, November 14, 2006


Pau puro: Enquanto Grazi Massafera mostra humildade num papel secundário, falta simancol em Fernanda Lima a quem o telespectador precisará aturar em Pé na Jaca...

* * *


Outra que Pé na Jaca reserva para os espectadores: Debora Secco, com aquela boca aberta, vestida de freira. Haja, viu...

* * *


Pior é que Murilo Benício estará na trama e pelo que se nota a Globo insiste num par romantico que não deu certo desde América (Tião e Sol deu em eclipse...)

* * *


A história deve ser interessante. Carlos Lombardi é um autor eficiente que sempre dá asas a imaginação (vide Kubanacan e Uga-Uga). Mas aguentar este elenco, não dá...

Thursday, November 09, 2006


Orkut, Gazzag, Multiply, seja lá qual for o grupo, a rapaziada aproveita para soltar a criatividade e a imaginação no nome das comunidades. De uma inusitada "girafas não existem", ao saudosismo dos leitores de fotonovela, dá absolutamente de tudo. Confira, aqui, algumas:
sua inveja faz a minha fama

apaixonados por perfumes

fera é meu pai eu sou ferinha

eu pareço metida mas sou legal

panela sem tampa

morro de sono depois do almoço

eu já li muito grande hotel

Salvador é um ovo

adoro homens cheirosos

irmão mais velho sofre mais

Girafas não existem

O acre não existe

Tuesday, November 07, 2006



Vale uma visita ao site da novela O Profeta
as vinhetas com ícones e visual dos anos 50
estão impecaveis. A novela, aliás, é a menos
pior de todas que estão em cartaz no momento.

Para visitar o site, clique aqui
acabei de ler no Globo.com

RODRIGO SANTORO VAI ESTRELAR FILME AO LADO DE SHAKIRA

Depois de integrar elenco de “Lost”, ator brasileiro encarna a lenda do tango Carlos Gardel em musical de HollywoodImprimir Enviar por e-mail Receber Newsletter

Carla Meneghini, do G1, no Rio
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Que “Lost ” que nada! Quem pensava que Rodrigo Santoro tinha atingido o auge de sua carreira internacional ao integrar o elenco fixo da série da moda, estava errado. Nosso galã do tipo exportação acaba de fechar contrato para protagonizar o filme “Dare to love me” ("Ouse me amar"), em que fará par romântico com a cantora colombiana Shakira . Segundo o site Production Weekly, as filmagens começam no início de 2007.

Dirigido pelo mexicano Alfonso Arau (de “Como água para chocolate”), o longa é uma biografia musical da lenda do tango Carlos Gardel , e Santoro encarnará ninguém menos que o próprio músico argentino. A atriz espanhola Paz Vega (de “Lucia e o Sexo”) também está no elenco.

Ambientada na Buenos Aires nos anos 20, a trama conta a história de amor entre Gardel e uma prostituta que acaba brutalmente assassinada. A dor da perda leva o músico de mudança para Paris, onde conquista um grande público e conhece uma mulher misteriosa que transforma seu sofrimento em sucesso.

Tuesday, October 31, 2006


Para quem precisa compartilhar ou mesmo guardar arquivos economizando uma grana em CDs, DVDs e disquetes, uma solução são os sites para upload de arquivo. Algumas opções:

http://www.yousendit.com - esse tem que logar e enviar por e-mail. dá apenas 30 dias gratis e uma semana de armazenamento

http://www.4shared.com - muito bom, com página de gerenciamento, mensagens, acompanhamento de quantas pessoas baixaram, etc

http://www.upload.sc/ - mesmo formato dos anteriores

http://www.sendspace.com/ - facinho, tipo o bestsharing

http://www.putfile.com/ - para video, filmes e fotos principalmente, facinho de usar

http://www.filefactory.com/ - semelhante aos demais

http://www.ripway.com/ - possui outros recursos como blog

http://www.dropload.com/ - semelhante aos anteriores, mas só armazena por sete dias

http://www.rapidshare.com - o mais conhecido, mas muito complicado

http://www.megaupload.com/ - facil de usar e em portugues

http://mooload.com/new/ - tb facil de usar

http://www.bestsharing.com/ - um dos darlings do setor, tem a vantagem de mostrar quantas vezes seu arquivo foi visto. facilimo de usar

http://www.filesupload.com/ - mais outra opção

Monday, October 23, 2006

Pergunta-se

que será que Paola de Oliveira fez para virar protagonista em sua segunda novela?
ai tem truta? ou pelo tamanho seria um cardume de pirarucu inteiro?
respondam!!!
perfil dos malas do orkut:
1 - nunca deixam recados pessoais
2 - não tem foto recente no perfil. só desenhos ou fotos antigas
3 - não lê suas mensagens reclamando dos scraps
4 - quando você reclama direto no scrap, em vez de pedir desculpas, lhe exclui
5 - como se não bastasse um, tem vários profiles
7 - não lhe dá parabens no seu aniversário
8 - mensagens de páscoa e natal vem assinadas por outra pessoa porque eles não tiram o nome da pessoa de quem repassou...
...
aceito contribuições vamos definir e deletar essa tchurma...

beijos

Fatima

Tuesday, October 17, 2006

Venenosamente, Jane Fonda

Fatima Dannemann

Às quartas-feiras, cinema é mais barato em Salvador. Ir ao cinema neste dia, durante uma voltinha pelos shoppings da cidade, já se tornou programa tradicional. Mas, as ultimas quartas-feiras têm sido especiais. No cinema do shopping Itaigara, um dos mais novos e mais modernos cinemas da cidade, um punhado de mulheres aproveitava a promoção de meio de semana para conferir a volta às telas de uma das últimas das grandes damas do cinema, Jane Fonda, em A Sogra, uma comédia rasgada, engraçada (apesar dos toques piegas e dispensáveis do final do filme) dirigida por Robert Luketic, o mesmo de Legalmente Loira, com roteiro de Anya Kochoff contando ainda com Jennifer Lopez a nora que Jane vai atormentar, vigiar, investigar nos 93 minutos de filme, ou quase isso.
Jane estava afastada há 15 anos do cinema. Mas mostrou que uma vez rainha, sempre majestade. Ela rouba todas as cenas em que aparece apesar de Jennifer ser uma das melhores artistas de sua geração e inegavelmente bonita principalmente porque foge do padrão Barbie. A atriz mostra suas curvas, sua latinidade, seu jeito de vestir com estilo e atitude dispensando griffes, cores e padrões ditados pela mídia ou pelos chiques e dá um charme especial ao filme. Mas, Jane, que praticamente nasceu e cresceu nos sets de filmagem, é simplesmente show de bola, e a curiosidade em torno de sua volta ao cinema acaba sendo o principal toque do filme.
Tão bela quanto em qualquer outra fase de sua carreira (embora o filme não esconda as inevitáveis marcas de seus quase 70 anos). Filha do ator Henri Fonda, irmã de Peter Fonda co-protagonista do mais famoso de todos os road-movies “Easy Rider” (Sem Destino), tia da atriz Bridget Fonda, Jane faz parte de um clã que também já levou mais de um Oscar para casa. Jane ganhou duas vezes na década de 70, em 71, por Klute, e em 78 por Coming Home. Contracenou com seu pai em Num Lago Dourado, o ultimo filme de Henri, e o ultimo Oscar do patriarca recebido por Jane.
Claro que a historia do filme em si, nada traz de novo. É o mesmo blábláblá lido em historinhas de princesas, fotonovelas, novelas de televisão e outras comédias. Mas esta é especial. Alem de Jane que está engraçadíssima e rouba a cena todas as vezes que aparece, tem Jennifer, que está se tornando especialista no gênero das comédias românticas, e o diretor Luketic tem no seu currículo um dos maiores sucessos da comédia moderna Legalmente Loira. Há momentos impagáveis, como o que Viola Field (Jane, a sogra) em sua última aparição na TV antes de ser demitida, quer esganar sua jovem (loira e burra) entrevistada que mal consegue responder a algumas perguntas óbvias.
Ai que o filme começa a esquentar. Antes disso, tudo é xarope. Charlotte (Jennifer), uma artista plástica que não acredita no próprio talento e sobrevive fazendo mil trabalhos temporários, está passeando com cachorros na praia quando conhece Kevin (Michael Vartan) um belo e bem sucedido médico, filho único de Viola, que a essa altura, depois do surto quase psicótico no programa, está internada numa clínica psiquiátrica. É quando ela deixa a clínica e que Kevin vai apresentar Charlotte a Viola que a história esquenta. Em alguns momentos ela lembra Odete Roitman e outras sogras megeras de novela.
Há quem tenha falado mal do filme. Mas, criou-se um “modelo” de que comédia não é “coisa séria”, que rir não é “intelectual” e muito menos “inteligente” e assim os críticos de carteirinha nunca dão o braço a torcer. Preferem se reprimir e se sujeitar a um problema na vesícula do que liberar a gargalhada e desopilar o fígado em situações verdadeiramente estapafúrdias como as que Viola e Charlotte vão criando no filme. Só Kevin fica meio apagado, não aparece em boa parte da história e, é preciso admitir, nem faz muita falta, já que Jane e Jennifer dominam a cena.
Pode ser que Mrs Fonda não ganhe nenhum Oscar com este filme. Mas, com certeza será lembrado com carinho. Que nem Descalços no Parque, uma comedia light e cabeça, que ela estreou em 1967, ao lado de Robert Redford. E é ai que lembramos do que falta no filme: um nome masculino de peso. Alguem Al Pacino ou Jack Nicholson, que já estrelaram comédias românticas com bastante competência conseguissem dar o charme que faltou em Michael Vartan, um Kevin certinho demais e por isso sem graça.

Saturday, September 23, 2006

Tutorial como uma onda

Fatima Dannemann

inspirado na novela mas ao mesmo tempo não tem nada a ver
e pode ser feito com qualquer figura. não precisa ser do mar, não.

1 - abra a figura ou tube redimensione se necessário
2 - duplique duas vezes (feche o original pois se der zebra vc não perde)
3 - numa delas vá em effect/image/ seamless tile - minimize e deixe quieto
4 - escolha duas cores da outra copia e faça um gradient
5 - abra uma imagem de 1024x320 ou 800 x300 e pinte com o gradient
6 - configure o gradient como quiser, claro mas eu botei com repeats 4 pra ficar bem "ondulado"
7 - nova layer e pinte com a cor mais clara do gradient
8 - redimensione entre 70 a 80 por cento com all layer desmarcado
9 - plugin/dragon fly/sinedots
10 - clique com a varinha FORA do desenho e delete - note que tem que ficar assim (ou quase isso) - para isso pressione a tecla shift e mantenha pressionada enquanto estiver selecionando.
11 - deformation e estique as layers para os lados até encostar nas bordas
12 - acrescente uma layer nova ENTRE as layers 1 e 2
13 - pinte com o pattern criado no inicio do tutorial
14 - ative a layer 2 (a do sinedots)
15 - selecione as partes de cima e de baixo da layer
16 - deixe selecionado ative a layer do meio (a layer 3) e clique delete no seu teclado
17 - volte a layer 2 e reduza a opacidade para 50 a 60 por cento a gosto. se quiser, selecione algumas áreas do sinedtos e de drop shadow
18 - abra a figura, aplique uma mask a seu gosto (se for tube não precisa) cole no top assine e salve (eu usei uma mask que tem umas ondinhas bonitinha)
Memória

Vinte anos depois de sua morte, a escritora de novelas Janete Clair ganha biografia em livro

Símbolo da cultura de massa latino-americana, a telenovela tem seus ícones. Um deles a escritora Janete Clair cujos 20 anos de morte foram marcados com o lançamento do livro Nossa Senhora das Oito – Janete Clair e a Evolução da Telenovela no Brasil, escrito pelo jornalista Mauro Ferreira, com pesquisa e reportagem do jornalista Cleodon Coelho (roteirista do programa Vídeo Show). Autora de 21 novelas na Globo, Janete Clair ganhou homenagem póstuma na sisuda Academia Brasileira de Letras que, finalmente, se rende a realidade da teledramaturgia.

Fatima Dannemann

O ano, 1978. A grande questão nacional: quem matou Salomão Hayala? Mal davam 20h nos relógios e Paulinho da Viola começava a cantar: “minha pedra é ametista/ minha cor o amarelo/ mas sou sincero/ eu preciso ir urgente ao dentista/ tenho alma de artista”... e até os rapazes desafiavam quem dizia que novela era coisa de mulher e sentavam-se em frente a TV para ver a mania do momento, O Astro. Nos papeis principais Dina Sfat e Francisco Cuoco. Vilão especialmente convidado, Rubens de Falco que, como caiu nas graças do público como o marido de Tereza Rachel (no papel da viúva do falecido Salomão), foi inocentado do assassinato que acabou caindo nas mãos de outro personagem qualquer. Tecendo o destino desses personagens e calando o pais por uma hora todos os dias por quase seis meses, estava Janete Clair.
Mesmo que ela não tivesse escrito uma linha de novela sequer, Janete seria no mínimo primeira dama da teledramaturgia. Seu marido, Dias Gomes, assinou sucessos como O Bem Amado, Roque Santeiro e vários oturos. Mas, enquanto Dias reinava no horário, hoje extinto, das 22h, Janete Clair era a toda poderosa que brilhava as 20h. Por duas décadas, entre 1964 e 1983, ela fez mocinhas suspirarem, namorados atrasarem o encontro em uma hora para que eles não perdessem a novela, ela ditou moda, fez adolescentes e jovens cantarem alguns hits como “rock and roll lulluby”. E durante os piores anos da ditadura, a autora aliviou o carma dos brasileiros que por pelo menos uma hora podiam pensar que o destino de Cristiano e Simone, protagonistas de Selva de Pedra, era a coisa mais importante do mundo. Mais, até, que o próprio futuro do país.

Censura

Se seu pique de atividades se deu entre os piores anos da ditadura militar, 1967 até 1983 quando morreu de câncer em 16 de novembro aos 58 anos, não significa que Janete Clair tenha passado ao largo das tesouras dos falsos-moralistas que ditavam a censura do país na época. Polêmica, falando de temas como aborto, Janete Stocco Emmer, seu nome verdadeiro (o Clair era uma homenagem a música Clair de Lune de Debussy), várias vezes foi alvo de censura. Precisou reescrever capítulos inteiros de suas novelas, modificar personagens, trocar falas e alterar algumas tramas paralelas. Claro que isso tudo é “fichinha” perto do que aconteceu com seu marido, Dias Gomes, que teve Roque Santeiro totalmente censurada faltando poucos dias para a estréia..
A autora chegou a Globo em 1967 depois de uma passagem pela Rede Tupy onde escreveu O Acusador, com Jardel Filho. Sua primeira novela na Globo foi Véu de Noiva que inaugurou um novo jeito de fazer folhetins eletrônicos. Antes, predominavam novelas de época, transposição de clássicos da literatura, ou dramalhões cubanos e mexicanos traduzidos para o português estilo O Direito de Nascer. Véu de Noiva, com Cláudio Marzo e Regina Duarte, trouxe um estilo mais brasileiro e mais natural. Aproximou ficção de realidade e os artistas de seu público.
Dado o pontapé inicial viria uma série de sucessos. Irmãos Coragem, de 1970, misturava faroeste, dramas, romance. Depois foi a vez de Selva de Pedra. Regina Duarte, então namoradinha do Brasil, vivia a Simone perdidamente apaixonada por Cristiano, vivido pelo mesmo Francisco Cuoco que estaria presente em O Astro, Pecado Capital, ah, e em Eu Prometo, o ultimo trabalho de Janete, deixado inconcluso com suas morte, terminado por Dias Gomes.

Opinião

Minha novela preferida

Que novela teria marcado a carreira de Janete? O Astro, cuja identidade do assassino de Salomão Hayala ela não revelou sequer ao presidente Geisel? Selva de Pedra, que chegou a dar 100 por cento no Ibope? Irmãos Coragem, que como Selva de Pedra teve direito a remake? Ou seria Pecado Capital que começava com – de novo!- Paulinho da Viola cantando “dinheiro na mão é vendaval/ é vendaval...”, enquanto eram desvendadas as tramas de Lucinha, Carlão e Salviano Lisboa? Não sei o que pensam os outros, mas a minha preferida é Sétimo Sentido.
Lembro bem, chegava do ballet esbaforida, tomava banho, jantava em tempo recorde e sentava para ver Luana Câmara alternando-se a Priscila Capricce revelando Regina Duarte como uma senhora atriz, uma verdadeira lady com maturidade e talento, e Janete Clair reinando absoluta em uma novela que fugia a mesmice de todas as outras especialmente a da mocinha boba, chorosa, sofredora e mala da maioria das tramas anteriores. Estávamos no começo da década de 80, os anos que mudaram tudo: nos devolveram a liberdade, acabou-se a democracia, Gabeira desfilando com sunga de crochê e as mulheres mais ousadas desnudando os peitos em topless na praia. Não, mocinhas quase cretinas como a Simone de Selva de Pedra estavam fora do contexto.
Com estréia em março de 82, Sétimo sentido trazia Guel Arraes, Jorge Fernando e Roberto Talma na direção de um elenco com nomes de primeira grandeza, encabeçados pelo mesmo par que viveu Cristiano e Simone, mas de uma forma muito mais legal, diga-se de passagem. Francisco Cuoco era Tião Bento, Regina Duarte era Luana Câmara e Priscila Caprice. Enquanto Luana lutava para reaver a fortuna que havia sido roubada pela família Rivoredo, Priscila aprontava e desfilava no áudio uma trilha sonora com musica de primeira linha. Esotérica, com Gilberto Gil, Disse Alguém, com João Gilberto, Charmes do Mundo, com Marina, ah, e o tema da abertura não foi com Paulinho da Viola. Era Chico Buarque quem entoava a belíssima Vitrines na abertura de Sétimo Sentido.
Sétimo Sentido também deu uma virada na teledramaturgia, sim. Trouxe coisas novas e a principal dela foi mostrar que Regina Duarte tinha potencial para papeis mais trabalhados. Talvez por isso, dois anos depois, quando a censura resolveu liberar Roque Santeiro e a novela foi reescrita, foi Regina que abocanhou o papel da viúva Porcina e não Betty Faria (outra heroína dos folhetins e protagonista de Pecado Capital e Duas Vidas, entre outras) que tinha sido a escolhida da primeira versão e que, anos mais tarde, viria protagonizar Tieta. Mas foram outros tempos, outros autores, e outras protagonistas escrachadas e visualmente cafonas. Um caminho que Regina Duarte, revezando Priscila Caprice com Luana Câmara, abriu em Sétimo Sentido.

Friday, July 21, 2006

Não aceite imitações, exija um jornalista.

Fatima Dannemann


Até que enfim, luz no fim do túnel para minha profissão. A Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas, está lutando para aprovar a lei que regulamentará definitivamente a profissão. Assim, não só as funções clássicas de repórter, editor, diagramador, fotógrafo como também de professor de jornalismo e assessor de imprensa deverão ser atribuições exclusivas dos jornalistas formados em jornalismo e com registro profissional. Claro que isso ainda não “limpa” a categoria, gente que tem direito adquirido continuará exercendo a profissão. Mas, com a aprovação da lei, somente quem for formado em comunicação com habilitação para jornalismo poderá trabalhar na área. Já era tempo. Ainda assim, a categoria conta com o pior de todas as oposições: os patrões. Os grupos empresariais de comunicação estão querendo fazer a cabeça do povo dizendo que isto é “volta da censura”. Muito pelo contrário. Agora é que a liberdade de imprensa fica garantida e mais teremos um jornalismo de melhor qualidade exercido e praticado por pessoas habilitadas.
É apenas um pequeno passo, mas já é uma grande conquista. Eu via meninos e meninas em 9 ou 10 faculdades de jornalismo existentes aqui em Salvador se formarem sem grandes perspectivas profissionais. Se a lei for aprovada, como eu tenho certeza que será, eles já podem fazer planos, pois nas redações e nas salas de aula, somente jornalistas. E nada demais: eu não faço exames se não for com médico (ajudante ou técnico nem pensar); para dietas alimentares, só nutricionista; terapia só com psicólogo formado; e mais, deixei a yoga porque a professora tem formação em yoga, mas não é formada em educação física e garanto que um profissional habilitado em qualquer área faz a diferença. Ah, esqueci de fisioterapia. Os fisioterapeutas lutam para deixar de serem subordinados aos médicos que insistem em querer saber mais sobre fisioterapia do que quem estudou quatro ou cinco anos para isso.
Os profissionais de educação física se mobilizaram, criaram o conselho da classe e com isso as academias de ginástica, clubes, etc, vêm se moralizando. Meio que por força da lei, mas se moralizam. Quem não se enquadrou, dançou e assim academias famosas da cidade simplesmente fecharam as portas, mas professor leigo – graças a deus para quem vai se ver livre do risco de lesões graves e sem cura – nunca mais. Agora, no mínimo os técnicos e professores estão estudando educação física ou dança. Isso garante que as academias e clubes de boa qualidade fervilhem de alunos e todos façam as aulas e saiam felizes e satisfeitos sem risco de ficar com problemas na coluna ou com o joelho “bichado” por exercícios mal ministrados.
Pois com jornalistas formados, a coisa será a mesma – não entro aqui no mérito da seriedade profissional, pois em todas as áreas, até na medicina, existem descarados e picaretas que estão se lixando para a honestidade ou para a qualidade dos serviços prestados. Gente que sabe que o jornalista tem que formar a opinião deixando que o leitor pense e tire suas conclusões e não induzindo o cara a pensar de tal e tal forma (como as TVs fazem). Ver peruas ou garotinhos dando uma de “repórter” é coisa que as TVs terão que repensar. Entrevistadores como Faustão, que interrompe os entrevistados, botam palavras não ditas na boca de seus convidados, ou ele mesmo responde a perguntas não feitas numa total falta de profissionalismo e ética, terão seus dias contados.
Já era tempo. Poucos se tocam, mas jornalismo é uma das profissões mais antigas que existem. Se formos analisar, vêm desde os tempos dos contadores de histórias, das actas diurnas de Julio César, dos escribas egípcios, dos menestréis medievais, e muitas outras coisas. Importante e indispensável não só para saciar a eterna curiosidade do ser humano, como para informar sobre o que acontece ao seu redor – ninguém é uma ilha. É uma ciência irmã da história (sim jornalismo é ciência) e uma arte irmã da poesia (sim é uma arte também) pois bebem da mesma fonte: a vida e o dia a dia. Pois está na hora de quem precisa de jornalista exigir um jornalista formado. Como diria a propaganda: recuse imitações. Um jornalista formado faz a diferença.

Sunday, May 28, 2006

Laura Prudente da Costa toma o que faltava de Maria Clara Diniz: o marido

Eis que tres novelas depois, reencarnada como Victoria Assunção em Belissima, Laura Prudente da Costa, conhecida fora do projac por sua identidade secreta Claudia Abreu, toma o marido de Maria Clara Diniz, sua arquirival em Celebridade. Para isso, foi preciso o ator Marco Palmeira aparecer na novela como o delegado Gilberto que alem de tudo vai descobrir quem foi o culpado das mortes e falcatruas de Belissima.

- olha, eu é que não fui, diz Victoria Assunção que desde que reencarnou começou a se redimir dos pecados de Laura sendo boa mãe de familia e empresária modelo, já chega ter matado o Lineu Vashconchelos na outra novela, completou com seu inconfundivel sotaque de quem andou faltando as sessões de fonoaudiologia.

Monday, May 01, 2006


*** A Globo investiu em elenco, mas não investiu em história e já se viu que Cobras e Lagartos será mais um fracasso da emissora

***Carolina Dieckman, alem de horrorosa loirissima, está péssima num papel de malvada. Histérica e soando falso.

***Ponto positivo: Cleo Pires parece que vai repetir o sucesso de Lurdinha, dessa vez com a rebelde Leticia.

***Trilha sonora da novela: a música de abertura é simplesmente um saco. Será que ao invés de revival de Elis a Globo não poderia lançar alguem novo?

*** A programação das TVs ao domingo está um verdadeiro esgoto. Por conta disso nem é preciso falar do nivel da programação.

***Resultado: tem gente sofisticada e inteligente assistindo Raul Gil, na Bandeirantes. Bom, concorrer com Gugu, Eliana e Faustão e ganhar é a maior moleza. Até pra Raul Gil.

***E tem gente perguntando: com tanto ator e atriz no mundo, porque a Globo anda cansando o espectador com as mesmas caras de sempre?

***Finalizando: Malhação é o tipo de programinha chato, que já deu, já cansou. Mas a Globo se acha e entope o ralo das tvs com porcarias como essa...

Thursday, April 20, 2006

Munição fraca e pontaria errada

Fatima Dannemann

Bang-Bang vai embora marcada como uma das piores novelas do horário das 19h (o mesmo de tramas inesquecíveis como A Viagem, Elas por Elas, Vamp, Top Model, e tantas outras que marcaram época). A Globo mirou errado. Tinha como alvo o plebiscito do desarmamento (deu que ficou tudo como antes) e a munição que ela usou não passou de uns traques de massa desses que não abala nem criancinha. A novela, que começou com autoria de Mario Prata e terminou com outras pessoas esticando uma história que poderia até ter dado certo em outras circunstâncias, não passou de uma colcha de retalhos de equívocos que começa da escolha da protagonista e se espalha por todos os detalhes da trama com excessão da abertura: sim, a abertura, com os bonequinhos, foi a unica coisa que se salvou.
A Globo jogou fora uma idéia que até poderia ter sido interessante. Passada no Novo México, oeste americano, entre as cidades de Santa Fé e Albuquerque em plena época de expansão dos Estados Unidos. Poderia ter mostrado, de verdade, o que foi o velho oeste. Preferiu maquiar, criou uma trama absurda protagonizada por atores fracos, sem carisma e uma delas completamente forçada, Fernanda Lima, que desbancou atrizes profissionais mais tarimbadas só Deus (e a cúpula da Globo) sabem com que requisitos porque nem ao menos bonita ela é, tem péssima dicção, nenhuma expressão
(triste ou feliz a cara insossa de Diana Bullock foi sempre a mesma).
No meio tempo em que lançou a novela - fraquíssima, a pior do horário das sete desde Uga Uga (tão ridicula quanto, mas pelo menos com melhor elenco) - a Globo se viu as voltas com algo que há tempos ela havia esquecido que existia: concorrência. O povo vem aprendendo a mudar de canal desde que a Record relançou Escrava Isaura (que está sendo reprisada aliás). Junte-se a uma novela concorrente com velhos rostos conhecidos do povão a fraquíssima trama cheia de nomes complicados de Bang Bang e o resultado foi o fracasso. Primeiro falou-se que a novela ia ser encurtada em 30 capítulos. Para desespero das pessoas que deixaram de ver novela, não foi. Mudou o autor. Enxertaram novos personagens com atores mais carismáticos como Marcos
Pasquim e Murilo Rosa. Não deu.
Fernanda Lima não foi a única amadora na história. Outros artistas de outras especialidades entraram no elenco. O problema é que Fernanda, inegavelmente, não tem talento mas foi escalada pro papel principal. Enquanto isso, Sidney Magal deu show como Zorroh. Carinhas bonitinhas como Alinne Moraes e Fernanda de Freitas (essa não passa de um clone, tamanho reduzido, de Deborah Secco, sem maiores expressividades) também passaram despercebidas. Evandro Mesquita, vestido de mulher, conseguiu ficar ainda mais chato do que o normal. Aliás, nada mais ridiculo do que transformar
Billy the Kid e Jesse James em travecos.
O fato é que na sexta-feira, quando aparecer a palavra fim encerrando definitivamente a novela (que ninguem tenha a idéia de jerico de reprisá-la no V ale a Pena ver de novo), a sensação do público será "já vai tarde". E já foi mesmo. Com esta novela, a Globo afastou de si uma fatia de público que passou a fazer outras coisas no horário das 19 (quase 20h, aliás, já que todo dia a novela começa mais tarde e termina mais cedo). Culpa de quem? Está na hora da Globo pensar que o povo não é burro, sabe escolher e é o publico quem manda na emissora. Se todo mundo preferir desligar a TV do que
assistir porcaria...

Thursday, April 13, 2006

EXTRAAAAAAAA

Julia Assunção paga os pecados de Fatima Roitmann

Julia Assunção, personagem principal da novela Belíssima e mãe de uma psicótica-ninfomaniaca-narcisista chamada Erica, vem pagando os pecados que cometeu em sua encarnação anterior como Fatima Roitmann da novela Vale Tudo.

Justamente quando se viu livre de Bia Falcão (que conseguiu ser muito pior que Odete Roitmann a falecida sogra da mesma Gloria Pires na novela anterior), Julia descobre que sua filha Erica consegue ser um misto de cobra jararaca, dragão de Komodo, tubarão-branco e jacaré ainda sobrando troco.

Depois de pegar seu (ex)marido, André, lhe dando corno justo com sua filha, e ter toda sua fortuna roubada pela dupla, Julia se lembrou que em sua encarnação anterior ela fez pior e vendeu a casa em que morava com a mãe, Raquel Acioly, só para vir atrás de um cara chamado Cesar, um michê muito pior que o Mateus de Cauã Raymond porque conseguiu ter coragem de faturar Odete Roitman o que nem o Jamanta merecia...


Flores para quem merece flores, espinho para quem precisa

Flores para

- minha sobrinha Julia Goes de Araujo

- Manuela, professora de pilates

- Ludmila Rohr, do Espaço Mahatma Gandhi

espinhos

- Conselho Regional de Farmácia - pela intolerância com Kardé Mourão, presidente do sindicato dos jornalistas

- Suzane que matou os pais

- Fatima Bernardes

Monday, April 03, 2006

Extraaaaaaaaa!!!

Pedro, que já foi Jorge Junqueira, vai reencarnar. Dessa vez sem barba, sem bigode, sem cavanhaque e sem roupa de hippie na novela das sete, Cobras e Lagartos. Alem de Henri Castelli, vão estar lá duas extraditadas de AMÉRICA: Raissa e Lurdinha. Pra completar o trio, a ex-filha de Maria do Carmo, a Senhora do Destino, Isabel botou megahair, exagerou nas tintas e aparece de vilã. É só conferir.
A partir do dia 24 quando (FINALMENTE) vamos ficar livres de Bang Bang para quase todo o sempre (pelo menos até a globo empurrar a novela no vale a pena ver de novo. ecaaaaa).

Mariana deveria ter sido a vencedora do Big Brother. Ela, sim, engoliu cobras e largatos, sofreu traição, ouviu desaforo e carregou Mara nas costas. Mas o Brasil assistiu estarrecido a vitória de Mara. Pior: na própria Globo, no site do Video Show, está lá a enquete pra quem quiser ver: a maioria queria Mariana para ganhar o milhão de reais...

Saturday, March 25, 2006



Minhas impressões sobre o Oscar 2006

- Modelitos das estrelas: Charlise Theron jogou duro na elegancia. Lindo o vestido. Mas, se não tivesse apresentado um prêmio teria apenas assistido a cerimônia em grande estilo.

- A Globo não dá para transmitir uma cerimônia do peso do Oscar ao vivo. Começou horas mais tarde, suprimiu alguns premios, não mostrou o desfile pelo tapete vermelho na entrada.

- Sem falar nos palpites dos comentaristas e na tradução simultanea que matou de vez as já sem graça piadas que os americanos fazem durante a festa.

- Legal a "divisão" entre os premios. Tres para cada... Pior que é quase que completamente aleatória. Pode haver especulações, mas ninguem sabe ao certo quem vai vencer.

- Pelo segundo ano consecutivo, os "apostadores" e "críticos" perderam feio. O Segredo de Brokeback Mountain até levou algumas estatuetas, mas não a de melhor filme.

- Crash, do mesmo roteirista de Menina de Ouro, vencedor do ano passado, foi o grande vencedor deste ano do premio de melhor filme.

- A cerimônia foi pobre, chata, sem nada de novo. Os numeros musicais um tédio só e a homenagem a Robert Altman não teve a mesma empolgação da homenagem recebida por outros diretores.

- Spielberg saiu esnobado. George Clooney teve seu "Boa Noite e Boa sorte" esquecidos mas levou o premio de melhor ator coadjuvante por Syriana e não ficou no prejuizo.

Friday, February 03, 2006




abusivo e absurdo: cambistas chegam a ser agressivos em sua tentativa de vender ingresso do Festival de Verão no estacionamento do Aeroclube Plaza Show

encostam-se nos carros e não dão passagem para os motoristas que desejam apenas ir embora de lá. Pior: dizem gracinhas e palavras ameaçadoras às mulheres.

Uma academia classe A A da Pituba está fechando as portas. Segundo funcionários mau humorados que recusam novas matriculas, os donos vão se mudar pros EUA. Não colou muito.

Na verdade, a academia é grande demais para o que oferece. De qualquer jeito, é uma pena. Com a mania de corpos perfeitos, uma academia a menos sempre faz falta.

Pior é a recepcionista mau humorada. Precisa-se perguntar tres vezes a mesma coisa para que ela se digne a resmungar qualquer resposta.

E ainda assim, a empáfia com que ela retruca quando alguem levanta a possibilidade de desemprego: "nós vamos trabalhar na outra academia, em Vilas do Atlantico".

Insuportável o calor e o sol. Torna-se inviavel passear no Aeroclube no periodo da tarde. As lojas estão as moscas.

Voltando ao assunto aparencia, culto ao corpo, etc, ficou dificil buscar uma vida mais espiritualizada em Salvador: quase não existe mais meditação.

Há uns cinco anos, o que mais tinha na cidade eram grupos de meditação, de raja yoga e até de estudos mais "cabeça". Agora, parece tudo provado que o que vale é o que se mostra...

Uma pena. Mas como diria o Louro José, num desses programas da Ana Maria Braga, "a beleza vem do interior, só que eu moro na capital". Então... Vamos a luta que o verão dura apenas tres meses.
flores para quem merece flores:


Claudia Abreu - que promete dar uma virada na idiota e chorosa Vitória e quem sabe assim salvar Belissima

Daniela Mercury - pode até aparecer menos que a Sangalo, mas indiscutivelmente é muito melhor e está numa ótima fase profissional

Gilberto Braga - quem vê Força de um desejo, no Vale a Pena ver de novo, sabe o que é uma novela bem amarrada

espinhos para quem precisa:

Leticia Bierkhauer - será assim o nome dela?...

Fernanda Lima - conseguiu naufragar uma novela que tinha tudo para ser engraçada

Gisele Bundchen - por causa dela, muitas mulheres perderam a auto-estima...



uma novelinha do jeito que você nunca sonhou
leia em http://naovelas.blig.ig.com.br/

Thursday, January 05, 2006

Aguardem, o Zuadeira vai voltar

breve, neste blog

Supermercado também é point cultural... ou menos... Mas Luis Caldas fazia compras no principal supermercado da Pituba.

O cantor não foi molestado pelos fãs, se mostrou simpático, mas discretos olheiros meio que guardavam a entrada dos corredores por onde ele passava.

E já que o assunto é axé, mais novidades: a turma que criou a axé music promete voltar com força total este ano. Praticamente certa a volta de Ademar, da Banda Furta Cor.

Enquanto isso, Laura Arantes, a famosa e boa Laurinha Furacão, grava seu primeiro CD com o pop-azeitado, um ritimo novo, invenção sua.

Voltando ao supermercado: fazia compras no mesmo estabelecimento a ex-assessora de imprensa da Federação Baiana de Futebol, Cleusa Duarte.

Passagem de ano: Genipabu, no litoral norte baiano, ferveu com o Scar Reef e show de Daniela Mercury, Cidade Negra e outras bandas.

O reveillon foi tão bom que até a informática teve ressaca. Velox, e-mails, sistemas bancários piraram de vez na segunda-feira, primeiro dia util de 2006.

Salgadinho da moda e politicamente correto e saudável: soja torrada e salgada que nem amendoim. Até nas mesas mais chiques está sendo servido.

Da India, a professora de yoga e terapeuta Ludmila Rorh manda dizer que andou de elefante, tomou massagem ayuvédica e participou de ritual no Ganges. Para quem pode.

Falando em yoga, baixando a bola dos que acham que podem transformar tudo em moda, ficam as pessoas que levam o yoga a sério.

Mesmo com todo mau gosto das letras, parece mesmo que Tati Quebra Barraco e o funk vão ser a mania do verão. Culpa, ainda, de Raissa de Celebridade.

E André (Marcelo Antony) é mau caráter ou não é? Ao que tudo indica, Julia Assunção (Gloria Pires) começa a desconfiar do marido. Em Belíssima. As 21h na Globo.

Tuesday, December 20, 2005



noticias que gostariamos de ler: descoberta identidade secreta de Rapunzel

Injuriada com a baixa audiência da novela Bang Bang, Rede Globo ameaça arrancar o megahair de Rapunzel e manda-la descer do cavalo e pegar o bonde (ou trem) andando. Escondida com o codinome Fernanda Lima, a ex-princesa, que perdeu o trono desde que proclamaram a republica na Disneylandia, soltou as tranças e aprendeu a montar cavalo assistindo reprises de Roy Rogers com o qual ela aprendeu o jeito chique porém chato de ser do cowboy.

Sobre a novela ser encurtada em 30 capitulos Rapunzel diz que já está acostumada. "Nenhum produtor quis me transformar em desenho animado. Falaram que não gostam de estórias minimalistas" diz ela chorando e perguntando "o que Xuxa tem que eu não tenho" pois Xuxa virou desenho animado. Falaram sobre a burrice cronica da princesa que poderia ter cortado a trança, amarrado na torre e se mandado. "mas assim como o Ben iria me encontrar depois?"

Tuesday, December 13, 2005

e-mails para papai noel

Que mané carta que nada, os meninos cibernéticos de hoje em dia estão mesmo é mandando e-mail pra papai noel.

De: Joãozinho
Para: undisclosed recipients
assunto: recebi e repasso...

Querido Papai Noel:

Oooooh, obrigado por existir. Não peço nada pois li num e-mail que eu recebi de uma lista que é melhor a gente compartilhar. Não falo doar porque na net ninguem doa nada, papai noel. Queria saber como faço o download de meu presente pois uma bicicleta pesa mais que um mega e via e-mail vai demorar horas e meu pai me mata pois nossa conexão ainda é discada.
Ah, eu falei que não ia pedir nada, mas a carne é fraca.

Beijos no coração,

Luiza

PS: se for repassar mantenha os créditos...

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De: Maricotinha
Para: Papai Noel
CC: duendes, meu padrinho, minha madrinha, fofoqueiras da net
Assunto: solicitação de presente

Prezado Papai Noel

Olhe, eu quero meu presente. E de preferencia personalizado. Nem adianta me mandar Barbie. Só vai me matar de tristeza pois vou me lembrar que sou uma menina obesa e nerd que tem vergonha de sair na rua e fica o tempo inteiro no computador. Manda umas fotos eróticas. Na verdade eu tenho 58 anos mas finjo que tenho 18 para impressionar.
Ah, e não repasse esse e-mail. Se alguem comentar que você repassou, eu te denuncio.

Atenciosamente

Flor de Cacto (este é o meu nome, Maricotinha é apenas um nick)
Alice, quem diria, reencarnou no outro canal

Depois de tentar a sorte como estrelinha da Globo, Alice, conhecida fora da novela A força do desejo pelo nome de Lavinia Vlasak, reencarnou na novela Prova de Amor da TV Record.
- Era tudo ou nada, diz ela (a Alice, não a Lavinia). Ou reencarnava em outro canal ou ia passar meses assistindo a Fernanda Lima tentando enganar ela mesma como atriz...


Claudia Raia ri por ultimo

Depois de passar meses vendo seu marido Edson Celulari dando amassos em Cleo Pires, chega a vez de Claudia Raia mostrar que quem ri por ultimo ri melhor. Depois de passar por quatro maridos, La Raia, mais conhecida como Safira nas dependencias da novela Belissima, dá um upgrade e troca o japonês baixinho e chato da quitanda da esquina por nada menos que Reinaldo Gianechini.
Safira ficou espantada porque o mecânico Pascoal não aproveitou nada de sua (do Gianechini) convivencia com Marilia Gabriela e continua falando errado detalhe que ela (Safira) acha irrelevante:
- na hora do rala e rola ninguem precisa falar nada, argumentou.

Wednesday, December 07, 2005


Gisele Bundchen que se cuide...

Na Argentina, as lojas são obrigadas a vender roupas de TODOS OS TAMANHOS. Assim, o padrão cabide ambulante, leia-se Barbie, não vale mais. Agora, quem quiser comer e explodir de gordura vai ficar tão fashion quanto Claudia Abreu na novela Belissima (em versão tonelada, mas tão fashion quanto).

Pois é... Confecções que fazem roupinha de bujão de gás para quem não é, nem nunca será Gisele Bundchen (nem a irmã dela, é, aliás), podem rever seus conceitos... Aquele bando de pano esvoaçante parecendo capa do Batman já era mesmo...